30 de Outubro de 1924/2014


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Esperidião Rodrigues

Esperidião Rodrigues

                                                          
EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE ARAPIRACA
 
Após a morte de Manoel André, em 1890, o seu sobrinho Esperidião Rodrigues da Silva continuou sua obra visando elevar cada vez mais o nome e o prestígio do então povoado de Arapiraca, fazendo jus ao progresso e capacidade de trabalho de sua gente.
 
A parti de 1890, Esperidião Rodrigues assumiu a liderança política, perdendo-a logo depois por apoiar uma posição contrária à do Barão de Traipú. 
 
A esta altura, o povoado de Arapiraca  superava Limoeiro de Anadia, sede do município. O desejo de Emancipação estava no coração de todos os arapiraquenses. Mas a emancipação era difícil quase impossível. Alagoas vivia conturbada por crises políticas sociais.
 
Em 1908 Esperidião Rodrigues mais uma vez assume a liderança política e organiza a primeira banda de música de Arapiraca. Chamava-se ” Sociedade Musical União Arapiraquense “. No ano seguinte foi criado o Tiro de Guerra.
 
Um dos capítulos mais importantes da história de Arapiraca e que merece registro é sem dúvida a luta empreendida pelo líder da comunidade major Esperidião Rodrigues da Silva, a parti de 1918 quando  assumiu o comando da campanha em prol da Emancipação Política de Distrito de Arapiraca . 
 
Foram anos de preocupações e sacrifícios, enfrentando pacientemente pelo líder da campanha, realizando reuniões, preparando relatórios sobre a área do povoado, número de imóveis, de habitantes, de propriedades rurais, atividades comerciais, produção agrícola, enfim, toda economia local, para de posse destes subsídios provar que o distrito de Arapiraca poderia sobreviver emancipado de Limoeiro de Anadia.
 
O líder Esperidião Rodrigues, impaciente com a burocracia da tramitação do processo, tomou uma atitude: viajaria a Maceió e só voltaria para Arapiraca após o resultado final – ou tudo, ou nada. Foi com essa decisão que chegou à capital do Estado, na primeira quinzena de abril e durante 40 dias permaneceu ao lado do deputado Odilon Auto, acompanhando a tramitação do Projeto Lei Nº 1.099, que após vários debates e discussões acaloradas, foi finalmente aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Dr. José Fernandes Lima.
 
Na noite de 31 de maio de 1924, após lutar, insistiu junto ao então governador Dr. José Fernandes Lima, Esperidião Rodrigues recebeu um telegrama onde dizia:
 
Coronel Esperidião Rodrigues.
Arapiraca – Limoeiro.
 
Acabo de sancionar Projeto Lei criando Município Arapiraca com cuja população laboriosa, adiantada e progressista me congratulo por intermédio amigo grande incansável, paladino dessa conquista que representa ato de justiça dos poderes públicos a um povo que se levanta por si próprio, que tem iniciativa e que progride.
Cordiais saudações.
 
(Ass.) Fernandes Lima
 Governador do Estado.
 
FONTE
Livro: Raízes e Frutos de Arapiraca
Autor: Profº Valdemar Oliveira de Macedo.
 
[ Editado por Gilvan Juvino – E-mail: gilvanjuvino@yahoo.com ]
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EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE ARAPIRACA – Por Zezito Guedes
 
Um dos capítulos mais importantes da história de Arapiraca e que merece registro é sem dúvida, a luta empreendida pelo líder da emancipação major Esperidião Rodrigues da Silva, a partir de 1918, quando assumiu o comando da campanha em prol da Emancipação Política do Distrito de Arapiraca.
 
Foram anos de preocupações e sacrifícios, enfrentados pacientemente pelo líder da campanha, realizando reuniões, preparando relatórios sobre a área do povoado, número de imóveis, de habitantes, de propriedades rurais, atividades comerciais, produção agrícola, enfim, toda economia local, para de posse desses subsídios provar que o Distrito de Arapiraca, poderia sobreviver emancipado de Limoeiro de Anadia.
 
Convém frisar, que naquela época ainda não existia automóvel no interior e as exaustivas viagens à capital do Estado, eram realizadas a cavalo e o Major Esperidião Rodrigues tinha que inevitavelmente passar por Limoeiro de Anadia, cujas lideranças políticas envidavam esforços tentando a todo custo obstruir o trabalho e a tramitação do processo de emancipação do distrito de Arapiraca.
 
Então, as hostilidades eram constantes e quando o nosso libertador passava humildemente por Limoeiro de Anadia, em demanda da capital Maceió, ouvia impropérios e achincalhes dirigidos a sua pessoa, por causa de sua luta em prol da Emancipação de Arapiraca, numa fase em que imperava a oligarquia da “Família Barbosa”, que tinha livre acesso aos bastidores do Palácio dos Martírios, como políticos de situação e bem prestigiados.Homem abnegado, era uma verdadeira peregrinação que o major Esperidião Rodrigues fazia há anos, frequentando secretarias, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça, Palácio do Governo e outros órgãos, onde o líder da campanha ficou muito conhecido e os funcionários e assessores, quando o avistavam ao longe comentavam entre si: – “Lá vem o homem dos olhos azuis outra vez!”. O tempo foi passando até que enfim, apareceu uma luz no fim do túnel e o panorama começa a clarear com a presença oportuna do deputado Odilon Auto (natural de Pilar/AL) que acompanhando o sacrifício do Major Esperidião Rodrigues, resolveu apoiar e defender a causa da Emancipação Política do então distrito, reivindicada pelo laborioso povo de Arapiraca. Agora, de posse da documentação necessária, o deputado Odilon Auto se engaja ma luta e passa a preparar o projeto, para enfrentar a fase mais difícil: convencer a maioria dos deputados, e votar pela aprovação do Projeto de Lei para posterior sanção pelo governador Dr. José Fernandes Lima. Foi uma tarefa árdua enfrentada pelo deputado Odilon Auto, que durante meses se empenhou com toda capacidade de trabalho, pela justa causa da emancipação do distrito de Arapiraca, contrariando os interesses dos políticos de Limoeiro de Anadia, que não desejavam perder a renda mensal do seu mais importante distrito que era Arapiraca.
 
O líder Esperidião Rodrigues, impaciente com a burocracia da tramitação do processo, tomou uma atitude: viajaria a Maceió e só voltaria para Arapiraca após o resultado final – ou tudo ou nada. Foi com essa decisão que chegou a capital na primeira quinzena de abril e durante 40 dias permaneceu ao lado do deputado Odilon Auto, acompanhando a tramitação do Projeto de Lei nº 1009, que após vários debates e discussões acaloradas, foi finalmente aprovado pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador dr. José Fernandes Lima, no dia 30 de maio de 1924. Foi um relevante serviço prestado pelo deputado Odilon Auto a causa da emancipação e uma grande vitória para o líder da campanha major Esperidião Rodrigues da Silva, o grande idealista.
 
[ Fonte: Livro “Arapiraca Através do Tempo”, 1999 / http://www.cma.al.gov.br ]
[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com  ]
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2014: 90 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE ARAPIRACA/AL
 
Uma planície fértil e rica em árvores frondosas, assim foi descrita a região onde hoje se encontra Arapiraca/AL. Nesse lugar iniciou o povoado chamado, desde a origem, de Arapiraca, uma referência á árvore que tem o mesmo nome.
 
Através do Projeto de Lei Nº 1009, foi finalmente aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Dr. José Fernandes Lima, no dia 30 de maio de 1924, a criação do município de Arapiraca, mas a festa e Emancipação Política só ocorreu em 30 de outubro de 1924, com a edificação do primeiro sobrado da cidade, chamado de Paço Municipal. Este local foi a primeira sede do governo e, 30 de outubro ficou marcado como o dia da Emancipação de Arapiraca. 
 
A cultura do fumo teve importância fundamental para elevação de Arapiraca ao status de município, uma vez que o conhecido “ouro verde” brotava nos latifúndios das tradicionais famílias que resolveram se estabelecer no local. Numa sociedade eminentemente rural, Arapiraca passou a ter um destaque nacional na cultura fumageira, chegando até mesmo a ostentar o título de capital brasileira do fumo, por ser o município com a maior produção de fumo do país.
 
Em paralelo ao desenvolvimento do fumo, Arapiraca também ficou conhecida por sua feira livre ás segundas-feiras, quando comerciantes de várias cidades vizinhas vinham ao Município vender seus produtos. Um dos fatores que favoreceram e deram fama ao comércio arapiraquense foi a sua localização na região central do Estado e seu constante crescimento.
 
[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, Arapiraca/AL – Adaptado por Pedro Jorge ]
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MOBILIZAÇÃO RESULTA NA EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE ARAPIRACA – Por Roberto Gonçalves (Jornalista)
 
Arapiraca surgiu da tenacidade do sertanejo Manoel André Correia dos Santos, quando se instalou nas terras que hoje formam o município conhecido nacionalmente como “Terra do Fumo”. Estas foram as palavras do deputado Odilon Auto da Cruz Oliveira, ao fazer um breve histórico da Emancipação política de Arapiraca.
 
A ânsia de libertação surgiu das bases populares e lideranças municipais em 1913. Esperidião Rodrigues da Silva, filho do colono José Veríssimo e sobrinho de Manoel André, colhia assinaturas dos eleitores de distritos objetivando emancipar o então povoado.
 
Veríssimo também liderou a mobilização popular que entregou o resultado do abaixo-assinado que foi entregue no dia 16 de abril a comissão da Câmara dos Deputados. O documento continha 104 assinaturas reivindicando a Emancipação Política de Arapiraca.
 
Se passaram dois anos até que as autoridades decidiram transformar em projeto de lei a grande aspiração do povo de Arapiraca. Mesmo assim, o documento permaneceu estacionário sem nenhuma evolução, uma vez que o governador Fernandes Lima, era apenas a mudança da sede do Município de Limoeiro de Anadia para o então povoado de Arapiraca, fato que não concordava o coronel Esperidião Rodrigues.
 
Muito magoado com a decisão do governador, Esperidião Rodrigues transferiu-se para o município de Igreja Nova. Finalmente, em 15 de abril de 1924, Esperidião Rodrigues, retornava trazendo consigo todos os dados concernentes ao povoado.
 
 
Na Câmara dos Deputados com o apoio do deputado Odilon Auto, conseguiu o número legal de assinaturas. Em 17 de maio de 1924, o projeto é aprovado em 3ª discussão. Surgiram a partir deste momento, contatos com o governador Fernandes Lima e o Senado Estadual, em 28 de maio de 1928, o Projeto de Emancipação é aprovado em 3ª discussão.
 
Em maio de 1924, o governador Fernandes Lima sancionou a Lei Nº 1.009 de Emancipação Política de Arapiraca, que foi publicada no dia 31 de maio de 1924 pelo Diário Oficial do Estado de Alagoas. Em 17 de outubro de 1924 foi sancionada a Lei Nº 1.078, que dispunha sobre a nomeação de uma Junta Governista para administração dos municípios que foram criados.
 
Nesta mesma data foi nomeada a Junta Governativa composta de membros de destaque do município recém criado. A Junta Governativa foi composta por Francisco de Paula Magalhães, que governou o Município de 30 de outubro de 1924 a 7 de janeiro de 1925.
 
[ Fonte: Informativo da Prefeitura Municipal de Arapiraca/AL ]
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EXPANSÃO DA FEIRA LIVRE MOTIVOU A EMANCIPAÇÃO –  Por Roberto Gonçalves (Jornalista)
 
A tradicional feira de Arapiraca/Al, cantada e decantada em prosa e versos pelos violeiros e repentistas, teve sua origem em 1848 e foi a grande propulsora para a Emancipação do município. A feira livre cresceu quando a cidade era apenas um simples povoado. O advento da Cultura Fumageira a fez progredir atraindo para o município uma grande população. Segundo o historiador Nelson Rodrigues, em 1920, a renda da feira livre de Arapiraca superava a de Limoeiro de Anadia/Al, gerando a partir deste fato, o movimento pela Emancipação que ocorreu em 30 de outubro de 1924.
 
Atualmente, a feira está localizada em ruas próximas ao novo Mercado Público Municipal e continua, ás segundas-feiras, com uma grande concentração de pessoas.
 
Ruas do Centro Recebem Nomes de Produtos Vendidos na Feira 
 
Por sua importância, a feira livre de Arapiraca – e os produtos comercializados -, deram nomes a várias ruas do centro da Cidade, como a “feira do peixe” (atual rua Professor Domingos Rodrigues), “rua do carvão” (atual rua 7 de Setembro), “Feira dos móveis” (atual rua Pedro Correia), “rua do coco” (atual rua Olavo Bilac) e “rua das frutas” (atual rua Santa Terezinha).
 
O historiador Zezito Guedes costuma dizer que a feira é o refúgio da população de baixa renda. “Na ‘feira do peixe’ a população carente se abastece do cará, da traíra e do jundiá”, observa. Segundo o historiador, a modernidade não deve tirar as tradições e as raízes da feira. “Os raizeiros devem continuar vendendo suas meizinhas. a feira não pode perder o seu folclore com os seus cantores de coco, emboladores, repentistas e violeiros”, defende.
 
[ Fonte: Informativo da Prefeitura Municipal de Arapiraca/AL ] ______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
 
AS EMOÇÕES DA EMANCIPAÇÃO DE ARAPIRACA – Por Zezito Guedes (historiador e folclorista)
 
Quando amanheceu o dia 30 de outubro de 1924, foi uma verdadeira apoteose, um deslumbramento para o povo de Arapiraca que sonhava com esse dia há mais de 10 anos. Era uma questão de honra, libertar o distrito de Arapiraca de Limoeiro de Anadia/AL e da oligarquia dos “Barbosa” que imperava naquela época. Para comemorar a grande festa os jovens colocaram faixas em vários pontos e ornamentaram as ruas com luxuosos cortes de seda doados pelos comerciantes: cel. José Farias, José Magalhães, João Ribeiro Lima, capitão Chico Preto, Firmino Leite, Manoel Evaristo e José Leite. Ás 5h da manhã houve salva de tiros executados pelo Tiro de Guerra 657, que proporcionou a primeira emoção da comunidade que experimentava o sentimento cívico, o espírito de cidadania e a independência. Em seguida a banda de música União Arapiraquense saiu ás ruas para abrilhantar as cerimônias da Emancipação e os acordes arrancavam risos e lágrimas do povo nas ruas. 
 
As girândolas de fogos ecoavam sem cessar aumentando a euforia do povo que se aglomerava nas ruas. Naquela época, as ruas denominavam: Quadro, Rua Nova, Pinga-Fogo, Rua do Comércio e a Rua da Igreja. As ruas somente foram nomeadas, em 1925, pelo prefeito Esperidião Rodrigues. O centro de todas as atenções era a figura do líder da Emancipação – Esperidião Rodrigues, que na última fase do processo, permaneceu durante 40 dias em Maceió, e somente voltou quando a Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Emancipação de autoria do deputado Odilon Auto, braço direito de Esperidião Rodrigues na campanha pela liberdade. 
 
Após a Missa em Ação de Graças, houve um almoço na residência de Manoel Leão, cujo destaque foi a presença do governador Costa Rego e de sua comitiva. A solenidade de posse e o baile comemorativo ocorreram no sobrado de Antônio Apolinário, que a partir do momento passou a ser chamado Paço Municipal. O orador oficial foi Olegário Magalhães, abrilhantaram todas as solenidades do evento a Banda da Escola Musical União Arapiraquense regida pelo maestro e os músicos Serapião Rodrigues de Macedo, Juvino Cavalcante, Nezinho Gonzaga, Firmino Magalhães, Toinho Rodrigues, Chico Leite, Genésio Rodrigues, Lau Leite, Mestre Tôta, Gondim Rodrigues, João Nunes e Juvêncio Rodrigues.
[ Fonte: Informativo da Prefeitura Municipal de Arapiraca/AL ]
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ARAPIRACA – 90 ANOS
Por Fernando Collor (Senador PTB-AL)O Brasil ainda vivia em plena Monarquia e o regime escravocrata expunha a crueza de uma relação desumana em nossa sociedade. Em certo ponto do Agreste alagoano, bem embaixo de uma Arapiraca, Manoel André ali se instalou com sua família, procedente de Cacimbinhas/AL. De uma cabana formou-se um arruado, sob as bênçãos de Nossa Senhora do Bom Conselho – a padroeira da primeira capela edificada.

Décadas se passaram para outro sertanejo continuar a construção pioneira da maior cidade do interior de Alagoas. Pela força empreendedora de Esperidião Rodrigues, o primeiro comerciante da localidade, Arapiraca logo ganharia uma feira, a primeira escola e até uma sociedade musical. Como intendente da Vila de Limoeiro de Anadia, lutou pela Emancipação de Arapiraca, oficializada em 30 de outubro de 1924.*

Ao completar 90 anos de Emancipação Política, Arapiraca se posiciona como um dos grandes polos de desenvolvimento entre as demais unidades interioranas em nosso Nordeste. Graças à determinação, à coragem e ao empreendedorismo de sua gente. Se, no passado, tivemos a visão de Manoel André e Esperidião, hoje contamos com referências que acreditam e investem no potencial arapiraquense, como José Alexandre e tantos outros.

É apostando no amanhã e na superação das dificuldades, ora aflitivas aos municípios como um todo, que a Prefeitura de Arapiraca vem cumprindo extensa programação alusiva ao aniversário da cidade, desde o último dia 15. Apesar dos obstáculos, a prefeita Célia Rocha mostra serviço e entrega um conjunto de obras à comunidade, como quadras poliesportivas, escola, casas populares e pavimentação de logradouros, além de ações sociais e culturais.

A prefeita Célia Rocha, que já executou 56% de suas metas administrativas, em menos de dois anos de gestão, haverá de cumprir todos os compromissos até a conclusão de seu mandato. Como senador da República, venho envidando esforços para viabilizar mais investimentos federais na “Terra de Manoel André”. O foco são as obras estruturantes e os programas de inclusão, de modo que a prefeitura possa construir o desenvolvimento e o arapiraquense se beneficiar, com empregos e novas oportunidades.

Aproveito para realçar algumas gestões concretas em defesa de Arapiraca: em Brasília, acionei ministérios em defesa do projeto que revitaliza o lago da Perucaba, com obras de urbanização e saneamento. Ainda no campo da infraestrutura, participei das gestões federais que levaram à instalação da subestação de energia, já em operação na região. É motivo de enorme satisfação constatar que o nosso mandato de senador esteve à frente da viabilização de R$ 48 milhões para Arapiraca, dos quais R$ 18 milhões estão garantidos para a área rural do município.

Neste segundo mandato da presidente Dilma, desejo também priorizar a aceleração dos projetos em curso nos municípios, para convertê-los em benefícios coletivos. Como disse em campanha, o caminho é a busca de resultados, com integração eficaz do Estado com o governo federal. Arapiraca vai avançar mais, pois seu contingente populacional, sua localização geográfica e sua pujança econômica o tornam referência estratégica que suplanta o próprio Agreste, com amplo reflexo em Alagoas.

Como bem inspira a letra do hino do município, a “Princesa do Agreste” merece, sim, um título de nobreza. Nesta data comemorativa, desejo registrar minha alegria por compartilhar este momento. Deixo, enfim, um abraço caloroso a todos os arapiraquenses.

Fonte: Jornal “Gazeta de Alagoas (30/10/2014).

Fonte (link): http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/noticia.php?c=254720

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ARAPIRACA – 90 Anos

ARAPIRACA  – 90 Anos

Começou outubro. Um mês muito, muito especial. Pois nele nossa querida Arapiraca/AL comemora sua Emancipação. E serão 90 aninhos de história, desenvolvimento, de histórias. Estamos preparando uma festa bonita, embora limitada às restrições orçamentárias e financeiras que o momento exige. Mesmo assim estaremos comemorando com quem mais merece: o povo!

Resgatando imagens e histórias de nossa cidade, de muitos e queridos personagens. Porque essa Arapiraca que tanto amamos só existe pela força, pelo amor e pela participação de cada um. Essa Arapiraca é mesmo uma cidade feita por todos! – Célia Rocha (prefeita de Arapiraca)

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90 ANOS – Arapiraca, Uma Cidade Feita Para Todos!

O mais importante de Arapiraca são as pessoas. Essa gente que, ao longo desses 90 anos de Emancipação Política e mais o período que antecede sua história, fazem desta cidade um lugar especial para se viver. Aqui, milhares de pessoas têm contribuido com seu crescimento, desenvolvimento e projeção nacional. Somos um dos mais importantes municípios do Brasil, um dos mais dinâmicos e, com certeza, um dos mais desafiadores. Aqui, se projeta o futuro, respeitando as tradições e acreditando na força e constribuição de cada um. Porque aqui, o mais importante é o patrimônio humano, onde se respeita o cidadão e o ser humano é valorizado e estimulado a avançar. Essa é a nossa Arapiraca: uma cidade feita por todos!

Assina: Prefeita: Célia Rocha | Vice-Prefeito: Yale Fernandes

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Site (Prefeitura de Arapiraca/AL): http://arapiraca.al.gov.br/arapiraca90anos/

 
[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]
 
Administração (Blog Arapiraca Legal):
Gilvan Juvino da Silva / E-mail: gilvanjuvino@yahoo.com
Pedro Jorge de Melo / E-mail: pjorge-65@hotmail.com
Pesquisa: Blog Arapiraca Legal 
 
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4 Respostas para “30 de Outubro de 1924/2014

  1. “Cultura na Praça – 90 Anos”, Mostra Força da Tradição em Arapiraca
    Por Dep. de Imprensa (20/10/2014)

    Frase:
    “Só temos a agradecer por este espaço dado pela nossa prefeita, Célia Rocha, e nossa secretária de Cultura e Turismo, Tânia Santos, e pelo empenho em manter este evento que reúne a nata da cultura nordestina. E, mesmo nova, com seus 90 anos, Arapiraca dá exemplo às outras cidades do país mostrando este resgate às suas tradições.” – (Afrísio Acácio do Acordeon)

    “São iniciativas como essa que frutificam nossa cultura popular”, diz o poeta pernambucano Sandoval Ferreira, visitando a cidade de Arapiraca e conhecendo o projeto Cultura na Praça, que acontece todas as segundas-feiras.

    Sempre na arena da Praça Luiz Pereira Lima, antiga “Praça da Prefeitura”, no bairro Centro, o evento desta segunda (20) foi especial em reverência aos 90 anos de Emancipação Política de Arapiraca/AL.

    Estiveram no local os artistas populares Bastino da Sanfona, Nelson Rosa, Maxsuel do Acordeon, Afrísio Acácio, Wilson China e Sandoval Ferreira, além de muitos outros de municípios vizinhos. Estes dois últimos, por exemplo, são de Pernambucano e ficaram encantados com o projeto.

    “Este Cultura na Praça contempla a amplitude da nossa cultura popular, convergindo artistas de boa parte do estado de Alagoas, com aboiadores, cantores de toada, repentistas, poetas matutos e o forró pé-de-serra, além de um público que apoia o artista local. É muito importante essa valorização porque vai mostrando aos mais novos toda essa efervescência no setor cultural. Tenho que parabenizar o trabalho da Prefeitura Municipal, da Secretaria de Cultura e Turismo e, não menos importante, do seu Afrísio Acácio, que comanda esse evento com tanto fervor, mantendo viva essa tradição”, diz Sandoval Ferreira.

    Natural de Iati-PE e morando atualmente em Garanhuns-PE, ele declamou seu poema “Gonzagão deixou de herança forró, xaxado e baião”, de seu livro “Porteira Velha se Abrindo Faz Meia Lua no Chão”, lançado no ano passado, e ainda fez rimas homenageando Afrísio. Sandoval afirmou nunca ter visto algo assim em Pernambuco e pretende voltar outras vezes.

    Admirado ficou também Wilson China, cordelista, declamador e músico popular de Lajedo-PE. “Andei por vários lugares do Nordeste e confesso que nunca vi nada igual a este formato de projeto desenvolvido em Arapiraca – nem em Caruaru, considerada a ‘Capital do Forró’ a gente presencia algo assim tão bonito, tão intenso, onde se mostra o trabalho do cordelista, do aboiador, do sanfoneiro. Os idealizadores deste Cultura na Praça estão todos de parabéns, realmente”, coloca Wilson China, que é inclusive membro da Academia Caruaruense de Literatura de Cordel (ACLC).

    Por sua vez, 50 idosos da cidade de Junqueiro/AL prestigiaram o evento nesta manhã. Com coordenação das Mulheres de Farda Salvar, do Corpo de Bombeiros Civil, eles vão fazer um city tour pelo município, visitando a exposição sobre o emancipador Esperidião Rodrigues, no Museu Zezito Guedes, o Bosque das Arapiracas, a Escola Municipal de Circo Teófanes Silveira, o Mercado do Artesanato Margarida Gonçalves, a Igreja São Sebastião e a Associação dos Pensionistas, Idosos e Aposentados de Arapiraca.

    “Só temos a agradecer por este espaço dado pela nossa prefeita, Célia Rocha, e nossa secretária de Cultura e Turismo, Tânia Santos, e pelo empenho em manter este evento que reúne a nata da cultura nordestina. E, mesmo nova, com seus 90 anos, Arapiraca dá exemplo às outras cidades do país mostrando este resgate às suas tradições”, conclui o mestre Afrísio Acácio do Acordeon.

    O Cultura na Praça ocorre às segundas-feiras, sempre a partir das 8h, em consonância à tradicional Feira Livre de Arapiraca. Para conferir a programação completa dos 90 anos, acesse arapiraca.al.gov.br/arapiraca90anos.

    Fonte: http://www.arapiraca.al.gov.br/v3/noticia.php?notid=7949

    [ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

  2. HISTÓRIAS – Personalidades Arapiraquenses

    Ao longo desses 90 anos, pessoas que nasceram em Arapiraca/AL ou que passaram a viver aqui fazem desta cidade um lugar inesquecível. Conheça um pouco dessas histórias!

    Zezito Guedes
    José Gomes Pereira, o popular Zezito Guedes, nasceu em Juru, na Paraíba. Foi professor da antiga Funesa (Hoje, Uneal), é protético, escultor e folclorista. É historiador e autor de vários livros, entre eles, o “Arapiraca, Através dos Tempos”. Em 2013, foi aclamado Patrimônio Vivo de Alagoas.

    Zé do Rojão
    José Cícero dos Santos é natural ao antigo distrito de Cana Brava – atual Taquarana. Aos oito meses foi trazido pela família para Arapiraca. Além de cantor, compositor, forrozeiro, foi vereador por Coité do Nóia. Foi também um dos primeiros radialistas da cidade e recentemente ganhou uma exposição. Faleceu em 2013.

    Paulo Anjo
    Nascido em Japaratinga, Paulo Anjo tem veio pra Arapiraca em 1965 já como soldado. Anos mais tarde se tornou cabo e se aposentou no 3º Batalhão da Polícia Militar como sargento depois de 32 anos servindo com orgulho a cidade que o acolheu.

    Senhor Dárcio
    Nascido nos Caititus, Dárcio Lúcio dos Santos foi um dos primeiros a plantar fumo em Arapiraca. Hoje, com 89 anos, ainda trabalha como agricultor plantando o tradicional produto de exportação do município.

    Paulo da Farmácia
    Paulo nasceu em Taquarana e se mudou para Arapiraca em 1951, onde constituiu família e fez moradia. Há 47 anos abriu a primeira farmácia de Arapiraca, no centro da cidade, e funciona até hoje. Mesmo sem estudos na área de saúde, continua sendo muito procurado para consultas com pacientes.

    João Lúcio
    João Lúcio da Silva trabalhou muitos anos no cultivo de fumo e numa pequena mercearia. Foi eleito prefeito por duas vezes – em 1956 e em 1966 – e ajudou o irmão, José Lúcio, e o flho, Narciso Lúcio, a se elegerem deputados estaduais. Em 1980, foi eleito suplente na chapa do senador Arnon de Melo e assumiu o mandato após a morte do titular. Morreu em 1985

    Esperidião Rodrigues
    Natural da Vila de Cacimbinhas, Esperidião Rodrigues da Silva foi levado ainda bebê porseu pai para morar em Arapiraca. Já casado, tornou-se o primeiro comerciante e criou a feira de Arapiraca, a primeira escola e uma sociedade musical. Foi eleito intendente da Vila de Limoeiro de Anadia e em 1924, após anos de luta, consegue a emancipação política da cidade. Foi eleito prefeito duas vezes e morre aos 85 anos, em 1943.

    Ceci Cunha
    Josefa Santos, a Ceci Cunha, é natural de Feira Grande. Em 1966, passa a morar em Arapiraca, onde estuda no Colégio São Francisco de Assis. Se forma em medicina na Ufal e trabalha na Casa de Saúde Nossa Senhora de Fátima e no Hospital Regional de Arapiraca. É eleita vereadora duas vezes – em 1988 e em 1992 – e deputada federal em 1994. Quatro anos mais tarde é reeleita, mas é assinada em dezembro após ser diplomada.

    Dona Bezinha
    A professora Izabel Torres de Oliveira, a “Dona Bezinha”, nasceu em 1924 no município de Viçosa. Foi professora em Taquarana e chegou à Arapiraca para dirigir a Escola Adriano Jorge. É de sua autoria, a criação da Bandeira, do Brasão do município e da gramática “Flor do Lácio”. Criou também o Colégio Aracanjo Mikael e a Faculdade Cesama. Faleceu em 2004.

    Zé de Sá
    José Carmo de Sá, nasceu em São Miguel dos Campos. Sua família fixou esidência em Arapiraca, em 1940, onde seu pai, “Zeca Barbeiro”, instalou a primeira barbearia. Surgiu nas comunicações em 1952, na inauguração do “Cine Trianon”. Fez locução para o serviço de alto-falante Tupan, para rádio Difusora, em Maceió, a Rádio Arapiraca, Antena de Publicidade, esta última era clandestina. Em 1976 foi convidado para Rádio Cultura e apresentar o programa “Nos Braços da Saudade”, na rádio Novo Nordeste onde está até hoje.

    Mestre Nelson Rosa
    Nelson Vicente Rosa nasceu em Arapiraca, no ano de 1933. É Mestre de coco-de-roda. Em2005, recebeu o título de Patrimônio Vivo de Alagoas. Ele também coordena, desde 1990, o grupo das Destaladeiras de Fumo de Arapiraca.

    Manoel André
    Manoel André Correia dos Santos foi casado com Maria da Silva Valente e morou em Cacimbinhas. Em 1848, ganha um terreno em uma localidade distante e construí uma casa na sombra de uma árvore chamada Arapiraca, nome que deu ao local. Logo depois, seus familiares passam a residir também na região. Após a morte da esposa, construiu a primeira capela da cidade.

    Vavá da Buchada
    O senhor Vavá tem 58 anos e há 20 anos faz uma das melhores buchadas de Arapiraca. Seu estabelecimento está localizado no povoado Baixa do Capim e até hoje atrai várias pessoas de Arapiraca e de todas as regiões do Estado.

    Fonte: http://arapiraca.al.gov.br/arapiraca90anos/

    [ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

  3. CENTRO POP – Click Due

    Na segunda-feira, 27, o CENTRO POP (Centro de referência Para População em Situação de Rua) comemora um ano de funcionamento em Arapiraca/AL. Voltado a atender adultos em situação de rua, o local além de oferecer estrutura física para banho, lavagem de roupa, alimentação, também conta com palestras de sensibilização orientação para o resgate da cidadania. O melhor é que há muito o que comemorar porque histórias de vida foram reescritas. Parabéns á equipe do CENTRO PoP, pela dedicação e pelo trabalho humanizado!
    Lourdes & Silvestre Rizzatto
    Fonte: Coluna “Ckick Due” do jornal “Cada Minuto”, 24 a 30 de outubro de 2014.

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