ARTIGOS por Pedro Jorge 1

                                                                            Artigo: 6 de janeiro de 2013.

AFINANDO A LÍNGUA – 13 ANOS*
Por Pedro Jorge*

“Eu fui escolhido, para comandar o programa, porque sou músico e escritor, mas hoje tem gente que só me conhece como apresentador do Afinando a Língua. Apesar de manter a essência de falar sobre a língua portuguesa através da música, a atração foi se transformando. Tinha uma carga didática maior e hoje abordamos o assunto de forma mais leve”. – (Tony Bellotto)

O Afinando a Língua é um dos programas mais antigos da TV Futura. O músico e escritor Tony Bellotto (Ex-Titãs) é o apresentador que dá vida e brilho a esta magnífica atração televisiva. Os convidados são uma atração á parte, pois todos tem uma grande “bagagem” musical, poética e pessoal para dividir com os telespectadores. No comando desde o início, há 13 anos, Tony Bellotto se reveza entre um bate-papo com os entrevistados e excelentes números musicais, sempre pontuados com as entrelinhas e metáforas de cada canção, além das noções básicas de Português e Literatura.

Para comemorar os 13 anos desta atração e o aniversário de 15 anos da TV Futura, o Afinando a Língua trouxe no início de sua nova temporada diversos artistas populares. A série especial foi dedicada quase que exclusivamente ao cancioneiro romântico: o tecnobrega de Gaby Amarantos, o sertanejo de Roberta Miranda, o samba de Arlindo Cruz, o MPB-Pop de Guilherme Arantes e os clássicos populares-românticos do goiano Odair José e do potiguar Gilliard.

Segundo a matéria intitulada “Futura Comemora 15 Anos Com Programação Especial”, publicada no jornal Gazeta de Alagoas, de 15 de setembro de 2012, além do tema, outra novidade desta série especial foi a presença de uma pequena plateia, formada basicamente por jovens que nem eram nascidos quando Odair José fez sucesso com canções como Eu Vou Tirar Você Desse Lugar e Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula). A matéria, assinada por Thaís Britto, continua relatando que o cantor e compositor Gilliard é outro artista que é dono de pérolas da música popular-romântica que se convencionou chamar pejorativamente de “brega”, num dado momento das últimas décadas. O cantor Gilliard bateu um papo com o apresentador Tony Bellotto e contou sobre sua trajetória artística. Ele disse que a sua carreira começou aos sete anos de idade, quando foi eleito como “A Mais Bela Voz Potiguar” no seu Rio Grande do Norte natal, até chegar ao Sudeste.

Gilliard relatou na matéria, sobre o seu processo quase místico de composição e, também falou das relações entre a natureza e as mulheres que procura estabelecer em sua músicas: “A única coisa que não pode faltar numa canção de amor é a verdade”, destacou ele e complementou dizendo: “Essa coisa de preconceito nunca me afetou. Estou na estrada toda semana e o público é sempre fantástico”.

Nota: *Assista o excelente programa Afinando a Língua, todas as segundas-feiras, ás 22h30, pela TV Futura. IMPERDÍVEL!

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

TRIBUTO A “YOYÔ DO JAPÃO”   / Por Pedro Jorge* (Artigo: 9 de dezembro de 2012)

“Há 22 de dezembro do ano de 2006 / A morte levou Yoyô / Ligeiro com rapidez / O Homem de confiança / Morreu, mas deixou lembrança / Prá eu e todos vocês”.
Zominho Aboiador

Este artigo é um tributo ao saudoso e inesquecível Epitácio, popularmente conhecido como “Yoyô do Japão”. Ele foi um dos melhores vaqueiros nordestinos em competições de Pega de Boi no Mato, ao lado de Arestides Zezinho, seu cunhado, e um dos idealizadores de uma das mais tradicionais festas da região Agreste: “Pega de Boi no Mato”, que era realizada anualmente, no mês de dezembro, no povoado Serrote do Japão, que faz limite com as cidades de Arapiraca e Girau do Ponciano/AL. Este evento atraia vaqueiros de todo o Nordeste. Ele também foi um dos maiores incentivadores e divulgadores dos aboiadores de nossa região.

Seu “Yoyô do Japão” é pai de várias filhas e dos seguintes filhos: “Pita” (funcionário da SMTT de Arapiraca/AL), Zé Lúcio (ex-vereador de Arapiraca e atual presidente do Clube dos Fumicultores), Manoel, China, Jório, Nenê e Coelho. A Pega de Boi no Mato consiste em uma competição onde os inscritos se lançam pela região árida na tentativa de vencer os desafios trazendo como prêmio os animais fugidos.

A dupla que sempre fazia a abertura desta tradicional festa era Zominho Aboiador e Antônio Sobrinho. Outros aboiadores convidados que também sempre participavam desta festa e, portanto, merecem destaque são os seguintes: Zé de Almeida & Paulo Nunes; Vavá Machado & Léo Costa; George & Neno do Gado; Abílio Neto & Irmão e Gero Batista & Miguel Simão do Gravatá (toadas e versos).

Em uma determinada competição, de Pega de Boi no Mato, que aconteceu no povoado Mata D´Àgua, onde fica localizada a Churrascaria da Bica, no município de Girau do Ponciano, “Seu Yoyô” estava perseguindo a vaca “Siricora” e, batendo em um tronco, o cavalo “Desejado” (de propriedade do Soldado Gilmar ), caiu morto. “Seu Yoyô” ficou ferido e foi socorrido, sendo levado em seguida para o hospital por seus filhos. Baseado neste acontecimento o poeta-aboiador André compôs a Toada “Dia 8 de Janeiro”, devido este fato ter acontecido em um dia 8 do mês de janeiro.

“Seu Yoyô do Japão” faleceu no dia 22 de dezembro de 2006. Depois de seu falecimento, segundo Zominho Aboiador, só houve uma competição de Pega de Boi no Mato, juntamente com a Missa do Vaqueiro, em memória de “Seu Yoyô”, em 2007. Depois só aconteceu a referida Missa, em memória dele, em 2008.

Como lembrança e herança “Seu Yoyô” deixou o seu filho Jório e o seu neto Junior, como exímios vaqueiros. Com certeza toda a vaqueirama continua sentindo saudade das festas que eram realizadas no Serrote do Japão e do inesquecível Seu “Yoyô do Japão”.

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

                                                                                                      Artigo: 18 de novembro de 2012.

ARTISTAS POPULARES* – 3ª Parte
Por Paulo César de Araújo*

Como intérpretes de bolero se destacaram no período de 1968/1978 os cantores Waldick Soriano, Nelson Ned, Lindomar Castilho e Cláudia Barroso, que seguem a tradição da influência hispânica que se faz presente no Brasil desde a década de 1940. Um outro grupo vai trilhar a linha do samba, ou sambão-joia, como pejorativamente eram tachados na época: Benito di Paula, Luiz Ayrão e Wando. E um 3º grupo, que engloba a maior parte destes cantores populares, vai se expressar através do ritmo de balada, e tem entre os seus principais representantes Paulo Sérgio, Diana, Odair José, Fernando Mendes, Evaldo Braga, Agnaldo Timóteo e outros, que são continuadores de um estilo romântico consagrado por Roberto Carlos e a turma do Jovem Guarda, nos anos 1960. Portanto, esta geração de artistas populares se expressou basicamente através destes três gêneros musicais: bolero, sambão-joia e balada, já bastante testados e consolidados no gosto do público ouvinte de rádio e de discos.

Ao analisar cada uma das faixas de diversos discos de artistas populares, vejo que nelas estão registradas sonhos, angústias, tragédias, protestos, dores,, amores, além da visão de mundo de amplos setores das camadas populares. E, isso produzido em um período da nossa história em que os direitos constitucionais estavam suspensos e os canais de expressão da insatisfação popular, bloqueados. Entretanto, por entre as brechas do sistema, representantes de setores populacionais mantidos á margem do centro de decisão política conseguiram falar e ser ouvidos.

A seguir leia alguns trechos sobre as carreiras artísticas e/ou curiosidades musicais de alguns cantores/compositores populares que iniciaram, se destacaram e se consolidaram artisticamente nos anos 1960 e 70:

Nota: Acesse o link abaixo e leia este artigo na íntegra:

http://escritoresarapiraquenses.blogspot.com.br/2011/10/ea-06.html

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Artigo: 11  de novembro de 2012

ARTISTAS POPULARES* – 2ª Parte
Por Paulo César de Araújo*

Entre 1968 e 1978, toda uma geração de artistas populares procurou expressar em suas composições as questões que, como pessoas do povo, tiveram que enfrentar. Produziram uma obra musical que, embora considerada pela crítica: tosca, vulgar, ingênua e atrasada, constitui-se em um corpo documental de grande importância, já que se refere a segmentos da população brasileira historicamente relegados ao silêncio. Em muitas das letras do repertório populares revelam pungentes retratos da nossa injusta realidade social. E, neste sentido esta produção não se caracterizou pela atitude meramente conformista e nem pela ausência de crítica ou contestação aos valores sociais vigentes. Apesar desta música expressar em grande medida o universo da ideologia dominante, encontram-se nela aspectos que a fazem contestadora desta mesma ideologia.

A seguir leia alguns trechos sobre as carreiras artísticas e/ou curiosidades musicais de alguns cantores/compositores populares que iniciaram, se destacaram e se consolidaram artisticamente nos anos 1960 e 70:

Nota: Acesse o link abaixo e leia este artigo na íntegra:

http://escritoresarapiraquenses.blogspot.com.br/2011/10/ea-06.html

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Artigo: 4 novembro de 2012

ARTISTAS POPULARES * – 1ª Parte
Por Paulo César de Araújo*

Entre os anos de 1968 e 1978, toda uma geração de cantores/compositores populares se destacou no cenário artístico-musical brasileiro. Durante uma década estes artistas sempre apareciam nas listas das mais altas vendagens do mercado fonográfico e seus álbuns batiam recordes de execução nas emissoras de rádio. E, assim, ao longo de todo aquele período, grande parte da população brasileira, na qual me incluo, cresceu, amou, sofreu e viveu ao som das vozes de Fernando Mendes, Odair José, Waldick Soriano, Diana, Dom & Ravel, Cláudio Fontana, Luiz Ayrão, Paulo Sérgio, Cláudia Barroso e de outros artistas populares; e das canções Cadeira de Rodas, Cadê Você?, Eu Não Sou Cachorro Não, Fatalidade, Última Canção, O Homem de Nazareth e tantas outras, que continuam fazendo parte da memória de milhões de brasileiros.

Apesar do grande sucesso destes artistas populares, que se tornaram patrimônio afetivo das camadas populares, esta vertente preciosa da nossa canção romântica tem sido esquecida pela historiografia da MPB (Música Popular Brasileira). A produção artística musical popular é um fato da realidade cultural e, assim como o bossa nova ou o tropicalismo, precisa ser pesquisada e analisada. A história musical “oficial” privilegia a obra de um grupo de cantores/compositores preferido das elites, em detrimento das obras de artistas mais populares.

A seguir leia alguns trechos sobre as carreiras artísticas e/ou curiosidades musicais de alguns cantores/compositores populares que iniciaram, se destacaram e se consolidaram artisticamente nos anos 1960 e 70

Nota: Acesse o link abaixo e leia este artigo na íntegra:

http://escritoresarapiraquenses.blogspot.com.br/2011/10/ea-06.html

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Artigo: 28 de outubro de 2012

EU NÃO SOU CACHORRO, NÃO
Por Pedro Jorge*

“Ao unir a Música Popular Romântica e a MPB, ao questionar conformismo e resistência e ao confrontar tradição e modernidade no campo musical, o livro Eu Não Sou Cachorro, Não livra os cantores/compositores populares do esquecimento da História. Preenchendo a lacuna mais injusta da memória musical do Brasil”.
Lula Branco Martins

O livro Eu Não Sou Cachorro Não – Música Popular Cafona e Ditadura Militar (Editora Record, 2002), do jornalista e historiador baiano, de Vitória da Conquista, Paulo César de Araújo se tornou referência no meio artístico-musical pelo brilhante estilo literário e, principalmente pela extensa e prolífica pesquisa feita pelo escritor. Além de sua pesquisa em livros, revistas e jornais, Paulo César também entrevistou diversos artistas populares que relataram com exclusividade, fatos inéditos de suas carreiras artísticas e de seus principais sucessos incluindo, inclusive, o contexto social da época (ditadura militar) em que os mesmos estavam inseridos.

Ancorado em uma minuciosa pesquisa e amparado em documentos e depoimentos inéditos, este livro mostra como os cantores/compositores populares dos anos 1970, chamados pejorativamente de “cafonas” ou “bregas” sofreram com a censura, o exílio e outras formas de repressão e perseguição exercitadas á época da ditadura militar. Antes deste livro o leitor que é interessado em música popular brasileira poderia vasculhar enciclopédias, revistas e outras publicações que não iria encontrar um verbete ou referência aos artistas populares românticos, como Waldick Soriano, Odair José, Fernando Mendes, Diana, Benito di Paula, Dom & Ravel, Nelson Ned, Wando e outros. Todos foram completamente esquecidos e excluídos da historiografia brasileira. Somente os artistas da MPB, considerados da “elite brasileira”, são citados e que só eles foram os atingidos pelo arbítrio da censura imposta na época da ditadura militar.

Muitas vezes, os artistas considerados “popularescos” eram tachados de colaboracionistas do governo. O livro Eu Não Sou Cachorro, Não tem o mérito de estabelecer parâmetros e apontar mentiras tidas como verdades absolutas, desfazendo, assim, equívocos sobre a relação entre a música “popularesca” e a censura. Talvez, a razão principal seja que os críticos, pesquisadores, musicólogos, enfim, os formadores de opinião, pertencem a um segmento da classe média e formação universitária. Ou seja, o que não for tradicional ou moderno, para eles não existe.

Paulo César de Araújo, em uma entrevista exclusiva concedida para a revista Istoé, de 13 de novembro de 2002, diz: “No meu livro, eu não uso nenhum adjetivo para qualificar ou desqualificar qualquer canção ou artista citado. A música aparece ali como um fenômeno social. Mas, evidentemente, eu tenho minhas preferências musicais e elas são bastante amplas. Gosto de escutar desde João Gilberto até Waldick Soriano. Aliás, esse repertório ‘cafona’ não me faz rir, me emociona, me faz chorar, principalmente as canções de Paulo Sérgio, que ouvia muito na minha infância”.

Nesta mesma entrevista, Paulo César conta sobre o que o motivou a falar dos cantores populares românticos em um livro: “Cresci em Vitória da Conquista/BA, onde ouvia muito rádio. E, durante os anos 1970, cantores como Nelson Ned e Paulo Sérgio faziam muito sucesso. Mais tarde, quando comecei a estudar informalmente a música brasileira, observei que esses nomes não apareciam em nenhum livro, em nenhum fascículo. Notei que seus nomes não eram citados em debates, em polêmicas. Foi ai que resolvi mergulhar no porquê dessa exclusão. Desde o início percebi que se tratava de uma reação das elites culturais, uma vez que esses artistas eram de muita popularidade, mas estavam excluídos da historiografia”.

Na minha opinião, verdadeiramente os grandes artistas populares dos anos 1960/70 como Roberto Carlos, Fernando Mendes, Diana, José Augusto, Benito di Paula, Agnaldo Timóteo e outros, são legítimos representantes da música popular romântica e, não “bregas” ou “cafonas” como muitas pessoas e críticos costumam dizer.

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Artigo da Semana: 21 Outubro de 2012

GONZAGA, DE PRA PRA FILHO –  UMA CINEBIOGRAFIA DE EMOÇÕES* / Por Pedro Jorge*

No ano do centenário do “Rei do Baião” Luiz Gonzaga (1912-1989), entre as  milhares de homenagens que estão sendo e serão prestadas por diversos artistas, em programas televisivos, shows, gravações de CDs, exposições, etc, um tributo se destaca: o filme Gonzaga, de Pai Pra Filho, longa-metragem que contou com um orçamento de R$ 12 milhões e tem a direção do carioca Breno Silveira (2 Filhos de Francisco, 2005 e Á Beira do Caminho, 2012). O lançamento nas salas de cinema em circuito nacional será no próximo dia 26 de outubro de 2012.

Tive a oportunidade de assistir ao trailer deste magnífico filme pela internet e fiquei bastante emocionado com as cenas desta produção cinematográfica que retrata a vida de Gonzagão, ao tempo em que enfoca a difícil relação do músico com seu filho Gonzaguinha (1945-1991). Com certeza esta cinebiografia será  um grande sucesso de público e de crítica, pois é uma produção de altíssima qualidade e carregada de muita emoção.

Nota: Acesse o link abaixo e leia este artigo na íntegra:

http://escritoresarapiraquenses.blogspot.com.br/2011/10/ea-03.html

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Artigo da Semana: 14 de Outubro de 2012

PESTALOZZI DE ARAPIRACA: 16 ANOS
Por Pedro Jorge*

“Tudo que eu sou, sou pelo coração”.
Jonhann H. Pestalozzi

A Sociedade Pestalozzi de Arapiraca surgiu em nossa cidade no ano de 1996 quando alguns familiares e amigos de crianças e adolescentes decidiram desenvolver um serviço de atendimento clínico e educacional para os mesmos. O início desta Sociedade que vem prestando relevantes serviços de atendimento se deu devido ao nascimento de Luis Felipe Alves Pereira, que nasceu com paralisia cerebral. Esta importante instituição de tratamento para crianças e adolescentes com comprometimento neurológico é baseado nos moldes da Filosofia de John Henrick Pestalozzi – grande pedagogo suíço.

Nota: Acesse o link abaixo e leia este artigo na íntegra:

http://escritoresarapiraquenses.blogspot.com.br/2011/10/ea-05.html

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Artigo:  7 de Outubro de 2012

O “REI” ROBERTO CARLOS EM ARAPIRACA
Por Pedro Jorge*

O cantor e compositor Roberto Carlos esteve em Arapiraca/AL em três oportunidades: a primeira foi em 1973, a segunda em 1978 e a terceira em 2002. Em 1973, o consagrado cantor que ficou popularizado em todo o Brasil através do programa/movimento Jovem Guarda – e ao lado do “Tremendão” – Erasmo Carlos, e da “Ternurinha” – Wanderlea, formatou o pop nacional como se conhece hoje, se apresentou em nossa cidade no Cine Triunfo basicamente cantando um repertório popular-romântico. Benjamim Bertolini foi o empresário responsável por sua vinda e primeira apresentação do “Rei” em nosso Município. O local escolhido foi o Cine Triunfo: palco de grandes shows nos anos 1970 – a exemplo de Renato & Seus Blue Caps, Perla, Fernando Mendes & José Augusto, Sílvio Brito e outros. Segundo informações de Benjamim em um gesto de humildade, digno de um verdadeiro “Rei” e pela amizade que tem com ele, Roberto Carlos em comum acordo com o seu empresário particular cobrou apenas 5 milhões de cruzeiros ao invés do valor total do contrato, que era de 25 milhões.

Roberto Carlos ficou hospedado no Hotel São Francisco que fica localizado em Penedo/AL. Durante o show, realizado no Cine Triunfo no dia 23 de setembro de 1973, o “Rei” foi homenageado por Higino Vital (in memoriam), prefeito de Arapiraca na época. O Sr. Higino presenteou o cantor com uma caneta banhada em ouro e o artista plástico Ismael Pereira com uma tela. Atualmente o ex-empresário Benjamim Bertolini, que encerrou as suas atividades empresariais no meio artístico ao abrir uma casa lotérica, exerce a função de radialista na Rádio Comunitária Nativa FM de nossa cidade.

A segunda apresentação de Roberto Carlos foi realizada no Clube dos Fumicultores, em 1978. Segundo informações do veterano artista plástico e radialista Zé de Sá, conhecido como o “Comendador do Rádio”, que apresenta o consagrado programa radiofônico “Nos Braços da Saudade”, a Avenida Rio Branco, onde fica localizado o referido clube Social, ficou superlotada de fãs do cantor. Todos queriam ver a chegada do “Rei” naquele local. Esse segundo show de Roberto teve como empresário o “Dinho do Cinema”. No camarim do clube mais tradicional de Arapiraca, que foi fundado em 1949, o cantor recebeu várias pessoas, entre elas o artista plástico Jório. Entre os representantes da Imprensa que estavam presentes pra cobertura deste importante evento artístico-musical, o primeiro que teve a oportunidade de conversar com o “Rei” foi José de Sá que pediu para que ele autografasse um vinil.

Este segundo show teve a cobertura de diversas emissoras de rádio do Estado. A Rádio Novo Nordeste AM, de Arapiraca/AL, escalou o radialista Zé de Sá; a Rádio Gazeta AM, de Maceió/AL, a comunicadora Floracy Cavalcante e a Rádio Difusora AM, também da capital alagoana, o radialista Jalon Cabral.

No dia 12 de junho de 2002 – Dia dos Namorados, o “Rei” Roberto Carlos: um dos maiores fenômenos musicais da Música Popular Brasileira de todos os tempos, se apresentou na casa de espetáculos Espace Arapiraca – Shows e Eventos com o show Acústico MTV que teve apoio cultural da VASP e patrocínio dos Correios. O repertório desta apresentação foi baseado em seu primeiro álbum acústico produzido pela MTV Brasil.

Em uma ampla reportagem de divulgação deste show publicada no (extinto) Jornal Tribuna de Alagoas – edição de 26 de maio de 2002, o autor (a) da matéria resume os detalhes de produção do álbum Acústico MTV: “Em maio de 2001, Roberto Carlos presenteou seu público com a gravação de seu disco Acústico MTV. Foi um momento histórico até para a MTV, acostumada a receber os grandes nomes da MPB e do Pop/Rock Nacional. Roberto cantou e encantou a todos, com um repertório repleto de grandes sucessos e contando com as participações especiais de Tony Bellotto, Samuel Rosa e Milton Guedes. Desta gravação realizada no Polo de Cinema e Vídeo do Rio de Janeiro, resultou em um dos melhores álbuns de sua carreira artística. Seus fãs agradecem e podem curtir novos arranjos para músicas consagradas pelo ‘Rei” como Eu Te Amo, Te Amo, Te Amo; É Proibido Fumar; As Curvas da Estrada de Santos, Detalhes; Emoções e outras que acompanham a vida de todos nós”.

Finalizo este artigo torcendo que brevemente o nosso “Rei” se apresente, novamente, em nossa cidade. Para que todos nós arapiraquenses e da RMA (Região Metropolitana do Agreste) – que somos fãs do cantor e compositor Roberto Carlos termos a oportunidade de prestigiar e curtir, ao vivo, esse grande artista popular brasileiro.

* Nota: A 2ª foto que ilustra este artigo foi cedida gentilmente pelo radialista e artista plástico José de Sá, “O Comendador do Rádio”.

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

                                                                                Artigo: 30 de Setembro de 2012.

2012: CENTENÁRIO DE DONA GUIOMAR*
Por Pedro Jorge*

“Os crimes cometidos por meu filho, Floro Gomes Novaes, foram unicamente por vingança, para vingar o bárbaro, cruel e covarde assassinato de meu marido Ulisses, morto por bandidos”. – (Dona Guiomar)

Guiomar Guedes Novaes (1912-2000), a “Dona Guiomar”, foi a “Matriarca da Família Novaes”. Todos que tiveram o privilégio de conhecê-la pessoalmente puderam comprovar que ela foi uma figura ímpar: verdadeira sertaneja de força e qualidades extraordinárias. Com o seu sorriso e atenção cativava a todos. Ela foi mãe de oito filhos, sendo quatro homens e quatro mulheres.

Todas ás vezes que eu tive a oportunidade de conversar com ela, eu lhe pedia a bênção, pois desde criança aprendi a chamá-la de vó. Sua história de vida é bastante conhecida por todos os alagoanos e por boa parte dos brasileiros, através das inúmeras reportagens publicadas em jornais, livros e revistas sobre a saga de seu filho, Floro Gomes Novaes – “O Vingador do Sertão”.

Cresci escutando a história da “Família Novaes”, narrada por meus saudosos pais: Sr. Pedro Vicente da Silva (1919-2001) e D. Dalva Melo (1924-2005). Segundo eles, em 1951, o esposo de Dona Guiomar, Sr. Ulisses Gomes Novaes, foi assassinado com requintes de crueldade. Este crime foi planejado e teve a participação de 14 pessoas entre autores intelectuais, materiais, intermediários e fornecedores de armas. Para vingar este covarde e brutal crime o próprio Floro com sua pontaria certeira fez justiça com as próprias mãos, já que as autoridades não tomaram as devidas providências colocando nas grades os executores de seu pai. Floro matou treze dos catorze envolvidos na morte do Sr. Ulisses. O décimo quarto foi morto por seu irmão mais novo, Antônio, que faleceu vítima de um acidente automobilístico em Arapiraca/AL, no final dos anos 1970.

Em uma matéria publicada, em 1999, no extinto jornal “Tribuna de Alagoas” intitulada “Floro Novaes: ‘Um Sertanejo Vingador e Justiceiro'”, o jornalista Roberto Gonçalves declarou que “Os arapiraquenses sempre tiveram em Floro a imagem do vingador, do homem corajoso, destemido e nunca a imagem de um matador de aluguel”. No mesmo texto é citado o depoimento do saudoso ex-bancário Ernande Moreira – que foi ao lado de Valdir Oliveira e dos saudosos irmãos Tobias e Paulo Granja, um dos principais pesquisadores da vida de Floro Novaes, que diz o seguinte: “O nordestino tem admiração por homens corajosos e Floro Novaes foi um produto da falta de assistência social ao Nordeste, também foi vítima, sentiu na pele a impunidade”. “Tive que acreditar na justiça do gatilho” – esta frase dita pelo próprio Floro resume toda a sua trajetória de vingador.

Floro trabalhou durante dois anos como segurança particular do médico e deputado estadual Marques da Silva, que foi assassinado um ano após ter dispensado o serviço de segurança do “Vingador do Sertão”, em 1957. Floro Novaes foi vitimado em uma tocaia no Município de Itaíba, interior de Pernambuco, em 1971. Assim morria o homem destemido e nascia o mito. Floro Gomes Novaes foi homenageado pela Câmara Municipal de Arapiraca, em 1984, que denominou uma rua com o nome dele em reconhecimento á sua coragem de vingador e justiceiro.

Dona Guiomar faleceu no dia 17 de julho de 2000. Todos que a conheceram pessoalmente ainda guardam na lembrança a figura da sertaneja, nascida em Olivença/AL em 1912, que teve uma vida de lutas e sofrimentos, mas sempre demonstrava a força de uma verdadeira guerreira “Dando a volta por cima e seguindo em frente’”, como ela costumava dizer. Com a sua alegria e afetividade transmitia paz e cativava a todos: esta é a lembrança que tenho de D. Guiomar.

Compartilho com os seus filhos: Floro, João, Maria e Antônio Gomes Novaes (in memorians); Cecília, Terezinha, Eluza e Maurício Guedes Novaes, o “Chapéu de Couro”; e todos os demais familiares esta singela homenagem ao centenário da saudosa e inesquecível Dona Guiomar, a eterna “Matriarca da Família Novaes”.

Notas:
* Este artigo foi publicado no Jornal “Tribuna Independente”, edição de 14 de setembro de 2012 e lido, no mesmo dia, pelo radialista e artista plástico, José de Sá – “O Comendador do Rádio”, em seu programa, Nos Braços da Saudade. Este excelente programa é transmitido pela Rádio Novo Nordeste AM – 570, de segunda a sexta-feira, ás 23h.

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Artigo: 23 de setembro de 2012.

JOÃO DO PIFE: UM DOS ÍCONES DA MUSICALIDADE ARAPIRAQUENSE
Por Pedro Jorge*

“A musicalidade de João do Pife permanecerá viva na memória e na história de Arapiraca para as atuais e futuras gerações”. – (Zezito Guedes)

João do Pife, nome artístico de João Bibi dos Santos (1932 – 2009), foi um dos mais prestigiados músicos arapiraquenses, entre os anos 1960 e 1980. Autodidata, ele conseguiu com o seu processo criativo único, revolucionar a arte de tocar o pífano. Ainda criança ele aprendeu a tocar o instrumento, ao mesmo tempo que ajudava os pais na atividade do cultivo do fumo. Seu nome começou a ficar conhecido no final da década de 1960, permanecendo com bastante sucesso até o final da década de 1980. Neste espaço de tempo, João do Pife realizou inúmeros shows por todo o Brasil, e além fronteiras.

Além de sua participação em shows de grandes artistas a exemplo de Dominguinhos e Luiz Gonzaga até hoje o seu nome está ligado principalmente a sua parceria com o saudoso comediante Coronel Ludugero, tornando-se, assim, um dos principais ícones da musicalidade arapiraquense. Ele gravou inúmeros discos em vinil e foi considerado por muitos “experts” da legítima música regional nordestina como “O Rei do Pife”.

Arapiraca também foi berço de outros grandes instrumentistas a exemplo de Hermeto Pascoal. O início de sua trajetória artística foi entre as cidades de Lagoa da Canoa/AL e Arapiraca/AL, pois ele, ainda criança, se apresentava nas feiras livres e nas portas de algumas lojas desses dois Municípios. Outro exemplo marcante é o consagrado e virtuoso violonista arapiraquense Fernando Melo, que forma ao lado de Luiz Bueno a famosa dupla instrumental Duofel, que tem uma carreira de sucesso bastante sólida não só no Brasil como no exterior.

Entre outros artistas populares de Arapiraca que ficaram conhecidos a nível nacional e internacional, destaco os seguintes:
* O cantor e compositor Daniel Brasileiro – que emplacou alguns sucessos nas paradas musicais brasileiras, nos anos 1970. Daniel participou de diversos programas de auditório: Clube dos Artistas (apresentado por Airton & Lolita Rodrigues), Aleluia (comandado por Sílvio brito & Fábio Jr.), Buzina do Chacrinha, entre outros. Inclusive, foi produzido um clip de uma de suas músicas e exibido no programa Fantástico e uma de suas composições, Duas Lágrimas, foi gravada pelo saudoso Wando. Daniel Brasileiro faleceu no dia 15 de setembro de 2012, no Estado de São Paulo;

* A cantora Silene – que fez carreira de sucesso no exterior. Ela iniciou a sua trajetória artística-musical em nossa Cidade, como crooner de diversas bandas. Silene emplacou muitos sucessos no Peru, onde é conhecida como “La Garota de Oro”, por ser brasileira (“Garota”) e ter conseguido um disco de ouro (“Oro”) naquele País, e os seus irmãos Cícero (Giullian Jacinto) e Jacinto do Sax que continuam trabalhando na área musical em São Paulo/SP;

* Outro exemplo de uma vida totalmente dedicada á música é o veterano sanfoneiro, compositor e radialista Miguel Vieira. Um artista completo que juntamente com outros músicos arapiraquenses montou, nos anos 1960, o primeiro grupo jovem de nossa cidade – Os Notáveis. “O príncipe do Carimbó”, como era conhecido, teve a honra de algumas de suas composções atingirem as paradas de sucesso brasileiras nas vozes dos saudosos Alípio Martins (“Garota”) e Maurício Reis (“Mercedão Vermelho”);

* O talentoso João Felipe e outros jovens talentos que estão despontando no cenário musical; Dira Lino, Eribério, César Soares e outros artistas que animam as noites arapiraquenses em diversos barzinhos; Afrísio Acácio e seus convidados no conceituado Projeto Cultura na Praça…

São muitos os nossos representantes nas diversas áreas artísticas-culturais, principalmente no segmento musical. Isto é uma prova que ainda iremos exportar e divulgar, ainda mais, a nossa querida Arapiraca através de nossos artistas para todo esse imenso Brasil. Basta, pois, que os empresários e os políticos, em geral, valorizem os nossos verdadeiros talentos através de projetos e incentivos financeiros em forma de patrocínios culturais, valorizando, assim, em primeiro lugar a “Prata da Casa”, com cachês dignos de suas performances. Arapiraca se orgulha de ser o berço de muitos talentos em várias áreas, principalmente as artísticas-musicais.

Nos últimos anos de sua vida, João do Pife, foi acolhido por Miguel Vieira e sua esposa, Maria Aparecida, que era prima dele. Apesar do “Rei do Pife”, se encontrar, na época, musicalmente no ostracismo há bastante tempo e sofrendo de diversas doenças, as mãos amigas do “Príncipe do Carimbó” e de sua esposa foram as que verdadeiramente ampararam aquele que um dia recebera os aplausos de milhares de pessoas em diversos clubes, cinemas, teatros e praças públicas. Vale a pena registrar o emocionante discurso que Miguel Vieira proferiu no cemitério localizado no bairro Canafístula, em Arapiraca, no momento do sepultamento do genial João do Pife. Eu estava presente e, juntamente com dezenas de pessoas, tive a oportunidade de ter acompanhado aquela útima homenagem de um grande artista popular para outro importante músico. Com certeza outros artistas irão representar a nossa Cidade tão bem quanto João do Pife.

“Para mim João do pife foi o maior tocador desse instrumento; deixou vários LPs gravados, e participou de algumas coletâneas de forró, como por exemplo a Coletânea Pau de Sebo que fez muito sucesso na década de 1970″. – (Everaldo Santana).

* Pedro Jorge é funcionário público municipal (Arapiraca/AL) e um dos administradores do blog Arapiraca Legal.

CONTATO

E-mail: pjorge-65@hotmail.com

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Madre Teresa de Calcutá: A SANTA DOS POBRES

Artigo: 16 de setembro de 2012.

A SANTA DOS POBRES
Por Pedro Jorge*

“Para mostrar nosso amor por Deus e pelo próximo, não precisamos fazer grandes coisas. É a quantidade de amor que colocamos naquilo que fazemos que torna bonita aos olhos de Deus a nossa oferenda”.
(Madre Teresa)

Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) foi a perfeita personificação da humildade e do amor ao próximo. Com sua ternura e simplicidade transmitiu a todos a força do verdadeiro amor. Costumo dizer que ao proferir a frase “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, Jesus Cristo resumiu toda a mensagem bíblica que Deus transmitiu para todos nós, através dos textos de todos os livros sagrados que compõem a Bíblia.

Ao ter a consciência de que o único jeito de ajudar as pessoas mais necessitadas seria trabalhar fora do convento, Madre Teresa iniciou o seu trabalho humanitário em calcutá, Índia, entre as pessoas mais carentes, principalmente os moradores das favelas. Mostrando, assim, ao mundo a força de uma verdadeira santa, onde, a maior prova de sua santidade consistira em suas ações de ajuda aos mais necessitados, não só com alimentos, remédios e vestimentas, mas principalmente com a sua presença constante levando carinho e ternura para todos eles.

Em 1965, ano em que eu nasci, Madre Teresa começou a sua peregrinação por diversos Países, criando centros de ajuda para milhares de pessoas e, aproveitando para fazer propaganda de sua mensagem de amor. Dentre os diversos prêmios e honrarias que ela recebeu merecidamente, destaco o Prêmio Nobel da Paz (1979). Um legítimo reconhecimento por sua intensa dedicação aos excluídos deste mundo.

Madre Teresa costumava dizer as suas colaboradoras e colaboradores das ordens Missionárias(os) da Caridade, fundadas por ela, que todos eles deveriam ir até aqueles que não tinham ninguém, aqueles que sofriam com a pior das doenças: aquela de uma pessoa de não tem alguém que a queira, que a que ame, que não se preocupe com ela, pois ser indesejável é a pior doença que pode ocorrer ao ser humano. Ela passou toda a sua vida alimentando, vestindo, oferecendo assistência médica aos enfermos e, acima de tudo, dando atenção e carinho aos solitários que a maioria das pessoas os negavam o devido respeito, amor e dignidade que eles mereciam.

Com um furgão que recebera em doação, Madre Teresa o transformou em uma clínica móvel para prestar auxílio as pessoas que não podiam se locomover. A cada dia o furgão-clínica ia a uma localidade diferente. Ainda hoje existem em vários lugares do mundo centenas de clínicas móveis das Missionárias da Caridade que continuam prestando anualmente assistência médica a milhões de pessoas. A visão da dignidade humana de Madre Teresa foi tão sublime que para ela uma pessoa, por mais desfigurada que estivesse, tinha toda a importância. Por isso ela ficou popularizada e aclamada, ainda em vida, como “A Santa dos Pobres Dentre os Pobres”.

A missão de amor desta freira que foi um verdadeiro instrumento de Deus, ajudando os mais pobres dentre os pobres e plantando a sua semente de solidariedade continua dando frutos, pois este era o seu grande sonho e a sua razão de viver. Com certeza as suas mensagens de altruísmo permanecem nos corações de muitos – inspirando e mostrando a nossa e as futuras gerações que verdadeiramente amar ao próximo é amar a Deus.

Nota: Este artigo foi publicado na Revista “O Mensageiro”, edição de novembro de 2012.

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

                                                                                     Artigo: 9 de setembro de 2012.

O SOM DAS LETRAS
Por Pedro Jorge*

Todos sabem que a música é uma das mais cultuadas e sublimes manifestações artísticas. A canção transmite através da melodia e de seus textos poéticos momentos de lazer e de bem-estar para todos os ouvintes. As letras de modo direto ou através de metáforas e independente do gênero musical, temporalidade e nacionalidade sensibilizam e, de um modo mais amplo levam cultura a todos que apreciam uma obra discográfica de qualidade. Acredito que o gosto musical de uma pessoa além de revelar o seu nível cultural também revela um pouco de sua personalidade.

Numa época em que os diversos valores – culturais, sociais e políticos estão de “ponta-cabeça”, a música se transforma em um termômetro onde, com certeza, se pode medir o grau cultural de um povo. Devido a massificação na divulgação do “trabalho artístico” de muitos artistas medíocres que se tornam personalidades da noite para o dia e, que deveriam ter apenas os seus 15 minutos de fama por serem descartáveis. Mas na verdade não são, pois existem vários exemplos de “artistas” e de suas músicas de má qualidade que continuam usufruindo do sucesso, permanecendo assim, na mídia e no gosto popular por mais de um ano.

É claro que aqui não estou generalizando. Graças a Deus existem em nosso país milhões de pessoas que não foram contaminadas com o besteirol que povoa o set-list de diversos “artistas populares” e do rol de convidados – bandas e artistas solo de programas de auditório de nossas redes de TV (exceto – TV Aberta: Rede Brasil, TV Cultura e nas emissoras católicas; e em algumas emissoras de TVs por assinatura) e nas seleções musicais impostas pela maioria dos programadores das emissoras de rádio (exceto as emissoras com teor educativo).

A nível de Alagoas temos alguns programas televisivos e radiofônicos e os diversos cadernos culturais dos jornais impressos que divulgam e incentivam a música de boa qualidade. Um exemplo dignificante e, portanto merecedor de divulgação é o programa SOM DAS LETRAS dirigido e apresentado pelo escritor e radialista arapiraquense, radicado no Recife, Valdir Oliveira, que tem o apoio cultural da Funcultura – Goveno de Pernambuco e está sendo retransmitido todos os sábados, das 19 ás 20 horas, pela Rádio Novo Nordeste AM – 570 de Arapiraca/AL.

O excelente programa SOM DAS LETRAS tem por objetivo revelar através de entrevistas com diversos artistas – a exemplo de Alceu Valença, Petrúcio Amorim, Nando Cordel, Maciel Melo, Jorge de Altinho, Chico César, Oswaldo Montenegro e de outros grandes nomes de nossa música, as entrelinhas de suas canções, ou seja, revelações (muitas delas inéditas) das mensagens e das histórias contidas em cada composição desses verdadeiros poetas e, também da concepção poética-musical das mesmas. Um programa imperdível que, com certeza, os amantes da boa música irão apreciar sem moderação.

Nota: Este artigo foi lido, no dia 14/01/2013, pelo competente radialista Jairo Campos em seu programa, Show da Cidade – transmitido pela Rádio Novo Nordeste AM – 570, de segunda a sexta-feira das 14 ás 16h.

______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

* Pedro Jorge de Melo é funcionário público municipal (Arapiraca/AL) e um dos administradores do blog Arapiraca Legal.

CONTATO – Pedro Jorge

E-mail: pjorge-65@hotmail.com

16 Respostas para “ARTIGOS por Pedro Jorge 1

  1. Caro amigo Pedro Jorge! Este seu artigo retrata fielmente o cenário atual, onde prevalece o poder econômico, em detrimento do valor artístico do cantor, restá-nos, filtrarmos o que nos apresentam pela mídia.
    A alternativa é buscarmos os verdadeiros talentos, que façam bem aos nossos ouvidos e para a alma, mas ainda podemos encontrar essas joias raras no programa SOM DAS LETRAS, indicado por você.
    Um forte abraço,
    José Carlos Gueta “O POETA DO ABC”.

    • Olá “Poeta do ABC”!
      Agradeço, de coração, por seu elogio endereçado ao meu artigo e ao programa SOM DAS LETRAS.
      Belíssimas palavras…
      Tudo de bom e sempre fique á vontade quando precisares do apoio do blog Arapiraca Legal na divulgação de seu prolífico trabalho artístico-poético.
      Abs, Pedro Jorge.
      NOTA: A cada semana publicarei um artigo inédito.

      • Adorei o artigo! Você tem razão, precisamos resgatar o Brasil, tirá-lo da mediocridade, nada contra pessoas, mais, o tal de “e ,e, e, a, a, a, ô, ô, ô”! Não dá! É muito “chicrete”.
        O pernambucano Alceu Valença é fera, já se apresentou com muito sucesso aqui em Varginha/MG. Ele é inimitável, estilo único, pena que a grande midia não o coloca com a frequência que ele merece.

        A Rádio Novo Nordeste AM é ótima, que qualidade de som, parabéns coisa de primeiro mundo.
        Pedro, coloquei várias dos meus programas na TV Destaque de Guarulhos na internet, assista e você vai gostar. Tem as participações especiais de Jair Rodrigues, Vanderson Lopes, Silvio Brito e uma galera muito boa!
        No youtube escreva Brasil Café na TV Antônio Borba.
        Grande abraço, Antônio Borba – Varginha/MG ( Por e-mail ).

  2. Olá Antônio Borba!
    Fico feliz e agradeço pelo elogio ao meu artigo e á programação e qualidade de som da nossa pioneira Rádio Novo Nordeste AM.
    Conheço e admiro o seu belíssimo trabalho artístico. És um dos principais representates da música mineira de todos os tempos: cantor, compositor e apresentador de TV. Saúde e paz para você e familiares!
    Abs, Pedro Jorge – Arapiraca/AL.

  3. “O Som das Letras”, artigo escrito por Pedro Jorge mostra uma realidade atual sobre o gosto musical da massa, influenciado por alguns profissionais de empresas de comunicação que tentam e sempre conseguem confundir as pessoas, com a implementação de simples melodias com letras sem valor, sem sentido, sem lógica.
    Parabéns, Pedro Jorge pela coragem que teve ao descrever esse tema. É preciso insistir para se consolidar no futuro, mudança cultural do nosso povo.

    • Vejo, na desenvoltura temática do programa “Som das Letras” da Rádio Novo Nordeste AM, do escritor e radialista Valdir Oliveira, uma fonte de sabedoria e de conhecimentos que muito contribui com a cultura da nossa terra, sobretudo pela qualidade artística musical que apresenta.
      Obrigado Valdir por esse presente que você está dando à Arapiraca!

      • Caro Cícero Galdino, nossos sinceros agradecimentos aos comentários sobre o programa Som das Letras. Grande abraço.
        Valdir Oliveira e equipe.

    • Olá “Poeta” Cícero Galdino!
      Fico feliz por teres apreciado o artigo O SOM DAS LETRAS, de minha autoria.
      Te agradeço pelas palavras elogiosas endereçadas ao meu primeiro artigo produzido e publicado no blog Arapiraca Legal. Tudo de bom, felicidade, saúde e luz.
      Abs, Pedro Jorge.

  4. O SOM DAS LETRAS*

    O som deve fazer parte do lazer e do bem estar.

    S ua vibração em ondas no ar se propaga
    O ouvinte gosta de uma linda melodia escutar
    M as o mau gosto, esta boa música estraga.

    D evido ao trabalho artístico hoje massificado
    A ssistimos na mídia uma inversão de valores
    S ó o “Programa Som das Letras” é aprovado.

    L eva ao ar música de qualidade e bons cantores
    E o radialista Valdir Oliveira o programa apresenta
    T emos na Rádio Novo Nordeste AM – 570 a opção
    R etransmitido aos sábados, das 19 ás 20 horas
    A s grandes composições poéticas você experimenta
    S omente boa música para apreciar sem moderação.

    * Acróstico inspirado neste artigo de Pedro Jorge.

  5. Olá Silene! Te agradeço pelo elogio.
    Se possível, vote na 1ª pesquisa do blog Arapiraca Legal.
    O seu nome consta na categoria 03 e o de seu irmão na 02..
    Abs, Pedro Jorge.

    Acesse:
    https://arapiracalegal.wordpress.com/artistas-arapiraquenses/enquete/

    MELHOR
    02. Cantor ( Popular ):
    1. Auvanildo Araújo
    2. Giullian Jacinto
    3. Manoel Tenório.

    03. Cantora ( Popular ):
    1. Dira Lino
    2. Elaine Kundera
    3. Silene.

    Nota: Vote nestas e, em outras categorias.

  6. Querido amigo, em verdade todo esse seu desempenho é muito bom. E sei que cada um de nós – teus telespectadores={seguidores}vivemos desfrutando cada mensagem que você nos passa. Eu, pricipalmente estou muito grata. Que seu Anjo da Guarda sempre esteja iluminado-te. Muchas gracias por la paciência.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s