ARTISTAS ARAPIRACA II (3)

CAPÍTULO 3

COLECIONADORES DE DISCOS E EMPRESÁRIOS MUSICAIS

Créditos das fotos: Paulo do Bar, Marcos Góes, xxxx André Ribeiro e Pedro Jorge – Arquivo de Pedro Jorge; Benjamim Bertolini, Antônio Limeira e Ozeas xxxx ­ arquivos pessoais.

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Capítulo 3 l Colecionadores de Discos e Empresários Musicais

3.01. Antônio Limeira (Tônho da Pipoqueira) // 3.02. Benjamim Bertolini (empresário musical) // 3.03. Eunildo (GARRAL – Fã-clube Raul Seixas) // 3.04. Marcos Góes (empresário musical) // 3.05. Ozeas (Museu do Disco) // 3.06. Paulo Lourenço (Paulo do Bar).

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CAPÍTULO 3 – COLECIONADORES DE DISCOS E EMPRESÁRIOS MUSICAIS

 

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Cheiroso de Alagoas & Tônho da Pipoqueira

3.01 l  ANTÔNIO LIMEIRA (TÔNHO DO PICOLÉ E TÔNHO DA PIPOQUEIRA)

Antônio Limeira da Silva – popularmente conhecido como Tônho do Picolé e Tônho da Pipoqueira – nasceu, em Lagoa de São José (PE), no dia 20 de novembro de 1945. Ele é filho do Sr. Arestides e de D. Nanília Limeira da Silva (in memorians). Antônio é casado com D. Maria Auxiliadora da Silva, é pai de seis filhos: José Maria Limeira, Jaílson Limeira, Jânio Limeira, Antônia Limeira, Janecleide Limeira e Cícera Tânia da Silva; e, é avô de nove netos. Ele chegou em Arapiraca (AL), em 1948, aos três anos de idade. Começou a trabalhar quando completou oito anos, ajudando a sua mãe no trabalho de adubagem e destalação de fumo. Iniciou os estudos com 10 anos na Escola Estadual Adriano Jorge e depois no antigo Instituto São Luiz. Estudou durante poucos anos nestas duas escolas, desistindo dos estudos porque costumava gazear para tomar banho no antigo açude.

Já adolescente começou a trabalhar na Sorveteria Pinguim, de propriedade do Sr. Mário Lima (in memoriam) e de D. Ivete França, vendendo picolés e sorvetes. Logo em seguida os proprietários da sorveteria compraram uma pipoqueira elétrica e ele ficou encarregado de vender pipoca na frente deste estabelecimento comercial. Em 1962, os proprietários transferiram a pipoqueira para a Praça da Prefeitura (atual praça Luiz Pereira Lima) e, em 1970, D. Ivete cedeu a pipoqueira em definitivo para o Tônho xxxxx. Em 1974, além de continuar comercializando somente esse produto, ele começou vender bebidas alcoólicas com o incentivo do colega Clóvis, que também possuía uma lanchonete na mesma praça.

Perda Parcial dos Movimentos nas Pernas – Certa noite quando Antônio Limeira tinha 10 anos de idade foi dormir e ao acordar sentiu que suas pernas estavam encruzadas, permanecendo até hoje com essa deficiência física, ou seja, com dificuldade de caminhar.

Frei Damião e Frei Fernando – Em um determinado dia, Antônio Limeira / Tônho da Pipoqueira, ia caminhando com um rádio de pilhas na mão, pela calçada da Rua Vereador Benício Alves no bairro Cacimbas, e na sua direção contrária ia passando uma procissão com a presença de Frei Fernando (1918-2013): o companheiro inseparável do Santo Popular do Nordeste, Frei Damião (1898-1997). Frei Fernando observou que Antônio se locomovia com dificuldade e então se dirigiu até ele e perguntou o porquê dele andar daquela maneira, e Tônho lhe respondeu que não sabia o que tinha ocasionado a sua deficiência física. Então o Frei pediu para que ele desse alguns passos e conseguiu normalmente dar três. Frei Fernando disse para que ele continuasse andando corretamente e, ele então lhe respondeu que não conseguia. Na época desse acontecimento Antônio tinha 20 anos de idade e relata que naquele exato momento Frei Damião se encontrava na Igreja de Santo Antônio, aguardando a chegada da procissão. Devido ao fato de Antônio ter dado três passos normalmente se espalhou na cidade o boato – e todos os arapiraquenses comentavam -, que tinha acontecido um milagre com a intercessão dos dois freis, mas na verdade o referido milagre não acontecera.

Perda da Visão – Antônio Limeira realizou, em 1974, na capital alagoana um exame oftalmológico, com o Dr. Arthur Brêda, na ocasião foi utilizado um colírio para dilatação da pupila de seus olhos. Pouco depois retornando a Arapiraca, ele comprou em uma farmácia o remédio e o utilizou por conta própria, mesmo tido sido advertido pelo proprietário que o referido medicamento poderia prejudicar a sua visão, caso fosse usado sem o acompanhamento devido de um oftalmologista. Ele não deu ouvidos e utilizou indevidamente o colírio, em três dias consecutivos, perdendo por completo a visão. Tentando recuperar a capacidade de enxergar, ele se submeteu a cerca de trinta exames, em Arapiraca, Maceió (AL), Recife (PE) e até em São Paulo (SP). Sendo, inclusive, se submetido a duas cirurgias na capital de Alagoas: sendo uma na Casa de Saúde Santa Luzia e outra no Hospital São Sebastião.

Depois de um longo tempo longe de suas atividades, por conta da reforma da praça Luiz Pereira Lima (antiga Praça da Prefeitura) e de outros compromissos pessoais, ele está de volta, ao lado de seu filho Jânio, no comando da lanchonete Santo Antônio – Encontro dos Amigos, localizada ao lado da Tenda Cultural e da Casa da Cultura & Biblioteca Municipal. Além do bom atendimento, outra particularidade do amigo, Tonho da Pipoqueira, é o de relatar histórias dos velhos tempos da Terra de Manoel André e Esperidião Rodrigues, e a audição da boa música do passado. Ele é dono de um excelente acervo musical. Os seus artistas preferidos são: Agnaldo Timóteo, Ângela Maria, Manoel Tenório, Augusto Silva e Auvanildo Araújo; e, Nelson Gonçalves (  -, Teixeirinha (   -, José Augusto Sergipano (  – ) e Altemar Dutra (  –   ); entre outros.

Homenagem (Antônio Limeira):

“Antônio Limeira é um Patrimônio Vivo de Arapiraca!” – (José George, CONFAA – Confraria Filhos e Amigos de Arapiraca)    

Fontes: blog Arapiraca Legal – Pedro Jorge e Facebook CONFAA (Confraria Filhos e Amigos de Arapiraca) – José George.

 

2.08 l  BENJAMIM BERTOLINI  [ Empresário Musical ]

Todos sabem que Arapiraca (AL) é um celeiro de grandes artistas em diversas àreas artísticas culturais. A Terra de Manoel André e Esperidião Rodrigues é berço de cantores, compositores, músicos, atores, artistas plásticos, artesões, escritores, jornalistas, atletas e radialistas que a divulga, através de sua arte a nível nacional e até internacional, como é o caso do multiinstrumentista xxxxxx, Hermeto Pascoal, natural de Lagoa da Canoa (AL), mas que sempre declara em suas entrevistas que as suas raízes musicais estão fincadas entre as feiras livres de sua cidade natal e a de Arapiraca. Outro grande nome é o violonista Fernando Melo que forma juntamente com Luiz Bueno, o consagrado Duofel.

Outros artistas que destaco são os seguintes: os cantores e compositores populares Daniel Brasileiro (in memoriam), Giullian Jacinto e Manoel Tenório; as cantoras Silene, Dira Lino e Elaine Kundera; os cantores de barzinho Eribério, Marcus Vinícius e Niwton; os maestros Nelson Palmeira (in memoriam) e Jovelino Lima, e a maestrina Simone Bastos; os instrumentistas Jacinto do Sax, Edson Ferro e João do Pife (in memoriam); as bandas Gato Negro, Art-Choro e Mopho; os veteranos e prestigiados forrozeiros (a) Afrísio Acácio, Miguel Vieira e Ditinha da Sanfona… Apesar do prestígio e popularidade desses (as) e de outros (as) artistas, a maioria da população de Arapiraca não sabe que reside há bastante tempo em nosso município, um dos maiores empresários de todos os tempos no ramo musical. O nome dele é Benjamim Bertolini – renomado empresário artístico (aposentado) –, que foi o responsável pela realização da primeira apresentação do Rei Roberto Carlos, em Arapiraca, no ano de 1973.

Benjamim nasceu no dia 11 de janeiro de 1934 na cidade de Juazeiro (BA) e foi criado em São Paulo (SP). Ele se tornou empresário musical, em 1963, quando trabalhava na TV e Rádio Nacional de Brasília (DF) e empresariava artisticamente o Trio Ipakaraí. Durante 12 anos viajou praticamente por todos os estados do Brasil, representando diversos artistas de renome nacional. Ângela Maria e Nelson Gonçalves ( –  ), Altemar Dutra ( –  e Waldick Soriano (   –   eram alguns dos nomes mais requisitados no início de sua carreira como agente artístico. Logo em seguida trabalhou com exclusividade com o cantor e compositor popular-romântico, José Roberto. Na segunda metade dos anos 1960, ele fixou residência em Salvador (BA) e, nesse estado produziu diversos shows, a exemplo de Jerry Adrianni, José Roberto e outros – todos eles eram acompanhados pela banda de Raul Seixas (1945-1989), Raulzito & Seus Panteras. Inclusive, foi nessa época que Jerry convidou o futuro Maluco Beleza e seu grupo, para acompanhá-lo em uma turnê no estado do Rio de Janeiro.

A primeira vinda de Bertolini para Arapiraca foi no ano de 1966, empresariando um dos grandes ídolos do Jovem Guarda: o cantor e compositor Wanderley Cardoso – show realizado no (extinto) Cine Trianon. Benjamim veio residir definitivamente na Terra de Manoel André e Esperidião Rodrigues, no início dos anos 1970. Em 1972, além de sua atividade como empresário foi também sócio do (extinto) Cine Triunfo. Durante vários anos ele trouxe diversas atrações musicais para o nosso município: Renato & Seus Blue Caps, Roberto Carlos, Os Incríveis, Lindomar Castilho e outros artistas e grupos musicais de música jovem da época. Ele relata que o espetáculo que teve o maior público foi o show de Fernando Mendes e José Augusto na mesma noite, com cerca de 2.500 pessoas e que a última atração que ele trouxe foi Evaldo Braga (1948-1973).

Benjamim também trabalhou em diversas emissoras de rádio: Rádio e TV Nacional de Brasília (DF), no período de 1961 a 1963; Rádio América de São Paulo (SP); e, antigas Rádios Cultura AM e na Comunitária Verdes Mares, ambas de Arapiraca.  

Ao deixar a função de empresário musical, em 1974, Benjamim Bertolini montou uma casa lotérica na Rua Boa Vista esquina com a rua Domingos Correia, encerrando a sua atividade como agente lotérico no ano de 1998. Hoje ele está usufruindo de sua merecida aposentadoria e continua lutando pela valorização da autêntica Cultura de nossa querida Arapiraca.

Homenagem (Benjamim Bertolini):

“Olá meu amigo, Pedro Jorge, fiquei tão feliz ao ler o perfil que você escreveu no blog cultural, Arapiraca Legal, sobre o Benjamim Bertolini. Tenho muitas saudades desse que foi um grande amigo e empresário. Gostaria que você me colocasse em contato com ele. Se possível, me passe o número do telefone dele. Vou aguardar a sua resposta. Um abraço!” – (José Roberto, cantor e compositor – Rio de Janeiro / RJ)

Fonte: blog Arapiraca Legal (entrevista exclusiva com Benjamim Bertolini) – Pedro Jorge.

 

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3.33 l  EUNILDO [ GARRAL – ssssssss ]

 

 

 

 

 

 

0.00 l  MARCOS GÓES (MARCOS DA SOM POP DISCOS) ve Arts de A 1

“Desde que fazia rádio, apresentando programas como Parada Pop, Sweet Memories, Túnel do Tempo e outros; sempre costumava mostrar a qualidade musical. Sempre toquei o melhor e, é tanto que convidei o Paulo Lourenço / Paulo do Bar para dividir um programa comigo: o Jazz Especial. Aí foi de arrebentar: Ella Fitgerald, Egberto Gismonti, Airto Moreira, Flora Purim, George Benson, Sivuca, Hermeto Pascoal… enfim, um programa altamente inteligente e educativo. Hoje não se preocupam com a qualidade da música e na maioria das vezes divulgam sempre o pior. Acredite sempre em Deus, em você e no Tempo Rei!” – (Marcos Góes)

Marcos (Antônio de) Góes, o popular Marcos da Som Pop Discos, nasceu no dia 13 de maio de 1954 na cidade de Brejão (PE). É filho do Sr. Ermiro Trajano e da Sra. Josefa Mendes de Góes (in memorians). Está radicado em Arapiraca (AL) desde 1974 e tem oito irmãos. É casado com Fernanda Epifânio de Góes e pai de João Marcos de Góes, o Segundinho. Ele é formado em Contabilidade pelo CBC (Colégio N. Sra. do Bom Conselho). Em 1974, Marcos se destacou nos shows de calouros que eram realizados no Cine Triunfo, intitulado Show Pop, comandado pelo comunicador Jarbas Lúcio, onde interpretava músicas de Roberto Carlos. Neste mesmo ano trabalhou na função de caixa no supermercado Vascore e, em 1976, montou a sua primeira loja de discos: a Som Pop Discos. Nos anos 1990 chegou a montar duas filiais em nossa cidade e outras três na capital alagoana. Devido a pirataria, encerrou as suas atividades como lojista de CDs e DVDs.

Em seu vasto currículo, já prestou relevantes serviços para a formação cultural dos arapiraquenses – principalmente divulgando os talentos musicais locais. Também marcou presença como radialista e diretor de programação da Rádio Gazeta FM – Arapiraca, em 1988; e na direção comercial da (extinta) xxxxx Rádio Cultura AM – Arapiraca. Na Rádio Novo Nordeste FM (atual Nova FM) xxxxx apresentou os programas: Roberto Carlos Especial, Disco Dance e Sweet Memorys e na Rádio Gazeta FM: o Jazz Especial, ao lado do Paulo do Bar. Em 2002, na emissora Litoral FM (Maceió-AL): o Litoral nas Cabeças e, em 2003, na A Voz do Povo, a Voz de Deus: o Almoce Com o Rei, onde apresentava os sucessos e contava detalhes sobre a trajetória artística e pessoal de seu grande ídolo, o Rei Roberto Carlos.   xxxxx.

Em 1990, juntamente com alguns amigos criou o projeto Alavantú, contratando 36 atrações, entre elas: Jorge de Altinho, Dominguinhos, e Sheilamy: cantora com a qual teve um relacionamento amoroso durante dois anos. Foi responsável por outros grandes shows: Flávio José, Eliane, Odair José, Fabiana e outros (de 1996 a 1999). Outro projeto que marcou época foi o Circuito de Forró (de 1999 a 2002), no antigo Campo do CBC. Também fundou a casa de shows Estação do Forró.  

Marcos Góes ao lado do radialista, Carlos Wanderley, realizou o Projeto Noite de Gala, onde a nata da sociedade arapiraquense teve a oportunidade de assistir a várias atrações, como por exemplo: Renan Torres, Cauby Peixoto ( xxx, Reginaldo Rossi ( xxxxx, Almir (ex-The Fevers), entre outros. Ele também produziu e/ou elaborou diversos eventos em 70% dos municípios alagoanos e, em outros estados do Nordeste. Desde criança ele nutre o sonho de gravar um disco.

Atualmente, xxxxxxx

Linha do Tempo (Marcos Góes):

2015 – O empresário, Marcos Góes, promoveu um super revival no dia 5 de dezembro – em comemoração aos 50 anos do Jovem Guarda. O tradicional Clube dos Fumicultores foi opalco para deste grandioso evento. Para abrilhantar essa Festa de Arromba, Góes trouxe os cantores Márcio Greick e Almir (ex-The Fevers).

Homenagens (Marcos Góes):

1– Marcos Góes é contemporâneo de ideias firmes e de personalidade moldada com excelentes valores adquiridos de seus genitores. Sua idade é 366 dias menos que a minha. Homem sério e batalhador, cuja conduta serve de parâmetro para muitos. Que Deus o conserve sempre assim, amigo!” – (Cícero Galdino, empresário, poeta emembro da ACALA)

2– “Não é porque é meu irmão, mas esse cara é fora de série. Nunca teve uma oportunidade na área da cultura, em Arapiraca (AL), para desenvolver seus projetos. Infelizmente, a politicagem não dar espaço para pessoas que têm muito pra dar a esse povo tão carente de Cultura!” – (Milson Góes, Pop Seguros)

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MARCOS DA SOM POP [ Acróstico ] (Autor: José Carlos Gueta, O POETA DO ABC; Santo André-SP)

M uito popular é o Marcos Góes da Som Pop Discos                                                                     A credita sempre em Deus, nele e no tempo Rei                                                                            R oberto Carlos é seu maior ídolo no mundo artístico                                                                 C antar as músicas dele nos shows de calouros era lei                                                                O extinto grupo Os Notáveis sempre o acompanhava                                                                 S ua primeira loja de discos em 1976, ele inaugurava

D epois inaugura uma filial e na música gospel bota fé                                                               A ssim é o Marcos, um grande empreendedor ele é

S eu currículo contribui para a difusão da cultura musical                                        O s talentos musicais de Arapiraca por Marcos é valorizado                                                    M arcou presença também como radialista da rádio local

P arabenizo aqui neste acróstico este excelente profissional                                      O povo arapiraquense seu trabalho árduo tem acompanhado                                P edro Jorge que é seu amigo disse-me que ele é sensacional!

Fontes: (extinta) revista O Mensageiro – Pedro Jorge; blogs Arapiraca Legal – Pedro Jorge e José Carlos Gueta – POETA DO ABC; e Facebook Marcos Goes.

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Ozeas Barboza, Sílvio Brito e Pedro Jorge

0.00 l  OZEAS BARBOZA [ Museu do Disco ]

Hoje qualquer pessoa pode gravar um CD, isso faz com que a essência da canção acabe se perdendo. As gravadoras hoje estão mais interessadas em comércio do que em música de qualidade. Os meus primeiros discos foram comprados por minha mãe, Gertrudes Lins Barboza. A partir daí tomei gosto pela música e não parei mais de comprar vinis. Eu agradeço a Deus por tudo na vida que ele me concedeu, e agradeço a você, Pedro Jorge, por lembrar de mim, pois sou um pequeno colecionador de vários objetos antigos como vinis, selos, cartões telefônicos, cédulas, HQs e outros. Abraços e que Deus continue lhe abençoando!” – (Ozeas Barboza)

O colecionador de discos, Ozeas (Alves) Barboza, é natural de Araponga (PR). Ele é filho do Sr. João Alves Barboza e de D. Gertrudes Lins Barboza. Ozeas, nasceu no dia 10 de setembro de 1958 e saiu de sua terra natal aos sete anos de idade, quando a família se transferiu para Fênix (PR), onde permaneceu por dois anos. Chegou, em Alagoas, e passou a residir em Penedo (AL) durante seis anos. E, logo depois a família se mudou para Major Izidoro (AL), onde residiu por dois anos. Em 1975, aos 17 anos, a família se instalou em Arapiraca (AL) e o adolescente Ozeas Barboza já trazia em sua bagagem cerca de 100 vinis e uma imensa vontade de montar um Museu do Disco. Para concretizar esse sonho, ele começou a comprar LPs na Feira do Passarinho na antiga Terra do Fumo e com revendedores de Maceió, Palmeira dos Índios, Penedo, São Sebastião e Santana do Ipanema (AL); Caruaru e Garanhuns (PE); Teixeira de Freitas (BA) e de outras localidades. Foi através desta peregrinação que Ozeas foi pesquisando com paciência e com o passar do tempo foi conseguindo formar o seu valioso acervo e finalmente instalou, em 1989, o Museu  do Disco de Arapiraca – onde permaneceu por dez anos, quando então fiscais da Secretaria Municipal de Finanças, mal orientados, entenderam de cobrar impostos como se fosse um estabelecimento comum, quando na realidade sua atividade era isenta, a exemplo de cordéis, alfarrábios, violeiros e emboladores de coco; e outras manifestações populares que se apresentam nas Feiras Livres.

Ozeas Barboza, sem o alvará de licença, foi obrigado a encerrar a sua atividade, e infelizmente a sua contribuição para o enriquecimento cultural de todos nós, arapiraquenses – prestando um relevante serviço á comunidade, principalmente aos estudantes desde o Fundamental até o Superior, que poderiam pesquisar e ampliar seus conhecimentos sobre a história da MPB.

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Felizmente, com a morte de um produto que fez tão bem á cabeça e ao coração de várias gerações de brasileiros, surge em contraposição á salvação da lavoura, é a existência de pesquisadores, saudosistas e também de reacionários, por que não? Estes de uma forma ou de outra, ainda têm a coragem de tentar reconstituir algo, colecionar, guardar… e isso faz um bem enorme à cabeça e à cultura do país. James Marinho Vital, estudante de História da UFAL e arapiraquense, dá notícias do Museu do Disco em Arapiraca. De antenas ligadas, seguimos para a cidade e fomos até o acervo. O Museu do Disco. Ozeas Alves Barboza coleciona discos desde 1970; possue um acervo de 6.000 vinis, além de CDs, fitas de vídeo evangélicos, pois o colecionador é protestante. Pelo fato de Ozeas vender discos, a Prefeitura cobrou uma taxa de localização (alvará de licença). Ozeas, que não consegue vender grande coisa por mês, está a posto de fechar o estabelecimento. Ora, se em todo o Brasil, o vendedor de livros usados está isento de pagar qualquer taxa que seja, e isto já é feito como incentivo, o vendedor de discos também deve ser comparável a essa prática, e mais, Ozeas preservando essa imensidão de discos está fazendo um enorme benefício a Arapiraca e ao Brasil, deverá pois, ao invés de ser cobrada taxa, ser incentivado a dar continuidade a sua arte de conservação, preservação e venda de discos, pode, inclusive servir como atrativo turístico para a cidade. O Museu do Disco necessita viver em toda a sua plenitude, com o tácito reconhecimento do município, para o bem da cultura brasileira!” – (redação, jornal Gazeta de Alagoas)

Museu do Disco 3 ( xxxxx)- Em mais de 40 anos colecionando discos, Ozeas, possui mais de 4.000 LPs de vários estilos musicais, desde sertanejo á música evangélica, passando por Jovem Guarda, forró, samba, e até mesmo internacional. Este tesouro musical está num quarto anexo á sua casa, que fica localizada no bairro Alto do Cruzeiro. Mas isso não significa que Ozeas seja uma pessoa egoísta e não queira dividir o acervo com ninguém. Ao contrário, em 1995, ele chegou a fundar o Museu do Disco de Arapiraca, mas por conta de imposto que a Prefeitura queria cobrar, em poucos anos os discos ficaram guardados naquele quarto. Há algum tempo atrás recebeu o convite do prefeito de Porto Real do Colégio (AL) para montar o museu de disco naquela Cidade, mas não quis abandonar a vida que já havia construído nos 30 anos em que mora em Arapiraca. Desmotivado por conta da falta de apoio do poder público e pela falta de interesse da própria população, Ozeas afirma que poderia até mesmo se desfazer do acervo, se alguém se dispor a pagar o preço justo. “Acho que só ficaria com os discos de Jessé”, disse. Alguns de seus discos possui grande valor de mercado. “Em 1970 a minha mãe, D. Gertrudes, começou a comprar discos, quando a gente ainda morava no Paraná”, disse Ozeas. O LP mais antigo da coleção é “Saudades de Minha Terra”, da dupla sertaneja de raiz, Belmonte e Amaraí, lançado em 1967. A paixão pela música passou de mãe para filho, mas ele garante que mesmo com a tecnologia atual, ele continua preferindo os vinis. Entretanto, ele não nega a qualidade técnica do CD, e vende também gravações em CD dos discos que possui. Com relação ao Museu do Disco, Ozeas afirma que este foi seu grande sonho. “Cheguei a abrir o museu num salão que meu pai me deixou. Mas a Pref. Mun. achava que eu estaria ganhando muito dinheiro e queria cobrar imposto muito alto. Meu sonho acabou”, disse. Desde então, somente amigos e uns poucos que conhecem o acervo do Ozeas têm acesso aos discos. “A maioria das pessoas são analfabetas musicais, acham que qualquer bater lata ou arranhar guitarra é música”, reclamou.

Museu do Disco 4 ( xxxxx) – Um sonho acalentado pela família e passado de geração, há mais de 55 anos, está prestes a acabar. O dono de um acervo de aproximadamente 6.000 discos de vinil – popularmente conhecidos como LPs (long-plays), quer vendê-lo. Criados pela indústria fonográfica no ano de 1948 e colocados fora do mercado no início da década de 1990, os discos de vinil são produzidos com material resistente e ranhuras em sua superfície, por onde a agulha do toca discos passa e produz o som gravado. Mas o dono desse rico patrimônio artístico e cultural, o evangélico Ozeas Barboza, não tem mais espaço em sua residência para abrigar todo acervo e, também não dispõe de recursos financeiros para realizar outro sonho: a fundação do Museu do Disco de Arapiraca. Paranaense de nascimento, ele chegou há 39 anos em Arapiraca, capital do Agreste alagoano, onde continuou comprando os (antigos) “bolachões” e ampliando sua coleção, que possui repertório de música regional: com vinis de forró, baião e sertanejo, passando pelo jovem guarda, bossa nova, MPB, bem como LPs de música internacional. Todo esse tesouro musical está guardado em um quarto de sua residência, localizada na rua São João, no bairro Alto do Cruzeiro.

Ex-feirante, o colecionador não esconde a sua desilusão em não poder ampliar o seu acervo, e manter as relíquias musicais: muitas delas não existem mais no mercado fonográfico. “Um amigo meu, que reside em Penedo (AL), ficou sabendo de minhas dificuldades financeiras, e lançou uma proposta para adquirir o meu acervo de vinis por R$ 12.000, (doze mil reais)”, revela. Ozeas diz que a sua coleção vale muito mais. “Cada disco custaria R$ 2, (dois reais), mas não tem dinheiro no mundo que pague o valor sentimental dessas obras artísticas-musicais”, desabafa, ainda confiante em contar com o apoio de algum empresário ou instituição que possa ajudá-lo na fundação do Museu do Disco de Arapiraca. Enquanto mantém viva a esperança de continuar a sua coleção, Ozeas faz “bicos” e ganha alguns “trocados” passando para CDs os seus discos de vinil. Atualmente ele está residindo, em Maceió (AL).

 

Homenagem (Ozeas Barboza):

Fontes: release Museu do Disco – Zezito Guedes; jornais: Tribuna Independente – Davi Salsa, Gazeta de Alagoas – José Maria Tenório Rocha e Alagoas em Tempo – redação; e blog Arapiraca Legal – Pedo Jorge.

 

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0.00 l  PAULO LOURENÇO / PAULO DO BAR, DJ DO AGRESTE

“Sou considerado um anfitrião e um dos precursores da boa música nacional e internacional. O Bar do Paulo foi, literalmente, a extensão de minha casa. Aos 20 anos de idade, em 1952, viajei para São Paulo para tentar ganhar a vida por lá, e tive contato e gosto pela música de qualidade, resolvendo trazê-la na minha bagagem, em 1973, para Arapiraca (AL). Tive, portanto, a oportunidade e a felicidade de formar uma geração com cultura de primeira. A minha efetiva participação foi um bom papo sobre rock, MPB, jazz, Cinema Novo… A cidade de Arapiraca me deu a paz que eu procurava e só quis retribuir aos que frequentavam o Bar do Paulo, esse bar com a cortesia de quem queria apenas papear. Tem coisa melhor que botar um vinil bacana e conversar com um amigo? Há tantas histórias que aconteceram por aqui que daria um livro para mais de 400 páginas. Um dia, espero escrevê-lo com a ajuda de amigos!” – (Paulo do Bar) L

Paulo Lourenço (da Silva) / Paulo do Bar, DJ do Agreste é uma das personalidades mais populares e carismáticas de Arapiraca (AL). Uma de suas principais características é a simpatia contagiante que faz qualquer um se sentir á vontade no primeiro contato que tiver com ele. O seu (extinto) e antológico bar era um ambiente bem simples e os seus atrativos principais eram a cerveja bem gelada, a decoração com quadros de artistas arapiraquenses, e claro, a música de primeiríssima qualidade.

Paulo do Bar é considerado um dos maiores colecionadores de vinis do Agreste alagoano: são mais de 4.000 vinis, incluindo, as discografias completas de João Gilberto a Led Zeppelin, passando por discos raríssimos de jazz. A sua trajetória profissional, começou quando ele foi trabalhar em uma casa noturna, em São Paulo, no início dos anos 1950 e teve contato com a música de Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Bing Crosby, Sara Vaughan, enyre outros. Antes dessa experiência em São Paulo, onde viveu 21 anos, Paulo Lourenço ouvia Luiz Gonzaga e Augusto Calheiros por influência de seu pai, Lourenço Luis da Silva (in memoriam), que era embolador de coco. Ele lembra que quando era criança, na casa de taipa de sua família em um povoado pertencente a cidade de Palmeira dos Índios (AL), seu pai costumava chamar os poetas e eles faziam uma roda de coco lá dentro, na manhã seguinte, o chão estava todo batido, lisinho. Daí nasceu sua paixão pela música.

Certificado xxxxxxx

Espaço Multimídia “Paulo do Bar” (Por Pedro Jorge – blog “Arapiraca Legal”, 2015) – No ano de 2011, o Bar do Paulo encerrou as suas atividades, em definitivo, no entanto, Paulo Lourenço da Silva continua recebendo os amigos e amantes da boa música na Casa da Cultura e Biblioteca Pública Mun. Prof. xxx Pedro de França Reis, localizada na Praça Luiz Pereira Lima (antiga Praça da Prefeitura). Espaço público-cultural conta com o Espaço Multimídia Paulo Lourenço da Silva – Paulo do Bar, onde o DJ do Agreste disponibiliza boa parte de seu acervo musical.

Linha do Tempo (Paulo Lourenço):

[ 2007 ] Na cidade de Arapiraca, Paulo Lourenço fez educação musical no espaço de um bar. O documentário “DJ do agreste” (Ideário, Boca da Noite, DKS – 2007) conta a história de como o personagem icônico, “Paulo do Bar”, construiu e sustentou a trajetória de mais de 30 anos de resistência cultural. Este é o primeiro Doc xxxxx sobre Paulo Lourenço. A direção geral é da produtora cultural, designer e escritora, Regina Célia Barbosa, que fez um apanhado e desenhou na telona o ótimo “DJ do Agreste”. O Doc, dois anos mais tarde, ganharia na categoria “Curta Mostra Brasil” como “Melhor Filme”, segundo júri popular, na “9ª Goiânia Mostra Curtas’.

A produção é de Vera Rocha, Pedro da Rocha e Maria Cláudia. As imagens de Cícero, Gerson Barros e Márcio. O técnico de som, Peixe. As assistentes de direção, Mariana Bernardes e Lis Paim. A direção de arte, Mariana Bernardes, Lis Paim e Regina Barbosa; e edição e finalização de Pedro da Rocha.

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  1. Documentário “Bar do Paulo” (Por Breno Airan, 2014) – Com seus 20 e poucos anos de idade, Paulo Lourenço da Silva, dono do histórico Bar do Paulo de Arapiraca (AL), perambulando feito menino pelas calçadas da capital paulistana, nos idos da década de 1950, quando foi para lá acompanhando um tio doente. Essa é a imagem em 3D que ele acabara de conhecer: um mundo de possibilidades. Nordestino tinha essa mania de achar que podia melhorar de vida na cidade grande. Do interior de Palmeira dos Índios (AL), onde residia em uma fazenda e tinha boa educação, Paulo resistiu ao cheiro do campo, das vacas e dos amores juvenis e foi respirar fumaça e ver se havia amor em São Paulo. Acabou por arranjar um emprego, depois de vasculhar os jornais diários. Trabalhou como garçom. Dos bons. Tanto é que tomou para si esse dom da cortesia e abriu o empreendimento que mais ‘fez a cabeça’ de uma geração na cidade de Arapiraca, com inauguração em setembro de 1973. E, em São Paulo, enfim, seu primeiro contato afinal com a telona – bem como com a literatura, as artes visuais, a filosofia, a música.

Agora, o próprio Paulo do Bar será material fragmentado nos 35mm de um documentário que está sendo idealizado por um grupo de jovens arapiraquenses. O cineasta, Leandro Alves, está à frente da investida que irá fazer um registro deste importante marco que foi a presença deste bar no âmago cultural da “Terra de Manoel André”. Na equipe, há jornalista, fotógrafo, produtor cultural e outro diretor, José Faustino Neto, que a seu lado filmou o doc “Salão dos Artistas” (2012) xxxxx . Segundo Leandro, formado em Produção Audiovisual pela FACISA, em Campina Grande (PB), existe muito a se contar sobre o homem por trás da vitrola. “Paulo do Bar” tem uma vasta coleção de vinis e sempre escolhia a dedo as canções de jazz, blues, MPB, rock, reggae, música erudita, africana e nordestina que rodopiavam em seu toca-discos.

Em fase de pré-produção, Janu Leite, Leandro Alves e José Faustino estão roteirizando tudo e localizando possíveis entrevistados.

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Artistas plásticos, músicos, atores, poetas e intelectuais viviam a madrugar no Bar do Paulo. O local fechou as portas, em definitivo, no ano de 2011, antes mesmo de completar quatro décadas de existência, devido a problemas de saúde decorrentes do trauma de um assalto à mão armada que aconteceu no dia 16 de agosto, dois anos antes. Este é o ponto de partida do doc de Leandro Alves. Após o revés, o Seu Paulo sofreu uma isquemia e teve que ser levado nos braços para o Hospital Regional N. Sra. do Bom Conselho. 

O cineasta vai primar por uma plástica que dê mais voz ao sentimento, ao que e a quem é o proprietário deste bar, que influenciou tanta gente em meio à plena Ditadura Militar. Diante da proposta musical, diversos empreendimentos foram abertos nas décadas seguintes: Buraco’s, Kanteiro’s, On The Rocks, Ópera Bar, Botequim NaBaxa, Mystura Fyna, Echoes Music Bar e Habeas Copos Bar. Este, no entanto, não é o primeiro doc a ser feito sobre esse personagem icônico: em 2007, a produtora cultural, designer e escritora, Regina Célia Barbosa, produziu o ótimo DJ do Agreste.

Não à toa, no mês passado, Paulo Lourenço foi chamado para um evento regional do curso de Arquitetura para ministrar o painel “Arapiraca de Mil Novecentos e Antigamente” e se saiu muito bem, traçando como era a cidade e quanto ela evoluiu, sendo hoje considerada uma das metrópoles do futuro e com o sétimo maior poder de consumo do Brasil.

Sempre ao seu lado, está a D. Antônia, sua esposa, a mulher por trás da famosa costelinha de porco do local. Isso também é alimento para as devidas lembranças dos frequentadores. Enquanto isso não acontece, a SCTUR (Secretaria Muniacipal de Cultura e Turismo de Arapiraca) o reverenciou concedendo-lhe o certificado de Cultura Popular Tradicional. Este evento aconteceu no Museu Zezito Guedes. Decerto, os cineastas que estão em fase de pré-produção do novo documentário sobre ele terão bastante trabalho pela frente. “Vamos madrugar fazendo esse filme, como que no clima das noites vividas e embebidas pela aura do bar!”, diz o diretor José Faustino Neto.

No ano de 2011, o Bar do Paulo encerrou as suas atividades, em definitivo, no entanto,   Paulo Lourenço da Silva continua recebendo, os amigos e amantes da boa música e de assuntos ligados á cultura, na Casa da Cultura de Arapiracae Biblioteca Pública Municipal Prof. xxx Pedro de França Reis, localizada na praça Luiz Pereira Lima (antiga “Praça da Prefeitura”). Espaço conta com o “Espaço Multimídia Paulo Lourenço da Silva – Paulo do Bar”, onde o “DJ do Agreste” disponibiliza boa parte de seu acervo de discos.

Linha do Tempo (Paulo Lourenço):

F  * [ 1973 ] “Um dos episódios contados no Doc ‘DJ do Agreste’ é como o bar surgiu. Bem, antes de mais nada, houve uma terrível tragédia em que sobrinhos dele morreram no ‘São João’ de 1973. Ele regressou de vez de São Paulo trazendo consigo, além das lágrimas e suor do trabalho, toda sua bagagem – nos dois sentidos –, mulher e dois filhos. E, de bodega, o lugar se tornou point de Arapiraca (AL) por causa de uma única música de jazz de Dave Brubeck!”

– (Janu Leite, músico e produtor cultural)

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[ 2015 ] Uma das figuras mais acessíveis e, ironicamente, pouco conhecida por esta nova geração será a entrevistada da 2.ª edição do projeto cultural “Papo de Mestre”, da Prefeitura Municipal de Arapiraca (AL). No dia 24 de abril, no auditório da Casa da Cultura, situada na praça Luiz Pereira Lima, houve um bate-papo com o Sr. Paulo Lourenço. Com entrada franca, o evento foi organizado pela SECTUR (xxxx. Este projeto consiste em trazer à tona para um diálogo com o público local, os vários “Mestres da Cultura Popular”, especialmente da “Terra de Manoel André”. Em março deste ano, foi a vez do mestre do coco de roda, Nelson Rosa, contar suas prosas e vivências. Por sua vez, o “Seu” Paulo do Bar”  vai retratar um pouco da aura das décadas de 1970, 80 e 90; quando seu bar, na esquina das ruas Dom Jonas Batingas com a São Luiz no bairro Ouro Preto, reunia intelectuais, poetas, artistas plásticos, músicos e pessoas comuns; sobretudo, interessados em cultura, política e música. Durante o período da Ditadura Militar, o Bar do Paulo resistira em pleno interior alagoano, fornecendo o que os censores do golpe insistiam em querer tirar do povo: conhecimento cultural e abordagem crítica do que realmente acontecia no país naquele período obscuro de nossa história política. O Bar do Paulo é matéria ainda de documentários e trabalhos acadêmicos, sendo uma das personalidades mais respeitadas de Arapiraca. No dia 15 de maio de 2015, o “Papo de Mestre” contou com a presença do “Pai” Alex – considerado “Mestre da Cultura Popular”, no segmento “Cultura Afrobrasileira” pela Prefeitura de Arapiraca, em 2013.

2016 – Seu” Paulo foi proprietário do bar mais influente culturalmente de Alagoas, o bar do Paulo, foi um março nacontraculturade Arapiraca (A), onde “abrigou” artistas de toda estirpe eisto atraiu olhares e ouvidos de fora. Passaram por lá, Alceu Valença, os integrantes do Quinteto Violado, Lobão e o ator Murilo Rosa; além deatotres dediversaas companhias tatrais de Alagoas, músicos e poetas da “Terra de Manoel André”; como por exemplo, Hermeto Pascoal. Além depossuir um acervo com milhares de discos, Paulo do Bar, também, é um apaixonado paela literatura. No dia 29 de abril, ele foi p conviaado especial do bate-papo do projeto cultura intitulado “LeroWhite”, idealizado pelos agitadores culturais: Breno Airan, Vanessa Daiany e Janu Leite. O local foi o espaço “Carrancas Café” na Casa de Cultura, em Arapiraca. Xxxxsobre o projeto

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  1. LIVRO – xxxxxx

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Homenagens (Paulo Lourenço / Paulo do Bar, DJ do Agreste):

“My Heroe: o que dizer de pessoa tão sublime, meiga, atenciosa, inteligente. Eu estava me lembrando de minha infância e juventude, esse cara me deu as chaves da porta do mundo, cresci entre discos e livros, tive uma infância riquíssima. Sempre se esforçou pra deixar a família tranquila, homem trabalhador. Dedicou todos os seus dias e horas, objetivando o melhor para todos. Não sei como homenagear alguém que para mim é um mito, é história… Todos os obrigados, abraços e beijos são poucos para expressar minha gratidão, apreço e externar o quanto eu o amo. Peço a Deus que sejas eterno, sem sua luz minha vida perde o brilho. Beijão, pai! ” – (Paulo Celso, professor)

Milton Nascimento criou, em Belo Horizonte (MG), o Clube da Esquina. Paulo Lourenço criou, em Arapiraca, o Bar do Paulo. Aprendemos muito com ele. Legiões de amigos se encontravam, se amavam, se respeitavam e se confraternizavam. Ainda hoje existe nesses amigos a verdade de que aquele foi o melhor tempo. Saíamos a pé uma, duas, três horas da manhã e o que encontrávamos nas ruas eram mais amigos. E hoje? ” – (Marcos Góes, empresário musical)

Quero deixar aqui o meu depoimento a respeito do Bar do Paulo, que foi uma das casas noturnas mais antigas que nos trazem boas lembranças e nos faz reviver o passado. Sempre que viajava para Arapiraca fazia questão de prestigiar esse lugar que é ímpar na cidade, me fez crescer, e aprendi a ouvir boas músicas de bandas e artistas renomados que só nesse bar tocava, em Vinil. O estúdio musical com um acervo de ábuns raros que só o Paulo tem! O ambiente traz toda a minha adolescência de volta, junto com boas lembranças da época em que frequentava essa casa noturna. Lembro–me que só abria duas vezes por semana e era o suficiente para a casa está sempre cheia de pessoas resolvidas e de muito bom gosto, prestigiando e trocando boas ideias, com o Paulo de anfitrião de primeira qualidade. Tenho muita saudade desse lugar!” – (Anízio Santos, São Paulo-SP)

Paulo Lourenço, é um ícone da Cultura arapiraquense!” – (Wilma Nóbrega)

O Bar do Paulo, foi a República dos Boêmios, marcando alguns dos melhores momentos de minha juventude, quando eu curtia a boa música da década de 1970: Nat King Cole, Maysa, Dolores Duran, entre outros! ” – (Ernande Moreira, in memoriam)

Em 1996, o Bar do Paulo completou o seu Jubileu de Prata: 25 anos dedicados à juventude, aos noctívos de Arapiraca. Os seus inúmeros amigos e admiradores reuniram-se para uma grande comemoração. O Bar do Paulo, ficou pequeno e a comemoração aconteceu na rua, com muita emoção e alegria. Petrúcio Falcão, na sua sensibilidade de músico e poeta, descreve o bar ‘Como um canto de amigos, emoção; lugar de poesia, no ar a canção, alegria. Encontro de irmãos! ’” – (Roberto Gonçalves, jornalista)

Paulo não tem maiores preocupações com dinheiro; o grande lucro é o convívio com jovens, o encontro com amigos, os diálogos que mantém na madrugada, sobre os mais variados assuntos. Ele não é um comerciante. É um verdadeiro anfitrião!” – (Divaldo Suruagy, in memoriam)

O Bar do Paulo, foi um Recanto Bucólico, onde os frequentadores se sentia á vontade com a cortesia e a grande popularidade do Paulo Lourenço!” – (Zezito Guedes, historiador, folclorista e artista plástico)

O Bar do Paulo foi o primeiro bar em Alagoas que teve a proposta de aliar pintura com música. E foi eu que inaugurei esta tendência. Nos anos 1970, O regime militar reprimia a cultura, na contramão, buscava a liberdade e a provocação. Neste clima, surgiam os grandes nomes da MPB. Em Arapiraca (AL), numa bodega de esquina um senhor vendia seus produtos, enquanto ouvia as pérolas daquela época. Aos 18 anos de idade, visitei pela primeira vez o Bar do Paulo e fiquei encantado com o ambiente, que só respirava música, cultura e liberdade, me tornando um assíduo frequentador. ‘Seu Paulo’ ouvia opiniões, estimulava debates e provocava os mais jovens, colocando em seu som artistas desconhecidos daquele público. Em 1980, fiz a primeira exposição realizada dentro de um bar, em Alagoas, intitulada ‘Visualização dos Sentimentos’. O bar passava a agregar música às artes plásticas!” – (Mozart Albuquerque, jornalista)

Na base do boca-a-boca, as pessoas começaram a frequentar o (extinto) Bar do Paulo, o qual começou a ficar pequeno. Nos finais de semana, era comum atingir a lotação máxima e, consequentemente, muita gente ficava na parte externa. Na rua, certa feita, ficou o cantor e compositor pernambucano, Alceu Valença, em 1982, por justamente faltar mesa. O bar estava literalmente entupido, pois ALceu tinha acabado de realizar o seu primeiro show, em Arapiraca (AL), da turnê do antológico álbum ‘Cavalo de Pau’. Então, numa mesa improvisada e sentado numa caixa de cerveja, o pernambucano bebeu lá mesmo – e por lá também passaram os artistas Lobão, Hermeto Pascoal, integrantes do Quinteto Violado, o ator global, Murilo Rosa, entre outras personalidades. (Breno Airan, jornalista)

Foi uma satisfação enorme contar com a presença de Paulo do Bar no Encontro das Redes de Pontos de Cultura! Eu, estive em seu bar por diversas vezes. Quando me desfiz dos meus vinis, entreguei meus LPs ao próprio Paulo. Sei que está em boas mãos, enriquecendo sua coleção, seu patrimônio. É muito importante que a gente faça o reconhecimento por tudo o que ele fez para as gerações que passaram por seu bar! (Osvaldo Viégas, secretário de Estado – SECULT / 2014)

“Para mim, Paulo do Bar, é um Patrimônio Cultural Vivo e preserva o que há de melhor, em nossa música! ”  (José Leão, representante do Ponto de Cultura Menino do Sítio, Igaci AL)

A história dele se confunde com a de desenvolvimento do município arapiraquense. Ele chegou aqui e o encanamento de água da CASAL (xxxx  estava cortando o seu bairro, por exemplo. O ‘Seu Paulo’ viu o alvorecer de uma cultura fumageira, a expansão do comércio e, ao ponto, que contribuiu com a construção política, sociológica, fílmica, musical e artística de um modo geral de toda uma geração! ” – (Leandro Alves, cineasta)

‘Paulo lourenço, representa esse tino pelo olhar e pelo musicar de toda uma geração. As vivências em seu bar influenciaram o modo de pensar e ser de milhares de arapiraquenses, daí a importância desse papo aberto com o público mais jovem!” – (Tânia Santos)

Espaço Multimídia “Paulo do Bar” (Por Pedro Jorge – blog “Arapiraca Legal”, 2015) – No ano de 2011, o Bar do Paulo encerrou as suas atividades, em definitivo, no entanto,   Paulo Lourenço da Silva continua recebendo, os amigos e amantes da boa música e de assuntos ligados á cultura, na Casa da Cultura de Arapiracae Biblioteca Pública Municipal Prof. xxx Pedro de França Reis, localizada na praça Luiz Pereira Lima (antiga “Praça da Prefeitura”). Espaço conta com o “Espaço Multimídia Paulo Lourenço da Silva – Paulo do Bar”, onde o “DJ do Agreste” disponibiliza boa parte de seu acervo de discos.

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PAULO’S BAR (Por Mozart Albuquerque)

O regime militar reprimia e a cultura, na contramão, buscava a liberdade e a provocação. Neste clima, surgiam os grandes nomes da MPB. Em uma bodega, em um bairro de Arapiraca (AL), um senhor vendia seus produtos enquanto ouvia as pérolas daquela efervescente MPB. Bastou um professor de Francês passar por ali para descobrir este ambiente que viria a ser o ponto de encontro dos jovens e intelectuais arapiraquenses. Eu comecei a frequentar o antigo) Bar do Paulo, aos 18 anos de idade.

Fiquei encantado com o ambiente que só respirava música, cultura e liberdade. Seu Paulo ouvia opiniões, estimulava debates e provocava os mais jovens colocando em seu som artistas desconhecidos daquele público. Em 1980, fiz no Bar do Paulo, a primeira exposição realizada em um bar em Alagoas, intitulada “Visualização dos sentimentos”. O Bar passava a agregar música às artes plásticas. Na base do boca-a-boca, as pessoas começaram a frequentar o bar e este ambiente começou a ficar pequeno. Nos finais de semana, era comum atingir a lotação máxima de pessoas e consequentemente muita gente ficava na rua. A esquina do Bar virava uma grande festa e dificilmente alguém saia antes das 5h. Apesar de Seu Paulo ser uma pessoa tolerante, ele tentava impor limite aos excessos de seu público, predominantemente jovem, quando era preciso. Nas altas madrugadas, as gargalhadas, as cantorias e as polêmicas alimentavam o seu bar. Pessoas de outros países, quanto visitavam Arapiraca, eram levadas a este ambiente. Elas confirmavam que o Bar do Paulo era tão moderninho quanto qualquer pub inglês ou qualquer ambiente alternativo de New York.

E, neste ambiente em eterna ebulição, as paixões aconteciam ao som de “Como Nossos Pais” (Belchior) xxxxxxx interpretado pela gaúcha, Elis Regina ou “Travessia” (Milton Nascimento e Fernando Brandt) xxxxxxna voz marcante do cantor e compositor carioca, Milton Nascimento. Muito tempo depois, os frutos destes romances, frequentavam o bar. O Bar do Paulo pode ser traduzido como poesia, clube de amigos, escola, saudade e revolução. Um lugar onde a liberdade esteve sempre presente, onde o termo diversidade era praticado muito tempo antes do modismo. Um ambiente único, palco de loucuras, aprendizados, descobertas e possibilidades. Na história, no tempo e no futuro ecoam versos das músicas tocadas em todos os tempos no Bar do Paulo!

O BAR DO PAULO NÃO MORREU (Por Breno Airan, junho de 2011 )

Em meados de 2007, a produtora cultural, designer e escritora, Regina Célia Barbosa, chegou de surpresa, com sua equipe, no Bar do Paulo e disse: “Paulo, vamos gravar um documentário com você, ok?”. Ele, a esmo, já estava em frente às câmeras, um pouco desconfortável no começo, falando sobre os grandes poetas da música e o que eles teciam sobre a vida – e como isso tinha mudado sua relação com o mundo lá fora. Logo, Paulo ficou mais tranquilo diante das lentes, alcançando, nas prateleiras de seus mais de 4.000 vinis, algumas raridades. Dois anos depois, a produtora estaria concorrendo ao “Troféu Icuman”, em mais uma edição da “9ª Goiânia Mostra Curtas”.

Na categoria “Curta Mostra Brasil”, segundo o júri popular, o melhor filme foi “DJ do Agreste”, o documentário que mostrava a noite no Bar do Paulo. A película foi vista por um público de cerca de 8.000 pessoas, no Teatro Madre Esperança Garrido do Colégio Santo Agostinho, na capital de Goiás, e, segundo a produtora, “Conta a história de como Paulo construiu e sustentou a trajetória de mais de 30 anos de resistência cultural”.

BAR DO PAULO: LUGAR DE POESIA                                                                                        Por Roberto Gonçalves

O ano de 1971 surgia com grandes transformações e conquistas em vários campos da música, futebol, ciências e tecnologia, comunicações… em meio ás mudanças, surge em Arapiraca (AL), o Bar do Paulo. A casa era modesta, na Rua São Francisco (que não tinha calçamento), apenas duas portas; alguns tamboretes, sob o balcão, serviam para a acomodação dos poucos fregueses. A fidalguia, a maneira de receber bem as pessoas e uma seleção do melhor da MPB e do jazz foram fazendo com que o Bar do Paulo se transformava no maior ponto de encontro de boêmios e da juventude da “Terra de Manoel André”.

A música, na sua linguagem universal, passou a ser um ingrediente mais forte do bar. Ali, os jovens se encontram, conversam, paqueram, marcam encontros. Tudo é alegria, emoção, nas noites frias de Arapiraca. Nas décadas de 1970 e 80 os jovens que conseguiam a vitória no vestibular, escolhiam o local para as comemorações. O ambiente continua simples, todavia, muito aconchegante e Paulo Lourenço preserva o seu estilo de perfeito anfitrião.

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Fontes: sites: Tribuna Hoje  xxxx, Maceió Agora Breno Airan xxxxx e Prefeitura Municipal de Arapiraca  Departamento de Imprensa; OVermundo  Marcelo Cabral e Zoio TV  Mozart Albuquerque; livro Os Ventos Estão Inquietos (crônica) Divaldo Suruagy; revista Periscópio Roberto Gonçalves; e blogs: Regina Barbosa e Arapiraca Legal.

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CAPÍTULO 4

ARTIGOS POR PEDRO JORGE 

Créditos das fotos: xxxxx ; O Rei Roberto Carlos em Arapiraca (José de Sá) e Sílvio Brito em Família (Divulgação).  

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Capítulo 4 l Artigos Por Pedro Jorge

4.01. João do Pife (In Memoriam) // 4.02. Blog Arapiraca Legal (Homenagens e Tributos) // 4.03. O “Rei” Roberto Carlos em Arapiraca // 4.04. Sílvio Brito em Família // 4.05. Pontos Turísticos de Arapiraca.

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CAPÍTULO 4 ARTIGOS POR PEDRO JORGE

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4.01 l  JOÃO DO PIFE, “O REI DO PIFE”: UM DOS ÍCONES DA MUSICALIDADE ARAPIRAQUENSE (Por Pedro Jorge)

A musicalidade de João do Pife permanecerá viva na memória e na história de Arapiraca para as atuais e futuras gerações! ”– (Zezito Guedes, folclorista e artista plástico)

Para mim João do Pife foi o maior tocador desse instrumento; deixou vários LPs gravados, e participou de algumas coletâneas de forró, como por exemplo a Coletânea Pau de Sebo que fez muito sucesso na década de 1970. ″ – (Everaldo Santana).

João do Pife, nome artístico de João Bibi dos Santos (1932 – 2009), foi um dos mais prestigiados músicos arapiraquenses, entre os anos 1960 e 1980. Autodidata, ele conseguiu com o seu processo criativo único, revolucionar a arte de tocar o pífano. Ainda criança ele aprendeu a tocar o instrumento, ao mesmo tempo que ajudava os pais na atividade do cultivo do fumo. Seu nome começou a ficar conhecido no final da década de 1960, permanecendo com bastante sucesso até o final da década de 1980. Neste espaço de tempo, João do Pife realizou inúmeros shows por todo o Brasil, e além-fronteiras.

Além de sua participação em shows de grandes artistas a exemplo de Dominguinhos e Luiz Gonzaga até hoje o seu nome está ligado   principalmente a sua parceria com o saudoso comediante Coronel Ludugero, tornando-se, assim, um dos principais ícones da musicalidade arapiraquense. Ele gravou inúmeros discos em vinil e foi considerado por muitos experts da legítima música regional nordestina como O Rei do Pife.

Arapiraca também foi berço de outros grandes instrumentistas aexemplo de Hermeto Pascoal. O início de sua trajetória artística foi entre as cidades de Lagoa da Canoa/AL e Arapiraca/AL, pois ele, ainda criança, se apresentava nas feiras livres e nas portas de algumas lojas desses dois Municípios. Outro exemplo marcante é o consagrado e virtuoso violonista arapiraquense Fernando Melo, que forma ao lado de Luiz Bueno a famosa dupla instrumental Duofel, que tem uma carreira de sucesso bastante sólida não só no Brasil como no exterior.

Entre outros artistas populares de Arapiraca que ficaram conhecidos a nível nacional, destaco os seguintes:

* O cantor e compositor Daniel Brasileiro – que emplacou alguns sucessos nas paradas musicais brasileiras. Ele participou de diversos programas televisivos: Fantástico, Clube dos Artistas, Aleluia, Buzina do Chacrinha, Raul Gil; entre outros. Uma de suas composições, Duas Lágrimas, foi gravada por Wando (in memoriam). Daniel Brasileiro, faleceu no dia 15 de setembro de 2012 no estado de São Paulo;

* A cantora Silene – que fez carreira de sucesso no exterior. Ela iniciou a sua trajetória artística-musical, em Arapiraca, como crooner de diversas bandas e emplacou muitos sucessos no Peru, onde é conhecida como La Garota de Oro. Os seus irmãos: Giullian Jacinto e Jacinto do Sax continuam trabalhando na área musical, em São Paulo;

* O veterano sanfoneiro, compositor e radialista Miguel Vieira – Artista completo que juntamente com outros músicos arapiraquenses montou, nos anos 1960, o primeiro grupo jovem de nossa cidade: Os Notáveis. O Príncipe do Carimbó – como era conhecido -, teve a honra de algumas de suas composições atingirem as paradas de sucesso brasileiras nas vozes de Alípio Martins (Garota) e de Maurício Reis (Mercedão Vermelho);

* Os (as) talentosos (as) – Nelsinho Silveira, Niwton, Elaine Kundera, Dira Lino, Eribério, César Soares, João Felipe, Marcelo, Paulinho, Jorginho e outros artistas que animam as noites arapiraquenses, em diversos barzinhos; Afrísio Acácio e seus convidados no conceituado projeto Cultura na Praça.

     Enfim, são muitos os nossos representantes nas diversas áreas artísticas-culturais, principalmente no segmento musical. Isto é uma prova que ainda iremos exportar e divulgar, ainda mais, a nossa querida Arapiraca através dos artistas locais para todo esse imenso Brasil. Basta, pois, que os empresários e os políticos, em geral, valorizem os verdadeiros talentos através de projetos e incentivos financeiros em forma de patrocínios culturais, valorizando, assim, em primeiro lugar a Prata da Casa com cachês dignos de suas performances. A Terra de Manoel André e Esperidião Rodrigues se orgulha de ser o berço de muitos artistas.

Nos últimos anos de sua vida, João do Pife, foi acolhido por Miguel Vieira e sua esposa, Maria Aparecida, que era prima dele. Apesar do Rei do Pife, se encontrar, na época, musicalmente no ostracismo há bastante tempo e sofrendo de diversas doenças, as mãos amigas do Príncipe do Carimbó e de sua esposa foram as que verdadeiramente ampararam aquele que um dia recebera os aplausos de milhares de pessoas em diversos clubes, cinemas, teatros e praças públicas. Vale a pena registrar o emocionante discurso que Miguel Vieira proferiu no cemitério localizado no bairro Canafístula, em Arapiraca, no momento do sepultamento do genial João do Pife. Eu estava presente e, juntamente com dezenas de pessoas, tive a oportunidade de ter acompanhado aquela útima homenagem de um grande artista popular para outro importante músico. Com certeza outros artistas irão representar a nossa cidade tão bem quanto João do Pife.

Homenagens (João do Pife):

A musicalidade de João do Pife permanecerá viva na memória e na história de Arapiraca para as atuais e futuras gerações! ”– (Zezito Guedes, folclorista e artista plástico)

Para mim João do Pife foi o maior tocador desse instrumento; deixou vários LPs gravados, e participou de algumas coletâneas de forró, como por exemplo a Coletânea Pau de Sebo que fez muito sucesso na década de 1970. ″ – (Everaldo Santana).

Fonte: (extinta) revista O Mensageiro – Pedro Jorge.

 

4.02 l  BLOG ARAPIRACA LEGAL [ Homenagens e Tributos ] (Por Pedro Jorge)

Os administradores do blog cultural Arapiraca Legal, Gilvan Juvino e Pedro Jorge, prestam merecidas homenagens a 10 importantes representantes da cultura arapiraquense e tributos a outras 10 personalidades da Terra de Manoel André e Esperidião Rodrigues.

Homenageados (as)– Fernando Melo (Duofel), Hermeto Pascoal, Irmãs Petuba, Ismael Pereira, Mestre Nelson Rosa & Destaladeiras de Fumo da Vila Fernandes, Palhaço Biribinha, Mônica Nunes e Valdir Oliveira.

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Fernando Melo (Duofel) –

 

 

 

 

 

Hermeto Pascoal (Multiinstrumentista)

 

Irmãs Petuba

 

Ismael Pereira

 

Mestre Nelson Rosa & Destaladeiras de Fumo da Vila Fernandes

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Mônica Nunes (Jornalista) – Nasceu, em São Paulo, no dia 14 de julho de 1968. É casada com Luiz Alfredo e, é mãe de um garoto especial: Luiz Felipe (DJ Felipe, Cara de Sorte) e de duas filhas: Maria Gabriela e Maria Carolina. Nunes é graduada, em Jornalismo, pela UNICAP e pós-graduada em Gestão Pública pela UFAL. Fez parte da equipe de Marketing das eleições municipais de Luciano Barbosa e de Célia Rocha.

 

Prêmios (Mônica Nunes & Davi Salsa):

* Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo –  Com a matéria Mandioca, Uma Lenda Real. Ganhou na premiação nacional, Mídia Eletrônica, categoria Rádio. O programa foi transmitido, pela Rádio Novo Nordeste AM, no antigo programa Das Duas, Uma que ela produzia e era apresentado por Nelson Filho. A reportagem foi sobre o cultivo da mandioca, em Arapiraca, com destaque para o trabalho desenvolvido pelo Consórcio Intermunicipal, o CONSIAGRE. Ela dividiu este prèmio com o radialista, Wendell Rodrigues, da CBN (PB);

* Mário Pedrosa de Jornalismo – Os jornalistas arapiraquenses, Davi Salsa & Mônica Nunes, ganharam um prêmio nacional. A matéria jornalística produzida por eles, intitulada Memorial Resgata a História da Mulher no Agreste Alagoano, foi uma das três vencedoras deste prêmio – evento anual promovido pelo IPHAN. A matéria publicada, em novembro de 2008 no jornal Tribuna Independente, foi escolhida entre os três melhores trabalhos sobre Museus brasileiros, publicados na mídia nacional naquele ano. A reportagem destaca o conjunto de obras presentes no Memorial da Mulher Ceci Cunha, e o trabalho desenvolvido no espaço para resgatar a memória da mulher agrestina, a exemplo da criação de um acervo exclusivo para preservar a tradição centenária do canto das destaladeiras de fumo de Arapiraca. O resultado do prêmio foi divulgado, em Brasília (DF).

“Deus sabe que a raça humana merece viver. Deus não se espelha apenas nas guerras, fome, doenças… Deus vê o sorriso das crianças, a luta pela vida de pessoas enfermas, o amor que prevalece ante as situações difíceis. Deus vê a luta do homem em querer melhorar. Deus vê e sente a fé. Deus quer, evidente um mundo melhor. Mas será que ele prevê um ser melhor que nós, homens? É preciso acreditar em nosso potencial e na esperança que Ele deposita em nós. Pode até ser que o mundo um dia acabe. Mas Deus fará de tudo para nos poupar. Ele sabe que, no fundo, um dia a gente acerta. Obrigada, então, Senhor, por poder amanhecer mais uma vez! ” – (Mônica Nunes)

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Valdemar Oliveira de Macedo 

 

 

 

 

 

 

 

Valdir Oliveira 

 

Fontes: site Prefeitura Municipal de Arapiraca – Departamento de Imprensa; revista Occasio – redação; informativo O Lojista (seção Opinião) – Mônica Nunes; revista Xereta – redação e Facebbok Monica Nunes.

Tributos (In memorians) – Alexandre Tito, Antônio Jacinto, Ernande Moreira, Maestro Nelson Palmeira, Prof. Pedro de França Reis, Seba e Zé Resende.

Alexandre Tito –

 

Antônio Jacinto (instrumental) –     xxxxxx   No trombone, em vez de válvulas ou chaves, é o movimento da vara telescópica que altera os sons.

 

Ernande Moreira –

 

Maestro Nelson Palmeira –

 

Prof. Pedro de França Reis –  

 Resultado de imagem para seba arapiraca legalSeba (Sebastião Braz de Melo, 1936- 2004) – Nasceu na cidade de Caruaru (PE). Chegou no município de Arapiraca, no  ano de 1958, através de um convite feito por Cural (na época goleiro do ASA) para fazer parte do elenco do Alvinegro arapiraquense. Seba, jogou na decisão do Torneio do Interior – também, conhecido popularmente como Torneio do Boi –, na posição de zagueiro central e ajudou o ASA a ser campeão desta competição esportiva. O zagueirão Seba tinha 1,86 m. de altura. Ele excursionou com o ASA, em 1960, por alguns municípios dos estados de Pernambuco e Paraíba; e ajudou o Alvinegro ganhar todos os jogos amistosos que disputou.

Seba, além de suas atividades como atleta profissional também participou ativamente da vida cultural e social da antiga Terra do Fumo. Foi ele quem fundou a primeira escola de samba de Arapiraca: a Gigantes do Ritmo. Ele sabia tocar todos os instrumentos musicais pertencentes a uma escola de samba e, também foi o compositor do samba-enredo intitulado Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel. Como músico também teve a oportunidade de se apresentar ao lado de grandes nomes da música nordestina, como por exemplo Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva e Zé do Rojão (in memorians).

Trabalhou na Rádio Novo Nordeste AM, como motorista e comentarista esportivo e na 96 FM como motorista, vendedor de anúncios publicitários e, também, participava de alguns programas da emissora contando causos e piadas. Seba, faleceu no dia 17 de julho de 2004, em um acidente automobilístico na rodovia AL-115 – Arapiraca, juntamente com mais quatro pessoas, quando seguia para Caruaru. As outras quatro vítimas que faleceram neste trágico desastre foram: Eniraldo Oliveira de Almeida (Empresário e proprietário da CONCRENORTE e do veículo); Alberto Luiz Dias Ferreira (Topógrafo da Prefeitura de Arapiraca) e os funcionários da empresa de Eniraldo, João Ursolino e Vandicley Félix Barbosa. Seba, ainda saiu com vida do impacto, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na mesa de cirurgia da Unidade de Emergência do Agreste.

Ele deixou o seu legado de paz, alegria e Cultura para os seus familiares e pra todos os arapiraquenses que tiveram a oportunidade de conhecer a sua trajetória como atleta do ASA, artística e profissional do volante.

Zé Resende –

 

PEDRO DE FRANÇA REIS [ Compositor e Professor, in Memoriam ]

Pedro de França Reis, após fazer uma longa peregrinação pelo interior do satdo de Alagoas, finalmente foi transferido para a cidade de Arapiraca (AL), em 1942, onde se radicou, a princípio, como professor do Grupo Escolar Adriano Jorge (hoje Escola). Ele é natural de Igreja Nova (AL) e ingressou no Seminário de Penedo (AL). Possuía ótima formação cultural, dominando com facilidade o Português, o latim, além de ter bons conhecimentos sobre música e literatura.

Rapaz educado e cavalheiro, o novo professor foi logo se familiarizando com a comunicação daquela época, conquistando a simpatia e a confiança dos arapiraquenses. Na sala de aula, era o mestre austero e gentil; ao mesmo tempo, seu relacionamento com os seus colegas era dos melhores. Algum tempo depois, em 1943, um pequeno incidente com o secretário de Educação, a princípio sem muita importância, mudaria o seu destino. Novamente removido pela Secretaria Estadual de Educação, o Prof. xxx Pedro Reis rebelou-se e abandonou a rede oficial de ensino. Logo após, aproveitando o bom ambiente que desfrutava, fundou o Instituto São Luiz, uma escola particular que passou a ocupar espaço e, com o passar dos anos, tornou-se um dos estabelecimentos mais conceituados em Arapiraca e, em todo o interior do estado de alagoas, administrando o seu famoso Curso Primário (atual Ensino Fundamental I).

Auxiliado, desde o início, por um aluno dos mais aplicados, Manoel de Oliveira Barbosa, que seria posteriormente um dos esteios da escola, o Instituto São Luiz se impôs através do tempo, pela disciplina rígida adotada, pelo critério e pela qualidade de ensino. Era a época da famigerada palmatória, o fantasma das crianças ociosas dos anos 1940. O educandário granjeou prestígio, marcou época e só foi superado quando surgiu o então Ginásio Nossa Senhora do Bom Conselho (atual Colégio Cenecista), em 1950, dirigido pelo Dr. Coaracy da Mata Fonseca (in memoriam). Mesmo assim, o Prof. xxx Pedro Reis continuou o seu trabalho de grande educador. Participou ativamente da vida social da Terra de Manoel André e Esperidião Rodrigues, onde gozava de muito critério.

Pedro Reis, além de longa folha de serviços prestados à comunidade, foi o autor do Hino de Arapiraca, do Hino do ASA e de composições inéditas. A idade senil foi chegando e o professor foi perdendo a visão e passou o comando do Instituto São Luiz ao seu pupilo, Prof. Manoel Barbosa, que continuou o seu trabalho. Pedro de França Reis faleceu no dia 5 de abril de 1975.

Seba –

Sebastião Braz de Melo, conhecido como Seba, nasceu em Caruaru/PE em 8 de agosto de 1936. Ele chegou no ano de 1958, em Arapiraca (AL), através de um convite feito por Cural (na época goleiro do ASA) para fazer parte do elenco do Alvinegro Arapiraquense, time este que está atualmente representando o nosso Estado na Copa do Nordeste e, ainda este ano irá participar do Hexagonal do Campeonato Alagoano, da Copa do Brasil e da série B do Campeonato Brasileiro.

Seba jogou na decisão do Torneio do Interior, competição também conhecida popularmente como Torneio do Boi, na posição de zagueiro central e ajudou o ASA a ser campeão deste evento esportivo. O zagueirão Seba tinha 1,86 m. de altura. Ele excursionou com o ASA, em 1960, por algumas Cidades dos Estados de Pernambuco e Paraíba e, ajudou o Alvinegro ganhar todos os jogos amistosos em que disputou.

Sebastião Braz de Melo além de suas atividades como atleta profissional também participou ativamente da vida cultural e social do ASA “Gigante”. Foi ele quem fundou a primeira escola de samba de Arapiraca: Gigantes do Ritmo. Ele sabia tocar todos os instrumentos musicais pertencentes a uma escola de samba e, também foi o compositor do samba-enredo intitulado Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel. Como músico também teve a oportunidade de se apresentar ao lado de grandes nomes da música nordestina, como Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva, Zé do Rojão e outros.

Seba trabalhou na Rádio Novo Nordeste AM, como motorista e comentarista esportivo e na 96 FM como motorista, vendedor de anúncios publicitários e, também participava de alguns programas da emissora contando causos e piadas. Seba faleceu no dia 17 de julho de 2004, em um acidente automobilístico na rodovia AL-115 – Município de Arapiraca, juntamente com mais quatro pessoas, quando seguia para a cidade de Caruaru (PE). As outras quatro vítimas que faleceram neste trágico desastre foram as seguintes: Eniraldo Oliveira de Almeida (empresário e proprietário da CONCRENORTE e do veículo); Alberto Luiz Dias Ferreira (Topógrafo da Prefeitura Municipal de Arapiraca) e os funcionários da empresa de Eniraldo, João Ursolino e Vandicley Félix Barbosa. Seba ainda saiu com vida do impacto, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na mesa de cirurgia da Unidade de Emergência do Agreste.

Ele deixou o seu legado de paz, alegria e cultura para os seus familiares e para todos os arapiraquenses que tiveram a oportunidade de conhecer a sua trajetória como atleta do ASA, artística e profissional. Compartilho esta singela homenagem póstuma com o seu filho, o músico Edílson Melo do grupo Art-Choro e, com todos os seus amigos e familiares.

 

ZÉ RESENDE – José Rodrigues Resende / Zé Resende, nasceu no município de Arapiraca (AL). Filho do Sr. Resende Leandro e da Sra. Amália Rodrigues de Melo (in memorians), e neto do major, Esperidião Rodrigues (in memoriam). Ele foi fundador da Sociedade Musical União Arapiraquense. Zé Resende é, portanto, descendente de uma família de músicos surgida, em 1908.

Passou a infância com seus pais e quatro irmãos. Ainda adolescente seguiu para o Rio de Janeiro, depois de passar por algumas dificuldades conseguiu emprego no colégio do pe. Abelardo, conhecido do seu avô. Logo passou a residir e a estudar neste estabelecimento de ensino. A passagem por esta escola teve pouca duração. Ao completar 18 anos de idade, alistou-se no Exército Brasileiro onde fez o curso de Enfermagem. Quando eclodiu a 2ª Guerra Mundial foi convocado para integrar a FEB, seguindo para a Itália. Participou de vários combates como cabo-enfermeiro.

Retornou da 2ª Guerra Mundial, em 1945, como sargento e com algumas medalhas. No Rio de janeiro passou a participar de rodas boêmias e locais frequentados por músicos, compositores, onde manteve estreitas relações de amizades e póde revelar-se como um excelente letrista, compondo várias músicas, muitas delas interpretadas por Augusto Calheiros (1891-1956) e outros.

A vida de boêmio e por ser muito mulherengo, trouxe-lhe prejuízos por ter vendido várias músicas que fizeram sucesso para outros compositores da MPB, inclusive, na voz do famoso cantor maceionse, Augusto Calheiros / Patativa do Norte, como por exemplo: Grande Mágoa, Vida de Caboclo da Cidade e Célia*. O capitão da reserva José Rodrigues Resende faleceu, em 1961. Ele é o Patrono da Cadeira N.° 01 da ACALA.

  • Segundo o poeta, tradutor e crítico, Marcos de Farias Costa, a música Célia é muito interessante porque o compositor é o arapiraquense, José Rodrigues (de) Resende. Célia era irmã do ilustre alagoano, Dr. Sílvio de Macedo, e Augusto Calheiros gravou a composição de Zé Resende – porque havia se apaixonado pela Célia.

Fontes: livro ACALA: História e Vida (2009) – Redação; jornal Gazeta de Alagoas – Carla Castellotti e Marcos de Farias Costa.

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6.02 l  SÍLVIO BRITO EM FAMÍLIA

“Experimenta ligar para uma rádio e pedir uma música. Você não pode escolher a que você realmente quer. Você tem de escolher entre aquelas canções que estão na programação da rádio. As coisas são impostas de baixo pra cima. Ora, isso é a mercantilização da arte! Eu, felizmente, não paro de fazer shows. O Benito di Paula é outro artista que vive bem sem os meios de comunicação de massa. Acho que, na verdade, é a grande mídia quem está desconectada do gosto popular.” – (Sílvio Brito)

O cantor, compositor, multi-instrumentista xxxx

tres pomtas

xxxxx, radialista e apresentador de TV, Sílvio Brito, iniciou as suas atividades artísticas ainda criança com seis anos de idade no Sul de Minas Gerais, em Varginha (MG), a convite do Padre Honório Link (in memoriam), no programa de rádio, Petizada Alegre. Aos nove anos apresentou uma atração infantil em uma emissora de TV, em Brasília (DF), e aos dez gravou o seu primeiro disco. Na adolescência montou uma banda de baile, Os Apaches, e como compositor teve o privilégio de suas primeiras composições românticos terem sido gravadas por três grandes intérpretes: Antônio Marcos (Faça o Que Você Quiser), Ronnie Von (Roseane) e Vanusa (O Que é Meu é Teu). No final dos anos 1960, teve a sua grande oportunidade ao conhecerpessoalmente o Padre Zezinho – um de seus padrinhos musicais -, e a convite dele fez os arranjos e tocou vários instrumentos musicais em alguns álbuns do Padre-Missionário. Em 1974, ao gravar o seu primeiro disco com divulgação a nível nacional, emplacou o sucesso Tá Todo Mundo Louco e se tornou um dos maiores ídolos populares da época, conquistando, inclusive, o seu tão sonhado disco de ouro. Logo em seguida, em 1975, foi convidado por Cayon Gadia para comandar, ao lado de Fábio Jr., o programa Aleluia – uma releitura do Jovem Guarda comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa.

Sílvio Brito emplacou diversos sucessos nos anos 1970, principalmente a trilogia Tá Todo Mundo Louco, Espelho Mágico e Pare o Mundo Que eu Quero Descer – Toda no estilo do inesquecível Raul Seixas, o Maluco Beleza. Esses e outros êxitos musicais lhe renderam três discos de ouro e todos eles marcaram época e são lembrados, até hoje, por todos os amantes da boa música brasileira. Ele também venceu, na década de 70, dois festivais de música nos países hermanos: Uruguai e Argentina. Outros fatos importantes no currículo artístico de Sílvio Brito foi a conquista como vice-campeão, com 24 vitórias consecutivas, no quadro Qual é a Música? do Programa Sílvio Santos; a segunda colocação, em 1989, no “1º Festival Rímula de Música Regional e nos anos 2000 conseguiu o segundo lugar no Rei Majestade, com a votação de telespectadores de todo o Brasil. Todas estas atrações foram exibidas pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).

Atualmente, Sílvio Brito, apresenta como diria o Pe. Honório Link: Esplendidamente bem! O programa Sílvio Brito em Família, ao lado de sua esposa, Margarita Rivas, e de suas duas filhas, Marysol e Clarissa. Nesta atração musical já participaram grandes nomes de nossa música, a exemplo dos sertanejos: Sérgio Reis, Inezita Barroso ( xxxx ), Jayne, Sula Miranda e Barra da Saia; os representantes do Jovem Guarda: Jerry Adriani, Martinha, Os Vips e Ronnie Von; os populares-românticos: Amado Batista, Nilton César, Gilliard e Cláudia; os sambistas Luiz Ayrão, Luiz Américo e Jair Rodrigues (1939-2014); os artistas internacionais Fred Rovella e Patrick Dimon; o cantor e compositor José Wilson (parceiro musical de Fernando Mendes e Sílvio Brito); os covers de Tim Maia, Elvis Presley, Roberto Carlos e do próprio Sílvio; e outros importantes ícones populares.

O imperdível Sílvio Brito em Família vai ao ar todos os sábados, ás 21:30h, pela Rede Vida de TelevisãoO Canal da Família. Não perca esta atração televisiva, que além do carisma de seus apresentadores e da qualidade musical dos cantores e músicos convidados sempre presenteia a todos os telespectadores com belíssimas mensagens de paz, esperança e amor. Sílvio Brito, também apresenta o programa Sílvio Brito Show, pela Rádio Capital AM de São Paulo (SP). Esta atração radiofônica vai ao ar todos os domingos á noite, após a Jornada Esportiva. A produção é do competente, Humberto de Campos – responsável pela divulgação do primeiro sucesso de Sílvio Brito a nível nacional, Tá Todo Mundo Louco, em 1974.

Agradecimento:

“Muito obrigado querido amigo, Pedro Jorge: compadre de coração e fã. Tenho muita honra de tê-lo como companheiro dessa grande viagem. Um abração, sucesso e felicidade. Tudo de bom e que sempre esteja com Deus!” – (Sílvio Brito, São Paulo – SP)

Fontes: revista (extinta) O Mensageiro; e, blogs Arapiraca Legal – Pedro Jorge, Sílvio Brito – Karina Moreti e Zelmar – redação.

 

 

6.03 l  O REI ROBERTO CARLOS EM ARAPIRACA

O cantor e compositor, Roberto Carlos, esteve na cidade de Arapiraca (AL) em três oportunidades: a primeira foi em 1973, a segunda em 1978 e a terceira em 2002. Através do programa / movimento Jovem Guarda e ao lado do Tremendão, Erasmo Carlos; e da Ternurinha, Wanderléa; o Rei formatou o pop rock nacional.

Em 1973, Roberto Carlos se apresentou no Cine Triunfo basicamente com um repertório basicamente popular-romântico. Benjamim Bertolini foi o empresário responsável pela produção deste show. Nos anos 1970, o Cine Triunfo foi palco de grandes shows: Renato & Seus Blue Caps, Perla, Waldick Soriano ( xxxx )Fernando Mendes & José Augusto, Sílvio Brito e outros. Roberto ficou hospedado no Hotel São Francisco que fica localizado, em Penedo (AL). Durante o show, realizado no dia 23 de setembro de 1973, o Rei foi homenageado por Higino Vital (in memoriam), prefeito de Arapiraca na época. O Sr. Higino presenteou o cantor com uma caneta banhada em ouro e o artista plástico, Ismael Pereira, com uma tela.

 

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A segunda apresentação de Roberto Carlos foi realizada no Clube dos Fumicultores, em 1977. Segundo informações do veterano artista plástico e radialista José de Sá / J. Sá, conhecido como o Comendador do Rádio, que apresenta o imperdível programa radiofônico Nos Braços da Saudade, a Av. Rio Branco, onde fica localizado o referido clube social, ficou superlotada de fãs do cantor. Todos queriam ver a chegada do Rei. Esse segundo show de Roberto teve como  empresários, Paulo Barbosa (in memoriam) e Claudir Aranda (Dinho do Cinema). No camarim do clube mais tradicional da Terra de Manoel André e Esperidião Rodrigues, que foi fundado em 1949, o cantor recebeu várias pessoas, entre elas o artista plástico Jório. Este segundo show teve a cobertura de diversas emissoras de rádio do estado. A Rádio Novo Nordeste AM de Arapiraca escalou o radialista, José de Sá (in memoriam); a Rádio Gazeta AM de Maceió (AL) a comunicadora, Floracy Cavalcante; e a Rádio Difusora AM (Maceió) o radialista, Jalon Cabral.

No dia 12 de junho de 2002 (Dia dos Namorados); o Rei Roberto Carlos – um dos maiores fenômenos musicais da MPB de todos os tempos; se apresentou na antiga casa de espetáculos Espace Arapiraca Shows e Eventos com o show intitulado Acústico MTV, que teve apoio cultural da VASP e patrocínio dos Correios. O repertório desta apresentação foi baseado em seu primeiro álbum acústico produzido pela MTV Brasil.

Em uma ampla reportagem de divulgação deste show publicada no (extinto) jornal Tribuna de Alagoas (26/05/2002) é relatado os detalhes de produção do álbum Acústico MTV: “Em maio de 2001, Roberto Carlos presenteou seu público com a gravação de seu primeiro disco acústico. Foi um momento histórico até para a MTV Brasil, acostumada a receber os grandes nomes da MPB e do pop rock nacional. Roberto cantou e encantou a todos, com um repertório repleto de grandes sucessos e contando com as participações especiais de Tony Bellotto, Samuel Rosa e Milton Guedes. Desta gravação realizada no Polo de Cinema e Vídeo do Rio de Janeiro, resultou em um dos melhores álbuns de sua carreira artística. Seus fãs agradecem e podem curtir novos arranjos para músicas consagradas pelo Rei! ”. 

Fontes: blog Arapiraca Legal e (extinta) revista O Mensageiro – Pedro Jorge (com informações de Benjamim Bertolini, José de Sá e Marcos Góes).

 

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Arapiraca Terra de Artistas” é uma série de cinco volumes que têm por finalidade preservar, prestigiar e divulgar os legados dos artistas, escritores (as) e radialistas – nascidos (as), radicados (as) e/ou que iniciaram as suas atividades artísticas-culturais, em Arapiraca (AL). Esta coleção é uma compilação livre – resultado de uma ampla pesquisa em diversas fontes: livros, jornais, revistas, releases, entrevistas exclusivas, sites, blogs… Esta inédita coletânea de perfis será de grande utilidade para pesquisas e, divulgação e preservação da memória cultural da “Terra de Manoel André e Esperidião Rodrigues.   BOA LEITURA!

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