João do Pife, “O Rei do Pife”

 
 
 
FRASE
“Para mim João do pife foi o maior tocador desse instrumento; deixou vários LPs gravados, que infelizmente só tenho alguns, e participou de algumas coletâneas de forró, como exemplo cito a Coletânea Pau de Sebo que fez muito sucesso na década de 1970” – Everaldo Santana ( 31/12/2009 )
[ Fonte (frase): http://www.forroemvinil.com ]
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Nome completo: João Bibi dos Santos
Nome artístico: João do Pife
Data de nascimento: 01/07/1932
Local: Porto Real do Colégio/AL
Data de falecimento: 6 de fevereiro de 2009
Local: Maceió/AL
Gênero: Forró ( Instrumental ).

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EDITORIAL / Tributo a João do Pife
Por Roberto Gonçalves
 
A ACALA (Academia Arapiraquense de Letras e Artes) presta uma homenagem a Cultura Popular em Arapiraca/AL. A Cidade de Manoel André se constitui de um verdadeiro celeiro das mais diversas manifestações populares e de consagrados artistas. Um desses ícones da cultura popular é João Bibi dos Santos, o popular João do Pife. O mestre do pífano que levou o nome da cidade e do estado para as plateias de todo o Brasil e do exterior.
 
O consagrado artista, morreu há dois anos na Santa Casa, em Maceió/AL, vítima de falência múltipla dos órgãos e foi sepultado em Arapiraca, emoção e tristeza marcaram a despedida do artista popular.
 
João do Pife aprendeu a tocar pífano ainda criança, quando ajudava os pais nas lavouras de fumo, em Arapiraca. Dono de uma musicalidade ímpar e autodidata, o menino logo começou a ganhar fama e a ser reconhecido pelo seu talento.
 
Do final da década de 1960 até o fim da década de 1980, João do Pife viveu a fase áurea de sua carreira artística, realizando shows em todo o Brasil, acompanhando o humorista Coronel Ludugero e tocando com artistas de renome nacional a exemplo de Luiz Gonzaga e Dominguinhos, João do Pife tornou-se um ícone da Cultura Popular nordestina.
 
João do Pife gravou inúmeros discos de vinil e foi considerado por Hermeto Pascoal um gênio da arte de tocar o pífano. Morreu aos 78 anos de idade, e teve reconhecido o seu talento pela Prefeitura de Arapiraca, na época recebeu das mãos do prefeito Luciano Barbosa o Troféu Arraiá da Integração, em reconhecimento á preservação da Música de Raiz e a Cultura Popular.
 
Para o artista plástico, professor e folclorista Zezito Guedes, a musicalidade de João do Pife permanecerá viva na memória e na
história de Arapiraca para as atuais e futuras gerações.
 
[ Fonte: Informativo “ACALA”, junho de 2011 ]
 
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O REI DO PIFE*
  
João Bibi dos Santos, conhecido como João do Pife era considerado um gênio na arte de tocar o pífano. Filho de agricultores, ele aprendeu a tocar pífano ainda criança, quando ajudava os pais nas lavouras de fumo, em Arapiraca/AL.
 
Dono de uma musicalidade ímpar e autodidata, o menino logo começou a ganhar fama e a ser reconhecido pelo talento. Do final da década de 1960 até o final da década 1980, João do Pife viveu a fase áurea de sua carreira, realizando shows por todo o Brasil, acompanhando o humorista Coronel Ludugero e tocando com artistas de renome como Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
 
João do Pife, morreu na Santa Casa em Maceió/AL, no dia 6 de fevereiro de 2009, vítima de falência múltipla dos órgãos.
 
* Textos extraídos dos Sites – “Alagoas em Tempo Real” e “Alagoas 24 horas”.
 
[ Fonte: http://www.acervoorigens.com ]
 
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JOÃO DO PIFE ( Sinopse )
Por José Lessa e Rosiane Pedrosa
 
João do Pife é alagoano de Porto Real do Colégio. Aprendeu a tocar pífano, ainda criança, com seu pai , que tocava nas novenas, sem imaginar, naquela época, que esse instrumento seria seu passaporte para lugares que nunca imaginou conhecer, pois com seu pife viajou pela Europa e praticamente por todo o Brasil.
 
É uma honra falar da capacidade e domínio deste instrumento rudimentar por parte de João do pife – que foi um nome tão expressivo e que ajudou a difundir o pífano e deu a este instrumento musical um grande status. Arapiraca, a capital do Agreste alagoano, conhecida também por sua vocação com a cultura popular teve a honra de ter  ele como um dos “filhos artísticos”, pois João do Pife que iniciou a sua carreira artística em Arapiraca.
 
João nos presenteia com uma musicalidade ímpar e suas interpretações são um verdadeiro deslumbramento através de um som mágico e fascinante. Mesmo conseguindo muito sucesso em sua vida artística, João do Pife faleceu em Maceió/AL e viveu os últimos dias com a ajuda do amigo Miguel Vieira, sanfoneiro dos bons, que ainda hoje reside em Arapiraca/AL.
 
Nota: Texto adaptado por Pedro Jorge.
 
[ Fonte:  Forró Alagoano ]
 
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TRIBUTO  – João do Pife 
Por Pedro Jorge
 
Os administradores dos blogs Arapiraca Legal e Artistas Alagoanos, Gilvan Juvino e Pedro Jorge; juntamente com o showman Alves Correia, o forrozeiro Miguel Vieira, o poeta-cordelista Ronaldo Oliveira e todos os arapiraquenses,  prestam tributo ao inesquecível músico alagoano João do Pife.
 
O corpo de João do Pife foi sepultado no cemitério do Bairro Canafístula, em Arapiraca/AL. No momento de seu sepultamento o forrozeiro  Miguel Vieira o homenageou  com um discurso que emocionou a todos que estavam presentes. Miguel, “O Príncipe do Carimbó”,  foi quem o acolheu nos últimos anos de sua vida.
 
[ Por Pedro Jorge ]
 
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MORRE JOÃO DO PIFE
 
O instrumentista João Bibi dos Santos, o João do Pife, morreu na tarde desta sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009, na Santa Casa de Misericórdia de Maceió aos 79 anos. O músico sofria há vários anos de problemas de depressão.

 João do Pife não era alfabetizado, mas era considerado um gênio na arte de tocar o pífano. Começou a tocar o instrumento desde criança nos roçados de fumo de Arapiraca e teve a sua fase áurea a partir de 1968 a 1980, quando atuou em shows por todo o Brasil acompanhado do humorista “Coronel Ludugero”.

O músico gravou inúmeros discos em vinil e participou de shows ao lado de Luiz Gonzaga e outros nomes famosos da Música Nordestina. Para o professor, folclorista e artista plástico, Zezito Guedes, a Música Nordestina e Alagoana fica mais pobre com a morte de João do Pife, considerado um verdadeiro gênio no seu gênero musical.

[ Fonte: alagoas24horas.com.br  ]
 
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ARTIGO – Revista “O Mensageiro”
 
JOÃO DO PIFE E OUTROS ÍCONES ARAPIRAQUENSES
Por Pedro Jorge*
 

João do Pife, nome artístico de João Bibi dos Santos (1932–2009), foi um dos mais prestigiados músicos arapiraquenses. Autodidata, ele conseguiu com o seu processo criativo único, revolucionar a arte de tocar o pífano. Ainda criança aprendeu a tocar o instrumento, ao mesmo tempo que ajudava os pais na atividade do cultivo do fumo. Seu nome começou a ficar conhecido no final da década de 1960, permanecendo com bastante sucesso até o final da década de 1980. Neste espaço de tempo, João do Pife realizou inúmeros shows por todo o Brasil, e além fronteiras.

Além de sua participação em shows de grandes artistas a exemplo de Dominguinhos e Luiz Gonzaga até hoje o seu nome está ligado principalmente a sua parceria com o saudoso comediante Coronel Ludugero, tornando-se, assim, um dos principais ícones da musicalidade arapiraquense. Ele gravou inúmeros vinis e foi considerado por muitos “experts” da legítima música regional nordestina como “O Rei do Pife”.

A nossa cidade também foi berço de outros grandes instrumentistas a exemplo de Hermeto Pascoal. O início de sua trajetória artística foi entre as cidades de Lagoa da Canoa/AL e Arapiraca/AL, pois ele se apresentava nas feiras livres e nas portas de algumas lojas desses dois municípios. Outro exemplo marcante é o consagrado e virtuoso violonista arapiraquense Fernando Melo, que forma ao lado de Luiz Bueno o famoso duo instrumental Duofel – que tem uma carreira de sucesso bastante sólida no Brasil e no exterior.

Entre outros artistas populares de Arapiraca que ficaram conhecidos a nível nacional destaco os seguintes:
* O cantor e compositor Daniel Brasileiro – que emplacou alguns sucessos nas paradas musicais brasileiras, nos anos 1970. Daniel participou de diversos programas de auditório: Clube dos Artistas, Aleluia, Buzina do Chacrinha, entre outros. Também foi exibido um clip de uma de suas músicas no programa Fantástico. A sua composição mais famosa é Duas Lágrimas – um dos grandes sucessos do (saudoso) Wando. Daniel Brasileiro faleceu no dia 15 de setembro de 2012, no estado de São Paulo;

* A cantora, Silene, que fez bastante sucesso no exterior. Ela iniciou a sua trajetória artística-musical em nossa cidade, como crooner de diversas bandas. Silene emplacou muitos sucessos no Peru, onde é conhecida como “La Garota de Oro” e os seus irmãos Cícero (Giullian Jacinto) e Jacinto do Sax que continuam trabalhando na área musical em São Paulo/SP;

* Outro exemplo de uma vida totalmente dedicada á música é o veterano sanfoneiro, compositor e radialista Miguel Vieira. Um artista completo que juntamente com os seus irmãos e outros músicos arapiraquenses montou, nos anos 1960, o primeiro grupo jovem de nossa cidade – Os Notáveis. “O Príncipe do Carimbó”, como era conhecido nos anos 1970 e 80, tem a honra de algumas de suas composições atingirem as paradas de sucesso brasileiras nas vozes dos (saudosos) Alípio Martins (“Garota”) e Maurício Reis (“Mercedão Vermelho”);

* Os talentosos roqueiros Janu e João Felipe, e outros jovens talentos que estão despontando no cenário musical; Dira Lino, Eribério, César Soares, Elaine Kundera e outros artistas que animam as noites em diversos barzinhos de nossa cidade e região; Afrísio Acácio e seus convidados no conceituado Projeto Cultura na Praça…

São muitos os nossos representantes em diversas áreas artísticas-culturais que divulgam o nome de nossa querida Arapiraca através de nossos artistas para todo esse imenso Brasil. Basta, pois, que os empresários e a Prefeitura Municipal valorizem os talentos arapiraquenses através de projetos e incentivos financeiros em forma de patrocínios culturais, valorizando, assim, em primeiro lugar a “Prata da Casa” com cachês dignos de suas performances.

Nos últimos anos de sua vida, João do Pife, foi acolhido por Miguel Vieira e sua esposa, Maria Aparecida, que era prima dele. Apesar do “Rei do Pife”, se encontrar, na época, musicalmente no ostracismo há bastante tempo e sofrendo de diversas doenças, as mãos amigas do “Príncipe do Carimbó” e de sua esposa foram as que verdadeiramente ampararam aquele que um dia recebera os aplausos de milhares de pessoas em diversos clubes, cinemas, circos, teatros e praças públicas. Vale a pena registrar o emocionante discurso que Miguel Vieira proferiu no cemitério localizado no bairro Canafístula, em Arapiraca, no momento do sepultamento desse genial músico.

[ Fonte: revista “O Mensageiro”, julho de 2014 ]

 
[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]
 

8 Respostas para “João do Pife, “O Rei do Pife”

  1. Sempre serei teu filho, mesmo tendo o conhecido somente com os 76 anos, tive a oportunidade de dar aquele abraço depois de longos anos e ficando lado a lado.
    Meu pai joão nos pediu para fazer um passeio em arapiraca, nunca imaginei que não voltaria, que Deus o tenha….
    Abraços do teu filho Luiz Carlos.
    Telefone: 2412.4374

  2. Sou músico saxofonista natural de Altinho-PE mas fui adotado por caruaru-PE ainda adolecente. Nasci na zona rural, trabalhei até os doze anos de idade. Desde criança fui acostumado a escutar música de verdade, ouvindo todos os dias as rádios AM de nossa região, principalmente a rádio Cultura de Caruaru, que sempre abriu mais espaço para cultura musical nordestina nos seus programas diários todos os dias, principalmente aos sábados no programa de um dos maiores defensores da música regional Agenor Farias. A Feira de Caruaru é o maior e melhor programa de rádio que realmente valoriza a nossa música regional que conheço. Então sempre escutei o maior humorista do Brasil, que é o Coronel Ludugero e a perfeição da obra do maior tocador de pife que já conhecí: JOÃO DO PIFE.

  3. João do Pife e Eu, Jorge Paulo, convivemos muito tempo em São Paulo em shows, forrós, gravações e sua participação em meus programas de Tv, na década de 60.
    Na foto dessa reportagem ele esta se apresentando no programa, dando as suas tradicionais gingadas, entremeadas ao sopro do seu Pife. Muita saudade do artista e amigo que se junta a outros astros em outras paragens.

    • MEU NOME É CARLOS ANTÔNIO DOS SANTOS, FILHO DESTE MÚSICO ESPETACULAR QUE POR INCOMPATIBILIDADE PESSOAL COM A MINHA MÃE, ELES SE SEPARARAM QUANDO EU TINHA APENAS 5 ANOS DE IDADE, TENHO MAIS SEIS IRMÃOS QUE TAMBÉM NÃO TIVERAM A OPORTUNIDADE DE CONVIVER E VER A TRAJETÓRIA MÁGICA QUE TEVE MUNDO AFORA.
      QUANDO VOLTAMOS Á NOS VER 30 ANOS DEPOIS, CADA UM COM O SEU MUNDO DIFERENTE, MESMO JULGANDO-O POR ABANDONO NO PAPEL DE PAI, CONSEGUI POR TODAS AS DIFICULDADES QUE TIVEMOS E ELE TEVE TAMBÉM, ADMIRÁ-LO COMO MÚSICO (JOÃO DO PIFE)
      E QUE DE UMA MANEIRA OU OUTRA, ERA MEU PAI E SEMPRE VAI SER NA MINHA MEMÓRIA, DE MEUS IRMÃOS E DE SEUS NETOS.
      ESPERO QUE AÍ NO CÉU VC ESTEJA MUITO FELIZ E MOSTRANDO ESSA GENIALIDADE QUE AQUI NO MUNDO VC CONSEGUIU MOSTRAR PARA MUITA GENTE.

      PARA SEMPRE SEU FILHO CARLOS ANTÔNIO DO SANTOS(“TUCA”).

      F: CEL.983237770

      F: COMERCIAL:2412-0188.

  4. Viva a cultura popular! Vc vai gostar de “A MÚSICA DO VALE DO SABUGI”. Tá no youtube!!!!!
    beijão da jornalista, Rita Vieira!

  5. Sou de Olho d água de Luiz Carlos (Taquarana AL) me crie ouvindo João Pife sempre achei ele um gênio, em 1990 o conheci pessoalmente tocando na rua do comercio em Maceió. Onde pude conversar um pouco com ele.
    Sofrido onde me contou um pouco da sua vida como artista; gravou vários LPs nas grandes gravadoras do Brasil; vendeu milhões de discos e só nos anos 80 o deputado Albérico Cordeiro construí um advogado foi então que ele conseguiu receber parte dos seus direitos autorais.
    Hoje moro em Aracaju ha 16 anos e tenho muita saudade quando ouvia suas musicas na Radio novo Nordeste de Arapiraca e Rádio Sampaio de Palmeira dos Índios.

    UM abração a todos os fãs do João do Pife como eu..

    Aracaju 01 de Setembro de 2.015
    Osvaldo de Assis

  6. Meu nome José Carlos dos Santos, aos meus 6 anos de idade, meu pai João do Pife, estava definitivamente se separando de minha mãe em 1970 após se ausentar por dois anos em razão dos shows que estava realizando por aí a fora. Independente do ocorrido, ele não vai ser o primeiro e nem o último músico a passar por essa trilha pois Deus sabe das coisas. Ganhei sua herança por ter o “Dom” de tocar instrumento de corda (Banjo e Cavaquinho) e antes dele partir Deus me deu a oportunidade de tocar ao seu lado aos 45 anos de idade como despedida na residência de meu irmão Luiz Carlos e sua família após.
    A única recordação que tenho quando criança, era meu pai nos ensaios na sala de casa com a sua banda e o som da bateria me deixava com uma vontade louca de bater e fazer barulho na Curuça Velha. Em fim, entendo essa alegria de fazer as pessoas ouvirem e dançar ao som de quem sabe tocar com a beleza de um instrumento bem tocado. Fique com Deus e descanse em paz.
    José Carlos dos Santos (Zinho)

  7. Eu gosto muito de música instrumental, principalmente de solos de sanfona de 8 baixos. Outro instrumento que gosto muito é o Pife ou Pífaro, e João do Pífe foi o melhor tocador deste instrumento que conheci. João do Pife participou das gravações dos discos de muitos artistas, alem de gravar vários discos. Sou um fã dotrabalho deste grande artista.

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