Ditinha do Acordeon

 

 

FICHA ARTÍSTICA – Ditinha do Acordeon

Nome completo: Espedita Sobreira
Nome artístico: Ditinha do Acordeon
Data de nascimento: 13/05/1952
Local: Serra Talhada/PE
Gênero: forró pé de serra.

BIOGRAFIA / Ditinha do Acordeon

Ditinha do Acordeon, nasceu dia 13 de Maio de 1952, em Serra Talhada/PE. É filha do sanfoneiro Vicente Sobreira de Lima e da costureira Francisca Gomes de Lima. Desde criancinha mostrou interesse pela música, influenciada por seu pai. Começou a tocar aos nove anos de idade com a sanfona de 48 do pai, que costumava pegar ás escondidas, quando ele ia trabalhar. Não teve ninguém que realmente a ensinasse tocar, seu pai lhe ensinou algumas músicas, mas costuma dizer que seu dom vem de Deus. Ganhara sua primeira sanfona do político Nildo Pereira, ex-prefeito de Serra Talhada.

No início da década de 1970, mudou-se para São Paulo/SP onde passou a morar na casa de seu irmão José Sobreira de Lima, também sanfoneiro. Apesar de ter levado sua sanfona, passou algum tempo tocando apenas ocasionalmente, por diversão. Com aproximadamente 30 anos começou a tocar profissionalmente, tocando em salões de festa da Lapa, na AABB em Santo Amaro dentre outros lugares. Costumava tocar na rádio Atual CTN (Centro de Tradições Nordestinas) no Bairro do Limão.

Em 1993 conheceu o saudoso Pedro Sertanejo (pai de Oswaldinho do Acordeon) num salão do baile onde ele estava tocando. Na ocasião Ditinha foi convidada para fazer uma demonstração de seu trabalho, Pedro Sertanejo gostou e pediu seu telefone, onde dias depois estabeleceu contato e a convidou para tocar no seu salão localizado no Parque São Lucas, em Santo André/SP. Começou uma parceria com Pedro Sertanejo, chegando a participar com ele em um programa na Record e lá em São Paulo também esteve ao lado de grandes artistas como Oswaldinho do Acordeon, Dominguinhos, Anastácia. A parceria com Pedro foi curta, durando apenas dois anos, pois mudou-se para Arapiraca/AL, em 1998 para ficar mais próxima dos parentes.

Em Arapiraca, costumava tocar na Rádio Novo Nordeste AM “No Terreiro da Fazenda”, programa apresentado pelo saudoso Cláudio Gomes e também no programa do radialista Zé do Rojão. Tocou muito em festas juninas e em eventos formais da prefeitura, geralmente executando o Hino Nacional Brasileiro e o Hino de Arapiraca; onde é bem quista por muitas autoridades como Célia Rocha, Luciano Barbosa, dentre outros, recentemente foi homenageada no Memorial da Mulher – dia 8 de Março de 2012, onde reuniram as vozes femininas de mais apreço na região, entre elas Elaine Kundera, Dira Lino e a regente Simone Bastos; e tocando também em eventos beneficentes no CAPS e Lar São Domingos.

Ditinha do Acordeon teve dois filhos: Priscila Zandinni, hoje cantora de MPB e back-vocal na região de Arapiraca; e André Santos, formado em Direito.

[ Fonte: Facebook “Dira Lino” ]

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TRIBUTO / Pedro Sertanejo

Ditinha do Acordeon e os administradores do blog Arapiraca Legal, Gilvan Juvino e Pedro Jorge, prestam um tributo ao saudoso e inesquecível Pedro Sertanejo.

PERFIL  / Pedro Sertanejo
Por Pedro Jorge

O compositor e instrumentista (acordeom) Pedro de Almeida e Silva, o popular Pedro Sertanejo, nasceu no Sertão da Bahia no dia 26 de abril de 1927. Seu pai, Aureliano, foi um grande mestre sanfoneiro na Cidade de Euclides da Cunha, interior da Bahia. Pedro Sertanejo mudou-se para São Paulo em 1946. Ele é pai de um dos melhores sanfoneiros em atividade no Brasil: o famosíssimo e talentoso Oswaldinho do Acordeom

BIOGRAFIA / Pedro de Almeida e Silva
Por Abílio Neto (10 de agosto de 2010)

Alguém sabe quem é Pedro de Almeida e Silva? Eu ajudo: ele nasceu em 26/04/27 em Euclides da Cunha/BA, município que abrange a região onde se deu a matança de Canudos pelo Exército Brasileiro. Nada ainda? Seu pai foi um grande tocador de sanfona de oito baixos, o mestre Aureliano. Não identificou? Ele tem um filho chamado Oswaldo de Almeida e Silva que, segundo Zé Gonzaga, é o maior sanfoneiro do Brasil. Não matou a charada? Vou dar meu último auxílio: esse rapaz Oswaldo Silva é conhecido artisticamente como Oswaldinho do Acordeon. E seu pai, já lhe na veio na mente? Não, pois então fique sabendo que Pedro de Almeida e Silva era o Pedro Sertanejo, infelizmente, falecido em 1996 aos sessenta e nove anos.

Pedro Sertanejo é uma lenda do forró! Menino pobre, chegou da Bahia a São Paulo pra vencer na vida e se tornar um ídolo. Foi grande tocador de fole de botão, ótimo compositor, afinador de sanfonas, produtor de discos, radialista (tinha um programa assim como Ivan Ferraz), dono de gravadora e de casa de forró.
O forró em São Paulo só cresceu graças a ele porque teve a coragem de em 1966 fundar o Forró de Pedro Sertanejo, ali no Brás, na rua Catumbi, 183. Todos os grandes nomes do forró tocaram lá. Era uma casa feita pros nordestinos. Aquelas branquinhas paulistas de bochechinhas rosadas não visitavam sua casa de show porque naquela época forró era sinônimo de paraíba, de peixeira, de gente sem instrução, sem nível, que ia pra São Paulo a fim de fugir da seca e não morrer de fome e sede.
Pedro foi um visionário. A sua gravadora Cantagalo foi fundada para que ele desse impulso à sua carreira, mas também pra auxiliar a muita gente de talento do Nordeste que não tinha voz nem vez nas grandes gravadoras. Dominguinhos começou a gravar lá. Camarão, Zé Gonzaga, Geraldo Correia e Anastácia também fizeram discos com Pedro. Até Jackson do Pandeiro! Só Luiz Gonzaga não gravou na Cantagalo.

Da visão de Pedro foi que veio o impulso para que o filho Oswaldinho estudasse música clássica por treze anos e tivesse mestres como Paulo Feolla e Dante D’Alonzo. O reconhecido talento do filho lhe rendeu uma bolsa de estudos no exigente Conservatório Dante de Milão. Hoje, os grandes nomes do acordeom espalhados pelo mundo afora lhe rendem homenagens. Oswaldinho é a maior obra de Pedro Sertanejo!

Se Pedro Sertanejo não tivesse composto as mais de quinhentas músicas que fez, só duas bastariam para inscrever seu nome na galeria dos grandes compositores de forró. Os forrós Rato Molhado e Roseira do Norte são verdadeiras antologias do gênero. O primeiro fez sozinho e o segundo em companhia de Zé Gonzaga.

Hoje, pouca gente fala no pai de Oswaldinho. Está condenado ao esquecimento como muitos outros. Mas se depender do nosso museu do Cumbe não vamos deixar esquecer.

[ Fonte: http://www.museudocumbe.com/2010/08/pedro-de-almeida-e-silva.html ]

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HISTÓRICO

Espedita é pernambucana, mas vive há 13 anos em Arapiraca. Toca desde criança, pois é filha de músicos e toda a família toca acordeon. Após seu casamento, iniciou sua carreira tocando forró pé de serra. Morou por algum tempo em São Paulo/SP e chegou a tocar com Pedro Sertanejo, pai de Oswaldinho.

[ Fonte: http://www.cultura.al.gov.br ]

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Blogs / Click Due

“Vozes Femininas – O Tom da História” Homenageia Cantoras Arapiraquenses
Por Lourdes Rizzatto e Silvestre Rizzatto ( 7 de março de 2012 )

Na última segunda, dia 5, treze cantoras que fizeram e fazem parte da história da musicalidade arapiraquense foram homenageadas no Memorial da Mulher Ceci Cunha com a exposição “Vozes Femininas – O Tom da História”.

Elaine Kundera, Dira Lino, Simone Bastos, Olga Soares, Margarida Barbosa, Marize Barboza,Gorete Gois, Maria Julieta , Elza Maria, Lia Leão,Terezinha Leite, Edelvita Gomes e Expedita Sobreira – Ditinha da Sanfona apresentaram suas biografias revelando nas entrelinhas ao público visitante o quão grande é o amor por esta terra de Manoel André.

A exposição que faz parte das comemorações da “Semana Viva a Mulher! Viva Arapiraca!” em alusão ao Dia Internacional da Mulher, na realidade é um presente a todos os arapiraquenses que desconhecem a contribuição musical feminina do município desde o século passado. Mulheres que escreveram seus nomes interpretando cantigas de aboio, folguedos, forró, xote, xaxado, baião, MPB, músicas clássicas e a beleza dos corais, fazem parte da memória viva de uma região que se orgulha em falar de cultura.

Na noite do dia 05, algumas das homenageadas soltaram a voz. Elaine Kundera e Dira Lino, com suas vozes potentes e ao mesmo tempo acolhedoras, mostraram aos convidados a força, a vibração e o calor da alma quando a musicalidade se faz presente. Simone Bastos deixou o recado do compartilhar. A maestrina do “Vocal Villa Lobos” encantou todos ao trazer a tona a vibracidade e o remelexo de algumas das músicas que fazem parte da história de um Brasil onde o céu, literalmente e simbolicamente, é mais azul.

Espedita – Ditinha da Sanfona, com os acordes de seu instrumento acompanhados de uma voz suave nos fez entender que o som do nordeste permite viajar na delicadeza feminina e, foi com o “ritmo perfeito” que o cantor e instrumentista Nelsinho Silveira acompanhou as cantoras Olga Soares, Margarida Barbosa e Gorete Gois.

Evento inesquecível! A exposição “Vozes femininas – O Tom da História” permanece no Memorial da Mulher até o próximo mês aberta à visitação no período de segunda a sexta das 09h às 18h e aos sábados das 14h às 16h. Aproveito para convidar a você leitor deste blog, conhecer a exposição e viajar no universo destas treze mulheres encantadoras.

[ Fonte:  http://minutoarapiraca.com.br/noticia/2012/03/07/vozes-femininas-o-tom-da-historia-homenageia-cantoras-arapiraquenses ]

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DITINHA DA SANFONA
Por Lourdes & Silvestre Rizzatto

A voz feminina que representa o Agreste alagoano e o forró nordestino se apresenta ás segundas-feiras no projeto “Cultura na Praça, em Arapiraca/AL.

Parabéns, Ditinha – por sua intensa paixão pelos ritmos do “Gonzagão” e de Dominguinhos -, e ao poeta e cantor Afrísio Acácio do Acordeon por idealizar e coordenar este fantástico projeto!

Fonte: Coluna “Click Due” do jornal ” “, 10 a 16 de outubro de 2014.

[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

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