ARTIGOS por Cícero Galdino – 2014

 

 

 

ONDE ESTÃO OS JARDINEIROS?
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

Cada dia, se torna mais difícil encontrarmos um jardineiro. Aquele que trabalha de forma honesta, pacífica, caridosa, seguindo as instruções dos dez mandamentos e as dos sete dons do Divino Espírito Santo, no exercício de sua missão que Deus lhe confiou. Qualquer pessoa pode se tornar um jardineiro, desde que consiga trilhar no caminho correto.

O jardineiro é sempre uma pessoa simples, cumpridora de sua missão. Rega o solo, semeia diversificadas sementes, transformando-as em mudas. Cuida delas diariamente, acompanhando seu crescimento e sua reprodução e, pacientemente repete os trabalhos desse ciclo do reino vegetal por inúmeras vezes. Faz realmente um belíssimo trabalho, digno de elogios. Ganha seu salário, gasta-o de maneira responsável com as despesas de sua família e mesmo vivenciando uma situação financeira apertada, vive feliz com os seus. Quando aparece alguém precisando dele, ele está sempre pronto a servir. Ele é capaz até de dividir sua própria refeição para saciar a fome de alguma pessoa faminta que por acaso o procure no momento de sua refeição. Para esse profissional não existe tempo ruim, quanto mais chuva, melhor. Trabalha sempre cantarolando, esbanjando felicidade. A honestidade é predominante nas suas atitudes. É uma missão árdua, mas vivendo dignamente pode servir até de modelo para muitos.

Existe também outros tipos de jardineiros. Refiro-me aos autênticos jardineiros, aqueles que mandam tijolos para o paraíso celestial, através da realização de suas boas ações, promovendo sempre o bem as pessoas, principalmente aos menos favorecidos. Como disse Sérgio Murilo num dos programas “Nos Braços da Saudade”, do amigo José de Sá, da Rádio Novo Nordeste AM, sobre a história do milionário e o jardineiro. Resumindo: Num determinado lugar, havia um milionário e um jardineiro. Os anos se passaram e morreu o jardineiro. Poucos anos depois, morre também o fazendeiro que ao se dirigir à porta do Céu, um anjo o recebeu e foi mostrar-lhe seu lugar definitivo. Ao andar, logo avistou um cidadão numa grande mansão sentado numa confortável poltrona. Era o jardineiro. O fazendeiro ficou a imaginar que sua moradia seria até melhor que a do seu ex-funcionário. Ansioso, continuou a caminhada, perguntando ao anjo onde iria ficar. O anjo disse-lhe: Tenha paciência que está perto. Quando menos esperava o Anjo informou-lhe que chegaram no sua residência. Era uma choupana. Inconformado, o fazendeiro disse-lhe: Há um engano. Meu jardineiro ganhou uma mansão e como eu que era seu patrão ganho esse lugarejo. O Anjo respondeu-lhe: Os tijolos que o jardineiro mandou para o Céu deram para construir aquela casa. Os que você mandou não deram sequer para o alicerce. Chegar ao reino celestial é uma difícil conquista. Amar ao próximo, fazer penitências e caridades são atributos necessários para essa conquista. Atualmente, é raro vermos alguém vivenciando intensamente a prática do bem.

Certo dia, um fazendeiro descobriu que seus pertences estavam sendo subtraídos pelo seu vaqueiro. A casa sede já não tinha mais quase nada de utensílios domésticos. A oficina encontrava-se depenada. Até uma bomba de puxar água do poço para o gado beber e os cabos de alta tensão dos postes haviam sumido. Nessa situação constrangedora, o proprietário já estava disposto a dar-lhe as contas. Numa sexta-feira, uma pessoa conversando com o fazendeiro perguntou-lhe se ele havia vendido ou autorizado vender carradas de frutas, pois nessa fazenda havia um pomar. A resposta foi negativa. No domingo, quando o patrão foi à fazenda, descobriu tudo sobre o furto. Flagrou um veículo lotado. Isso fez com que o fazendeiro procurasse registrar um boletim de ocorrência. Para sorte do principal infrator, não foi possível fazê-lo no mesmo dia. No dia seguinte, o fazendeiro foi até a Central de Polícia denunciar o caso, apresentando ao delegado uma relação dos itens sumidos, assinada pelo funcionário responsável, pois o mesmo dizia não saber do destino daqueles pertences que estiveram em seu poder, que eram mais de 12 itens, mas o delegado disse que era costume dos patrões alegarem irregularidades, quando queriam demitir seus trabalhadores. Após o reclamante apresentar-lhe uma foto de uma picape lotada de frutas, datada do dia anterior, o delegado ordenou que fossem buscar o carro com todos os envolvidos e mandou proceder imediatamente o registro de um boletim de ocorrência. Livrando-se do flagrante, o acusado ficou em liberdade.

Quatro anos depois saiu a sentença. Durante esse período o fazendeiro compadeceu-se da situação da família do ex-funcionário, mesmo morando em lugares diversos, procurou-o. Deu-lhe várias cestas básicas, ajudou-o com dinheiro e viabilizou-lhe uma casa para morar com sua família, fazendo com que deixasse de pagar aluguel definitivamente. O fazendeiro refletindo sobre a triste situação, já o havia perdoado e requerido a desistência do processo, mas como se tratava de um crime por furto, a justiça prosseguiu com o andamento do processo. O condenado foi sentenciado a dois anos de reclusão e multa de 10 dias multa. Essa pena foi substituída por prestação de serviços a comunidade ou entidade pública, de modo a cumprir 730 horas, objetivando sua reinserção ao meio social, de forma digna. Mesmo diante do constrangimento e do prejuízo que teve, o fazendeiro concluiu que no final das contas todos saíram ganhando. Ele, experiência e o vaqueiro uma lição para que nunca mais episódio desse tipo aconteça na sua vida. Isso servirá de exemplo para seus filhos e para todos.

Ensinamentos bíblicos nos ensinam que quando um irmão nos bate num lado da nossa face, devemos dar o outro lado da face para ele bater. Pagar o mal com o bem é um procedimento complicado. É uma atitude rara de acontecer, mas para que aconteça é preciso que antes haja o perdão. Perdoar é dissimular o mal que recebemos das pessoas, sem guardar ressentimentos. È uma decisão extremamente difícil. É uma ação que não tem dia nem hora ideal para procedermos. É preciso que aprendamos pagar com o exercício do bem qualquer mal que recebemos. Acredito que o perdão constitui uma das peças fundamentais para iniciarmos a construção de alicerces em tesouros no Céu. Quando perdoamos, nossa consciência fica leve, o nosso horizonte brilha e a recompensa sempre florescerá.

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, dezembro de 2014 ]

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VENCER DIFICULDADES COM OTIMISMO – Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

O caminho que seguimos quando precisamos fazer uma viagem nunca é trilhado só por estradas retas e planas. Sempre surgem curvas, ladeiras, as vezes obstáculos, mas é preciso chegarmos ao destino, procurando enfrentar as dificuldades, mesmo sem ter a certeza de chegar onde queremos, da forma que imaginamos. A vontade de alcançar o objetivo deve nos proporcionar o desejo de seguir em frente com a ideia de que conseguiremos. Se optarmos pela hipótese de que vai dar certo, certamente teremos grande chance de isso acontecer, mas se o pensamento for negativo, a probabilidade de dar tudo errado sobrepõe.

Com relação a saúde, certa vez uma nutricionista escreveu: “Você é o que você come”. Essa tese me convenceu de que ela estaria certa. Depois que li, mesmo com minhas taxas estando nos índices toleráveis, procurei mudar minha alimentação, valorizando produtos naturais como frutas, verduras, legumes e cereais. Nós seremos o que buscamos ser. Se nossa alimentação for desequilibrada, com muita massa, gordura, sal, produtos industrializados, enlatados, muita carne vermelha, isso poderá contribuir com problemas na nossa saúde. Problemas de excesso de peso, de aumento dos triglicerídeos, do colesterol, da glicose, por exemplo, o nosso organismo reponde com sintomas de mal estar diversificados, a depender de cada caso, que poderá até surgir problemas cardiovasculares, hiperglicemia, hipertensão, entre outros, levando o indivíduo até a graves situações incômodas, quase insuportáveis até que seja medicado e ocorra a mudança dos hábitos alimentares e siga as orientações do seu médico. Por isso, acredito que não há ninguém sem sorte, porque as consequências dependem da maneira de como cada um age. Se procuramos buscar fazer o certo, fazer o bem, certamente as coisas darão certo e bons resultados aparecerão.

Em janeiro de 1991, quando retornei das férias, vindo da cidade de Igreja Nova/AL com minha família, fui me apresentar ao meu novo chefe, no Banco do Brasil da Fernandes Lima, em Arapiraca, pensando dar continuidade a meu trabalho rotineiro de caixa executivo, função que naquela ocasião estava efetivado. Para minha surpresa, outro colega havia assumido meu lugar. Esse episódio foi para mim traumatizante, pela forma surpreendente que aconteceu. Foi então que surgiu- me a ideia de constituir uma empresa para complementar minha renda. No início, convidei Severino Antonio da Silva Filho e, juntos fundamos em 16 de maio de 1991 a Eletrontek, nome de fantasia sugerido pelo saudoso amigo Juvenal Gomes Duarte. Minha empresa teve Genival Galdino dos Santos como seu primeiro cliente. Ela continua desenvolvendo suas atividades comerciais até os dias atuais.

Certa vez, uma multidão foi instruída a conduzir cada um sua cruz com tamanhos diversificados, a um destino desconhecido. Um deles, inconformado com o tamanho de sua cruz começou a cortar pedaços dela para que seu peso ficasse menor e mais fácil de levá-la. Após longa caminhada e o cidadão ter conseguido reduzir bastante o tamanho de sua cruz, se depararam com a necessidade de fazerem uma travessia. Precisavam atravessar o rio para prosseguirem a viagem e o Senhor falou: Joguem-se nas águas sobre suas cruzes para proceder a travessia. Todos conseguiram atravessar o rio, menos o que diminuiu o tamanho de sua cruz. Ele temeu a cruz não poder com seu peso. Portanto, cada um deve abraçar sua cruz de forma natural, da maneira que Deus designou.

Quando surgem problemas em nossa vida, é comum termos a iniciativa de encará-los de qualquer jeito, procurando buscar uma maneira mais fácil de resolvê-los. Algumas vezes, falta-nos reflexão e em outras, agimos por intuição ou de forma tempestiva. Todos nós já passamos por situações que muitas vezes chegamos a imaginar inexistir soluções para resolvê-las de maneira satisfatória. Nessa situação, o melhor meio de resolver com estimativa de poder dar certo é parar um pouco, respirar fundo, buscando melhor oxigenar o cérebro e ter calma, acreditando que tudo terminará bem. Sempre é bom ouvirmos conselhos das pessoas, mas fiquemos atentos a observar a postura desses conselheiros, verificando se eles realmente merecem nossa total confiança.

Nessa caminhada, devemos centrar nosso pensamento confiantes em Jesus, contribuindo para alcançar o objetivo, evitando seguir por caminho errado. Não devemos ir por atalhos, como sempre nos alerta Dona Enilda Borges, minha sogra, que chamo carinhosamente de “Baronesa”, mesmo que no percurso tenhamos que fazer algum esforço a mais, pois as vezes quando não abraçamos nosso sacrifício e procuramos seguir por caminhos curtos, poderemos nos deparar com pedregulhos, barrancos, labirintos e inviabilizar a continuidade do percurso. Devemos seguir firmes. Assim, também acontece na vida em comum, quando não abraçamos nossa cruz, aquela que Deus nos reservou. Acredito que cada um de nós nasce com uma missão a cumprir e, portanto não deve fugir dela, por mais pesada que seja. Quando acharmos que nossa cruz é pesada demais, lembremo-nos daquela que o Redentor conduziu sendo chicoteado, humilhado e esculachado pela humanidade. Ninguém nunca recebe uma cruz que não possa com seu peso. Se o Pai coloca em nossos ombros uma cruz pesada é porque ele sabe que nós temos forças para levá-la ao destino. Essa condução deve ser feita de forma paciente, aceitando a missão que nos foi confiada pelo nosso Pai Celestial.

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, novembro de 2014 ]

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RENOVAÇÃO – ATITUDE POSITIVA
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

Na trajetória de nossas atividades, a vivência nos instrui trilhar por caminhos certos, depois de aperfeiçoarmos nossas ideias, nossas ações, experimentando nossos próprios erros, mas o ideal é que aprendamos com os erros dos outros, como tenho dito sempre aos meus filhos: “As pessoas inteligentes não devem aprender só com seus próprios erros e sim, principalmente, com os erros dos outros”. Ora, não faz sentido arriscar fazer algo que não deu certo ser realizado por alguém. Se o tempo está chuvoso e precisamos sair a pé, sei que posso me molhar se não levar guarda-chuva ou sombrinha, porque já vi pessoas enfrentarem a chuva sem proteção e se molharem, por exemplo.

Diante de algumas situações que surgem pelas adversidades com que nos deparamos ou pela necessidade de aperfeiçoamento nas ações, a mudança de comportamento exige de nós prudência, persistência, resiliência e paciência. A experiência nos permite produzir acertos com frequência. Por isso que valorizo muito a experiência, ao ponto de quando aniversario procuro sempre dizer aos amigos que não fiquei mais velho, fiquei mais experiente. Assim, com essa convicção venho amortecendo minhas passadas. Essa filosofia de vida me dá a certeza de que tudo que realizamos ou observarmos realizar pelos outros, são aprendizagens, pois entre erros e acertos sempre aprendemos algo que servirá para melhorar nossas ações.

As pessoas que procurarem estudar e vivenciar a vida dos Santos, como eles eram e como agiam com seu próximo, certamente aprenderão a ser mais pacientes, amáveis, piedosos e caridosos. Esses adjetivos, se utilizados na prática com frequência, agradarão muito ao nosso bondoso Deus. A oração de São Francisco de Assis a seguir nos conduz a uma reflexão: “Senhor, fazei-me um instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa, que eu leve o perdão; onde houver discórdia, que eu leve a união; onde houver dúvidas, que eu leve a fé; onde houver erro, que eu leve a verdade; onde houver desespero, que eu leve a esperança; onde houver tristeza, que eu leve a alegria; onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado, pois é dando, que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna”. Que bela lição de vida! Essa oração que se transformou em hino e que ouvi cantar por muitos desde minha infância, serve de parâmetro para uma renovação em nossa
vida. Como seria bom se procurássemos vivenciá-la em sua plenitude.

Madre Tereza de Calcutá instruía as pessoas transmitindo sua ideologia com muita segurança. Segundo o que pregava, dizia: “Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-as assim mesmo. Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro. Seja gentil, assim mesmo. Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo. Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo. Seja honesto assim mesmo. O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra. Construa assim mesmo. Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja. Seja feliz assim mesmo. Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante. Dê o melhor de você assim mesmo. Veja que, no final das contra é entre você e Deus. Nunca foi entre você e as outras pessoas”. Esses ensinamentos têm contribuído até hoje com a maneira da humanidade encarar as adversidades. São sábias instruções.

Assim como sentimos a necessidade de renovarmos algumas vezes nosso guarda-roupa, com relação a nossa espiritualidade há momentos que precisamos modificar nossa maneira de viver através da renovação de nossa fé. O cristão nunca deve perder a esperança de obter uma conquista por mais difícil que seja, pois nunca deve perder a fé. É comum ao assistirmos a Santa Missa, na hora da elevação do Santíssimo, dizermos: “Senhor! Aumentai a nossa fé”. A fé é capaz de nos fazer acreditar a conseguir até transposição de montanhas. Na realidade, há casos que são verdadeiras montanhas que enfrentamos em nossa vida, onde teremos que subir e descer com enorme peso nos ombros, sem perder o equilíbrio. Se agirmos com perseverança e fé venceremos. São as graças e os milagres alcançados através dela. Nada é impossível para Deus.

Outubro é um mês de grandes comemorações. É o mês que prestigia a natureza, São Francisco de Assis e o poeta, dia 4 e no 5 comemora-se o dia Mundial dos animais. Entre outros, destacamos também o dia 8, consagrado ao nordestino, essa gente dinâmica, criativa e trabalhadora. Parabéns para esse povo! Pessoas simples, de muita garra e coragem, que tem contribuído muito com o desenvolvimento de nosso país. Também o dia 12, que é consagrado a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida e também a criança; e o dia 15, dedicado ao professor, que é o grande mentor do desenvolvimento educacional de todas as categorias e gerações. Já o dia 18, é o dia do médico, essa nobre profissão que contribui com o bem-estar na saúde, cuja missão é salvar vidas.

Nunca é tarde para renovar nosso estilo de vida. Agir com a razão é um procedimento que nos ensina a viver melhor. Inovar estratégias, desde que tragam melhor conforto e maior segurança para todos da família, creio que seja o caminho certo para se ter uma vida mais
tranquila. Inove, renove e viva feliz consigo e com os seus. Assim agindo, encontrarás a essência da vida!

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, outubro de 2014 ]

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O DESPERTAR DO COMPROMISSO
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

Em momentos de reflexão, imagino o quanto podemos contribuir com nossa participação para solucionar vários problemas que nos cercam. Se tomarmos como referência a urgente necessidade que há de nos dedicarmos às soluções dos problemas ambientais, veremos que poderemos fazer muito. O ponto de partida é o compromisso que deveremos firmar conosco. Um compromisso que desperte em nossa consciência o interesse de praticar ideais de continuidade, onde participemos de ações contributivas para melhoria do nosso habitat, da climatização, do equilíbrio ecológico, enfim, atitudes que possam trazer grandes benefícios ao nosso ambiente, ao planeta em que vivemos. Essa ideia não seria interessante se não fosse motivadora. Dessa forma, o pensamento não pode ficar em fase latente, introspectiva, egocêntrica.

Nesse mês de setembro, vários dias comemorativos nos advertem a necessidade de valorizar o verde. A Independência do Brasil comemorada no dia 7, os Símbolos Nacionais no dia 18, a árvore no 21 e no 23, início da primavera. Não há momentos mais propícios que esses para decidirmos tomar atitudes que proporcionem reais benefícios ambientais.

Tenho acompanhado a desenvoltura de iniciativas de alguns gestores públicos de meu torrão natal quanto a implantação de alguns projetos que julgo serem de valiosa importância para a cidade e região, trazendo importantes benefícios à comunidade nos diversos segmentos sociais ambientais, como é o caso por exemplo: O Projeto Amanhã, que favorece ao meio ambiente; as instalações das Escolas de Tempo Integral com bibliotecas em praças públicas (Arapiraquinhas), escolas de circo e música e a instalação do Planetário, todos dando suporte às Escolas de Tempo Integral. Alguns desses empreendimentos tem sido gerado de ideias genuínas, onde minha cidade se destaca pelo pioneirismo, característica de um povo sério, trabalhador e criativo. Dar sustentabilidade a esses investimentos é uma das etapas mais importantes.

As ações praticadas através do Projeto Arborizar para Melhor Viver têm sinalizado atitudes que podem, em longo tempo, trazer grandes benefícios ao meio ambiente. Além dos segmentos já conhecidos, será disponibilizada a implementação da ideia de se construir cercas vivas que trarão grandes benefícios, principalmente ao sertanejo de nossa região e da caatinga, pois cercas desse tipo, construídas com mudas de amora, leucena e algaroba foram feitas em minha propriedade para que sirvam de base para demonstrações futuras.

Hoje, o maior problema, além da falta de apoio de empresas para tocar o projeto é convencer as pessoas a cuidarem ou como dizemos: adotarem uma árvore. Embora, entendendo que isso faz parte da cultura regional, um trabalho de pesquisa feito há poucos dias pelo grupo de escoteiros Mascarenhas de Morais em uma das ruas do bairro Capiatã, local escolhido para desenvolver o Plano Piloto do Projeto Arborizar, desestimulou a equipe porque nenhuma das casas pesquisadas aceitou plantar e adotar uma muda. Essa atitude fez com que os cuidadores do projeto desviassem os trabalhos de expansão para o Bosque das Arapiracas. Mesmo assim, as pessoas que quiserem que seja plantada uma árvore em frente à sua residência, podem solicitar o plantio que serão atendidas, principalmente as que moram nesse bairro, onde o projeto foi iniciado.

Para nosso alento, extraímos dessa história uma experiência que vamos transformá-la numa lição de civismo e de educação ambiental para os que ainda não despertaram o gosto pela arborização, que é a criação de uma equipe denominada “Cuidadores do Bosque”. Essa é mais uma das ideias do professor José Matias Irmão, um dos incentivadores do Projeto Arborizar. O objetivo dessa equipe consiste não só em promover o despertar para a educação ambiental, mas cuidar das árvores existentes no Bosque das Arapiracas e dar continuidade ao plantio de muitas outras de variadas espécies. Qualquer pessoa pode participar dessa equipe. Os Cuidadores do Bosque estão vinculados à Câmara Temática de Recursos Hidrominerais da Agenda 21.

Possibilitar a germinação e acompanhar o crescimento de uma plantinha é uma sensação quase indescritível. Há mais de quarenta anos, vivencio situações prazerosas desse tipo, por iniciativa própria, realizei um trabalho de pesquisa da acerola, chegando a produzir numa só etapa 2.000 mudas, das 20.000 sementes semeadas. Foi nessa ocasião que descobri o baixo poder de germinação dessa espécie, que em processo natural chega apenas a 20%. Quando há vinte anos atrás, o Fantástico da Rede Globo de Televisão, em um de seus programas dominicais noticiava esse percentual e a grande concentração de vitamina C que tinha naquela fruta, para mim não foi novidade porque já havia descoberto através da pesquisa. Na segunda feira após a divulgação da matéria, ocorreu um fato interessante. Tinha em minha chácara diversos pés de acerola cujos frutos, utilizávamos em sucos, pois já conhecíamos seu alto poder vitamínico. Ao chegar para colher frutos, fiquei surpreso. Nas árvores que estavam todas carregadas, no dia seguinte a divulgação da matéria não havia mais nenhum fruto, nem mesmo os que caíram no chão.

Fica o convite para todos que se dispuserem participar, de forma voluntária, da campanha desencadeada através do Projeto Arborizar: “Plante e Adote uma Árvore”, bem como ser mais um dos “Cuidadores do Bosque”, ideia que, certamente não ficará restrita apenas ao bosque. Se engaje nesse ideal. “Plante uma árvore e não só plante mas adote. Colabore nesse gesto que se convida, para que os mais jovens, no futuro tenham sorte” (livro Desafio, 2012-1ª edição). Participe!

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, setembro de 2014 ]

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AÇÕES GENEROSAS CONSTROEM TESOUROS
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

Servir ao nosso próximo sem esperar recompensa é seguir as pegadas do Pai, o nosso Grande Mestre, Nosso Senhor Jesus Cristo, principalmente quando ajudamos pessoas que necessitam do nosso apoio, através de ações, tomadas de atitude ou com doação de bens materiais.

É dever de todos procurar ajudar aos desamparados, desprotegidos, rejeitados pela sociedade, independentemente da situação que estejam enquadrados, sejam pelo envolvimento com drogas ou por qualquer outro motivo; aos que sofrem das diversas doenças, inclusive das psicossomáticas que se apresentam como o grande mal do século (como por exemplo, os vários tipos de síndromes e até depressão), enfim, aos que além de enfrentarem as dificuldades do dia a dia, vivenciam situações de vulnerabilidade social.

O exercício da benevolência contribui para a nossa satisfação, bem como a satisfação do nosso próximo e produz uma sensação de bem estar nas pessoas que recebem e também nas que praticam. É a sensação do dever cumprido. Há uma reciprocidade de satisfação. “Fazer o bem sem olhar a quem”, adágio popular vivenciado pelo meu saudoso pai, é um dever de todos. Ninguém nunca perde em ajudar a quem precisa. Mesmo em situações incômodas. Uma dessas aconteceu quando um indivíduo ao passar em frente a um de seus armazéns da Possidônio Nunes com uma carroça de mão, levou uma saca de feijão. Avisado, papai o seguiu. Interceptado, o cara devolveu o furto. Naquela flagrante situação, confessou que estava passando por dificuldades há semanas, inclusive passando fome. Meu pai se compadeceu da situação dele e deu-lhe uma boa porção daquele feijão e aconselhou-o a nunca mais levar pertences alheios sem a permissão do dono.

Em outra ocasião, há três décadas, presenciei um aconselhamento do inesquecível José Galdino dos Santos ao amigo Manoel Caetano de Araújo, meu compadre, que precisava aplicar uma parte da importância que apurou com a venda de uma safra de fumo. O senhor João doceiro que residia na rua Dom Felício de Vasconcelos, local onde funcionou o Hospital Santa Maria, resolveu vender sua casa com o salão da fábrica de doce. Meu compadre perguntou: Senhor José, se o senhor tivesse na minha situação, compraria aquela casa com o salão, do senhor João Doceiro? _ Perfeitamente, respondeu, acrescentando que para quem compra imóvel, o sol nasce. Nunca vi ninguém perder dinheiro com a compra de imóvel, disse com sabedoria. Ele aceitou o conselho de meu pai e comprou. Fez um excelente negócio e vendeu esse imóvel anos depois para o Dr. Talvane Albuquerque ampliar seu hospital.

Em 2012, em um dos programas “Nos Braços da Saudade”, do nobre amigo Comendador José de Sá, participei com o Sr. Odaísio Barbosa Lopes, dedicado presidente da Casa dos Velhinhos de Arapiraca, para divulgar a campanha “ Esse é o lar de Alice”, idealizado por Yale Fernandes, que teve como objetivo angariar fundos para adequação da casa, aos padrões sugeridos pelos órgãos públicos competentes. Nessa ocasião, a ACESA (Associação dos Criadores de Cavalos de Sela de Arapiraca) se engajava na campanha, promovendo uma cavalgada em 29.04, que partiu de sua sede e foi até a fazenda Paraíso, de Demuriez Leão, na vila Bananeiras, município de Arapiraca (AL), onde foi realizado um leilão beneficente. Foi um evento maravilhoso e de grande contribuição para aquela entidade. Deus abençoe os benfeitores de coração generosos.

Naquele programa, um ouvinte interagiu conosco para nos ajudar, contando uma história de um jardineiro que tinha um patrão muito rico, cuja narrativa retrata bem a realidade. Fiquei encantado com seu relato. Esse ouvinte era Sérgio Murilo. Ele falou: “Havia em algum lugar um abastado fazendeiro que tinha uma grande mansão. Nela existia um dedicado jardineiro. O tempo passou e o jardineiro faleceu. Não demorou muito, morre também o fazendeiro, que ao se dirigir ao julgamento Divino na porta céu, se depara com um anjo que pergunta: ‘Que desejas?’ ‘Vim me apresentar para saber onde vou ficar’, disse o fazendeiro. O anjo fala: ‘Me acompanhe que vou mostrar-lhe onde você vai morar’, e seguiram. Não andaram muito, o fazendeiro avistou uma casa grande, até melhor que a dele na terra e imaginou ser nessa onde iria morar, mas nela estava seu jardineiro sentado numa confortável cadeira de balanço. O fazendeiro não se conteve e perguntou-lhe: ‘Você trabalha aqui, cuidando desse belo jardim?’ Antes que ele respondesse, imaginava continuar sendo seu patrão também no céu, mas que coincidência, pensava o fazendeiro. O jardineiro respondeu: ‘Não! Moro aqui.’ O fazendeiro encheu-se de esperança e pensava: ‘Ora, se meu jardineiro ganhou essa bela mansão, imagino que a minha casa será até melhor’ e perguntou ao Anjo: ‘Seu Anjo, é aqui que vou ficar?’ ‘Não’, disse o Anjo, ‘mas me acompanhe que vou mostrar-lhe onde você vai ficar’, e seguiram. Impaciente, o fazendeiro vendo os padrões das casas ficarem cada vez mais simples, enquanto avançavam, perguntou ao anjo: ‘Seu anjo, afinal, qual é a minha casa? Onde vou morar?’ Pacientemente, o anjo respondeu: ‘Continue seguindo-me que chega já o local onde você vai ficar.’ Andaram mais um pouco e as casas que surgiam cada vez eram mais simples.

Ansioso, o fazendeiro voltou a falar com o anjo: ‘Seu anjo, diga-me onde vou morar!’ Humildemente, o anjo se voltou para ele e disse: ‘Você esta vendo aquela casa ao lado daquele coqueiro?’ ‘Sim seu Anjo, estou vendo.’ ‘Pois é la que você vai morar.’ O fazendeiro percebeu que se tratava de um pequeno abrigo, uma singela choupana. Irritado, disse ao Anjo: ‘Seu Anjo o senhor se enganou. Esse não deve ser o lugar onde vou morar, porque meu jardineiro ganhou aquela grande casa, então eu que era seu patrão na terra acho que mereço uma casa até melhor que a dele.’ O Anjo com muita sabedoria disse-lhe: ‘Os tijolos que seu jardineiro mandou para o céu deram para construir aquela casa, mas os que você mandou não deram sequer para construir o alicerce da sua moradia.’”

Que bela lição contem essa história! Descrevo-a porque serve de alerta para muitos que não aprenderam ser generosos. A oportunidade terrena de fazer o bem deve ser levada a sério. Estamos no mundo de passagem e devemos construir tesouros que nos acompanharão para a eternidade, e certamente teremos belas moradias. Reflitamos sobre essa grande lição!

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, agosto de 2014 ]

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07. AMIZADE E SOLIDARIEDADE CAMINHAM JUNTAS
Por Cicero Galdino (Licenciado em Biologia e membro da ACALA)

O ano começou a passar muito rapidamente. De repente, estamos no sétimo mês. O mês anterior nos trouxe muitas emoções. Além dos festejos juninos, tivemos o início do maior evento esportivo, no dia dos namorados, que é a Copa do Mundo, com o Brasil vencendo a Croácia pelo placar de 3 a 1, evento que se prolongará durante a primeira quinzena de julho. Entretanto, o mês de julho também é de muitas comemorações, entre elas o dia da liberdade do pensamento (14), o dia da caridade (19), Pe. Cicero Romão Batista e o dia internacional da amizade (20), o dia de Sant’ Ana e dos avós (26).

São muitos os temas que poderia desenvolver ao relatar assuntos sobre o mês de julho, mas preferi escrever sobre amizade e solidariedade. Além desses atributos, fazer caridade pode nos levar a reflexão sobre a prática da piedade e dos demais dons do Divino Espírito Santo, que são: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza,Temor de Deus, Piedade e Ciência. Dons que foram praticados com sabedoria e dedicação pelos cristãos que se tornaram Santos. Quando lemos a história deles e procuramos seguir suas pegadas, nos tornamos pessoas mais humanitárias e trilhamos sem erro no caminho do bem. Como é bom nos espelharmos nos bons.

Padre Cicero, o Santo do Nordeste, soube desenvolver sua missão religiosa com muita dedicação aos fiéis, procurando doutriná-los com paciência e sabedoria nos seus sermões. Seus fiéis devotos aguardam decisão da Santa Sé sobre sua beatificação. Sabia como ninguém, utilizar a homeopatia. Ainda hoje, guardo com esmero um bilhete dele endereçado a sua afilhada Josefa. O bilhete chegou as minhas mãos através de uma vizinha minha que também se chamava Josefa. Ela resolveu doar-me pelo fato de me chamar Cicero. Nele consta a receita caseira: “Joaseiro, 20-11-926. Minha afilhada Josepha: A paz de Deus a guarde. Faça cosimento de velame, jarrinha e batata de pulga. Tome uma chicara pela manhã e outra a noite. A Santa Virgem que lhe abençoi lhe dirija e lhe guarde com os seus. Despacho de seu Padrº que lhe estima. Pe. Cicero Romão Batista”.

Amizade, sentimento fiel, construído pela afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas que sejam ou não ligadas por laços de família ou por interesse afetivo, produz um grau de satisfação e bem estar enorme entre elas. É difícil fazer história com brilhante sucesso sem contar com a força da amizade sincera.

Ser solidário e humilde é uma das características das pessoas de boa índole, de bom coração, das pessoas sensíveis aos problemas sociais, principalmente às dificuldades que as pessoas em situação de vulnerabilidade social enfrentam. Certo dia, quando trabalhava em São Paulo há três décadas, Rafael Sabino, meu primo, presenciou uma cena que muito lhe comove até hoje ao recordá-la. Ao passar por um viaduto, viu um carro de luxo parar ao lado, justamente num local onde se encontrava uma família dormindo. Era uma senhora que ao parar seu carro, desceu e se dirigiu àquela família. Sensibilizada, observou uma criança descoberta, encolhida, numa noite daquelas bem fria. Não pensou duas vezes, retirou seu casaco de pelúcia e cobriu a desprotegida criatura. Foi para meu primo e para muitos uma cena marcante e emocionante. Foi um elogiável gesto de solidariedade daquela distinta senhora.

A liberdade de expressão do pensamento é tão prazerosa para muitos quanto a prática de atitudes nas ações de solidariedade. Imagino quanto era difícil e dolorosa a situação dos nossos irmãos em Cristo, escravos. Além das constantes humilhações que sofriam no exercício de suas obrigações com serviços forçados, sob opressão, ninguém ousava opinar ou expressar seu pensamento, sua opinião porque, certamente seriam punidos com severos castigos. Diante desse sofrimento, não lhes faltavam o desejo de procurar ajudar seu próximo, seu colega, seu companheiro ou companheira, de praticar a solidariedade, de constituir sua família, tornando-se pais e até avós.

O mês homenageia também os avós. Quando minha irmã quase gêmea foi avó pela primeira vez me comunicou o fato dizendo que eu seria tio avô. Achei interessante sua maneira de partilhar seu novo momento de vida e concordei feliz. Costumo me enganar a cada aniversário, imaginando que cada ano que passa, não fico simplesmente mais velho, fico mais experiente. Pensando assim, me sinto bem e faço com que outras pessoas também se sintam, criando um clima de descontração.

Atualmente, minha esposa e eu temos Ian (sete anos), neto do coração, e nossa neta de dez meses, a pequena Wendy. Eles tem nos proporcionado plenos momentos de contentamento. São momentos quase indescritíveis. É reviver o passado com mais propriedade, com mais experiência, sem ter que ter o compromisso contínuo e permanente do dia a dia nos cuidados e atenção com a desenvoltura das crianças. Sentimos uma sensação agradabilíssima, parecida com a de quando surgiram nossos filhos. Embora, alguns avós são, por necessidade, encarregados de assumirem totalmente esse compromisso, procurem realizar essa tarefa com dedicação e amorosidade, pois vale a pena. Filhos são bênçãos de Deus. Há um adágio popular que que diz: “Avós são pais duas vezes”, então são bênçãos duplicadas.

Fica um singelo registro do que esse mês nos proporciona. Até hoje, muitos nordestinos dizem ser o mês de julho, mês de Sant’ Ana, pela grande veneração que eles têm a Sant’ Ana que casou-se com São Joaquim e é mãe da Virgem Maria e avó materna de Nosso Senhor Jesus Cristo. Que grandes bençãos do Divino Espírito Santo caiam sobre todos nós, iluminando nossas trajetórias.

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, julho de 2014 ]

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I ENCONTRO DOS CRIADORES E DIVULGADORES DA CULTURA POPULAR ARAPIRAQUENSE

O I Encontro dos Criadores e Divulgadores da Cultura Popular Arapiraquense que se realizou em 16 de maio de 2014, no Clube dos Fumicultores, idealizado e organizado pelas professoras: Verônica dos Anjos Malaquias e Margarete Malaquias Cavalcante teve o apoio das Escolas: Claudecy Bispo, José Ursulino Malaquias, Jayme de Altavilla e Hugo José Camelo Lima.

Foram homenageados: Afrísio Acácio, Alves Correia, Severino Pedro, Cicero Galdino, Égide Amorim, Cartuxo Cordelista, José Carlos Gueta, Ditinha do Acordeon, César Soares, Eribério, Laércio Moreno, Dira Lino, Genival Silva, Paulo do Bar, Miguel Vieira, Família Moreira, Zé Dules e Nelson Rosa. Foi casa cheia, um evento inesquecível com direito a confraternização.

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, julho de 2014 ]

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06. ANSIEDADE – UM FATOR DE RISCO
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

Há ocasiões em que nos deparamos com situações indesejáveis na vida. Na maioria das vezes precisamos conviver com elas, enquanto se busca soluções. Nessas situações, precisamos ser bastante cautelosos, sermos prudentes, de modo que elas não interfiram de forma progressiva em nossa rotina. Manter-se calmo é a providência inicial mais recomendável para todas as situações e, principalmente quando se descobre que esse mal está interferindo intensamente no nosso bem-estar. Nesse caso, quando se sente sintomas fortes de cansaço, falta de ar, indisposição, alteração na pressão arterial, fadiga, constantes palpitações deixam transparecer aos profissionais de primeiros socorros menos informados que o paciente esteja sofrendo de um mal cardiovascular. Esses sintomas podem deixar o paciente numa condição preocupante.

Em situações desse tipo, é indispensável a presença de um médico, se possível um especialista para diagnosticar o problema pelo qual passa o paciente. Caso não seja possível ser atendido por médico nesse momento, não perca tempo, dirija-se a um posto de atendimento. Na falta do médico a enfermeira poderá ajudá-lo, aplicando os primeiros socorros adequados à situação.

Se algum dia, você passar por situações parecidas em viagem e se encontrar distante de seus familiares e passar mal, evite andar sozinho e não se distancie de seu grupo de amigos, enquanto seja possível procurar socorro clínico e assim restabelecer a saúde.

Geralmente, a ansiedade se instala nas pessoas de forma progressiva, através de noites mal dormidas, problemas externos que não podemos solucionar, vontade de resolver providencias que não estão ao nosso alcance, stress, são alguns dos fatores que podem contribuir para desencadear crise de ansiedade nas pessoas. Mesmo a ansiedade sendo um sintoma simples de corrigir, não se deve compará-la à angústia que produz agonia com sofrimento mais intenso, mas se não tratada, poderá desenvolver até a síndrome do pânico ou outra qualquer.

A correria das pessoas no mundo moderno, na busca de realizações profissionais acumulativas, ou seja, procurando desempenhar atribuição diversas, sem deixarem um tempinho disponível somente para elas descansarem, relaxarem, é um dos fatores que podem desencadear uma crise de ansiedade.

Se observarmos o comportamento das pessoas nos grandes centros, em aglomerações de lugares públicos ou privados, veremos que poucas vezes elas valorizam seu semelhante. O egocentrismo predomina na maioria das situações, mas acredito que o stress do dia a dia contribui para a situação. O trajeto que enfrenta para chegar ao local do trabalho e o outro para retorno a seu lar, o ônibus que atrasou, o metrô que estava cheio, o elevador que emperrou, o chefe que faz cobranças para melhorar o rendimento das tarefas são situações que podem deixar o sujeito ansioso.

Trabalhando intensamente, o nosso organismo não suporta essas atribuições por muito tempo, principalmente se tivermos o compromisso de prazo determinado para cumprir as tarefas. É como se tivéssemos que transportar um peso em nossos ombros acima da nossa capacidade. Sejamos prudentes, procurando evitar desenvolver essa síndrome da ansiedade ou outras síndromes psicossomáticas. Não queiramos ser o homem dos sete instrumentos. Essa ideia pode nos custar muito caro. Façamos o que é possível de forma que as atribuições sejam prazerosas.

Vivendo num clima harmonioso, procurando observar a natureza, valorizando as coisas simples que ela nos oferece e também as simples atitudes que se pode tomar, como sejam: cumprimentar as pessoas, dando um bom dia, uma boa noite ou até mesmo um simples sorriso, um aceno de mão ou até um abraço, são simples atitudes que nada nos custam, mas muito valem para muitos e para nós mesmos. É uma modalidade de se criar meios de melhorar nossa comunicação com as pessoas, enriquecendo nosso nível cultural de relacionamento que produz uma sensação satisfatória de descontração. Esses procedimentos fazem bem às pessoas.

Certa vez, no apartamento onde ficam minhas princesas, chegando lá, tomei conhecimento que elas esqueceram de comprar o sal e já era tarde, passamos a noite e uma parte da manhã sem esse precioso produto. Ao retornar do supermercado, ouvi minha alma gêmea dizer: “Amor! Estou tão feliz porque você se lembrou de comprar o sal”. O sal é um dos produtos mais baratos de uma feira, mas tem uma utilidade extraordinária, pois sem ele as comidas ficam sem sabor. Em outra ocasião, ouvi também do meu cardiologista o comentário de que gosta de participar até de simples atividades lúdicas, como por exemplo, jogar bola de gude com suas crianças e seus sobrinhos, num terraço localizado na residência de sua mãe.

Por mais simples que seja, vivendo uma vida saudável, onde sempre se pode desfrutar de tudo que a natureza nos oferece: a vegetação, o nascer e o pôr-do-sol, o carinho com os animais e observando o canto dos pássaros, por exemplo, você conserva um ambiente prazeroso eharmonioso, procurando fazer suas atribuições sem correria, sem pressa, certamente a ansiedade passará bem distante daquele que assim procura agir. Valorizando as pequenas coisas contribuímos para uma vida saudável e feliz. Pense nisso!

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, junho de 2014 ]

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05. MÃE, ESPOSA E MULHER – MISSÃO SUBLIME
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

Desde o início da vida, o sexo feminino tem participado, de forma fundamental na constituição da família. A família que se inicia com a união conjugal de uma mulher com um homem a partir da concepção, onde o desenvolvimento do feto se processa no organismo materno através de uma simbiose, ou seja: uma associação de dois organismos, nos quais ambos recebem benefícios, estabelecendo-se entre mãe e filho uma relação dual. Com o nascimento do almejado filho, se concretiza a formação da família. Com esse vínculo unificado, a mulher passa a desfrutar dos prazeres de ser mãe, numa missão sublime, de alta relevância e complexidade na formação e condução da família. É através das afeições maternas que os sentimentos de amor e carinho aplicados a essas pequenas criaturas humanas contribuem de forma decisiva com o desenvolvimento saudável do feto, do bebê, da criança e produzem das mais simples às mais profundas emoções, sendo todas vivenciadas pelos pais. Uma criança cuidada com amorosidade se tornará uma pessoa tranquila e feliz.

A família equilibrada, a que é bem administrada pelos pais sempre é algo que nos fascina. Embora o homem exerça influência na formação familiar, cabe à mulher nosso reconhecimento de que ela é quem educa de forma contínua e saudável os filhos. A mãe é quem passa a maior parte do tempo com eles. Ela é quem consegue com mais frequência instruir, passar valores, educar com afetividade e paciência os pequeninos amáveis. O amor de mãe é incondicional, ilimitado, salutar e puro. Só a mãe é capaz de dar sua própria vida em benefício da proteção de seu filho.

A missão da esposa, nas diversas funções que ela desenvolve e pelos valores que essa funções representam na família, deve ser considerada pelo homem não só sublime, mas uma missão de verdadeira eficacia heroica. As atribuições que ela desempenha são muitas: arrumar a casa, cozinhar, cuidar da roupa da família, mantendo-a limpa e passada, educar os filhos, conduzindo-os à escola e buscando, tarefas desempenhadas no cotidiano da família com dedicação e amor. A mulher moderna, além de participar de forma efetiva ou administrando esses compromissos, muitas delas trabalham fora de casa, exercendo profissões comuns e, sobretudo, participando das despesas da família, vivendo uma vida heroica, contribuindo com o bem estar de todos, procurando sempre construir também sua própria felicidade, desempenhando todas essas atividades com dedicação profissionalismo e eficiência, direcionado-as sempre à sua vocação materna. É impressionante vermos uma rotina desse tipo, onde a maioria das mulheres casadas enfrentam, no vivenciar, o dia a dia do mundo moderno.

A mulher moderna, a que deixa o aconchego de seu lar e os compromissos do laboro familiar para se dedicar às atividades profissionais, tem desempenhado também com eficácia as funções externas. Atualmente, é comum vermos mulheres trabalhando nas mais diversas atividades profissionais: serviços públicos, magistério, funções liberais, política, enfim, têm participado de todas as funções possíveis que o homem participa, até mesmo da construção civil, trabalhando em serviços que há poucos anos somente era comum vermos pessoas do sexo masculino desempenhar, como por exemplo a de pedreiro. É também frentista, segurança, taxista, motorista, mototaxista, entre outras. Todas as profissões dignificam o ser humano quando exercidas com profissionalismo e honestidade.

Nosso país tem se destacado com a participação da mulher. Se observarmos a forma com que ela atua na área pública e na política, veremos que desde o baixo ao alto escalão a mulher vem desempenhando suas funções com responsabilidade, comprometimento, eficiência e dedicação. É por assim trabalhar que ela tem alcançado o sucesso. A força da mulher é algo extraordinário. É uma guerreira com patentes de heroína.

Venho observando há décadas a evolução da participação da mulher em diversos segmentos de atividades profissionais na minha cidade Arapiraca, desde o início da vida política da saudosa Drª Ceci Cunha. Atualmente, com nossas representantes nos poderes executivo e legislativo, as dinâmicas senhoras: Drª Célia Rocha (prefeita) e as vereadoras Gilvânia Barros, Graça Lisboa, Fabiana Pessoa e Aurélia Magna Fernandes entre outras, a cidade tem procurado seguir, embora a duras penas, a trilha do desenvolvimento que o progresso nordestino tem alcançado.

A participação da mulher no progresso municipal, estadual e nacional tem sido decisiva e fundamental. Não importa de que forma ela contribua, em que função esteja exercendo; seja uma simples auxiliar doméstica ou até uma Presidente da República, sua participação é muito importante para o desenvolvimento cultural, educacional, profissional, político e tantos outros segmentos da profissão. Parabéns mulher, por colaborar com o progresso brasileiro, trabalhando e aplicando esses atributos que vem contribuindo significativamente na construção e desenvolvimento de uma nação mais humanitária.

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, maio de 2014 ]

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04. VOCAÇÃO – FUNDAMENTAL NA PROFISSÃO
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

Escolher a trajetória profissional ainda é a atitude difícil e complexa para muitos jovens e alguns adultos. É a ocasião decisiva que deverá acompanhar o cidadão ou cidadã durante toda sua vida. Muitos estudantes terminam o curso médio sem decidir sua profissão, mesmo fazendo alguns testes vocacionais modernos aplicados pelo corpo docente. Considero ser um dos momentos mais importantes de nossa vida, pois a escolha do caminho certo é o segredo para o sucesso individual e coletivo. Ser um bom profissional exige muito de cada um que trabalha com amor e dedicação ao próximo. Não há nada mais gratificante que sentir satisfação interior no que se faz, quando a vocação impera no que fazemos. É preciso que os pais conversem mais com seus filhos e os ajudem a descobrir a trajetória profissional que devem seguir, mostrando suas experiências vivenciadas ao longo de suas vidas. Dialogar com os filhos é sempre um caminho seguro para instruí-los, ocasiões em que eles, os filhos, podem tirar proveitos, enriquecendo seus conhecimentos, principalmente quando os pais relatam sua história de vida, como superaram suas dificuldades, de que forma foram bem sucedidos.

O trabalho, quando lícito, é algo que pode enobrecer e dignificar todos nós. Ninguém pode levar uma vida saudável e próspera sem exercer uma profissão de forma honesta e digna. É o fruto do trabalho que nos proporciona condições de adquirirmos bens que há muito almejamos, vislumbrando ser possível realizarmos nossos sonhos, de casarmos, constituirmos e mantermos uma família, adquirirmos a casa própria e outros bens, enfim é através da atividade que fazemos com dedicação e amor no campo profissional que nos sentimos realizados.

Quando criança, nas décadas de 50 e 60, por morarmos próximo ao grupo Aurino Maciel, situado na rua Dom Felício de Vasconcelos, no bairro Capiatã, em Arapiraca/AL, onde funcionava o Educandário São Francisco de Assis, atual Colégio Normal São Francisco de Assis, meus pais resolveram que meus irmãos e eu estudássemos o catecismo, preparatório para a primeira eucaristia e para a vida Cristã, com as amáveis e dedicadas irmãs franciscanas daquele educandário. A base de minha formação religiosa, minha religiosidade foi edificada através dos conhecimentos adquiridos dessas dinâmicas Irmãs Franciscanas.

Naquela época, o colégio só aceitava alunos do sexo feminino, mas abriu exceção para alguns meninos receberem aulas das catequistas. Lembro que algumas daquelas aulas participávamos sentados nas calçadas altas do interior da escola que margeavam as sala de aula. Tudo para nós era novidade, a partir do acolhimento com amorosidade que mais parecia com o aconchego que recebíamos de nossas mães. As irmãs sempre tiveram corações generosos. Não era qualquer escola que se prestava a oferecer aulas gratuitas e ainda mais sem condições, sem sala de aula disponível. Era um grande sacrifício que elas faziam ao conseguirem instrutoras e consentirem que as aulas de catecismo fossem dadas naquelas condições. Tivemos uma infância saudável, pois eramos privilegiados. Éramos os únicos meninos que estudavam no Colégio das Freiras. Isso servia de orgulho e estímulo para todos nós. Fico bastante gratificado pelo acolhimento generoso oferecido pelas amáveis e generosas Irmãs Franciscanas. Por isso, aprendi amar esse colégio e as demais obras da CONFHIC – Congregação das Irmãs Franciscanas e Hospitaleiras da Imaculada Conceição, fundada em Portugal em 03 de maio de 1871, pela Madre Maria Clara do Menino Jesus e pelo Padre Raimundo dos Anjos Beirão. A Confhic tem como objetivo dar glória a Deus, na prática da hospitalidade, como expressão das bem-aventuranças, no exercício das obras de misericórdia. No Brasil, sua sede de fica em Salvador (BA).

Meus quatro filhos estudaram desde o jardim da infância até o ensino médio no Colégio São Francisco, onde descobriram qual profissão seguir e todos passaram em vestibular na UFAL. Tiveram excelente preparação para fazerem a primeira Eucaristia. A religiosidade adequada é fundamental na formação educacional dos jovens. É o ponto de partida rumo a uma vida saudável e feliz, na paz de Cristo. É uma graça que se alcança quando as pessoas conseguem seguir a Doutrina Cristã, recebendo os sacramentos da Igreja e cumprindo sua missão com equilíbrio.

Seja qual for a profissão escolhida, é necessário que seja abraçada com amorosidade, dedicação, responsabilidade, respeito e abnegação. Toda profissão tem sua importância, desde que exercida com plenitude. O conjunto delas é o que faz girar o mundo. Sejamos portanto profissionais autênticos, prudentes, dinâmicos e felizes.

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, abril de 2014 ]

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03. ARBORIZAÇÃO – COMPROMISSO DE TODOS
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

A natureza sempre foi a grande companheira de minha jornada. Cultivar mudas de árvores e assistir seu crescimento é algo que ainda hoje me fascina. Desde cedo, criei gosto pelo plantio de árvores. No caso da acerola, estudei a melhoria da espécie através de um processo seletivo de sementes, durante 15 anos, chegando a produzir mais de oito mil mudas.

Na juventude, idealizei e realizamos através do Projeto Rondon, coordenado pelo saudoso Dr. Ivan Scala, em 1975, uma campanha de arborização em Arapiraca, da qual fui monitor. Com a participação de 22 universitários da FFPA, hoje UNEAL e da UFAL, desenvolvemos um grande projeto que obteve êxito total.

Hoje, diante da situação em que se encontra nosso planeta, motivada pelo incessante desmatamento, surge a urgente necessidade de pensarmos numa solução que possibilite contribuir com o reflorestamento. Nosso ecossistema, nossas matas, nossos rios, já não são mais os mesmos. A destruição de nossas florestas, provocada pela ambição do homem, a degradação das margens dos nossos rios, onde as águas pluviais carregam para seu leito grande quantidade de areia, tornando até impraticável a navegação em algumas partes e as constantes variações climatológicas são fatores que desfavorecem o nosso habitat.

Alimentei há quatro décadas um sonho de que pelo menos vislumbrasse a possibilidade de surgimento de algum plano ou projeto que viesse contribuir com a melhoria do meio ambiente. Só na noite de 26 maio de 2012, quando lançava meu primeiro livro, no auditório do CESAMA, intitulado “Desafio”, onde consta o soneto “Plante e Adote uma Árvore”, ocasião em que proferia meu discurso, resolvi revelar que naquele momento estava lançando dois desafios, que eram o livro e uma ideia. Embora, o lançamento do livro tenha sido algo real que preenchia a satisfação do meu ego, a ideia não passava de um sonho, algo abstrato. Foi assim que anunciei o compromisso de criar e um dia lançar o Projeto Arborizar para Melhor Vivermos.

A ideia central do projeto consiste em motivar as pessoas a despertarem interesse para plantarem ou pelo menos adotarem uma árvore. Aos futuros pais, sugerimos que busquem uma muda e plantem no dia do nascimento de seu querido filhinho. Além de favorecer ao meio ambiente, eles, os pais estarão engajados num procedimento de caráter educativo, pois seu filho certamente se tornará um defensor da natureza, ao saber que existe uma árvore que foi plantada no dia de seu nascimento. Para quem ainda não descobriu o prazer e a possibilidade de plantar, pelo menos adote uma árvore qualquer. Escolha numa praça ou em outro ambiente público a assuma consigo o compromisso de cuidar dela. Para cuidar, basta que o adotante acompanhe seu desenvolvimento, denunciando aos órgãos competentes a falta dos cuidados culturais de irrigação, adubação e poda. Quando se tratar de alguém que entenda, que tome a iniciativa de prestar o socorro à árvore que necessita desses cuidados.

Incentivar o plantio de mudas nas margens ribeirinhas é uma solução que há para reflorestar essas localidades. Estimular as pessoas plantarem árvores em lugares que tenham o mesmo nome é outra ideia que o projeto arborizar recomenda. Para que o projeto tenha melhor desenvoltura na implementação, sugerimos a participação das Secretarias: Agricultura, Assistência Social, Educação, Imprensa, Meio Ambiente, Planejamento e Obras, Saúde e outras que possam participar. Para cada secretaria sugere-se uma função específica a desempenhar, que julgamos de fundamental importância para eficácia no desenvolvimento desse projeto.

Fundamental se fez a implantação de um plano piloto, sugerido pela Câmera Temática de Recursos Naturais da Agenda 21, que acompanhará a desenvoltura do projeto e gerará dados estatísticos para garantir a credibilidade na sua eficácia. A equipe escolheu o bairro Capiatã para iniciar esse trabalho e a rua Possidonio Nunes foi a primeira a receber o benefício desse reflorestamento. O plantio foi iniciado com os escoteiros na manhã de 12.02.2014 e transmitido pela Rádio Gazeta de Alagoas, através do locutor e jornalista Tony Medeiros. O apoio de FDLIS ao Projeto Arborizar é tão importante que para se fazer justiça o destino quis que ele próprio fizesse o lançamento, pois tem sido um padrinho autêntico desse projeto que minha cidade abraçou.

Finalmente, às 9h do dia 13 de fevereiro de 2014, num harmonioso clima de satisfação de todos, na Escola de Circo, numa reunião festiva do FDLIS, cujo presidente é o ex-vereador José Lopes da Silva, com a participação de vários segmentos da sociedade civil organizada, inclusive a Escola de Pais do Brasil – Seccional Arapiraca, da ACALA – Academia de Letras e Artes de Arapiraca, dos escoteiros do Grupo Marechal Mascarenhas de Morais, de autoridades do poder público e vários profissionais da imprensa da cidade e da capital, foi lançado o projeto arborizar que esperamos seja um grande contributo para o processo de arborização da cidade e do município de Arapiraca e que venha se expandir aos demais municípios de Alagoas, do nordeste e do Brasil. A prefeita Célia Rocha e eu ao plantarmos uma muda de pau brasil no canteiro central da Escola Municipal de Circo, no Bosque das Arapiracas, procedemos o lançamento do Projeto Arborizar para Melhor Vivermos. Naquele momento, Arapiraca iniciou uma ação que poderá servir de modelo para arborização de outras cidades. O sucesso depende de todos nós. Cada um deve procurar fazer sua parte. Participe dessa grandiosa ação ambiental você também!

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, março de 2014 ]

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02. O PODER DA FÉ
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

Em qualquer situação que o ser humano se depare nas diversas fases de sua vida, nunca deve ser incrédulo diante da fortaleza que a força Divina pode nos proporcionar. Nunca deve perder a esperança de conquistar seus objetivos, atingir suas metas. Não devemos perder a fé. O poder do Redentor sempre será soberano e justo, sobrepondo todos os demais.

Participando da IX Conferência Nacional da Assistência Social em Brasília, no período de 16 a 19.01.2013, onde Arapiraca teve 4 representantes, Maceió 8 e as demais cidades de Alagoas 18, passei por uma situação de saúde complicada, desde o primeiro dia do evento, quando uma das refeições me fez mal. Mesmo melhorando no dia seguinte, tive complicações respiratórias agravadas pelo clima brasiliense, devido ter sofrido um leve resfriado ainda em minha terra natal. No dia do regresso, a partir das 15:00 minha saúde piorou e foi preciso Maria de Fátima Silva, a quem apelidei de prima por ser 2 dias mais nova que eu, tomar conta de minha bagagem (uma mala e duas sacolas) que pesavam juntas 42 kg, na condução ao Aeroporto Internacional de Brasília – Presidente Juscelino Kubitschek. Estava com pressão arterial alta, chegando a 16 por 12 em alguns momentos. Sofria um severo quadro de rinite alérgica e por isso passei a respirar apenas por uma narina e mesmo assim com dificuldade, pois estava semi obstruída. Minha capacidade respiratória estava comprometida naquela ocasião. Diante desse problema, resolvi comunicar ao meu filho Cleberson, médico recém-formado que me orientando receitou Calman. Mesmo tomando dois comprimidos até às 19:00, não obtive melhora devido ao meu alto grau de estresse.

Logo em seguida, fomos para o Aeroporto. Entre o saguão e a sala de embarque, aguardamos por quase cinco horas. Naqueles últimos momentos de espera, resolvi fazer uma prece ao Nosso Senhor Jesus Cristo, intermediada pelo meu santo protetor, Santo Expedito, o santo das causas impossíveis e urgentes do qual sou devoto fervoroso. Com a situação da hora do voo indefinida, tendo sido remarcado por várias vezes, fomos convidados para fazer um novo check-in, o que não aconteceu, aos exatos dois minutos após ter feito a prece. Ao me levantar, estava curado. Foi algo inexplicável, só uma força superior poderia resolver de modo tão eficaz. Houve uma graça, um verdadeiro milagre. Passei a respirar bem e fiquei com disposição até para competir corrida a pé.

Assim é o poder da fé. Depois de vencer alguns empecilhos, conseguimos regressar no dia seguinte, logo pela manhã. Com a interferência de grandes amigos como Josivan Vital e Luciano Barbosa, que recorreram ao Excelentíssimo Senador Renan Calheiros, a empresa Azul-Linhas Aéreas Brasileiras voltou atrás e conseguiu liberação de voo através da Tam Linhas Aéreas S.A. para 10 pessoas da delegação viajarem às 8:20 do dia seguinte e os demais durante o decorrer do mesmo dia, quando passamos a ser tratados dignamente. Tivemos um voo direto e chegamos a Maceió antes das 12 horas do dia 20. Esses momentos em que tive o Poder da Fé reafirmado e recebi grande graça, intensificaram a minha fé cristã. Nada acontece por acaso, pois é preciso construir, sofrendo e nos penitenciando. É preciso crer para receber.

A carta de princípios da Câmara Júnior, apresentada pelo Credo Júnior, um belo poema em forma de oração, instrutivo e orientador que é, encanta a todos que o recitam ou escutam seus versos. Vejamos: “Nós acreditamos: Que a fé em Deus dá sentido e finalidade a vida: Que a fraternidade dos homens transcende a soberania das nações; Que a justiça econômica pode ser melhor obtida por homens livres, através da livre iniciativa; Que os governos devem ser de leis mais que de homens; Que o grande tesouro da terra está na pessoa humana; e Que servir a humanidade é a melhor obra de uma vida.” É um grande exemplo. Como seria bom se todos nós vivenciássemos a aplicação desse credo em todos os seguimento sociais e políticos! O Credo Júnior era recitado no início de todas as reuniões, ordinárias ou festivas, logo após rezarmos as orações do Pai Nosso e da Ave Maria. Seguindo essa cresça, lendo, recitando ou simplesmente ouvindo, sentíamos aliviados, ao acreditar mesmo que o mundo poderia ser melhorado, através dessas ações que imaginávamos ser possível acontecer. Na realidade aconteceu nos corações de todos aqueles que participaram desse ideal, o de ser um líder, o de ter pertencido ao quadro social de Câmara Júnior. Assim, nesse clima de esperança, buscávamos forças para superar as dificuldades e vencer todos os obstáculos, sempre acreditando que a fé em Deus dá sentido e finalidade a vida. Era o poder da fé realizando.

CAUSAS IMPOSSÍVEIS* ( Soneto )
Autor: Cícero Galdino

Ao socorro dos aflitos, surge o Santo Expedito.
Louvemos graças ao bom Deus pelo que ele é capaz,
Por tudo que ele tem feito e por tudo que ele faz,
Intercedendo a Jesus cada momento bendito.

É preciso que todos vivam sempre a agradecer
Ao Pai por Ele existir e a ele por sua bondade,
A qualquer um ele atende, nunca escolhe a idade.
Benefício recebido, não se deve esquecer!

Com terreno edificamos pedra fundamental,
Tendo Igreja do Santo, o povo fica agradecido.
Que essa notícia se espalhe em todo e qualquer portal.

Mas que tarefa difícil! Que o Santo nos proteja!
Com persistência e fé é que se fica fortalecido,
Só com ajuda do povo é que se constrói essa igreja.

* Soneto homenageando Santo Expedito.

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, fevereiro de 2014 ]

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01. RECOMEÇAR É O NOVO PONTO DE PARTIDA
Por Cícero Galdino (Licenciatura em Biologia e membro da ACALA )

Ao passarmos pelas festividades de fim de ano, ocasião das confraternizações, onde procuramos agradecer ao Pai, nosso bondoso e generoso criador, por tudo que existe no universo: pelo que somos, pelo bem de nossa família, pelas conquistas, pela paz universal, enfim, pelo dom da vida, pois no mundo de hoje viver é ser vitorioso. Esse momento especial do ano que termina, nos leva a uma reflexão sobre o que fizemos e o que poderemos realizar no próximo caminhar em 2014. Também é o momento de pensarmos em promover redirecionamento e estratégias que deveremos utilizar em nossas ações, as que serão implementadas no decorrer do ano vindouro. Nunca é demais agradecermos a Deus por tudo que somos e que temos; e quem não teve essa oportunidade, pense nesse gesto simples de realizar. São inúmeros os motivos que temos para agradecer a quem deu sua vida por nós e por toda humanidade, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Redentor.

Início de novo ano é sempre um recomeço para todos nós, momentos que deveremos nos utilizar da reflexão atrelada ao pensamento positivo, que é sempre o ponto de partida para programarmos nossas ações. Atitudes bem planejadas com otimismo, nos possibilitam trilhar rumo ao sucesso, mas se não conseguirmos o objetivo da forma que imaginamos, sejamos prudentes, perseverantes, persuadentes. Afinal pois insistir na realização do planejamento que fizemos de forma reflexiva, é sempre uma janela que se abre para tentarmos conseguir o que pretendemos.

Todos nós temos o direito de sonhar. Sonhar não é pecado. Se procuramos viver na paz de Cristo, como sempre meu saudoso genitor dizia ao ser indagado “como vai”. Não seremos gananciosos, nem tão pouco exageradamente ambiciosos ao procurarmos sonhar. No popular, quando dizemos que sonhamos alto, queremos passar a impressão que seja certamente impossível realizarmos o nosso planejamento. Mas será que realmente existe “impossível”? Sonhar alto, abre porta para grandes realizações. É partindo daí que se concretiza a ação. Diante das adversidades que a vida nos proporciona, é possível que alguém não tenha ainda pensado em planejar suas ações para o ano que se inicia, que, certamente resultará em melhorias de seu futuro.

Certa dia, ao conversar com um cliente na minha micro-empresa, presenciei um triste relato que me comoveu. O abastado fazendeiro, ex-agricultor de alto porte de nossa região foi sentenciado pela sua consciência a transferir sobre pressão do filho, atualmente casado, quase toda sua fortuna para o domínio dele, que continuou convivendo com sua mãe. A valiosa fazenda era única fonte de renda que esse senhor tinha. Abandonou sua esposa e seu casal de filhos, passando a conviver com uma nova companheira, numa tremenda aventura que durou poucos anos. Com o simples patrimônio que lhe restou, recomeçou tudo de novo. Sua larga experiência comercial que aprendeu ao vender seus produtos agrícolas quando agricultor, possibilitou sua recuperação econômica e financeira. Hoje, é um equilibrado empresário, desfrutando da renda de alugueis de imóveis que construiu depois desse triste e lamentável episódio. Na evidência de faltar-lhe algo, não foi difícil descobrir que, vivendo sozinho, sem o aconchego da família, sem contar com o carinho de sua fiel esposa e a presença de seus filhos, mesmo nessa boa situação financeira, estando “sem família”, existia no seu âmago um vácuo de satisfação. Diante desse relato, percebi que no campo afetivo, onde se pode complementar a felicidade do homem, ele continua fragilizado. O casamento é uma união universal séria. É através dele que se constrói de forma legal e adequada a família, que jamais deverá ser atingida ou fragmentada por quem quer que seja, principalmente por um dos cônjuges. Devemos pensar nas atitudes que deveremos implementar em benefício de nossa família. A família é o maior tesouro que temos.

São inúmeras as situações que nos obrigam a ter coragem para recomeçar. Há determinados momentos, nos quais isso se torna quase o fator de sobrevivência. Momentos de grandes perdas, nos levam a desacreditar na vida e nessas ocasiões é necessário muita força de vontade, muita determinação para recomeçar. Recomeçar é sempre um ponto de partida. Que tenhamos sempre a sabedoria para recomeçar e vislumbrar no horizonte a luz que poderá nos guiar para novas conquistas. Que o Novo Ano traga grandes realizações e paz para todos nós a cada dia. Feliz 2014!

[ Fonte: Revista “O Mensageiro”, janeiro de 2014 ]

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REFLEXÃO* ( Soneto )
Autor: Cícero Galdino

Ao mergulhar no fundo do pensamento
Descubro e sinto chegar-me a confusão:
Ao refletir passo pelo sentimento,
Que me atormenta mas chego a conclusão.

Filosofar faz parte do agir da mente,
Se penso muito, aprofundo-me no assunto;
Boas ideias quando se tem comente,
Com egoísmo não se trabalha junto.

Nesses curtos passos a trilhar se vive,
Consolidando o que de melhor se faz;
Ao compartilhar, com união convive.

O que de bom se tem, deve aproveitar.
Rejeições são coisas que não satisfaz,
Pois siga bem firme no seu labutar.

* Soneto dedicado aos meus ex-professores de Filosofia: José Matias Irmão, Manoel Dionísio Neto e Pe. Antônio Lima Neto (in memoriam).

[ Fonte (Soneto): Livro Desafio, 1º Edição, 2012 ]

[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

2 Respostas para “ARTIGOS por Cícero Galdino – 2014

  1. Agradeço a publicação de meus artigos no Arapiraca Legal, o Blog da Cultura. Espero que contribuam com os leitores. Meu abraço ao Gilvan e Pedro Jorge.

  2. Mais um ano de atividades diversas com dedicação, abnegação, criatividade, otimismo, acertos e erros, resiliência e objetividade se finda. Almejo que todos tenham um Feliz Natal, Boas Festas e um Novo Ano cheio de realizações! Obrigado amigos, Gilvan Juvino e Pedro Jorge, por ‘Arapiraca Legal’ existir – esse blog recheado de cultura. Parabéns Arapiraca! Parabéns ‘Arapiraca Legal’!

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