Ronaldo Leão

 

 

Frase:

“É preciso reconhecer que tudo na vida tem que ter seus limites; ou seja, nem os jovens têm o direito de exigir demais dos pais, nem os pais devem cobrar excessivamente dos filhos atitudes e comportamentos incompatíveis com suas idades”.
Ronaldo Leão
[ Fonte: Revista “Escola de Pais do Brasil”, dezembro de 2005 ]

BIOGRAFIA – Ronaldo Leão
( Carece de fonte )

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ARTIGO

MATURIDADE E RELACIONAMENTO ENTRE GERAÇÕES
Por Ronaldo Leão*

Nas últimas décadas, o mundo tem assistido a uma mudança muito acentuada nos padrões de comportamento das novas gerações e de forma muito acelerada. A começar pelos movimentos libertários da década de sessenta, época de grande efervescência política e cultural em boa parte do mundo ocidental, os jovens nunca mais deixaram de imprimir suas marcas em tudo aquilo que fazem. Essas mudanças provocaram, evidentemente, o espanto das gerações mais antigas que cresceram sob o império da ordem e do respeito inquestionável ás normas tradicionais de educação. O silêncio era a ordem: não se podia questionar nada que que dissesse respeito á moral e aos bons costumes da época. Tudo isso mudou, como era de de se esperar. Toda a juventude aprendeu que precisava ocupar seus espaços e isso significava, muitas vezes, ir de encontro ao pensamento de seus pais, educadores, etc.

Esse choque de ideias entre as gerações tem causado muitos problemas nos relacionamentos entre pais e filhos e entre jovens e adultos de uma maneira geral. As mudanças de padrões comportamentais exigiram também uma mudança na forma de encarar a educação e o desenvolvimento dos jovens. Toda quebra de padrões gera conflitos e essa não poderia ser diferente. De repente, os pais estavam ás voltas com um problema que as gerações passadas não tiveram, ou seja, precisaram aceitar que seus filhos já não mais aceitavam dizer sempre “sim” a qualquer ordem ditada pelos adultos, como antigamente. Esse fato exigiu que todos os envolvidos no processo de mudança repensassem seu modo de agir e e de viver.

O tempo aos poucos foi mostrando que muitos daqueles tabus e preconceitos cultuados com tanto rigor pelos mais “velhos” já não tinham mais nenhuma razão de ser. Colocar em primeiro plano o diálogo aberto entre os jovens e os mais “velhos” era a palavra de ordem. O mais importante, assim, era a amizade e o carinho entre as duas partes, que sempre foram postos em segundo plano em função do respeito que se devia ter pelos pais. Este novo tempo, contudo, exigiu um certo crescimento pessoal e espiritual dos mais “velhos” a fim de que pudessem compreender que aquilo que os jovens buscavam era tão somente o direito de conduzirem suas próprias vidas com um pouco mais de liberdade e auto-determinação.

Mais do que nunca tornou-se necessária uma mudança na forma de relacionamento entre as gerações. E isso requereu dos mais “velhos”
uma certa tolerância em relação aos sonhos e desejos dos mais jovens e, destes, uma certa maturidade para compreender e aceitar questões que são próprias da idade e das quais os mais “velhos” não podem abrir mão. Em outras palavras, foi preciso chegar a um acordo entre as partes para que a convivência pudesse ser bem sucedida. Aos olhos dos filhos, os pais querem proibi-los das boas coisas da vida e aos olhos dos pais, essa proibição é apenas para protegê-los dos males de uma sociedade cada vez mais violenta e problemática.

Uma coisa é certa: a mudança de comportamento de ambas as partes trouxe melhoria no relacionamento entre as gerações. Contudo, é preciso reconhecer que tudo na vida tem que ter seus limites; ou seja, nem os jovens têm o direito de exigir demais dos pais, nem os pais devem cobrar excessivamente dos filhos atitudes e comportamentos incompatíveis com suas idades. A Psicologia tem provado que o respeito aos limites de cada um é a melhor maneira de resolver o problema. É preciso, enfim, encontrar um ponto de equilíbrio para a
construção de uma convivência sadia que leve á felicidade de todos.

* Ronaldo Leão é profº universitário.

[ Fonte: Revista “Escola de Pais do Brasil”, dezembro de 2005 ]

[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

2 Respostas para “Ronaldo Leão

  1. LUCIANA GENRO

    Minha candidata Luciana Genro teve menos de 2 por cento dos votos, mesmo assim, pra mim ela saiu vitoriosa pois teve a oportunidade de mostrar ao país que existem mulheres corajosas e coerentes como ela na política brasileira. A forma como ela defendeu suas ideias só fez aumentar o número dos seus admiradores. Dizer na cara o que ela disse aos candidatos majoritários nos debates não tem preço.

    Quanto ao baixo número de eleitores dela isso pouco importa… melhor qualidade do que quantidade. Quantos por cento da população vocês acham que gostam da música de Tom Jobim, do teatro de Fernanda Montenegro, da poesia de Drummond, dos livros de Clarice Lispector, da pintura de Portinari e de outras manifestações artísticas? Pois é, eu vou continuar torcendo pelo crescimento do debate político com a participação de pessoas como Luciana Genro e Eduardo Jorge. Valeu, “companheiros “!!!
    Ronaldo Nobre Leão
    Fonte: Facebook de Ronaldo Nobre Leão, 7 de outubro e 2104.

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