Ismael Pereira

 
                        
 
Frase:
“Às vezes, a gente tem que entender que o continuísmo pode se tornar sufocante e que é necessário que acompanhemos a mudança dos paradigmas em qualquer atividade. Na pintura, não pode ser diferente. Ainda que eu esteja palmilhando o terreno do chão dos mortais, sinto também o direito de fazer alguma coisa que verticalize a minha obra. Daí porque essa inovação.” (Ismael Pereira)
[ Fonte:  Jornal  “O Jornal /AL” / http://www.ojornalweb.com ]  
 
PERFIL – Ismael Pereira Azevedo 
Por Pedro Igor
 
Ismael Pereira Azevedo, sergipano, artista plástico, empresário, nascido em 1º de outubro de 1940, filho de Joana Pereira Azevedo (in memoriam), casado com Cecy Roque Pereira com quem teve dois filhos: Ted France Roque Pereira e Telma Roque de Oliveira. Divorciado, casou-se com Isabel Cristina Melo dos Santos Pereira, tiveram três filhos: Ismael Pereira Azevedo Filho, Israel Pereira Azevedo e Antonio Pereira Melo Azevedo.
 
Ismael Pereira radicou-se em Arapiraca (AL), no ano de 1965. Empresário do ramo de publicidade e artista plástico, fundador da Câmara Júnior em Arapiraca, integrante da Maçonaria, participante de diversas entidades e eventos nos campos artístico e cultural, foi convidado a ingressar na atividade pública, sendo eleito vereador, para o 1.º mandato de 1973 à 76 quando também foi eleito `presidente da Câmara no biênio 1973/74.
 
Exerceu os mandatos de deputado estadual de 1983 a 86, de 1987 a 1990, sendo várias vezes considerado um dos mais atuantes da Assembléia Legislativa. Reconhecido um dos mais eloquentes oradores de Alagoas, bateu vários recordes de apresentação de indicações, requerimentos e de ocupação da tribuna da Casa Legislativa de Tavares Bastos.
 
Foi deputado constituinte, exercendo destacado papel na elaboração de vários capítulos da nossa Constituição Estadual. Serviu de elo de ligação entre a sociedade civil organizada e o Poder Legislativo. Na eleição de 1990, ficou como suplente, tendo assumido durante praticamente a metade do mandato. Voltou a concorrer em 1994, ficando na 3ª suplência da sua coligação. Nesse período, exerceu o cargo de Subsecretário da Secretaria para Assuntos do Gabinete Civil do Governo de Alagoas, no ano de 1996, voltando a assumir a vaga na Assembleia Legislativa pelo afastamento de deputados titulares.
 
Atualmente, Ismael Pereira dedica-se às atividades nas áreas de publicidade e da cultura, sendo considerado um intelectual alagoano, pelo vasto conhecimento demonstrado em várias áreas sociais. Continua inserido no contexto político e administrativo do Estado, pela experiência acumulada ao longo do tempo, que serve como norte para as gerações de políticos que se sucedem.
 
[ Fonte: ricardonezinho.com.br ]
 
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ARTES PLÁSTICAS
 
EXPOSIÇÃO / Do Regional ao Universal 
 
A Galeria CESMAC de Arte Fernando Lopes lança hoje uma retrospectiva do artista plástico sergipano Ismael Pereira. A exposição chamada Do Regional ao Universal, sob curadoria do jornalista e ex-galerista Romeu de Mello Loureiro, apresenta telas e cerâmicas de Ismael Pereira, mostrando sua evolução estética ao longo de 40 anos de carreira.
 
Origem
Pereira nasceu em 1940 no município de Capela (SE), mas viveu em Alagoas no período entre 1968 e 2005. “Ele se radicou em Arapiraca, onde se deixou atrair pela política, elegendo-se vereador e depois deputado estadual por três legislaturas – porém, sem abandonar os pincéis”, relembra Romeu Loureiro, mencionando que a cultura e a arte popular alagoana exerceram grande influência estética sobre a produção do artista.
 
Parceria
A parceria entre Pereira e Loureiro tem história. O curador, que por anos manteve o Escritório de Arte Romeu Loureiro, no bairro da Ponta Verde, foi responsável por três exposições do artista em Maceió. “A primeira mostra foi realizada no meu escritório, na década de 1980, e as seguintes foram promovidas nos anos 1990 no centro de convenções do antigo Hotel Meliá e na Galeria Miguel Torres, do Teatro Deodoro. Sou admirador do estilo de Ismael Pereira, que considero um grande artista, por causa da universalidade de sua obra”, afirma o curador.
 
E foi a universalidade da arte de Ismael Pereira que o levou a expor seus trabalhos para além das fronteiras do Estado, com boa acolhida entre artistas e críticos, segundo Romeu Loureiro. “Em 1968, ele expôs no México e foi muito elogiado pelo célebre pintor mexicano, David Alfaro. Três anos antes, havia sido realizada a segunda individual do artista na Galeria Portal, em São Paulo, com apresentação do renomado crítico de arte, Mário Gelenni – o que trouxe grande repercussão para o seu trabalho na mídia nacional”, relembra.
 
Condecorações
Loureiro conta que a obra de Ismael Pereira percorreu vários estados brasileiros nos últimos 40 anos, inclusive em exposições coletivas, como a promovida pela Embaixada da Espanha, em Brasília, no ano de 2005, e na Feira Internacional de Arte de Lisboa, em Portugal, em 2007. “Pereira já recebeu várias condecorações, entre as quais, a Medalha do Mérito Parlamentar (conferida pela Assembleia Legislativa de Sergipe) e a Medalha do Mérito Inácio Barbosa (outorgada pela Prefeitura Municipal de Aracaju).
 
Ele consta em diversos catálogos especializados, entre eles, um organizado por mim em 1988, intitulado Arte Contemporânea das Alagoas, quando já gozava de reconhecimento no cenário nacional, como legítimo representante do Neoregionalismo Nordestino”, diz.
 
Primeiros Trabalhos 
O curador afirma que os primeiros trabalhos de Ismael Pereira eram figurativos regionais que tinham como temática a sociedade rural alagoana, através de seus personagens. “Quando esses elementos passaram a sufocar a sua criatividade, o artista ousou se renovar, lançando a série “Guerreiro das Alagoas”, na qual os característicos chapéus dos integrantes desse folguedo popular lhe inspiraram instigantes composições geométricas, cujas linhas retas seriam quebradas por estratégicas colagens da tradicional chita”, rememora Loureiro.“Depois, Ismael Pereira criou a série Jangadas das Alagoas, mostrando velas reduzidas a simples triângulos, agrupadas em sobreposições, ou servindo de suportes a elementos decorativos.
 
Mas, mais inovadora ainda, é a série dos Cajus, na qual não hesitou em desconstruir a fruta símbolo de sua terra natal, a ponto de transformá-la, certa feita, num violão ricamente ornamentado”, comenta Romeu Loureiro. “De repente, um intermezzo: o artista descobriu a mandala e dela se apropriou para criar composições de tamanha minudência de detalhes que mais parecem saídas das mãos de fada das nossas rendeiras”, descreve.
 
Ismael Pereira vive atualmente em Aracaju/SE, onde mantém uma galeria de arte na qual exibe sua obra e sua produção atual.
 
[ Fonte: Jornal  “O Jornal/AL'” , 8 de Junho de 2010 ]
 
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PERFIL / Em Memória de Lamenha Filho
Por Ismael Pereira*
 
Augusto Frederico Schmith, grande poeta brasileiro, saudando um amigo morto, á beira do túmulo, disse: “Calai, ó gente, silenciai senhores, porque só os túmulos e as campas podem ouvir as palavras fúnebres de um discurso”.
Por outro lado, o excelente escritor Guimarães Rosa, no Romance Grande Sertão: Veredas, afirmou: “Certas pessoas não morrem, encantam-se”.  
Quero me referir á morte do inesquecível ex-governador Lamenha Filho. Materialmente, ele morreu. Mas continua vivo na memória de todos nós. Mas do que lições, deixou um exemplo de probidade, de honradez, de dignidade, de trabalho, de modéstia e de coragem na vida pública de Alagoas e do Brasil. Antes de encanta-se,  já era estátua; antes de descer a tumba rasa, já era um laureado pela opinião pública. Um consagrado homem de bem.
Morreu silencioso, pois vítima do complô do silêncio da mediocridade triunfante dos que jamais admitiram políticos tão honestos e cativantes. Lamenha era a estrada e o peregrino e toda as as velas que já partiram em direção ao mar.
 
Aqui, me faz lembrar a célebre manchete de um jornal espanhol: “Picasso morreu. E picasso morreu?”. É o caso da mesma indagação: “Lamenha morreu. E Lamenha morreu?”. A memória de Lamenha Filho, senhor presidente, senhores deputados, é um lugar onde se amarrou para sempre a âncora da saudade.
 
Mesmo sendo grandes, inteligente e generoso, confirmou-se, indomitamente, com as miudezas da província, com a falta de compreensão dos que, velhacadamente procuraram ignorar o seu valor. A sua simplicidade era um permanente desafio á inveja. Amou Alagoas ao extremo. Lamenha sabia, mais do que ninguém que a vida não começa quando se nasce. Começa quando se ama; quando se sente que alguma coisa mudou no mundo, na noite e no dia, na luz e no vento; quando se percebe que alguma coisa mudou dentro da gente.
 
Lamenha Filho foi um dos melhores governadores deste estado, mesmo sob a égide de um regime duro e cruel. Ele foi uma ilha de democracia dentro de um continente de ilegalidade.
Nunca – em nenhuma oportunidade – escondeu as realidades, como se as cortinas do silêncio fossem solução para os problemas sociais.Morreu solitário como uma grande árvore, mesmo sendo solidário como uma floresta.
 
Tombou a baraúna do Coronha, Espantando pássaros, meditações e sedimentando um exemplo para as novas gerações de políticos alagoanos.
 
Deixa um ideal, como modelo de homem público. E nem a morte nem o aleijamento de um defensor de uma causa implicam no parecimento de um ideal; ele recludece aqui; floresce ali; frutifica acolá; rebenta alhures e, de novo se incorpora, se vivifica, vibra e canta por outra voz; planeja e tremula em outros mastros.
 
Que das tardes tristes do coronha, emoldurado pelo verde dos canaviais, sob o conserto de aflitas cigarras e das lágrimas que correm das faces sucadas dos camponeses, vem o exemplo de uma vida pública irrepreensível para pautar e moldar um Estado que precisa, urgentemente, reencontrar o seu verdadeiro destino. Tenho dito.
 
                              
 
* Discurso pronunciado pelo deputado estadual,  Ismael Pereira, sobre o ex-governador Lamenha Filho, no Plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas.
 
[ Fonte: Revista “Periscópio”, janeiro e fevereiro de 1997 ]
 
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LIVRO – CESMAC Lança Catálogo de Ismael Pereira
 
A exposição retrospectiva de Ismael Pereira está se despedindo da Galeria CESMAC na próxima sexta-feira. E, para encerrar a sua programação com chave de ouro, o Centro Universitário CESMAC está lançando o catálogo da mostra intitulada Do Regional ao Universal.
 
Ismael Pereira nasceu, em 1940, no município de Capela (SE), mas viveu em Alagoas no período entre 1968 e 2005. Neste período, a cultura popular alagoana exerceu grande influência sob sua obra. E, foi a universidade da arte de Ismael Pereira que o levou a expor seus trabalhos para além das fronteiras do estado, com boa acolhida entre artistas e críticos. Em 1968, ele expôs no México e foi muito elogiado pelo célebre pintor mexicano, David Alfaro. Três antes, havia ido realizada a Segunda Individual do artista na Galeria Portal, em São Paulo, com apresentação do renomado crítico de arte, Mário Gelenni – “O que trouxe grande repercussão para o seu trabalho na mídia nacional”, relembra.
 
Ismael Pereira criou a série Jangadas das Alagoas, mostrando velas reduzidas a simples triângulos, agrupadas em sobreposições, ou servindo de suportes a elementos decorativos. Mas, mais inovadora ainda, é a série dos Cajus, na qual não hesitou em desconstruir a fruta- símbolo de sua terra natal, a ponto de transformá-la, certa feita, num violão ricamente ornamentado. De repente, um intermezzo: o artista descobriu a mandala e dela se apropriou para criar composições de tamanha minudência de detalhes que mais parecem saídas das mãos de fada das nossas rendeiras.
 
A obra de Ismael Pereira percorreu vários estados brasileiros nos últimos 40 anos, inclusive em exposições coletivas, como a promovida pela Embaixada da Espanha, em Brasília (DF), no ano de 2005, e na Feira Internacional de Arte de Lisboa, em Portugal, em 2007. Os primeiros trabalhos de Ismael Pereira eram figurativos regionais que tinham como temática a sociedade rural alagoana, por meio de seus personagens.Sobre a evolução da sua arte, em certa ocasião Ismael Pereira disse: “Ás vezes, a gente tem que entender que o continuísmo pode se tornar sufocante e que é necessário que acompanhemos a mudança dos paradigmas em qualquer atividade”.[ Fonte: Jornal “Tribuna Independente”, 3 de agosto de 2010 ]
[  Editado por Pedro Jorge  / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]
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5 Respostas para “Ismael Pereira

  1. ISMAEL PEREIRA SE FORMA EM DIREITO NA UNIVERSIDADE DE SERGIPE
    Por Cláudio Roberto (21 de dezembro de 2014)

    Segundo o jornalista, Bernardino Souto Maior, o ex-vereador de Arapiraca/AL por duas legislaturas e ex-deputado estadual por Alagoas, por três mandatos , o sergipano nascido na cidade de Capela, Ismael Pereira neste final de ano vai receber em Sergipe o seu canudo de advogado formado pela UNIT ( xxxxx ). Ele se tornou assim um exemplo de vida para seus colegas de Unit, tornando-se advogado aos 74 anos de idade, mostrando que estudar não tem idade para enfrentar a banca de ensino. Um dos seus netos, Tedson Barros espera que a juventude de sua cidade, Arapiraca, se espelhem em sua avô, Ismael, que pretende voltar à “Terra do Fumo”, com o canudo de advogado para ser dedicar a sua nova profissão.

    Perfil – Ismael Pereira Azevedo, nasceu em 1 xxxxx de outubro de 1940. Sobre a sua infância, o seu núcleo familiar, em memórias marcantes, mudanças de vida e sonho, guardamos para o leitor as palavras do próprio Ismael, no seu estilo personalizam na construção de frases e uso vernáculo. Meu pai, chamava-se Pedro Joaquim de Santana – não era um Deus do Olímpio mas, como Vulcano, era – ferreiro-mor da região em Sergipe. Minha mãe, chamava-se Joana Pereira Azevedo, mulher de poucas letras, de muito dinamismo e criatividade. Sua família lhe deu cinco irmãos: Iolanda, Terezinha, Alexandre, Leonardo e Carlos.

    Aos 10 anos de idade, conseguiu o seu primeiro emprego na Art-foto, de um alemão chamado Wolgang. Com o seu primeiro salário conseguiu comprar uma calça comprida, realizando um sonho de menino. Porém, aos 17 anos, ingressou na Forças Armadas em Salvador deixando a carreira militar foi trabalhar em Salvador como desenhista publicitário. Dos 20 a 30 anos, instalou-se na capital sergipana, onde foi primeiro empresário na fabricação de letreiros luminosos e em seguida desfez da empresa e vem para a Cidade alagoana de Arapiraca. Dos 35 anos em diante se instalou, em Arapiraca, e foi idealizador da Primeira Mostra de Arapiraca.

    Em seguida filiou-se no MDB (xxxxx) do Ulisses Guimarães e do então deputado federal José Costa. Foi vereador mais votado no seu primeiro mandato e releito, sendo presidente da Câmara Municipal no seu primeiro mandato. Depois se elegeu deputado estadual e ainda em Arapiraca foi fundador e idealizador da rádio Novo Nordeste AM. Seu clube de coração desde menino pobre, em Sergipe, é o Botafogo do Rio de Janeiro. Talvez, por coincidência hoje torce pelo ASA que tem a mesma cores do time de estrela solitária.

    Fonte: Facebook “Cláudio Roberto Silva”.

  2. “Pintar não é apenas transferir tinta do pincel ou espátula para uma superfície a ser trabalhada, é muito mais que isso, é ter sensibilidade e habilidade para converter inspiração em obra de arte!” – (Ismael pereira)

    Fonte:catálogo “Revivendo Ismael Pereira”.

  3. * Como você tá vendo o Brasil atualmente?

    ** Mais enrolado do que fumo de Arapiraca!!!

    Fonte: charge do catálogo “Revivendo Ismael Pereira” – Ismael Pereira.

  4. * Amigo, na sua farmácia tem remédio para corrupção?

    ** Não, amiguinho, tiraram o produto de circulação, roubaram a fórmula e incediaram o laboratório.

    Fonte: charge do catálogo “Revivendo Ismael Pereira” – Ismael Pereira.

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