Oliveiros Nunes Barboza

 
BIOGRAFIA – Oliveiros Nunes Barboza
 
Oliveiros Nunes Barboza nasceu em Arapiraca/AL. É filho de José Nunes Barboza e de Luzinete Nunes Barboza. Casado com a professora Regina-Celi Cardoso Silva Barboza e pai de dois filhos: Alden Cardoso Barboza e Sarah Regina Cardoso Barboza. Formado em Letras, habilitação Português – Inglês pela FFPA e pós-graduado em Linguística Aplicada ao Ensino de Língua Portuguesa pela Universidade Católica de Belo Horizonte/MG; é professor de Linguística e Iniciação á Pesquisa Lítero-Linguística na UNEAL ( Universidade Estadual de Alagoas).Ao longo de sua vida profissional, exerceu até o presente, as seguintes funções:* Diretor da Escola de 1º e 2º Graus Hugo José Camelo Lima;
* Diretor Administrativo da Secretaria Municipal de Educação;
* Diretor Administrativo da Secretaria Municipal de Agricultura;
* Presidente da Comissão de Estadualização FUNESA (Fundação Universidade Estadual de Alagoas / antiga FUNEC);
* Diretor pro-tempore da Faculdade de Formação de Professores de Arapiraca ;

* Secretário Executivo e Diretor-Instrutor do Círculo de Companheiros – DOMOS CELECTA;
* Assumiu a presidência de diversas entidades culturais de Arapiraca, entre elas o MOCE, Academia Arapiraquense de Filosofia, Ciências e Letras e Conselho Deliberativo do Clube do Professor de Arapiraca.

Escreveu crônicas para diversos jornais do Estado; e autor dos livros “Grito de Liberdade” e “Sumos dos Amores”, do folhetim “… da Flor-Amor” e da pesquisa “Em Busca de um Significado Para o Nome Arapiraca”.

Realizou diversas palestras, tanto na universidade onde leciona, como nas entidades culturais de que fez parte. Atualmente é Diretor-Geral do NCA (Núcleo de Cultura Avançada); Presidente da Associação Arapiraquense de Difusão Cultural; Instrutor de Yoga e Mentor da Fraternidade do Triângulo Luminoso.

[ Fonte: Livro “ACALA – História e Vida”, abril de 2009 ]

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ARTIGO / Seção: Páginas Preciosas

HERANÇA DIVINA E TRANSCENDÊNCIA
Por Oliveiros Nunes Barboza ( Especialista em Linguística e membro de diversas associações culturais e educacionais de Arapiraca )

Ao determinar-me para escrever este artigo, fui impulsionado a rever uma ou outra ideia contida no poema Acróstico á Liberdade, publicado no livro “Grito de Liberdade”, de minha autoria. Uma dessas ideias trata do nosso Ancestral Primitivo (encontrar o grito perdido do ancestral primitivo), isto é, a nossa relação com o mais primitivo dos homens, aquele que foi o nosso antepassado mais representativo. Se recorremos á Bíblia, esse Ancestral seria o nosso Adão. Sendo Adão o primeiro homem e criado diretamente por Deus, e recebendo do divino o sopro da vida, carrega em si o estigma da divindade.

Como a forma criada por Deus permanece a mesma, então a marca Divina está presente na vida de todos os homens. Essa marca aparece sob uma multiplicidade de formas estimulando o homem a viver numa busca incessante pela consciência de sua origem e pelo reconhecimento de sua natureza.

Pela consciência de si, o homem desenvolveu habilidades de pensamento, de atitude, vontade, propósito e tornou-se capaz de criar, á semelhança de seu Criador. Conforme, estabelecido pelo próprio Deus, o homem conheceu o bem e o mal. E, suas habilidades divinas são usadas diariamente na realização do Propósito Divino, mesmo que essa Vontade Superior não seja entendida pelo próprio homem que a usa.

Ora, se nossa herança é divina, por que existe tanta miséria, dor, sofrimento sobre a face da terra, desde que a terra é terra, que o homem é
homem, desde a expulsão de Adão e Eva do Paraíso? O afastamento do homem da sua condição original deu-lhe a oportunidade de conhecer a vida com toda a sua magnificência e, ao expressar-se na condição humana, ser intermediário entre as coisas da terra e do mundo Celestial fortemente impressas no Ancestral Primitivo, o Adão bíblico. Essa marca conduz-nos a viver entre dois mundos e nos excita a realizarmos esforços grandiosos para superar os limites estabelecidos ao longo de tantas eras. Superar limites significa transcendência e isto me faz lembrar Napoleon Hill quando fala dos benefícios da derrota, no seu livro “A Lei do Triunfo”, diz ele:

* “A derrota revela e quebra maus hábitos, liberando as energias para um novo começo com melhores hábitos.
* A derrota substitui a vaidade e a ignorância pela humildade, pavimentando caminho para relacionamentos harmoniosos.
* A derrota faz com que você reconheça os seus recursos e deficiências tanto físicos quanto espirituais.
* A derrota fortalece a força de vontade, proporcionando um desafio que exigirá mais esforço”.

Este é o momento do “maior esforço”. No final do século passado, na virada do milênio, muito se falou em uma nova era, tanto que passou a
incomodar aos grupos cujas ideias estavam centradas em valores que mantinham o homem excessivamente preso a crenças que o levavam a
defender a estabilidade e o equilíbrio social como a coisa mais importante para uma vida feliz. Em que pese a toda resistência o novo milênio chegou e com ele o estabelecimento definitivo da nova era.

O homem, hoje, pensa mais rápido, age mais rápido, reage aos valores que o impedem de crescer e é motivado a estabelecer uma unidade com os demais para defender os princípios da paz que cada um está vivendo em seu interior e a dinâmica de uma vida mais saudável. Isto tem provocado fortes reações naqueles que anseiam manter o poder pela dominação, não importa a sua natureza. Esses estão fazendo a guerra. E essa guerra há de provocar o esforço maior nos demais, que deverão transcender aos resíduos de limitações que ainda os aprisionam aos conceitos dos séculos passados. Após essa transição, a ideia da nova era começará a se tornar tão evidente que não mais será negada, mas reconhecida e vivida com intensidade.

Todas as pessoas estão buscando algo que possa realizá-las na vida. Esse algo constitui o valor de natureza objetiva do qual a pessoa pode ou não esta dele consciente. Basicamente a grande maioria segue as tendências do momento estabelecidas pela cultura social do País em que vive. Essas tendências por sua vez são influenciadas pelas relações históricas do homem que ali habita.

Uma sociedade organizada a partir de princípios que levem em consideração a valorização do ser humano como indivíduo e no grupo
social preparado para reagir, para intervir, para alterar no sentido de atrair os maiores benefícios para o conjunto de pessoas que compõem aquele agrupamento social, estabelece cumplicidade com a natureza e dinamiza a vida trazendo prosperidade para todos.

A organização familiar é uma conquista da sociedade. Sua forma vem sendo aperfeiçoada, á medida em que os conceitos do homem á respeito
da vida se tornam mais abertos, menos discriminadores e conflitantes. As pessoas pela sua sua natureza animal agrupam-se naturalmente, mas pela sua natureza humana encontram uma dificuldade imensa em estabelecer relações harmoniosas, é na família que o exercício do relacionamento torna-se mais concreto e estimulante. E esse ambiente deve ser estimulado, trabalhado, valorizado, pois é nele que o homem encontra o seu próximo e com ele convive, exercitando o relacionamento, criando oportunidades para o seu crescimento pela valorização humana de si mesmo e daqueles que o cerca.

É nessa relação familiar que o Divino deve ser ressaltado, não como algo distante, mas presente, que possa estimular cada ação na vivência diária e, assim, proporcionar a motivação crescente pela realização, pelo sucesso, pela valorização de cada conquista, pela superação dos obstáculos tão comuns e tão renitentes e tão embriagantes que fazem as pessoas voltarem ao mesmo ponto em um movimento circular que parece não ter fim. A família de hoje deve ser inserida nesse processo dinâmico para que tenha a sua permanência garantida no seio desse novo tempo.

Devo terminar este artigo como comecei, tornando mais clara a ideia do meu “Acróstico á Liberdade” sobre a nossa ancestralidade, citando os
versos na sua inteireza:

“Vamos, conscientes, nos amar sem reservas,
Dádiva maior dos que se elevam á montanha do fogo
Encontrar o grito perdido do ancestral primitivo,
Astro de sabedoria pura, original paraíso
E ser povo-irmão na realidade do agora”.

Este deve ser o objetivo maior de todos. Os esforços contínuos devem estimular a cada pessoa consciente de seu valor, de sua importância, de
sua divindade a ver no outro esse mesmo valor, para isto deve unir os seus esforços aos de outros que pensam de forma semelhante e têm
acelerado essa maravilhosa jornada em busca da libertação e da transcendência, anseio mais nobre e justo da alma humana, encontrando
significado para o grito perdido de nosso Ancestral Primitivo.

Referências Bibliográficas:

* Livro: “A Lei do Triunfo”
Autor: Napoleon Hill
Editora: José Olímpio – Rio de Janeiro/RJ ( 1997 );

* Livro: “Grito de Liberdade”
Autor: Oliveiros Nunes Barboza
Editora: Independente – Arapiraca/AL ( 1987)

[ Fonte: ” Revista da Escola de Pais do Brasil – Seccional Arapiraca” Nº 01, maio de 2003 ]

[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com  ]

4 Respostas para “Oliveiros Nunes Barboza

  1. Caros Amigos, sendo filho de Arapiraca/AL, e, mesmo morando e trabalhando em Mirassol/SP, jamais perco o contato com minhas origens e, é através de BLOGS e SITES como este que estou sempre atualizado com o que acontece em nossa Arapiraca, a qual, procuro divulgar da melhor maneira, ou seja, jamais esquecendo minhas origens. Portanto, é para mim uma honra deparar com um artigo tão bem escrito sobre o meu querido amigo, irmão e companheiro Oliveiros, o qual, tem de minha pessoa a maior das considerações. Um abraço a todos os arapiraquenses!
    Do munícipe ardoroso por Arapiraca…
    Espedito Rocha

    E-mail: jerol2008@gmail.com

  2. Saudações Fraternas,
    Mestre Oliveiros.
    Um bom mestre penetra na alma dos seus discípulos e faz história, tenho como amiga uma de suas tantas alunas de Arapiraca ( Maria Lúcia Magalhães ) que não perde oportunidade de tecer comentários dignos ao seus dons de mestre.
    P.P.
    Maria José (S.R.C.)

  3. Acredito que sejam as perguntas mais frequente e comum do ser humano: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Em quem acreditamos, criacionismo? Evolucionismo? E fazer um artigo como este nos proporciona uma reflexão l sobre nossa existência. Parabéns professor!

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