ARTIGOS por Pedro Jorge 2

SÍLVIO BRITO – UM TÍMIDO IMPREVISÍVEL E SONHADOR
( Texto adaptado por Pedro Jorge* – Blog Arapiraca Legal)

“Quando criança, acalentei os sonhos de um dia ser toureiro e o de fugir com um circo. Não consegui realizar nenhum deles. O de toureiro já desisti, mas o de fugir com um circo ainda espero realizar. O circo é a coisa mais bonita do mundo”. Esta frase reflete bem a personalidade do cantor e compositor Sílvio Brito. Este galã sonhador geralmente se emociona quando relembra fatos de sua infância. Sílvio nasceu na cidade de Três Pontas e foi criado em Varginha – ambas localizadas no Sul de Minas Gerais. Da infância de seu estado natal, ele guarda boas recordações. “Me diverti bastante, joguei muito futebol”, relembra com saudade.

Devido á sua inquietação, ele ganhou o apelido de “Tico-Tico”, pois não parava quieto. Quando pequeno, trabalhava como engraxate e ainda arrumava tempo para tocar trombone na banda da cidade. Foi assim que Brito aprendeu música. Antes de se tornar um cantor conhecido nacionalmente, ele fez parte de um conjunto musical – Os Apaches.

“Fui muito influenciado por Ivon Cury, Joselito, Neil Sedaka, Beatles e o Roberto Carlos. Humberto de Campos – divulgador da gravadora Chantecler na época foi quem me deu a grande oportunidade. Com ele gravei Tá Todo Mundo Louco, em 1974, que teve uma grande repercussão e me valeu um convite da TV Tupi para comandar, ao lado do Fábio Jr., o programa Aleluia (1975)”, relembra Sílvio Brito.

Sílvio já compôs mais de 50 músicas. Para ele as mais significativas são as seguintes: O Que é Meu é Teu”, Roseane, Faça o Que Você Quiser – gravadas respectivamente por Vanusa, Ronnie Von e Antônio Marcos, e os seus recentes sucessos: Pare o Mundo Que eu Quero Descer e Espelho Mágico. Com a canção Companheiro, Sílvio venceu o Festival de Pinápolis, no Uruguai, em 1977. Na Argentina, interpretando Cuando la Mañama Llama, o cantor conseguiu, também, o primeiro prêmio. Além dessas importantes vitórias, o mineiro vai juntando várias outras através de sua carreira artística.

Depois que suas músicas estouraram nas paradas, Sílvio não parou de receber convites para excursionar dentro e fora do país. em uma dessas viagens que fez para os Estados Unidos, se apaixonou por uma americana que tinha conhecido em São Paulo e, quando ela retornou para os States ele foi atrás. Permaneceu seis meses lavando pratos numa lanchonete para se sustentar. mas o amor acabou e ele voltou para se ocupar com a carreira, á qual dedica toda sua paixão.

[ Fonte: Revista Contigo, anos 1970 ]

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PROJETO MOSCA NA SOPA (Tributo a Raul Seixas)*
Por Pedro Jorge*

Para marcar os 25 anos sem Raul Seixas, o presidente do fã clube GARRAL, Eunildo Barbosa, estará realizando o “Projeto Mosca na Sopa – 24° Tributo a Raul Seixas” em duas emissoras de rádios comunitárias de Arapiraca/AL: “Cidade” (91,9 FM) e “A Voz do Povo, A Deus” (105,9 FM). De 1990 a 1996, este projeto foi apresentado na “FM Arapiraca” (96,9 FM); idealizado por Eunildo e contando com a parceria de diversos radialistas: Robson Silva, Carlos Wanderley, Luciana Flávia, Paulo Marcelo e Paulo Bala. Depois na “Cultura AM” com Benjamim Bertoline e na “Tropical FM” com Liênio Potiguar. Em 2006 e 2007 foi realizado dois especiais na “Educativa FM” (Maceió/AL), com a seleção musical elaborada por Eunildo Barbosa.

Neste ano o projeto-tributo “Mosca na Sopa” será transmitido em duas etapas: a primeira será na rádio “Cidade FM” – com a parceria de Liênio Potiguar, no dia 17 de agosto de 2014, e a segunda na emissora “A Voz do Povo, a Voz de Deus” – com Marcos Góes. Nestes dois especiais dedicados ao eterno “Maluco Beleza”, os ouvintes terão a oportunidade de curtirem as canções que marcaram a carreira artística de Raul Seixas, escutarem comentários sobre fatos que marcaram sua vida e obra, solicitarem músicas e concorrerem a diversos brindes.

Raul Seixas faleceu no dia 21 de agosto de 1989, aos 44 anos de idade, de pancreatite aguda. Ele teve uma carreira de grande sucesso e também passou por um período de ostracismo – se despedindo em um desses momentos de recomeço e esperança após alguns anos complicados. Sua obra, no entanto, não foi sepultada junto com ele, pois continua viva, atual, marcante e nunca deixou de tocar e inspirar. Suas canções continuam sendo cantadas em todos os cantos. Mais que música, sua filosofia, suas ideologias – muitas revolucionárias para a sua época, permanecem vivas até os dias atuais. “Raulzito” tem centenas de fã clubes por todo este Brasil e sua memória está cada vez mais viva do que nunca. Em outubro de 2008, 19 anos após a sua morte, a conceituada revista Rolling Stone publicou a “Lista dos 100 Maiores Artistas da Música Brasileira”, colocando Raul Seixas na 19ª posição. No ano anterior, a mesma revista no especial “Lista dos 100 Maiores Álbuns da Música Brasileira”, incluiu o seu disco “Krig-ha, Bandolo!” (1973), na 12ª colocação.

Raul Santos Seixas (* Salvador/BA, 28/06/1945 + São Paulo/SP, 21/08/1989), além de cantor e compositor brasileiro foi, também, produtor musical da CBS. Sua obra musical é composta por 17 discos. Seu álbum de estreia foi “Raulzito e os Panteras” (1968), mas ele só ganhou notoriedade de crítica e de público com as músicas do disco “Krig-ha, Bandolo!” (1973): “Ouro de Tolo”, “Mosca na Sopa” e “Metamorfose Ambulante”. Raul Seixas adquiriu um estilo musical que o creditou de “contestador e místico”, e isso se deve a ideais que teve como a Sociedade Alternativa apresentada em Gita (1974), influenciado por figuras como o ocultista britânico Aleister Crowley.

A parceria musical de Raul Seixas com, o agora internacionalmente famoso escritor, Paulo Coelho se iniciou no início dos anos 1970. Na época os dois eram os melhores exemplos produzidos pelo movimento hippie tupiniquim. A parceria teve seu auge com os discos “Krig-ha Bandolo!” (1973), “Gita” (1974), “Novo Aeon” (1975), “Há Dez Mil Anos Atrás” (1976) e “O Dia em Que a Terra Parou” (1977).

Toca Raul! São raras as rodas de violão e os shows de rock que não se ouvem essa frase. Raul Seixas gravou seu repertório de canções contestadoras no imaginário brasileiro como poucos ídolos da música. Fortemente influenciado por Elvis Presley e Luiz Gonzaga, Raul foi um dos pilares do nascimento do rock no Brasil e até hoje tem legiões de fãs em todas as gerações. Depois de muitas trocas de gravadoras, entremeadas por problemas de saúde devido ao uso excessivo de álcool e drogas, ele emplacou um novo hit na década de 1980: “Carimbador Maluco”, incluída no especial infantil “Plunc-Plact-Zum” (TV Globo). Em 1989, já bastante debilitado, grava o seu último disco “Panela do Diabo”, em parceria com Marcelo Nova.

Sobre o fã clube GARRAL (Griff Acervo Raul Ritmos Alagoas) – É uma entidade cultural sem fins lucrativos destinada a pesquisar, estudar, preservar e dar continuidade aos trabalhos e estudos iniciados por Raul Seixas. Este fã clube foi criado por fãs (Eunildo Barbosa, Luciano Freitas e Walter Ataídes) para fãs. Seja sócio do fã clube de Raul Seixas entrando em contato com o vendedor autônomo e presidente do GARRAL, Eunildo Barbosa, pelos seguintes telefones: (82) 9636.6531 (Tim) / 8158.8156 (Vivo).

Frases:
“O que faço em minhas letras é uma transfiguração, uma transmutação da linguagem livresca para a popular. Eu tenho muita facilidade para fazer isso. O homem nasceu para o amor e para a liberdade. E, eu estou dando a minha contribuição… Este grande jardim de paz e fraternidade virá, com toda a certeza”. – Raul Seixas

“A música ‘Meu Amigo Pedro’, fala de certas posições radicais que as pessoas tomam no seu relacionamento com os semelhantes. ‘Eu Também Vou Reclamar’, dá uma visão da chatice insuportável da MPB, com todo mundo dizendo que é pra parar o mundo que eu quero descer, que é um pobre rapaz latino-americano, que é nuvem passageira e outras coisas mais…” – Paulo Coelho

“O Eduardo Dusek me chamou de ‘Aracy de Almeida do Rock’ e eu não sabia se era elogio ou xingamento. Parecido comigo, acho que só o Sílvio Brito. Esse tinha umas coisas na minha linha”. – Raul Seixas

“O ‘Maluco Beleza’ se foi, pegou seu ‘disco-voador’ e voou para outra dimensão, onde todos os ‘malucos-belezas’ se encontram após deixarem sua impressão digital no mundo”. – André Mauro

SERVIÇO – Projeto Mosca na Sopa
Data: 17 de Agosto de 2014 (Domingo)
Horário: Das 17 ás 19h
Emissora: Rádio “Cidade” – 91,9 FM
Apresentação: Liênio Potiguar e Eunildo Barbosa.

Data: 21 de Agosto de 2014 (Quinta-Feira)
Horário: Das 12 ás 14h
Emissora: Rádio “A Voz do Povo, a Voz de Deus” – 105,9 FM
Apresentação: Marcos Góes e Eunildo Barbosa.

CONTATOS – GARRAL (Griff Acervo Raul Ritmos Alagoas)
Celulares: (82) 9636.6531 (Tim) / 8158.8156 (Vivo).

* Fontes Pesquisadas: Fã Clube GARRAL / Blog – Arapiraca Legal / Site – Wikipédia, a enciclopédia livre / Catálogo – Musiclub / Revistas – Bizz, Caras, Manchete, Rolling Stone e Veja / Livro – Raul Seixas Por Ele Mesmo.

* Pedro Jorge de Melo (E-mail: pjorge-65@hotmail.com) é funcionário público municipal – Arapiraca/AL -, e um dos administradores do blog Arapiraca Legal.

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RETRATO DE MÃE

Uma simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus;
Pela constância de sua dedicação, tem muito de Anjo;
Que, sendo moça, pensa como uma anciã;
Sendo velha, age com todas as forças da juventude;
Quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida;
Quando sábia, assume a simplicidade das crianças;
Pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama;
Rica, empobrece-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;
Forte, estremece ao choro de uma criancinha.
Fraca, entretanto, se alteia com a bravura dos leões;
Viva, não lhe sabemos dar valor,
Porque á sua sombra todas as dores se apagam;
Morta, tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, E dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios…

[ Fonte: Revista “Cavaleiro da Imaculada”, janeiro de 1996 ]

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Foto: Deus me deu Você para que eu me enxergasse, para manter-me forte e ajudar-me a tocar em frente. Deus me deu Você  para partilhar meu coração e minha alma, para trazer-me coragem e esperançaDeus me deu Você  para aceitar-me como sou,para entender minhas dificuldades, para que eu tivesse um mais um Amigo de Verdade. Deus me deu você para trazer-me lições, ajudar-me a crescer e fortalecer meu espírito. Deus me deu você para dar-me esperanças, clarear meus pensamentos e encorajar meus sonhos. Deus me deu você  para inspirar-me a ser melhor que eu possa, para mostrar-me a importância da verdade e da alegria de oferecer meu coração ao conforto de um outro coração. Deus me deu você para ensinar-me a deixar as tristezas de lado,para eu declarar-me vulnerável quando assim estou e para mostrar meu verdadeiro eu e minhas ocultas esperanças. Deus me deu Você para amar, para honrar, para assumir e entregar minha confiança da forma que eu sempre quis. ELE me deu VOCÊ porque tinha um plano: Fazer-me feliz! Eu e seu irmãozinho Yuri te esperamos ansiosos! Amo vocês meus filhos meu tesouro mais precioso do mundo ♥

ORAÇÃO DA GESTANTE

Senhor, um sonho grávido revelou-me
a revelação de um desejo íntimo: ser mãe.
Pulsa no âmago do meu ser a semente vital,
um broto inquieto que já brinca em meu ventre,
transformando-o em um mundo maravilhoso.

Fico imaginando, ó Deus, a emoção que sentirei
ao dar á luz esta criança e alimentá-la
com meu leite, dar-lhe banho, trocar-lhe as fraldas,
acalentá-la e ensiná-la a dar os primeiros passos.

Sei que a vocação materna impõe constante
dedicação, responsabilidade e amor, por isso,
aceito este sublime período de gestação,
com muita esperança e alegria.

Dá-me energia para estar em paz comigo mesma.
Abençoa todas as gestantes e as mulheres
que sonham, um dia, ser mães.

Eu te ofereço este novo ser que vive em mim
e que em breve irá me chamar
carinhosamente de mãe.

Peço-te, Senhor, que o abençoe. Amém!

Fonte: Orações – Paulinas.

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UM POUCO DE ANTÔNIO BORBA – Por Paulo Klein*

ANTÔNIO BORBA canta o que conhece e tem certeza, podendo prender-se ao poético convincente, carregado de sérias mensagens, ao romântico, que não tem época, ou ao ingênuo, que espelha as faces de todo um povo, sorrindo e encontrando piadas nas crises, nas faltas ou no caos. Borba conhece as barras e prefere escolher com toque da sensibilidade os recados que transmite. Ele tem passagens que mesmo passando, ficaram gravadas na história da música popular brasileira.

A dupla sertaneja Cascatinha & Inhana descobre o rapaz, Antonio Borba lá, pro lado de Varginha, onde nasceu nas Minas Gerais, e em 1959 ele chega a São Paulo-SP, apresentado pela dupla ao meio artístico nacional.

Programa César de Alencar, pela Rádio Record: a primeira grande chance de Borba, mas por engano colocam-no quadro Escala Musical Columbia, para calouros. E classificado em 2º lugar, sem direito a prêmio, mas um dos jurados , Walter Silva, detonador da Bossa Nova em São Paulo, contrata-o exclusivamente para seu programa Toca do Disco, consegue-lhe um contrato na Gravadora RGE e outro como crooner da Orquestra de Simonetti.

Cantar pro pessoal dançar juntinho, prá pular, prá se mexer. Uma escola primordial para qualquer cantor, e Borba interpreta em inglês, francês, italiano, samba, rock, valsa e chá-chá-chá,  sem faltarem os boleros, rumbas, calipsos e tangos.  Já sentia então que seu ideal era aquilo mesmo, CANTAR.  E, sabia que as concessões eram consequência de sua condição de principiante, mas nem por isso se distanciou nunca do aprimoramento intelectual, da expansão de suas possibilidades criativas.

Gravou na RCA  e, na linha romântica marcou seus pontos com Na Noite Que Se Vai, Minha Serenata e Amanhã, Amanhã, que lhe valeu o Troféu Chico Viola de 1968, pelo Disco Mais Vendido do Ano.

VIAJANTE: Circulou pelo Brasil de Sul a Norte, como crooner de orquestras com a de Carlos Pipper e Silvio Mazzuca ou em excursões junto a nomes como Agostinho dos Santos, Juca Chaves, Rosana Toledo, Dupla Ouro e Prata e tantos outros.

HISTÓRIA: Em seus shows pelo Brasil,  Borba costumava convocar algum talento local para uma breve apresentação no palco. Em Três Pontas, ao convidar um voluntário, viu chegar até ele um moço vestindo camisolão de algodão, que tocou acordeon e depois solou ao violão e cantou Malagueña. Esse bom rapaz, que já tinha paixão pela música latina, tornou-se grande amigo de Borba e se converteria num nome universalíssimo na arte musical: Milton Nascimento.

PAUSA: Resolvido a dar um tempo ao tempo e a revisar seu repertório e sua carreira, Borba afastou-se durante certo tempo do disco, mas não da música. Passou a promover shows e excursões de outra ilha de criatividade no mar de enganadores que prolifera em nossa música: Hermeto Paschoal. E, foi ainda o responsável , entre muitos outros, por um encontro inédito na MPB – o show Samba no Chão, que motivava o encontro do samba carioca (representado por Nelson Cavaquinho e Beth Carvalho) e o samba paulista (com seu representante único e supremo, Adoniram Barbosa e o conjunto Demônios da Garôa). Fazendo a ligação, Borba, interpretando músicas inéditas dos dois compositores.

Borba teve tempo prá pensar e volta agora prá valer, primando acima de tudo por um repertório que transmita verdades com objetividade. Por isso escolheu compositores como Milton Nascimento, Luiz Melodia, Caetano Veloso, Paulo César Pinheiro, Vinícius e Toquinho, sem deixar de relembrar com brevidade de seus antigos sucessos,  mesmo os bolerões, que numa seleção chegam até Dois Prá Lá Dois Prá cá, de João Bosco e Aldir Blanc.  E, há ainda o que o próprio Borba está compondo, como o brejeiro, alegre e muito terra-terra Viola do Vovô, um maxixe, ou Menino de Ouro, uma espécie de canto sacro ou o samba Vamos Festejar.

ETA BORBA VELHO DE GUERRA! Com um repertório destes, com uma cabeleira grisalha, enrustindo juventude, peito que se estufa para desalojar um canto grave e que vem lá do fundo, Borba acaba de gravar com o objetivo de exaltar uma classe, o Pintor de Parede – título de uma das suas nova composições , e que deverá ser a principal do espetáculo Mão de Obra, que abordará o homem que trabalha,que constrói, e nem sempre é lembrado.

PORTO ALEGRE tem o privilégio de assistir Antonio Borba em seu novo rumo, onde a consciência artística se une a uma imagem calma e honesta. E Borba chega com uma outra novidade para a cidade, o Hobby Show Bar Chopp e Restaurante,que segundo os bons recados já é de primeira: local aconchegante para 170 pessoas, música essencialmente ao vivo, truques e efeitos musicais, e … chopinho gelado em canecas térmicas. Acompanhando Borba, o grupo Máquina do Som. E que os gaúchos amem e curtam neste cantinho paradisíaco.

* Nota: Adaptado do texto de PAULO KLEIN, agosto de 1975 – Jornalista – Diário do Grande ABC.

[ Fonte: http://www.cantorantonioborba.blogspot.com.br/ ]

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                                                                                         Sílvio Brito, Padre Zezinho,scj e Pedro Jorge
[ Estádio Arnon de Mello, Santana do Ipanema/AL – agosto, 1996 ]

O INCÔMODO DIVÓRCIO ( “Utopia” ) – Por Padre Zezinho, scj*

Aconteceu mais de dez vezes. Por isso penso ser hora de me pronunciar. Escrevi, em l974, uma canção chamada “Utopia”. Correu mundo e já foi cantada em mais de 40 países. Quase não há recanto do país onde não se cante. Nela, há uma frase final: “Se os pais amassem, o divórcio não viria!”. A palavra difícil é “divórcio”. Há quem a modifique. Parece palavra dura demais para alguns cantores, cantoras e editores!

A maioria dos cantores a canta, mas sei de uns 30 que se negam a cantá-la nos shows ou gravações. Mudam minha letra para “tudo isso não viria”, ou para “tanta crise não viria” ou ainda, para “a distância não viria”. Não sei os motivos, mas um deles me explicou que mudara a palavra porque não gostaria de conflitar com os divorciados na gravadora onde trabalhava. Eles não a divulgariam, porque quatro deles eram divorciados…

Reagi dizendo que então ele deveria compor a dele e não modificar a minha! Não componho canções, nem para vender milhões de CDs, nem para agradar a todos os ouvidos, da mesma forma que os Evangelhos não foram escritos apenas para agradar. Os autores dos Evangelhos assumem a controvérsia. Deixam claro que Jesus propôs, em palavras claríssimas, que, com Ele, a Lei seria bem mais exigente (cf. Mt 19,3-12). A doutrina é dura. Cantar o que Jesus disse parece-me dever do cantor cristão.

Se alguém quiser mensagem mais amena deve compor sua própria melodia e canção. No meu caso, mesmo tendo grandes amigos e até familiares que se divorciaram, sei que há outras formas de ser carinhoso e gentil com eles, sem modificar a doutrina da Igreja. Ser amigo não é concordar em tudo! Meus amigos sabem disso! Eles também não concordam em tudo comigo, por que haveria eu de concordar com eles em tudo?

Direito meu – O texto foi escrito para dizer que, se o casal se amasse ao ponto do sacrifício, lutaria mais pelo seu casamento e, se ambos amassem a este ponto, fariam de tudo para não se divorciar. Acontecer acontece, mas nossa sociedade tornou-se condescendente por demais na questão do “estar bem!”. Em alguns países alguém pode se divorciar em questão de dias ou de horas!

Que a canção faz pensar, não restam dúvidas! Sei disso pelas cartas e e-mails que recebo. Alguns textos são para ofender. A maioria, porém, é para agradecer pela canção que os levou a repensar seu casamento. Jesus poderia ter abrandado a questão do divórcio. E, Ele amava como ninguém jamais amou! Se Ele, amoroso como era, não abrandou, não serei eu a abrandá-la. Continuarei cantando que “se os pais amassem, o divórcio não viria”. Quem quiser cantar minha canção está proibido de mudar a letra! Em dois casos, os cantores retiraram a canção de seu álbum. Direito deles, direito meu! Comunicar nem sempre rima com amenizar. Mudar o texto não muda o contexto!

* Padre Zezinho é sacerdote, escritor, compositor e cantor.

Fonte: Família Cristã 906 – Junho/2011

[ Fonte (link): http://www.paulinas.org.br/familia-crista/?system=news&id=5056&action=read ]

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O RÁDIO, O RADIALISTA E O OUVINTE ( Homenagem aos Colegas Radialistas )
Por Sílvio Brito* ( São Paulo, 25 de setembro de 1990 )

O RÁDIO é o veículo de comunicação, que através do milagre da física, tem uma magia e uma força indescritíveis. Quando usado com dignidade, respeito e sobretudo responsabilidade, tem beneficiado milhões de pessoas, cumprindo assim o seu verdadeiro papel. Quando ao contrário, como todo invento, é pior que a bomba atômica, destrói até a Cultura de um povo.

O RADIALISTA é o verdadeiro mágico que se transforma em vários personagens: Irmão, pai, filho, conselheiro, confidente, porta-voz. Através de sua comunicação ele tem o dever sagrado de responsabilidade mesmo quando diverte o ouvinte. Ele sugere, cobra, critica, elogia, agradece, ora, respeita a figura humana de cada um, sem vê-los. Uma força emana do seu interior. Algumas vezes se emociona, chegando ás lágrimas. Prova de que a alma existe!.

O OUVINTE escuta as músicas que ele divulga, informa-se com a notícia, participa, emociona-se, contesta, aceita, vibra e se entrega no dia a dia, através daquela voz que ecoa no espaço infinito, que pode ser captada em outras galáxias. É o milagre audível do fenômeno da comunicação. É mais uma prova concreta da existência do Criador, através do dom e da missão da criatura: o de se comunicar!

* Sílvio Brito é cantor, compositor, multiinstrumentista, apresentador de TV e radialista.

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ERNANDE MOREIRA – ANEDOTAS DE GRAÇA
Por Valdir Oliveira*

O Nordeste está repleto de contadores de histórias e também de (re)contadores, aqueles que dão novos significados a causos ou anedotas a partir de suas visões pessoais. Impossível se contar uma piada duas vezes da mesma maneira. Cada pessoa também encontra seu jeito próprio de contar uma anedota. Alguns dão show de interpretação, outros nem tanto e, mesmo assim, a plateia ri para não deixar o contador em “maus lençóis”. Quem arranca risos normalmente conta de novo e não mais para o mesmo público. Replica a piada para os mais próximos ou mesmo para um indivíduo que encontra no caminho.

Na solidão, na depressão, no desengano ou na hora da raiva uma boa piada, contada por um bom contador, é capaz de curar qualquer chaga sentimental. E quem nunca se deliciou com uma boa piada, pudica ou picante? Quem nunca escutou aquela piada contada baixinho (para quem está do lado não ouvir), ou aquela escancarada que atesta ao contador a fama de figura engraçada?

O bom da piada mesmo é quando ela é contada sem amarras, de forma despojada e transgressora, passando por cima de todo o nosso lastro conservador. Seja do Juquinha ou do “Seu Zé” da esquina, a boa piada é aquela que consegue arrancar a gargalhada e, melhor ainda, quando toca fundo em um problema social e, logo depois nos deixa pensativos, tirando lições para a vida.

Toda essa introdução foi para chegar a um personagem que muitas vezes me fez rir nas ruas de Arapiraca. Seu nome: Ernande Moreira Bezerra, natural de Palmeira dos Índios. Já morando em Recife e depois em Olinda, sempre o visitava nas minhas idas a Alagoas nas décadas de 80 e 90. Como plateia que busca o riso do palhaço no picadeiro, eu ia me deliciar nas anedotas do Ernande, nas dele e nas que ele arrancava dos lugares por onde andava.

Até que um dia me procurou para reunir as anedotas em um livro que ganhou o nome da serra onde nasceu em Palmeira dos Índios “Candará – Estória Que Ouvi Contar”. Trinta e quatro piadas, 34 capítulos, 34 gargalhadas. Ele me passou cada uma, dei uma arrumada assinando a redação final. E o que tinha de picaresco, de safado e de erótico ficou porque se não fosse assim não poderia ter a assinatura do Ernande. Safado no bom sentido e com um componente psicossocial de grande relevância. Um livro com a coragem de um cabra macho do interior das Alagoas, lançado sem pudor em 1997. Transcrevo, a seguir, a anedota “Mudinha”, da página 11 do livro Candará:

Dois Riachos. Numa de suas ruas, a mudinha Salete sai à frente da casa, abre o vestido e mostra os seios para Joãozinho que, no momento, joga pelada com outros colegas. O menino não vacila e baixa logo seu calção mostrando-se para a mulher.
– Escândalo, pecado da pior marca – conclui o padre recém-chegado ao município. Fica tão desnorteado com tamanha indecência que suspende a barra da batina e volta em disparada para a casa paroquial.
– Ai, minha filha, estou horrorizado com o que acabei de ver nesta cidade. Uma mulher exibiu seus seios para uma criança de aproximadamente 13 anos e o menino, também impuro, mostrou os documentos para ela. É o fim do mundo.
– Ah, padre, não se preocupe. É minha irmã Salete, a mudinha. Ela deve ter mandado o filho ir buscar leite e ele, tarado por bola, deve ter respondido: “morro no pau mas não vou, só quando terminar o jogo”.
– Ah, entendi!

Mas o Ernande, que faleceu em 2005, foi muito mais do que um contador de piadas, ele era extremamente humano. Era um defensor inconteste da cultura arapiraquense. Vibrava com as pessoas que produziam arte e artesanato, fosse cordelista, ceramista, artista da madeira, da música ou do livro. Acolhia a todos com um sorriso e com uma piada. Talvez por isso não esquecemos dele como uma pessoa do riso. Não usou a maquiagem nem a fantasia de palhaço, mas era como um desses artistas e por isso terá sempre o nosso respeito e admiração. Viva a alegria do Ernande!

* Valdir Oliveira é professor universitário, radialista, apresentador de TV, escritor e jornalista arapiraquense.

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MINHA MÃE, MINHA GUERREIRA – Por Gilvan Nunes ( 27 de agosto de 2013 )*

Hoje é uma data especial. Hoje é aniversário de minha mãe. Se estivesse viva estaríamos comemorando os seus 71 anos. Há oito anos ela nos deixou e a saudade que sinto hoje ainda é grande. Ela deixou uma lacuna, um vazio em nossas vidas, de toda a família e dos muitos amigos, até hoje não preenchida.

Tem uma frase que sintetiza bem o amor dos pais em relação aos filhos. “Filhos são como navios… E o lugar mais seguro que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali”. Verdade mãe, mas com sua partida perdemos o nosso “Porto Seguro”. Sempre foi bom voltar e dizer aos irmãos “nos encontraremos na casa da mamãe”. Isso não existe mais, perdemos a referência do amor materno. Ela se foi mas ficou o exemplo de uma mulher determinada, guerreira, lutadora e altruísta. Primeiro os outros, depois ela. Fez isso com todos os filhos, fez isso com o papai. Se preocupou em cuidar da saúde dele em detrimento da dela.

Severina Nunes Amorim, fostes uma fortaleza, uma mãe exemplar, uma esposa de um amor extremo, uma amiga que sempre teve a mão estendida a quem precisava. Mas também uma mulher valente. Todos da Olavo Bilac lhe conheciam pelo carinho, dedicação e abnegação! Meu pai, caminhoneiro, vivia no mundo, e você a cuidar da gente, a fazer mágica com o pouco que tinha em casa, com seis filhos para criar.

Sinto saudade da mãe que me ligava a qualquer hora, sem mais nem menos. Só para saber como eu estava. Para dizer que a gravata que usei estava linda, que a entrevista tinha sido muito boa, ou que alguém de Arapiraca/AL perguntou por mim. Que bastava saber que eu estava doente para arrumar uma desculpa para vir a Maceió/AL, me trazer a presença e o carinho que só uma mãe tem o poder celestial de oferecer. E, do mesmo modo voltar correndo para ficar ao lado do meu pai. “João está precisando de mim”. Na verdade mãe, todos nós sempre precisaremos de você. Mesmo em espírito!

Sinto sua falta minha mãe. Uma saudade que ainda hoje me toca e que me faz sofrer com essa ausência. Você que sempre me deu força, que sempre acreditou em mim e nos meus sonhos!
Obrigado minha mãe! Obrigado minha guerreira!

* Gilvan Nunes é radialista e jornalista arapiraquense.

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CANTORES DE DEUS- Por Grupo Cantores de Deus (Dalva Tenório, Karla Fioravante, Suely Ferreira e Luan & Vanessa)

A maioria dos cantores canta o amor. Não existe nenhum que não o tenha cantado ou cante. E, são poucos os cantores que não cantam a vida ou a alegria, a família ou a paz. E, há grupos que, com suas canções, ajudam a dançar, a rir, a protestar e a orar… De samba, de reggae, de rock, de música sertaneja, de afro-brasileira. Há os eruditos que cantam canções sofisticadas em óperas e recitais. São os cantores líricos. Há os que cantam música mais fácil e mais acessível ao povo. Também há os grupos de canções religiosas. Nós fazemos parte de um dos muitíssimos grupos católicos que escolheram anunciar Jesus, cantando. Cantamos a música de sabor popular. Queremos chegar ao povo e levá-lo a cantar conosco.

Cada grupo se dá um nome. Os cantores que acompanhavam o Pe. Zezinho pelo Brasil e pelo exterior chamavam-se Ágape, Kerigma, Nova Geração ou, simplesmente, o Grupo. Cantavam músicas de família, de amizade e de Deus, mas não tinham nome. Por onde passavam as pessoas perguntavam qual era o nome do grupo. Brincando, eles respondiam: “Somos cantores de Deus. Cantamos um pouco de tudo que fala dele”. Um dia foi publicada uma entrevista com a seguinte manchete: “Pe. Zezinho e os Cantores de Deus cantarão hoje á tarde”. Foi ali que começou este nome. Já somos a terceira geração dos Cantores de Deus.

Não nos achamos mais cantores de Deus do que os outros. Mas já que em geral, onde vamos, as pessoas nos dão esse nome, resolvemos assumi-lo. Ter esse nome não nos faz melhores do que os outros jovens cantores da nossa Igreja ou de qualquer Igreja. É apenas um nome que nos deram. Isso nos obriga a trabalhar ainda mais, cursar faculdade de arte e música, ler mais, ouvir mais o nosso povo e a nossa Igreja, para que o nome de Deus seja bem louvado e o povo se reúna cada dia mais atento e mais feliz para ouvir e cantar os seus louvores.

Pelo sim, pelo não, aqui vamos nós, dispostos a aprender e decididos a cantar o que sabemos, como sabemos e do jeito que sabemos. Ficaremos felizes se nosso canto lhe agradar.

[ Fonte: Encarte do CD “Cantores de Deus – Em Verso e em Canção”, Paulinas – COMEP ]

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LANÇAR UM CD INDEPENDENTE
Por Antônio Cardoso (Cantor e compositor de música católica)*

Particularmente, nunca vivi essa experiência, mas isso não impede que quase todos os dias eu veja experiências tão cruéis. O que faz uma pessoa vender seus bens pessoais, pegar dinheiro emprestado ou até mesmo vender a sua própria casa para se lançar como cantor?

Todos os dias eu vejo sonhos desfeitos e grandes desilusões na vida de pessoas que só queriam mostrar o seu talento porque poucas pessoas sabem o que está por trás do lançamento de um disco num País de dimensões continentais como o Brasil.

Gravar um CD
É a parte mais fácil. Com um pouco de dinheiro e um simples estúdio é possível concretizar esta parte.

Divulgar um CD
Com um pouco de dinheiro e um círculo de amizade nos meios de comunicação sociais também é possível se fazer alguma coisa.

Distribuir Comercialmente um CD
É a parte mais difícil. Parece até coisa de fim de mundo. Sabe como é o fim do mundo? Você tem dinheiro para comprar comida e não há comida nas prateleiras para se vender. Com a distribuição comercial de um CD é mais ou menos assim. Existem centenas de lançamentos todos os meses no Brasil e não há lugar nas prateleiras para todos os CDs. É natural. Precisaria que uma loja de CDs fosse como um grande supermercado de discos para caberem todos os lançamentos. Aí muita gente pergunta: como, então, é feita a distribuição comercial dos CDs que estão nestas lojas? Algumas grandes gravadoras se juntaram, montaram uma grande distribuidora e consequentemente naqueles espaços das prateleiras só cabem os produtos dos seus selos. Aí muita gente pergunta: e se eu resolver colocar o meu CD numa rede de lojas de um amigo? Você pode até conseguir colocar o seu CD nas lojas do seu amigo, mas jamais nas lojas que compõem o mercado nacional. Há até casos de cantores e compositores que são conhecidos nacionalmente e não encontramos os seus discos nas lojas.

O grande desafio é convencer um artista que colocou todos os seus sonhos numa obra e tentar explicar para o mesmo que o sonho pode terminar na gravação ou, no máximo, na divulgação de suas canções.

Gostaria de deixar claro que sonhar é direito de todos. Por outro lado é preciso sempre colocar os pés no chão. A produção de um disco é parte de um processo que necessita de uma retaguarda. Podemos chamar esta retaguarda de gravadora, cooperativa, associação, fundação, etc.

Sei que muitos que estão lendo este artigo devem estar se perguntando: quem é o Antônio Cardoso para dizer que eu não devo jogar minhas economias no projeto de meu disco?

Tenho 22 anos de estrada. Já vi de tudo e nada me machuca mais como músico do que ver pessoas envelhecendo sem desconfiômetro. De qualquer forma, gostaria de oferecer algumas pistas:

1) Se a sua música é boa de verdade (não importa o gênero), mostre para pessoas que também conhecem um pouco de música. Não vá pelos aplausos dos seus “amigos”;
2) Se há um sonho de gravar um CD, você tem recursos e não há uma gravadora interessada, proponha uma parceria com uma editora, com uma gravadora, com uma associação. Faça uma parceria de conveniência, mas não entre sozinho nessa. Você queima sua obra e queima também o seu sonho;
3) Procure focalizar o trabalho musical para um público que você acha mais próximo;
4) Tente acontecer regionalmente. O primeiro passo para quem deseja ser reconhecido nacionalmente é ser reconhecido no lugar onde vive. Essa história de que santo de casa não faz milagre não é bem assim. Quando a gente não consegue vencer barreiras menores, só consegue vencer as maiores quando a sorte acontece dentro de uma grande aventura;
5) Se você deseja ser cantor religioso, não entre nessa sem formação. Música na Igreja é catequese, não é simplesmente diversão.
6) Ouça os comentários a seu respeito com humildade;
7) Procure estudar o máximo possível. Se você não der certo como músico, pode trabalhar em outra área sem deixar que a vida te humilhe tanto;
8) Reze bastante. A força da fé é fundamental em qualquer sonho;
9) Não marque o dia e a hora para o sucesso acontecer. O segredo de se viver bem é viver com serenidade. Nestas horas, a presença de Deus em sua vida é fundamental;
10) Recomece quantas vezes for necessário. É sinal que a velhice não chega simplesmente com o cansaço.

Existe aqueles que, sem regra nenhuma, conseguem fazer sucesso. São poucos para um universo de tantos talentos. Ficar esperando a sorte é uma coisa. A gente precisa ir à luta e de um jeito organizado e planejado. Esperando que o acaso aconteça ou simplesmente jogando como quem vai numa roleta russa, na maioria das vezes, é sofrimento na certa.

A música é algo divino. É o próprio Deus que se utiliza de uma linguagem terna e amorosa, muitas vezes para dizer coisas duras. Vá à luta, meu irmão. Mas não morra antes da hora. Você também é muito importante como PESSOA!

[ Fonte: http://www.portaldamusicacatolica.com/antonio_cardoso_03.asp ]

* CONTATO – Antônio Cardoso
E-mail: cardososhow@linsnet.br

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JOSÉ VARELLA/Agência Estado

DONA LEDA COLLOR: FILHA, ESPOSA E MÃE DE POLÍTICOS
Por Pedro Jorge*

“Dona Leda faz jus ao sangue alemão que carrega e á educação que recebeu quando viveu na Europa, durante o exílio do pai. É uma mulher discreta, educada e com princípios rígidos. Ela não é prolixa, ao contrário, é muito objetiva, determinada e franca. Leda adora ler e presentear livros aos amigos. Nunca a vi irritada. Ela é o tipo de amiga certa para os momentos mais difíceis”.
Gilda Meire de Lima
[ Fonte (frase): Revista “Domingo” – Jornal do Brasil, 13 de maio de 1990 ]

No passado a maioria absoluta das pessoas costumavam pronunciar erroneamente a seguinte frase: “Atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher”. Atualmente esta afirmação foi corrigida e se pronuncia – corretamente, ao invés de “atrás” ao “lado”. A figura ímpar que presto um tributo neste artigo, viveu intensamente ao lado de três políticos brasileiros: o primeiro foi seu pai, o segundo seu esposo e o terceiro foi seu filho.

Exalto a figura altruísta da saudosa Dona Leda Collor de Mello (falecida em 25 de fevereiro de 1995), por ela ter sido uma das mulheres de personalidade mais marcantes da História de nosso País. Perseverança, determinação e coragem foram as suas três principais qualidades. Filha de político e jornalista, seu pai – Lindolfo Collor (4 de fevereiro de 1890 — 21 de setembro de 1942), foi o autor da primeira Legislatura Trabalhista do País e comandou por 15 meses o Ministério do Trabalho de Getúlio Vargas, antes de se rebelar contra o Governo e, se associar ao Movimento Constitucionalista. Nessa época, Dona Leda tinha 15 anos e, desde então, sua vida jamais se desvincularia da Política; seu esposo – Arnon de Mello (19 de setembro de 1911 — 29 de setembro de 1983), foi deputado federal, governador de Alagoas e senador e seu filho – Fernando Collor de Mello (nascido em 12 de agosto de 1949), foi presidente do Brasil de 1990 a 1992 e, atualmente é senador.

Além de Fernando Collor ela foi mãe de mais quatro filhos: Leopoldo, Leda Maria (“Ledinha”), Ana Luíza e do saudoso Pedro Affonso Collor de Mello (falecido em 19 de dezembro de 1994). Minha mãe, Dona Dalva Melo (10 de março de 1924 – 5 de março de 2005), foi uma das milhares de pessoas que teve o auxílio de Dona Leda em um momento de extrema necessidade. Segundo minha mãe me contou, no início dos anos 1950, seu esposo – o saudoso Sr. Sebastião Nunes da Silva, fora acometido de uma grave doença (tuberculose) e minha mãe ao chegar em Maceió-AL (vindos de Arapiraca-AL), a procura de um tratamento especializado, todos os hospitais “fecharam” as portas para ele. Se hoje existe dificuldade em atendimento médico-hospitalar pelo SUS (Sistema Único de Saúde), imagine naquela época. Então, minha mãe, se dirigiu até a residência de Dona Leda e ela prontamente a atendeu na qualidade de integrante da (extinta) LBA (Legião Brasileira de Assistência), concedendo a minha mãe uma “ordem” para que o Sr. Sebastião fosse hospitalizado – a qual foi prontamente atendida.

Em uma reportagem especial dedicada a Dona Leda Collor, publicada na revista “Domingo” , encartada no Jornal do Brasil, datada de 13 de maio de 1990, dia em que se comemorava o Dia das Mães – assinada pelas jornalistas Cristiane Samarco e Márcia Vieira, Dona Leda diz que “Filhos são setas que a gente põe no mundo e elas se espalham”. O mesmo texto relata que ela não disfarça um brilho especial nos olhos quando o assunto é seu pai – Lindolfo Collor, e que há quatro anos ela começou a planejar uma série de homenagens para seu genitor a quem ela nutre um carinho muito especial e o idolatra. Em 1990, se vivo estivesse, ele comemoraria 100 anos de vida. “Não se trata de uma filha querendo recuperar a memória do pai, mas de se fazer justiça histórica, dando a Lindolfo Collor o lugar que lhe é de direito”, enfatiza carinhosamente.

Continua a reportagem relatando que Dona Leda – com o e aberto, como ela exigia, só ficava zangada quando era chamada de Lêda – com o e fechado. “Se alguém a chamava assim, ela corrigia de imediato dizendo que era Léda”, conta o padre Almeida do Colégio São Vicente de Paulo e, que ela conheceu o jovem Arnon de Mello – jornalista alagoano, enviado especial do jornal em que trabalhava para fazer a cobertura do movimento Político no Sul e, acabou parando na Casa dos Collor.

De acordo com um artigo publicado no caderno Saber – Especial Dia da Mulher, encartado no jornal Gazeta de Alagoas, em 9 de março de 2013, ao longo dos anos, a OAM eo IAM (Organização e Instituto Arnon de Mello) têm prestado relevantes homenagens á mulher alagoana – não só no dia 8 de março, mas em outras oportunidades. No ano de 2001, por decisão do presidente do IAM, Fernando Collor, foi criada a Medalha Cultural Leda Collor de Mello, destinada a homenagear personalidades de Alagoas por ocasião da Semana Arnon de Mello. A partir de 2013, esta Medalha passou a ser outorgada no mês de março. Cada uma das ilustres agraciadas têm relevantes serviços prestados ao desenvolvimento cultural do nosso estado.

* Pedro Jorge de Melo é funcionário público municipal em Arapiraca-AL, e um dos administradores do Blog Arapiraca Legal.

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Artigo da Semana: De 28  de abril a 4 de maio de 2013.

UMA LIÇÃO DE AMOR
Por Pedro Jorge e Simone Santos de Melo*

O filme Uma Lição de Amor (I Am Sam) começa com Sam Dawson (Sean Penn) – Um adulto com a idade mental de sete anos de idade, trabalhando em uma lanchonete. Logo em seguida, ele vai até a maternidade onde uma prostituta que ele teve um relacionamento e lhe deu abrigo em sua residência, dá a luz a uma menina e na saída ela os abandonam e, ele fica com a responsabilidade de criar a sua filha sozinho. Com a ajuda de seus amigos, que também são especiais, Sam consegue fazer dos primeiros anos de Lucy (Dakota Fanning) uma infância cheia de muita alegria e amor. Por ser fã da banda inglesa The Beatles, ele registra a criança com um nome em homenagem a um dos sucessos dos Beatles.

A sua vizinha Annie lhe dá diversas dicas práticas de como lidar com a sua filha: colocar fraldas, alimentá-la, horários de dormir e outros cuidados. Ele sempre agradece a todos por tudo que eles faziam por sua filha. Sam tem paciência com Lucy e a trata com bastante carinho e, a menina na medida em que crescia ia percebendo que o seu pai era uma pessoa especial e sempre corresponde o amor que ele tem por ela. O filme surpreende por abordar diversas situações entre a integração e a inclusão social, mostrando os conflitos entre as pessoas preconceituosas e as que não tem preconceitos.

Em um determinado momento o Serviço de Proteção á Infância, percebendo as limitações de Sam e por ele ser pai solteiro alega que ele não tem capacidade para dar continuidade a educação e o crescimento de sua filha. A partir de então, Lucy é encaminhada para uma instituição de abrigo para menores enquanto sai a decisão judicial se o seu pai biológico, Sam, permanece cuidando dela ou se ela deverá ser adotada.

Depois de muita insistência ele consegue uma renomada advogada, Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), para defender o seu direito. Ao perceber que ele não tinha condições financeiras de pagar os honorários, ela decide ajudá-lo gratuitamente. No decorrer dos contatos entre os dois, ela fica cada vez mais apegada e com afeição pela causa e, pela lição de amor que ambos estão compartilhando.

A advogada o defende com bastante firmeza, pois acredita – apesar das limitações dele, na sua capacidade de cuidar e acompanhar o crescimento de Lucy, não só por sua perseverança e carinho, mas no amor recíproco entre pai e filha. A cada audiência ela mostra que o amor que os une supera todos os obstáculos existentes.

Apesar de todos os esforços de Rita Harrison, a Justiça consegue que a menina seja adotada por um casal que não tem filhos. Na busca incessante de Sam em ficar próximo de sua filha, ele resolve se mudar para perto da casa dos pais adotivos de Lucy. Em várias madrugadas, ela sai ás escondidas e vai para a residência de seu pai biológico. Em uma determinada noite, ao observar uma nova tentativa de fuga da criança e, percebendo o carinho que ela nutre por seu verdadeiro pai, a sua mãe adotiva resolve levá-la para a casa de Sam. No final ele consegue a guarda definitiva de sua filha.

Este filme demonstra que o amor verdadeiro supera todas as barreiras. Acredito que a lição de carinho recíproco, transmitida neste ótimo drama ficcional conseguirá tocar e sensibilizar os corações e as mentes de todos que tiverem a oportunidade de assisti-lo.

* Pedro Jorge de Melo é funcionário público municipal (Arapiraca-AL) e um dos administradores do Blog Arapiraca Legal  e Simone Santos de Melo é professora.

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Artigo da Semana: De 14 a 20 de abril de 2013.

SÍLVIO BRITO EM FAMÍLIA
Por Pedro Jorge*

O cantor, compositor, multi-instrumentista e apresentador de TV Sílvio Brito, iniciou as suas atividades artísticas ainda criança no Sul de Minas Gerais (Três Pontas/MG), a convite do Padre Honório – em um programa de rádio. Aos nove anos de idade apresentou uma atração infantil em uma emissora de TV, de Brasília/DF, e aos dez anos gravou o seu primeiro disco. Na adolescência montou um conjunto de baile – Os Apaches, em Varginha/MG.

No final dos anos 1960, teve a sua grande oportunidade ao conhecer o Padre Zezinho – seu padrinho musical, e a convite dele fez os arranjos e tocou vários instrumentos musicais em alguns discos do “Padre-Missionário”. Em 1974, ao gravar o seu primeiro LP  -com divulgação a nível nacional, emplacou o sucesso Tá Todo Mundo Louco e se tornou um dos maiores ídolos populares da época, conquistando, inclusive, o seu tão sonhado primeiro disco de ouro. Logo em seguida, em 1975, foi convidado para comandar, ao lado de Fábio Jr., o programa Aleluia: uma releitura do Jovem Guarda.

Sílvio Brito emplacou diversos sucessos nos anos 1970; principalmente a trilogia Tá Todo Mundo Louco, Espelho Mágico e Pare o Mundo Que eu Quero Descer, toda no estilo do inesquecível Raul Seixas – O eterno “Maluco Beleza”. Estes e outros êxitos musicais lhe renderam três discos de ouro e todos eles marcaram época e são lembrados, até hoje, por todos os amantes da boa música brasileira. Ele também venceu, na década de 70, dois festivais de música nos “países hermanos”: Uruguai e Argentina.

Outros fatos importantes no currículo artístico de Sílvio Brito foi a conquista como vice-campeão, com 24 vitórias consecutivas, no quadro Qual é a Música? do programa Sílvio Santos; a 2ª colocação, em 1989, no 1º Festival Rímula de Música Regional e nos anos 2000 conseguiu o 2º lugar no Rei Majestade, com a votação de telespectadores de todo o Brasil. Todos estas atrações foram exibidas pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televisão).

Atualmente, ele apresenta, como diria o Padre Honório: “Esplendidamente Bem!”, o programa Sílvio Brito em Família, ao lado de sua esposa, Margarita Rivas, e de suas duas filhas; Marysol e Clarissa. Nesta atração musical já passaram grandes nomes de nossa música: os sertanejos – Sérgio Reis, Inezita Barroso, Jayne, Sula Miranda e Andréa Faria; os representantes do Jovem Guarda -Jerry Adriani, Martinha, Os Vips e Ronnie Von; os populares-românticos – Amado Batista, Nilton César, Gilliard e Cláudia; os sambistas – Luiz Ayrão, Luiz Américo e Jair Rodrigues; os artistas internacionais – Fred Rovella e Patrick Dimon; o cantor e compositor José Wilson (Parceiro musical de Fernando Mendes e Sílvio Brito); os covers de Tim Maia, Elvis Presley, Roberto Carlos e do próprio Sílvio, e outros importantes ícones populares.

O imperdível programa Sílvio Brito em Família vai ao ar aos sábados, ás 22h, pela Rede Vida de Televisão – “O Canal da Família”. Não perca esta atração televisiva, que além do carisma de seus apresentadores e da qualidade musical dos cantores e músicos convidados, sempre presenteia a todos os telespectadores com belíssimas mensagens de paz, esperança e amor.

SAIBA MAIS

Blog: http://cantorsilviobrito.blogspot.com.br/

Site: http://www.silviobrito.com.br/

CONTATOS PARA SHOWS – Sílvio Brito
Telefone: (11) 5572.6301
E-mail: silviobrito@silviobrito.com.br

* Pedro Jorge de Melo é funcionário público municipal em Arapiraca/AL, e um dos administradores do blog Arapiraca Legal.

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Seba

Crédito da foto: Arquivo pessoal de Kermeson (neto de “Seba”)

Artigo da Semana – De 10 a 16 de fevereiro de 2013.

TRIBUTO A SEBASTIÃO BRAZ DE MELO, O POPULAR “SEBA” /  Por Pedro Jorge*

Sebastião Braz de Melo, conhecido como “Seba”, nasceu em Caruaru/PE em 8 de agosto de 1936. Ele chegou no ano de 1958, em Arapiraca/AL, através de um convite feito por ”Cural” (na época goleiro do ASA) para fazer parte do elenco do Alvinegro arapiraquense, time este que está atualmente representando o nosso Estado na Copa do Nordeste e, ainda este ano irá participar do Hexagonal do Campeonato Alagoano, da Copa do Brasil e da série B do Campeonato Brasileiro.

“Seba” jogou na decisão do Torneio do Interior, competição também conhecida popularmente como Torneio do Boi, na posição de zagueiro central e ajudou o ASA a ser campeão deste evento esportivo. O zagueirão “Seba” tinha 1,86 m. de altura. Ele excursionou com o ASA, em 1960, por algumas Cidades dos Estados de Pernambuco e Paraíba e, ajudou o Alvinegro ganhar todos os jogos amistosos em que disputou.

Sebastião Braz de Melo além de suas atividades como atleta profissional também participou ativamente da vida cultural e social de nossa Cidade. Foi ele quem fundou a primeira escola de samba de Arapiraca: a Gigantes do Ritmo. Ele sabia tocar todos os instrumentos musicais pertencentes a uma escola de samba e, também foi o compositor do samba-enredo intitulado Iracema, a Virgem dos Lábios de Mel. Como músico também teve a oportunidade de se apresentar ao lado de grandes nomes da música nordestina, como Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva, Zé do Rojão e outros.

“Seba” trabalhou na Rádio Novo Nordeste AM, como motorista e comentarista esportivo e na 96 FM como motorista, vendedor de anúncios publicitários e, também participava de alguns programas da emissora contando causos e piadas. “Seba” faleceu no dia 17 de julho de 2004, em um acidente automobilístico na rodovia AL-115 – Município de Arapiraca, juntamente com mais quatro pessoas, quando seguia para a Cidade de Caruaru, interior do Estado de Pernambuco. As outras quatro vítimas que faleceram neste trágico desastre foram as seguintes: Eniraldo Oliveira de Almeida (empresário e proprietário da CONCRENORTE e do veículo); Alberto Luiz Dias Ferreira  (Topógrafo da Prefeitura Municipal de Arapiraca) e os funcionários da empresa de Eniraldo, João Ursolino e Vandicley Félix Barbosa. “Seba” ainda saiu com vida do impacto, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu na mesa de cirurgia da Unidade de Emergência do Agreste.

Ele deixou o seu legado de paz, alegria e cultura para os seus familiares e para todos os arapiraquenses que tiveram a oportunidade de conhecer a sua trajetória como atleta do ASA, artística e profissional. Compartilho esta singela homenagem póstuma com o seu filho, o músico Edílson Melo do grupo Art-Choro e, com todos os seus amigos e familiares.

Nota A primeira foto que ilustra este artigo foi cedida gentilmente por Kermeson, neto do saudoso “Seba”.

* Pedro Jorge de Melo é funcionário público municipal em Arapiraca/AL, e um dos administradores do blog Arapiraca Legal.

1962 – Equipe do ASA de Arapiraca/AL que veio a Maceió/AL para um jogo com a seleção alagoana no campo do Mutange.
Em pé: Ceba. Olímpio. Acebílio. Curau. Cicão e Lourinho.
Agachados: Panguela. Santos. Humberto. Bala e Jason.

Crédito da foto): Página do Facebook de Arquivos Implacáveis.

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Artigo da Semana: De 7 a 13 de abril de 2013.

SECA NO NORDESTE – AGONIA INFINITA*
Por Valdir Oliveira*

Não é brincadeira. Viajar pelo interior do Nordeste é hoje motivo de alegria mas também de muita dor. O Nordeste sempre foi terra de muito sol mas também de muito descaso. O cenário rende votos e para nós que votamos, rende descontentamentos.

Imaginem para os que vivem da terra que está parecendo uma brasa. Nem adianta plantar, nem São José deu jeito. A chuva é um faz de conta e as políticas públicas para atender aos necessitados dessa estiagem também são um faz de conta. A mídia não divulga o fato com a seriedade e senso humanitário devido, divulga o que lhe convém e que dá IBOPE.

Se não fizermos um movimento como o que está sendo feito para derrubar o pastor (in)Feliciano, teremos ainda por muito tempo uma região que sucumbe diante do Sol e dos maus gestores públicos.

Será que o presidente da Comissão de Direitos Humanos está preocupado com a situação desumana em que estão vivendo nossos irmãos nordestinos, sem água, sem lavoura e sem pasto para o gado? Será que os políticos estão mais preocupados com a seca do Nordeste ou com as candidaturas de suas siglas para as eleições de 2014? Ser nordestino vivendo na seca não é castigo, castigo é se assujeitar aos políticos que fazem da seca um belo manancial para arrancar os votos de suas reeleições.

Fica aqui o nosso grito por um Brasil menos desigual e uma foto que tirei na beira da estrada onde dezenas de carcaças abandonadas, expondo a agonia dos animais e daqueles que vão ficando sem gado, sem carne, sem leite, sem lavoura e sem esperança.

* Nota: Este ARTIGO DA SEMANA foi escrito pelo jornalista, professor universitário, cineasta e radialista arapiraquense Valdir Oliveira.

[ Fonte: http://valdiroliveirasantos.blogspot.com.br/#!/2013/04/seca-no-nordeste-agonia-infinita.html ]

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* Pedro Jorge de Melo é funcionário público municipal em Arapiraca/AL, e um dos administradores do blog Arapiraca Legal.

CONTATO – Pedro Jorge

E-mail: pjorge-65@hotmail.com

Uma resposta para “ARTIGOS por Pedro Jorge 2

  1. “Olá Pedro Jorge!!! Parabéns!!! Tudo de bom!!! Feliz aniversário!!!
    No dia em que nascemos, a vida nos sorri pela primeira vez, e hoje, eu desejo de todo meu coração que ela continue lhe sorrindo em seu dia a dia, que você tenha sempre, muita saúde, paz, amor, felicidade, muitas alegrias, e muito sucesso”.
    Um grande abraço do amigo,
    Adilson Ramos ( Cantor e compositor, 2 de maio de 2013 ).
    Visite meu site: http://www.adilsonramos.com.br

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