Judá & Almira Fernandes

 
 
 
BIOGRAFIA / Judá Fernandes de Lima
 
Judá Fernandes de Lima é médico, nascido em Viçosa/AL, em 25 de março de 1933,  filho de João Fernandes da Costa e Gertrudes Magna Lima da Costa. Casado com a assistente social Almira Gouveia Alves Fernandes. Está radicado em Arapiraca/AL desde 1963.
 
Formado pela Faculdade de Medicina de Alagoas em 1960 (quinta turma), especializou-se em São Paulo/SP durante dois anos. Radicou-se como médico em Arapiraca em 1963. Foi aqui o primeiro cirurgião e, por muitos anos,somente ele, na região, ostentou o TEGO (Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia).
 
Ainda exerce a sua profissão na Casa de Saúde e Maternidade N. S. de Fátima, da qual é sócio-proprietário. Na sua vida profissional sempre participou de congressos, seminários e cursos de especialização, principalmente nas áreas de cirurgia, ginecologia e obstetrícia.
 
Fez pioneirismo nas áreas médica, religiosa, cultural, social. Dentre outros: no Hospital Regional de Arapiraca, Coordenadoria Regional de Saúde, ADESG, IPASEAL, Lions Clube, Cursilho da Cristandade; Rádio (AM e FM), Jornal e Gráfica Novo Nordeste. Foi fundador e, por 15 anos, diretor-presidente da primeira Empresa de Comunicação da Cidade, denominada EDINNOL (Empresa Divulgadora Novo Nordeste Ltda). É cidadão honorário de Arapiraca e Coité do Nóia/AL.
 
Em 18/10/2003 recebeu da SOBRAMES, Regional/AL o Diploma e Honra ao Mérito, por relevantes trabalhos literários difundidos durante o ano de 2003. Em 18/10/2004, em solenidade oficial de abertura da Semana do Médico, foi homenageado pela Sociedade de Medicina de Alagoas, pelo seu trabalho ao longo de uma vida dedicada á Medicina, contribuindo para melhorar a
qualidade de vida da nossa população. Foi declarado Médico Jubilado pela AMB (Associação Médica Brasileira), em  17/10/2005.
 
 
Do CREM/AL (Conselho Regional de Medicina de Alagoas), em 20/10/2006, recebeu o Título de Honra ao Mérito, por Seus Relevantes Serviços Prestados á Medicina e á Sociedade Alagoana.Em Arapiraca, da Loja Maçonica Perfeita União II recebeu o Título – Cidadão Arapiraca, em 07/11/1998 e, da Loja Maçonica União e Bondade Nº 13 recebeu o Diploma de Reconhecimento Maçônico pelos Relevantes Serviços Prestados no Âmbito Profissional e Social na Prática da Medicina, em 21/08/2007. Já foi Presidente da ACALA (Academia Arapiraquense de Letras e Artes). Um dos grandes interessados na reestruturação da Academia. Continua batalhando pela sua divulgação e progresso.
 
Recebeu as Comendas:
* Cel. Esperidão Rodrigues ( Prefeitura de Arapiraca/1992 );
* Jornalista Noaldo Dantas ( Associação Alagoana de Imprena/2001 );
* Jurista Sílvio Macedo ( Sindicato Escritores AL/2002 );
* Dr. Volney C. Leite ( Associação Alagoana de Imprensa/2003 );
* Escritor Cipriano Jucá ( Academia Maceioense de Letras/2004 );
* Jornalista Rodrigues Gouveia ( Academia Maceioense de Letras/2005 );
* Comenda Rotária Domício Silva ( Rotary Clube Arapiraca/2005 );
* Jurista Antônio Aleixo P. Albuquerque ( Associação Alagoana de Imprensa/2005 ) e
* Médico José Fernandes de Lima (Associação Alagoana de Imprensa /2008).
 
É Sócio Efetivo de:
* AAI ( Associação Alagoana de Imprernsa );
* SOBRAMES ( Sociedade Brasileira de Médicos Escritores );
* Academia Maceioense de Letras ( Cadeira Nº 33 );
* Academia Alagoana de Cultura ( Cadeira Nº 31 ) e
* ACALA (Academia Arapiraquense de Letras – Cadeira Nº 19).Faz parte do Conselho Médico-Editorial da Revista Brasileira Médico-
Literária, da SOBRAMES, e tem crônicas publicadas e premiadas em livros da
citada Sociedade.É diretor-executivo da AAPC (Associação de Amparo aos Portadores de
Câncer), de Arapiraca.Sua biografia consta no ABC DAS ALAGOAS – Dicionário Biobibliográfico,
Histórico e Geográfico de Alagoas – Francisco Reinaldo Amorim de Barros.Prêmios Literários:Nota: Aguardem o complemento – Prêmios Literários.Livros Publicados:* 1998. “A Xícara do Padre” ( Crônicas de m médico do interior );
* 2002. “Um Genuíno Tangerino” ( Crônicas de uma família do interior ) e
* 2007. “Um Provinciano na Academia” ( Discursos de médico cambembe metido a letrado).
 
[ Fonte: Livro “ACALA: História e Vida”, abril de 2009 ]__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

 

O CORDEL DO SETENTÃO / Livro Medalha de Ouro

Trabalho do Médico e Escritor Judá Fernandes é Premiado “Livro Medalha de Ouro”
Por Roberto Gonçalves

Reconhecimento foi analisado pela Comissão de Seleção da Câmara do Livro da ABEPL (Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias). “O Cordel do Setentão” a mais recente publicação em livro do médico e escritor Judá Fernandes Lima, foi premiada entre 182 publicações de livros de poesias, romances, crônicas, trovas, biografias e memórias pela Câmara do Livro da ABEPL.

 
A iniciativa cultural é uma promoção cultural em nível nacional e contou com o apoio de escritores, poetas, críticos literários e educadores dos quadros acadêmicos da instituição cultural. Todos os trabalhos apresentados possuem excelente apresentação gráfica e pedagógica de inúmeros escritores consagrados em todo o País e foram consagrados “Livros de Ano” 2010 na ótica de ABEPL.
 
O prêmio e o reconhecimento do escritor e médico Judá Fernandes Lima foi matéria de destaque nas páginas amarelas da Revista Brasília, de circulação nacional, na sua edição de maio de 2011.
 
A revista destaca que o médico Judá Fernandes Lima nascido em Viçosa, interior de Alagoas após uma bem sucedida carreira como médico, que ainda continua a exercer em Arapiraca/AL, ingressou na carreira literária com o vigor e o entusiasmo de um adolescente. O resultado dessa dedicação que conta com o apoio da esposa, a escritora e assistente social Almira Fernandes foi a publicação de inúmeros livros que lhe abriram as portas das academias de letras além de prêmios, medalhas e diplomas.
 
Em seu mais recente livro, “O Cordel do Setentão”, Judá Fernandes resgata o cordel e eleva da condição de gênero popular e folclórico a peça literária digna de figurar com destaque nas melhores bibliotecas.
 
“O Cordel do Setentão”, comemorativo das sete décadas bem vividas do autor, é um trabalho que merece observação mais aprimorada, sobretudo pelas características poéticas que a colocam á classificação de gênero literário da melhor qualidade.
 
 
[ Fonte: Informatico “ACALA”, junho de 2011 ]
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 CORDEL
 
VIDA E MORTE MOTOQUEIRO
Autor: Judá Fernandes de Lima
 
1
A praga de motocicletas / Um besouro bandoleiro
Merece um capítulo á parte / Pois perturba o tempo inteiro.
Já são tantos os acidentes / Que se tornam naturais
Vão ceifando nobres vidas / Como coisas mais banais.
 
2
Motoboy e mototáxi / E moto particular
Invadem nossas artérias / Roncam e correm sem parar.
Motoqueiros de capacete / E outros sem nem usar
Uns com três bujões de gás / Ou três pessoas a levar.
 
3
A moto é mesmo o transporte / De gente e mercadoria
Ela tem até reboque / Para atender a freguesia.
Mil e uma utilidades / Até na pirataria
E se for moto de som / Vende CD, toca alegria.
 
4
É lamentável assistir / Motos correndo nas vias
Causa de muitos acidentes / E mortes todos os dias.
A UE no atendimento / Mostra dados alarmantes
Oitenta por cento são vítimas / De motos traumatizantes.
 
5
Avenidas, becos e praças / Macrobesouros inclementes
E os guerreiros montados / Nos seus motores potentes.
Verdadeiros MotoCross / Velozes e voadores
Amedrontam, matam, morrem / Provocando choro e dores.
 
6
Carros param nos semáforos / Aguardando o verde mostrar
As motos avançam entre eles / Só faltam bater ou riscar.
Imagine um ser humano / Que deseje atravessar!
Se não para, olha e escuta / Desastre vai amargar.
 
7
Estripulias sem limite / Correrias pra valer
Cavalo-de-pau numa roda / Cortam carro sem poder.
A vida não tem valor / Mas vale se aventurar
Fazendo mil piruetas / E parabólica no ar.
 
 
8
Levam menino pra escola / Mulher pra maternidade
Carregam qualquer volume / E batem toda a Cidade.
Saem ziguezagueando / Por tudo que é local
Parece que a rua é deles / Num desatino total.
 
9
Quando morre um motoqueiro / O velório é casa cheia
Lágrima, soluço e flores / Pela morte crua e feia.
Momento de desespero / Protesto, desolação
Acompanham o funeral / As motos com a multidão.
 
10
Morreu?… Morreu! E agora… / O que fazer?… Enterrar…
Porém a chocante morte / Não faz ninguém meditar
Partem já ensandecidos / Prontos pra morrer ou matar
Pois a pranteada tragédia / Ficou ali, ao sepultar.
 
11
Para encurtar essa história: / Vida e morte motoqueiro
Numa recente pesquisa / Nesse Brasil tão fagueiro
Arapiraca se alevanta / E fica no topo – a primeira
É campeã nacional / De trauma na bagaceira.
 
12
Moto, moto e lá vai moto / Moto que nunca se acaba
De toda marca e potência / Que muita gente se baba.
É a capital da moto / E da saga motoqueira
Viva a nossa Arapiraca! / Viva a motoca zoneira!
 
 [ Fonte: Informativo “ACALA”, junho de 2011 ]
 
 
Comentário:
“Dr. Judá mostra através dos versos as vantagens e as desvantagens do meio de transporte que permeia a progressista Cidade de Arapiraca, no Agreste alagoano. Diz que são tantas as motocicletas, que chegam a perturbar a ordem da cidade. Os acidentes são tantos, que se tornam naturais. O meio de transporte se popularizou tanto que serve a todos os segmentos. Transportam botijões de gás; gente e mercadoria até em reboque. Por causa da bagunça do segmento, oitenta por cento dos acidentes são provenientes do referido veículo. Dão cavalo-de-pau, transportam meninos e ultrapassam carros de todo jeito, inclusive desrespeitando os sinais de trânsito. Quando morre um motoqueiro, o velório é casa cheia e o acompanhamento é uma multidão. É o misto da praticidade do veículo e a sua vulnerabilidade. Geralmente o seu condutor se transforma na vítima em potencial”. – Abel Magalhães –
[ Fonte: portalfam.com.br ]
 
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SONETOS
 
COMENTANDO CORDEL*
Autor: Cícero Galdino ( Membro da ACALA) / ( 24/07/2011 )
 
 
“Vida e Morte Motoqueiro” retrata a realidade
A lida oriunda de ousadias, também de imprudência.
Tem a falta de paciência e excesso de incompetência
De quem trafega em estradas ou nas ruas da Cidade
 
Poucos “Mototaxi e motoboy e moto particular”
Leis do tráfego respeitam, dessa forma não vai dar…
O alerta está feito para essa triste história mudar
Eu quero brevemente ver, tráfego espetacular
 
Motos “ziguezagueando” de “mil e uma utilidade”
Elas precisam de instrução, isso não dá para guardar
Peço que nosso Conselho instrua, use a capacidade
 
O Doutor Judá mostra tudo que acontece por cá,
Nós ficamos na esperança do motoqueiro mudar
“Viva a motoca zoneira, viva a nossa Arapiraca”!
 
Nota: * Soneto comentando o Cordel “Vida e Morte Motoqueiro” .
 
 
DESAFIO*
Autor: Cícero Galdino (Membro da ACALA) /  ( 23/06/2011 )
 
 
Ser poeta é ter o dom que pouco indíviduo tem,
Extrai seus versos e frases de um mundo imaginário.
Quando tem dúvidas recorre ao grande dicionário,
Registra fatos e contos, tudo que lhe convém.
 
Leite de pedra profunda o poeta tão bem tira.
Quando ele para e pensa, tudo sai do coração;
Parcas estórias e versos, também sua canção.
O Poeta não valoriza a fofoca e a mentira.
 
Pra quem nasceu poeta, não precisa ter anel.
Tendo muita inspiração, considere-se formado
Uma perfeita união de farinha com o mel.
 
Articulando ideias, provindas frequentemente
Vai espalhando o que sente, por esse País amado.
Só narrando explica bem o que sai de sua mente!
 
Nota: *Dedico este poema ao poeta, Dr. Judá Fernandes de Lima.
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Foto: GENTE QUE GOSTO DE GOSTAR!
 
UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DR. JUDÁ FERNANDES
 
 
O prefeito Luciano Barbosa e a secretária municipal de Saúde, Aurélia Fernandes, inauguraram na manhã da última sexta-feira, 28, a Unidade Básica de Saúde Dr. Judá Fernandes Lima, no bairro Cacimbas, construída com recursos próprios.
O evento contou com a presença da família do homenageado, de secretários, do deputado Ricardo Nezinho (PT do B), dos promotores do Ministério Público, Saulo Venturo e Geraldo Magela, de funcionários da saúde, dos monsenhores da igreja católica, de autoridades e dos moradores do bairro. No início da solenidade, os monsenhores José Neto e Luiz, falaram sobre a importância da instalação da unidade no bairro e abençoaram o local. “Como morador de Cacimbas, me sinto muito feliz com a iniciativa do prefeito em ajudar a população daqui e de Arapiraca/AL. Com certeza não faltará remédio e nem atendimento”, afirma o pároco.Cerca de 15 mil pessoas do bairro e adjacências serão atendidas e terão serviços básico do PSF. O estabelecimento possui modernas instalações, incluindo três consultórios médicos, salas de curativos, esterilização, nebulização, teste do pezinho, salas de coleta e vacinação, escovódromo, berçário, farmácia, almoxarifado, além de mini-auditório e três consultórios odontológicos, entre outros departamentos.De acordo com o diretor da unidade, José Rodrigues da Costa, a equipe para o atendimento à população conta com três médicos, três enfermeiros, odontólogos, técnicos e auxiliares de enfermagem, bem como assistente social e apoio de 30 agentes de saúde. “É uma homenagem justa ao Dr. Judá Fernandes que é pioneiro na Medicina de Arapiraca. Chegou aqui em 1962, mora no bairro e passou sua vida ajudando as pessoas. A unidade básica irá atender mais de três mil famílias em um bairro importante. Dará todas as assistências para essa região”, disse o prefeito Luciano Barbosa.

Em sua fala, o homenageado, Dr. Judá Fernandes, disse estar muito emocionado pela generosidade do prefeito em colocar seu nome na unidade de saúde que fica no bairro em que mora há mais de 46 anos. “Esta unidade trará benefícios para a sociedade alagoana. Só tenho a agradecer pela homenagem que o prefeito e a cidade de Arapiraca estão fazendo. Estou muito feliz e sem palavras para decifrar esse momento”, completou.

[ Fonte: evolucaoarapiraca.blogspot.com, postado em 7 de fevereiro de 2012 ]

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Casal Simpatia: D. Almira e Dr. Judá Fernandes

 
BIOGRAFIA – Almira Fernandes
 
( Carece de Fonte )
 
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 ARTIGO
 
DAI-NOS A BÊNÇÃO
Por Almira Fernandes***
 
Hino da Igreja, cantado em todos os rincões, por corais famosos das grandes Cidades ou por vozes até desafinadas nas Capelas de povoados dos mais longínquos recantos. Para mim, porém, o “Dai-nos a Bênção”, tem um significado, uma força e uma razão de ser toda especial.
Parece que foi ontem. Era uma criança mimada, que depois de um dia de proezas, uma das duas tias solteiras ou a própria mãe, tentando fazê-la dormir, cantava as mais diversas “modinhas”. Quando já estava quase entregue ao sono, pedia cochilenta: – Cante “Maria é Bela”. Era o sinal de que o sono vinha logo e que a criança ia dormir placidamente.O “Maria é Bela”, entoado ou mesmo desentoado, pois nesta família nem sei quem canta pior, foi a Música de “embalo”, a canção de ninar de minha infância, a qual depois repeti para ninar oe meus filhos e hoje ainda, e cada vez mais desentoada, eu canto para ninar os meus amados netos e sobrinhos-netos: “Dai-nos a Bênção, oh! Virgem Mãe!”… Pois é, passados tantos anos, esta melodia continua ressoando nos balanços de rede, sempre que uma criança de colo precisa dormir.
Embalada por “Maria é Bela”, como eu costumava chamar, vejo a terceira geração crescendo feliz e abençoada.Minha Virgem Mãe deve ser mesmo a sua bênção que vem protegendo esta vida frágil e singela, de quem foi uma criança simples, mas teve a felicidade de nascer em um lar bem formado e cristão, onde o AMOR sempre dominou e o anseio da paz era maior do que o da fama e do dinheiro.De quem viveu sempre sobre a sua proteção, penhor sublime e inigualável, em todas as fases de minha vida. Mesmo perdendo o pai exemplar quase criança, minha mãe protótipo de mulher cristã, trabalhadora, valente e
organizada, lutou justamente com suas irmãs solteironas, para que nunca faltasse o essencial a pequena família constituída de suas duas filhas, criadas unidas e inseparáveis, apegadas fraternalmente, o que até hoje
perdura.O tempo passou e depois pela força do amor ingressei em uma família que, também constituída sob a bênção de Maria, só me trouxe satisfação e orgulho desde que anexei ao meu prenome o sobrenome do meu esposo. Vieram então os nossos seis filhos, todos consagrados á Maria, dos quais um foi escolhido novinho para logo contemplar a grandeza de Deus. Os cinco que aqui ficaram até hoje só nos trouxeram prazer e alegria.

As vicissitudes de sempre acontecem, mas eu sei que, sob as bênçãos da Virgem Maria, eles sempre encontrarão um porto seguro. Os anos se passaram, a atividade diminoiu, a saúde ás vezes nos prega sustos, mas o amor pela Mãe do Céu, que nos protege na terra e nos espera um dia na Morada do Pai, nunca feneceu.

Agradeço, do fundo do coração, ás tias solteironas e á mãe inesquecível, mesmo desentoadas, pelo embalo suave o início de minha vida alertando-me que havia uma soberana Senhora que é a Mãe de Deus, mas da qual eu também sou filha e na qual eu poderia confiar, fazendo-lhe os mais diversos pedidos.

Que bom se tivesse a certeza de que passei para oe meus filhos, e agora estou passando para a terceira geração, o mesmo amor e veneração pela Mãe do Céu que me foi impresso, levando-me a sentir a sua presença em todos os momentos da minha vida!

O que eu sou, o que fiz, o que tenho, sem sombra de dúvida, tudo está consagrado a ela, pois foi sob o seu amparo que sempre vivi. Sem pieguice, sem afetação, mas com muita fé e muita confiança, continuo ainda hoje como a criança travessa de décadas passadas, a implorar diariamente: “DAI-NOS A BÊNÇÃO, OH! VIRGEM MÃE!”.

Notas:

* Almira Gouveia Alves Fernandes é casada com o Dr. Judá Fernandes de Lima;
* É professora e assistente social, em Arapiraca/AL;
* É membro efetivo da AAI (Associação Alagoana de Imprensa) e membro-colaborador da SOBRASMES (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores).

[ Fonte: Seção “Experiência de Vida” da Revista “Escola de Pais do Brasil – Seccional Arapiraca” Nº 01, 05/2003 ]

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Judá & Almira Fernandes

Judá e Almira Fernandes Lançam Obra Sobre Rádio Pioneira de Arapiraca – Público convidado lotou auditório do Fórum                               Da Redação ( 30 de maio de 2013 )

A solenidade de lançamento do livro “A Saga da Rádio Novo Nordeste – A Pioneira”, dos escritores Judá Fernandes de Lima e Almira Gouveia Alves Fernandes, foi marcada por muito saudosismo, na noite desta quarta-feira (29), no auditório lotado do Fórum, no bairro Santa Edwiges, em Arapiraca. Personalidades e autoridades locais estiveram no evento para prestigiar um dos casais mais conhecidos e tradicionais da segunda maior cidade de Alagoas.

A obra faz um resgate da história da primeira rádio instalada no Município, a Novo Nordeste AM. O médico Judá Fernandes, de 80 anos, e que também assina o livro, foi um dos 30 homens arapiraquenses que se juntaram no final da década de 1960 para lutar pela implantação de uma emissora no Município.

Na solenidade, o escritor Judá Fernandes relatou a “saga” em versos de cordel. “Vou embora pro passado / Que não me parece tão distante”, iniciou, arrancando aplausos do público a cada fato histórico relatado na poesia. Entre idas ao Ministério das Comunicações, em Brasília, conversas com políticos locais e busca de acionistas, a empresa de comunicação foi inaugurada oficialmente em 20 de agosto de 1976, com a presença do então ministro das Comunicações, Euclides Quandt de Oliveira.

O prefácio do livro é de autoria do artista plástico, ex-vereador e ex-deputado estadual Ismael Pereira. Ao abrir a noite de lançamento, Ismael disse que ficou surpreso ao receber o convite para fazer o prefácio da obra. “A obra é nitidamente humana e carrega reais informações sobre as pessoas que são reverenciadas no livro”, afirmou em seu discurso.

A assistente social, Almira Gouveia Alves Fernandes, autora e esposa de Judá, fez um relato emocionado da história da rádio Novo Nordeste, relembrando a luta para a concessão da emissora. Ela frisou ainda a importância da rádio para o desenvolvimento da cidade e, principalmente, a aceitação da empresa pela população local. “O rádio era o companheiro de todos”, falou a escritora, ao relatar que após a inauguração, os aparelhos de rádio simplesmente sumiram das lojas em virtude da procura dos consumidores.

O vice-prefeito de Arapiraca, Yale Fernandes (PMDB), a vereadora Aurélia Fernandes (PMDB), o acadêmico da Acala Antônio Carlos da Conceição, o juiz Giovanni Jatobá, o deputado estadual Ricardo Nezinho (PMDB), além do diretor da rádio Novo Nordeste AM, Ernande Duarte, estiveram presentes. A presença de nomes marcantes da história da rádio em Arapiraca, como Alves Correia, Zé do Rojão, José Rocha, José de Sá, Nelson Filho foram destaque na solenidade.   Os atores da companhia Luzes da Ribalta apresentaram uma esquete sobre o “30 de Outubro”; o cantor e compositor arapiraquense Manoel Tenório fez uma breve apresentação, cantando clássicos da MPB, e o escritor Cícero Galdino recitou a poesia “Meu Torrão”.

Os convidados foram agraciados com um exemplar da obra que será comercializada em bancas de revistas, a partir desta sexta-feira (31). O evento foi organizado pela ACALA (Academia Arapiraquense de Letras e Artes) e transmitido ao vivo pela rádio Novo Nordeste. Na ocasião, o acadêmico da ACALA, Antônio Carlos da Conceição, apresentou o trabalho “Considerações Sobre a História de Arapiraca”.

[ Fonte (link): http://www.7segundos.com.br/noticias/editoria/alagoas/juda-e-almira-fernandes-lancam-obra-sobre-radio-pioneira-de-arapiraca/23421 ]

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A QUATRO MÃOS (Artigo)
Por Laurentino Veiga*

Semana pretérita, fui recipendiário do livro A Gaga da Rádio Novo Nordeste, A Pioneira; de autoria do casal vip Judá Fernandes Lima / Almira Gouveia Alves Fernandes – ambos sócios efetivos da Casa de Genésio Carvalho e de outros sodalícios de relevo.

A obra, em epígrafe, mereceu o prefácio do insigne sergipano – Ismael pereira -, membro da AAI, ex-deputado estadual por Alagoas, identificado com as letra de ambas as unidades federativas e, sobretudo, amante do vernáculo herdado de Camões/Bilac. Segundo ele, “… uma rádio que não precisou se albergar por traz do biombo da clandestinidade, pois já nasceu fortalecida por uma muralha de peitos livres e devidamente protegida pelo manto da legalidade. O livro da lavra de Judá e Almira movimentou o passado, ligando as fronteiras do pretérito ao presente, se nos permitindo um agradável passeio pelas correntezas da memória e, destarte, recordar fatos e personagens que são caprichosamente impregnadas de caloroso sabor humano”.

Dir-se-ia que o documento é, por excelência, histórico/memorialist e, ao mesmo tempo, romanceado pela forma dos utores utilizarem a vivência como diretores pioneiros da Rádio Novo Nordeste. E, por conseguinte, conseguiram registrar nos anais do tempo o prognóstico do sucesso do empreendimento alvissareiro na “Terra de Manoel André”.

Vê-se, portanto, fotos que retratam um passado não muito distante. Isto é, fachada do prédio do Novo Nordeste Jornal da inauguração (1979); e, prinicipalmente, os diretores do começo da jornada, a saber: Dr. Judá Fernandes de Lima, diretor-presidente; empresário Aurelino Fernandes Barbosa, diretor-comercial; José Alexandre dos Santos, diretor-administrativo.

Por outro lado, os autores inseriram depoimentos de pessoas importamntes na construção da comunicação arapiraquense. José de Sá, radialista; Jarbas Lúcio e Ronaldo Oliveira, empresários; Oliveira Lima, funcionário do IBGE; José Firmino, juiz de Direito emérito; Fátima Oliveira pires, funcionária da EDINNOL (Empresa Divulgadora Novo Nordeste Ltda); Fátima Tenório, funcionária da Novo Nordeste; Marisete Araújo, primeira funcionária da EDINNOL; José Rocha e Edvaldo Silva, radialistas; Alves Correia, radialista, cantor e político; Dr. paulo de Tarso, filho dos autores, procurador da Fazenda Nacional; Nelson Filho, radialista; Dra. Paula Fernandes Barbosa, filha primogênita do casal e esposa do empresário, Paulo Barbosa.

Reviver o passado é, sem medo de errar, comentar os fatos do pretérito com o sabor do presente e, ao mesmo tempo, temperar a esperanças no sentido de revivê-las com a legalidae da contemporaneidade. Por essas razões, Dr. Judá Fernandes com a cumplicidade da dedicada esposa – assistente social, Almira Alves Fernandes -, elaborou um livro que traz a história contada a quatro mãos. O primo-irmão tem feeling de escritor consagrado no sem tempo. A consorte, por certo, ajudou-os na tarefa de consolidar o propósito. Felicito-os pela feliz iniciativa de trazer á tona a Saga da Rádio Novo Nordeste, a Pioneira. Valeu!

* É presidente da AAI (Associação Alagoana de Imprensa).

[ Fonte: Jornal “Tribuna Independente”, s/d ]

[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

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10 Respostas para “Judá & Almira Fernandes

  1. Oi Pedro Jorge!
    Gostei das publicações. Parabéns pelo excelente trabalho, principalmente por resgatar valores que costumam se perder no tempo. Este blog é um bom instrumento de pesquisa. Parabéns por tudo.
    Obrigado pela referência ao Portal Fam ( da Família Magalhães).
    Atenciosamente, Abel Magalhães ( Por E-mail ).
    Acesse: http://portalfam.com.br

  2. Nós, administradores do blog Arapiraca Legal, parabenizamos aos escritores Judá e Almira Fernandes pelo lancamento do livro “A Saga da Rádio Novo Nordeste – A Pioneira” – Um verdadeiro resgate da História da Comunicacão arapiraquense. Abs, Pedro Jorge e Gilvan Juvino.

  3. Gilvan Juvino e Pedro Jorge – Acusando o recebimento da comunicação, com certificado de inclusão do meu nome entre os mais votados na pesquisa realizada pelo Blog Arapiraca Legal, categoria Melhor Cordelista, quero patentear o meu agradecimento bem como oferecer os meus préstimos aos prezados amigos.
    Cordialmente Judá Fernandes de Lima (Enviado por e-mail).

    • Agradecemos ao competente médico e escritor, Dr. Judá Fernandes de Lima, pelas palavras enderecadas ao Blog Arapiraca Legal. O certificado como melhor cordelista foi um legítimo reconhecimento dos leitores do blog pelos relevantes escritos literários deste verdadeiro homem que se dedica as letras e a cultura de nossa Cidade. Parabéns Dr. Judá. O Sr. merece!
      Assina: Gilvan Juvino e Pedro Jorge.

  4. ´´E uma peste essas motos, é terror dos motoristas, dirigidas por boçais, ignorantes e egoístas, Não respeitam as leis de trânsito e querem ser donos das pistas.
    São arrogantes e violentos, Só querem ser respeitados. A moto é ouro pra bandido, É mal em todos os lados, nos assaltos e nas fugas, facilita os resultados.
    É uma arma assassina, Que mata o bom motoqueiro, E espalha a mortandade, É terror no mundo inteiro, Que o governo dê um jeito, Para o bem do brasileiro
    .

  5. Sinopse do Livro “A Saga da Rádio Novo Nordeste – A Pioneira”
    Por Abel de Oliveira Magalhães

    Trata-se de mais uma obra do simpático casal Judá e Almira Fernandes. Desta vez sobre a saga da Rádio Nordeste, a pioneira de Arapiraca/AL. É mais uma obra desse incançável casal, que tudo tem feito para o engrandecimento cultural da cidade e da região.

    Como todo mundo sabe, dr. Judá é filho de Viçosa e d. Almira, de Maceió. Depois que ele se formou em Medicina nos idos de 1960, casou-se com d. Almira e vieram viver em Arapiraca. Nessa época, não havia muitas perspectivas de progresso. Oriundo de Viçosa, berço da cultura alagoana, ele se dedicou à profissão de médico em Arapiraca e, com muito esforço, progrediu bastante, construindo muitas realizações, inclusive na cultura e radiofonia. Seu grande ponto de apoio ficou por conta da inestimável esposa, d. Almira, cuja colaboração contribuiu muito para o citado progresso. Seu primeiro livro recebeu o título de “A Xícara do Padre”, que abordava as suas origens. Depois vieram outros e agora surge “A Saga da Novo Nordeste”, em parceria com a esposa, que já escreveu três. Apesar dos inúmeros afazeres profissionais, ambos têm se dedicado a atividades socio-culturais, cujo resultado é digno dos melhores elogios.

    A Saga da Novo Nordeste é um registro espetacular. Conforme o próprio título sugere, a obra conta de maneira transparente e simples a espinhosa travessia que foi enfrentada pelos idealizadores até chegar ao sucesso ora vivido. É uma espécie de documentário que mostra as dificuldades enfrentadas e superadas com galhardia e coragem, inclusive enfrentando má vontade de alguns sócios-cotistas da empresa e a obstrução criminosa de concorrentes mal-intencionados. Tais particularidades são um tanto chocantes, as quais estimulam a curiosidade do leitor em saber quem são as figuras mesquinhas sutilmente mencionadas. A abordagem feita pelos autores foi muito feliz porque não se omitiu do fato e respeitou a ética, em detrimento do instinto que defendia outro sentimento.

    A saga inicia com o belo prefácio feito pelo mestre Ismael Pereira, que tem o dom da palavra fácil e sabe encantar em tudo que participa. No documento citado, ele se esmera e confecciona uma peça de grande valor, espécie de obra de arte, área que domina com muita competência. Ao longo da caminhada, os autores não esquecem de homenagear todos os que participaram de uma maneira ou de outra da grande conquista. São as homenagens feitas aos funcionários que deram a sua parcela de contribuição para o engrandecimento da grande obra. Coroando o painel, os autores conseguiram o depoimento de todos eles que, apesar de suas limitações, confeccionaram um belo depoimento individual, realçando a experiência vivida na honrosa missão, e o valor da querida Rádio Novo Nordeste. Tais depoimentos permitem ao leitor reviver os bons tempos e lembrar as pessoas bem como as suas fisionomias(por causa das fotos). É um verdadeiro passeio; uma volta ao passado recente.

    PARABÉNS, DR. JUDÁ E D. ALMIRA, POR MAIS ESSA GRANDE OBRA. PELO SEU VALOR, ARAPIRACA E REGIÃO JAMAIS PODERÃO PAGAR TAMANHA GRATIDÃO. QUE DEUS OS ABENÇOE.

    Fonte: Site Portal do FAM (http://portalfam.com.br/v1/?p=2266)

    [ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

  6. “Ao iniciar minha carreira de propagandista farmacêutico, em 1998, havia na minha lista de médicos um chamado Judá Fernandes. De pronto, me dirigí à rua Fernandes Lima no centro de Arapiraca (AL) e abordei sua atendente, que me fez esperar até o paciente em que atendia terminasse a sua consulta. A porta se abre. Ví um senhor já sem muitos cabelos, mas com uma lucidez impressionante e um humor contagiante. E ele me pergunta: ‘Forte e Fixe como maxixi’? E eu fiquei sem entender muita coisa, mas respondí que sim. E ele com um sorriso faz uma réplica: ‘Se apertar implode’. Desde então, nos cumprimentamos dessa forma e ao longo do tempo percebí que a história da ‘Terra de Manoel André’ não podia se contar sem o seu legado. Esta é apenas uma singela homenagem e reconhecimento à esse casal (Dr. Judá e D. Almira) que de forma simples e sem nenhuma intenção de fazê-lo, compôs uma linda história de vida pautada pelo amor, respeito e lealdade!” – (André Pepes, radialista e administrador de empresas)

    Fonte (link) http://7segundos.ne10.uol.com.br/arapiraca/blog/andre-pepes/02/05/2016/61201/medico-tem-sua-historia-contada-com-a-de-arapiraca

  7. AO DOUTOR JUDÁ FERNANDES (Soneto)
    Autor: José Francisco Bezerra (Turunguinha – TRGA)

    Judá Fernades de Lima,
    Viçosense alagoano,
    Sem mentira e sem emgano,
    É um médico bom de rima.

    Doutor Judá nos estima,
    no seu lutar veterano,
    Ment-sam corpore-sano,
    Diante Deus lá de cima.

    Doutor Judá na saúde
    Trabalhador fez carreira,
    Na cidade, Arapiraca.

    Homem de boa atitude,
    Com sua família inteira,
    Alagoas sim o destaca.

    Fonte: livro Alagoas 200 Anos – José Francisco Bezerra (Turunguinha – TRGA).

  8. “O meu nome é Turunguinha, / Sou poeta da poeira, / Recomendo ao pessoal, / Da capital fumageira, / João de Lima sempre canta, / Na praça Luiz Pereira. // (…) // Judá Fernandes de Lima, / Grande médico e escritor, / Viçosense alagoano, / Nesse estado produtor, / Hoje está aposentado, / Mas me deu muito valor. // Muito obrigado doutor, / Judá Fernandes de Lima, / Pelos livros que me deu, / Pelo verso e pela rima, / Dou também muito obrigado, / Ao poeta João de Lima // (…) // Eu nunca me desmartelo, / No meu verso Alexandrino, / Gosto de qualquer poeta, / Homem, mulher
    ou menino, / Do Sertão e do Agreste, / Desse Brasil nordestino!” – (José Francisco Bezerra, Turunguinha – TRGA).

    Fonte: livro Alagoas 200 Anos – José Francisco Bezerra (Turunguinha – TRGA).

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