Allan Carlos Monteiro

Allan Carlos

Frases:
“Allan Monteiro nasceu alagoano – arapiraquense – É um artista nômade. Vive em percurso criativo entre o Brasil e a Europa, experienciando a pintura, a escultura e a instalação. Tem semeado letras, para colher flor em forma de palavra”. – Alice Barros e Jamilla Passa
[ Fonte (frase): http://www.alagoasemtempo.com.br ]
 
“A arte pela arte, sem representação, o artista e a obra como algo que impressa e repassa aos que têm uma visão e define uma informação como função em decorrência da gratuidade daqueles que o sentem sem o exercício e a obrigatoriedade de nele e, em sua obra entender”. – Allan Monteiro
[ Fonte (frase): oliviadecassia.blogspot.com ]
 
 
ALLAN CARLOS: Uma das Maiores Revelações da Pintura Nordestina Contemporânea
Por Zezito Guedes 

 

Allan Carlos Monteiro Silva – pintor, desenhista, tapeceiro, autodidata, é natural de Arapiraca/AL, onde nasceu em 1970. Foi, ainda criança, que despertou para a Arte. Aos dez anos, estudando na Escola Hugo Lima, desenhava com giz na quadra de esportes, e em casa, pintava com lápis cera colorindo em papelão e as paredes.

Em seguida, começou a pintar com guache em cartolina até aos quinze anos, quando, então passou a usar tinta acrílica em telas que era fornecidas por amigos que ficavam com sua obra e Allan ficava apenas com a sobra das tintas, pois, não tinha condições de comprar.

Mais adiante, aos dezessete anos surge uma grande paixão em sua vida – o esporte, onde ele cresce, rapidamente, como atleta de voleibol e logo cedo chega á Seleção Alagoana. Á essa altura, pensa, seriamente, em se profissionalizar, transferindo-se para Recife/PE, onde ingressa na equipe do Sport; ali permanecendo, por quatro meses, quando resolveu afasta-se para concluir o ano letivo no Colégio Radier.

Allan Carlos, foto do álbum ” Orkut “

Nessa fase, aproveitava as horas vagas e dedicava-se á pintura a óleo sobre tela feita de lona, em maiores dimensões. Entretanto, atraído, ainda pelo esporte, resolve voltar para a capital alagoana e ingressa na equipe do CRB (Clube de Regatas Brasil), fazendo sua matrícula no Colégio Sagrada Família, de onde se transferiu para o Colégio Batista. Passou a jogar no Pajuçara; em seguida, na Fênix. Nessa inquietação, envolvido com o voleibol, estuda apenas o 1.º ano Científico.

No final de 1990, volta á terra natal e dedica-se mais ás Artes Plásticas. No ano seguinte, afasta-se, definitivamente, do esporte, para se entregar de corpo e alma á pintura. Em 1992, instala seu atelier, na rua XV de Novembro, em Arapiraca.

A arte de Allan Carlos

Em setembro desse mesmo ano (1992), participa, pela primeira vez, de uma pequena exposição coletiva, no Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, ao lado de Júnior Borges, Felipe Rinaldi, Dija, Jânio Melanias e outros artistas – sem muito êxito. Em 1993, já pintando em maiores dimensões, conhece o jornalista e crítico de artes Romeu  de Mello Loureiro, de quem recebe alguns comentários a seu respeito, em coluna social.

No ano seguinte (1994), participa, com três telas, do IX Salão de Artes de Arapiraca, na festa de Emancipação Política da Cidade, de 23 a 30 de outubro, na Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho, ao lado de Carmem Lúcia Omena, Rosival Lemos, Zezito Guedes, Felipe Rinaldi, Zenaide Petuba, Geraldo Dantas, Luis Fernandes, Dija, Josias  Saturnino e outros.

Ainda em 1994, recebeu a visita do sociólogo e escritor Eduardo D’ Amorin e, que por intermédio dele, viaja para o Estado da Bahia, onde se integra ao Projeto “Meninos de Davi“, promovido pelo Colégio Manoel Lobo, de Iguaí, e ali, passa a lecionar arte em reciclagem de lixo.

Após uma temporada nessa atividade, volta , novamente, a dedicar-se, (agora com mais intensidade) ás telas de grandes dimensões e inicia uma verdadeira maratona de exposições, em vários Estados do Nordeste e, também em Gottingem, na Alemanha.

Atualmente, Allan Carlos é dos maiores talentos da jovem pintura nordestina e tudo indica que seu nome irá ultrapassar as fronteiras do Brasil.

Fonte: Revista Periscópio (edição Nº 11, ano 1, janeiro/fevereiro de 1997)
 
Pesquisa: Blog Arapiraca Legal
E-mail: blogassociado1@live.com
 
[ Editado por Gilvan J.S. ]
 
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Enfrentar o Horror – Por Allan Carlos ( 24/08/2009 )
 
Allan Carlos, um conhecido e renomado artista plástico de Arapiraca/AL, depois de várias temporadas pela Europa e pelo Brasil, está temporariamente de volta a Cidade produzindo uma nova série de trabalhos (esculturas).A série é intitulada “Enfrentar o Horror”.  Suas peças são impactantes e leva-nos por um tipo de arqueologia do horror, com suas angústias e sofrimentos.Seu trabalho foge do padrão de obras feitas para o mercado. Na verdade, sua arte procura romper com os limites mercadológicos e se impor por sua beleza perturbadora – esqueletos humanos com expressões de dor e horror.[ Fonte: agrestenews.blogspot.com ]

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Artista Plástico Allan Carlos Faz Exposição em Maceió ( 14/07/2011 )
Por Olívia de Cássia ( Repórter )

 

O artista plástico Allan Monteiro, faz exposição na Galeria Sesc-Centro, em Maceió, intitulada “O Inceticismo”, de 8 a 30 de agosto. Nesta exposição o artista trata das inferências de desconstruir formas de uma obrigatoriedade de não justificar um conceito nem de abrigar nele mesmo sua maneira de expressar arte como uma justificativa.

O trabalho do artista plástico é, em síntese, mais uma maneira de expelir os conceitos da obra e distanciar-se dos rótulos de que arte tem a obrigação de falar da própria história.

Alagoano de Arapiraca e reconhecido internacionalmente em países como Alemanha, França, Itália, Áustria e Portugal, onde fez várias exposições, além do Brasil, neste trabalho ele destaca os riscos que mostra “apenas sintomas em não dizer de si mesmo um mecanismo comum que permita ao espectador produzir um gosto pela sua maneira de mostrar-se e de se expor sem que haja como resposta uma ordem em pensar”.

Allan observa que “O inceticismo” inexiste de tal maneira que julga ser necessário seu sentido reto e seu fenômeno sem mais a literalidade daquilo que em decorrência da escrita mostra-se em avesso na arte”, observa.

O artista já fez mais de 40 exposições nacionais e outras 15 internacionais, entre a Alemanha, França, Itália, Áustria e Portugal. Autodidata, desde muito cedo ele começou a pintar: “Pinto o chão, paredes, telas, lençóis, mesas e outras coisas”, explica o artista.

Para quem aprecia a arte, a exposição de Allan Monteiro é uma boa oportunidade de rever conceitos e discutir o tema. Vale conferir.

[ Fonte: oliviadecassia.blogspot.com ]

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Allan Monteiro: Um Artista Plástico Que Marca o Tempo Entre o Brasil e a Europa Fazendo Intervenção Cultural
Por Harold Marques ( 15 de outubro de 2011 )

Alla Monteiro promove Intervenção Cultural na Avenida Ceci Cunha. Será na madrugada do dia 30 de outubro que o artista plástico alagoano Allan Monteiro – mais precisamente arapiraquense – estará provocando uma grande intervenção cultural tendo a Avenida Ceci Cunha com o espaço “geográfico-concreto-urbano” para sua ação.

Allan Monteiro estará distribuindo sobre o corredor arborizado obras de arte de sua autoria para quem quiser colecioná-las, os apreciadores de arte que fiquem de antenas ligadas, pois será na madrugada da emancipação política arapiraquense que o talentoso artista espalhará suas obras de arte e você poderá obtê-las gratuitamente. É só pegar e levar, sem cerimônia!

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“In-ter-ven-ção”
Autor: Allan Monteiro

Interferir em uma paisagem, em um dia, em instante é mudar um pouco a cena do cotidiano sem intervir no espaço geográfico-concreto- urbano. É crer na possibilidade instantânea do olhar como cena que se propõe ocorrer em local inimaginável, em meio onde só a poética da própria civilização como paisagem a obra de arte.

Interferir numa paisagem sem distorcê-la é oferecer aos olhares a  curiosidade e novo prospecto de direção. É trazer novo sentido ao sentido, à rua, à árvore que ali sempre estiveram e que, nunca, talvez, os tenhamos realizado como possibilidades de exercício da força da arte. Desnecessário, talvez reconhecer a beleza da árvore ou da rua, contudo diante desse exercício artístico torna evidente a valorização de suas expressões.

A arte prescinde de templos. Existe antes destes. Apenas é. E sendo nem se quer escolhe seu público não, não se ocupa de conceitos vingativos e não quer fazer acreditar. É, apenas. É, sendo livre e por assim ser é “coisa de arte” que cede ao público sua estranha natureza artística.

O cotidiano, o conjunto de pedestres cruzando ruas e avenidas e o caos urbano – suportes intransponíveis da intervenção – ofertam a veracidade do tráfego de olhares e de gestos estéticos.

A intervenção vai além doa templos consagrados de arte mercados pois não se ocupa da arte como mercadoria; não coisifica a arte como
efêmero objeto de desejo e cria regras de mercado onde torna-se condutora, gestora e manipuladora de investimento e conceitos. O objeto da intervenção quer a amplitude do alcance do olhar sem se ater aos conceitos de  feio e de belo, quer somente partilhar sua estranha natureza.

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ALLAN MONTEIRO
Autora: Alice Barros

“Há uma mágica desconstrução, plástico-visual, no que brota das mãos do artista.
Em branco, despe-se de linguagem estética formal. Revela-nos um desenho torto, sementes-garatujas de menino.

Um homem-menino sob a incessante poética de brinca escava cavernas de ser.
São caminhos para o interior , algum obscuro uterino.
A arte de ser tão vasto em silêncios e vazios.

Possível composição imagético–orgânico-literal
São silhuetas, vestes, máscaras-face nuances, formas alteradas pela percepção escultórica.
Como no teatro de sombras, somos surpreendidos pelos contornos .
Comungamos mínimos essenciais.

Esculpe com leveza, como que dança a celebração dos dês-significados.
Com arame e espontaneidade, sobre fósseis , imprime seu rastro Contemporâneo.
O vestígio encantos de conter o “pó das eras”.

[ Fonte: http://www.alagoasemtempo.com.br ]

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Allan Monteiro

Allan Monteiro em Dose Dupla ( 18/10/2011 )

1ª Retrospectiva de Escultores de Arapiraca:
* Em 1967, ocorreu a 1.º Salão de Arte de Arapiraca (Real Hotel) e causou grande impacto na cultura local;
* Em 1969, artistas arapiraquenses apresentam-se na Mostra Individual de Artistas de Arapiraca na cidade de Aracaju/SE;
* Em 1971, os artistas locais participaram do 1º Salão de Novos Artistas do Nordeste, em Salvador/BA (com dois premiados, Ismael Pereira e Zezito Guedes);
* Em 1972 participam do Sesquicentenário da Independência do Brasil;

* Em 1974, durante o 1º Salão Global de Pernambuco, apenas o Escultor Zezito Guedes foi premiado pelo Museu de Arte Contemporânea de Olinda/PE;
* Em 1975, Zezito Guedes ganhou o mesmo prêmio e surpreendeu os críticos da mostra coletiva.

São estas as “fontes sagradas” onde Allan Monteiro e Zezito Guedes se inspiraram para a realização da 1.ª Retrospectiva de Escultores que terá lugar no Museu Zezito Guedes no dia 24 de outubro.

Artistas que participarão da retrospectiva:
* Allan Monteiro;
* Expedito Florentino;
* Geraldo Dantas;
* Josias Saturnino;
* Lucas Luiz Fernando;
* Maria de Fátima;
* Raimundo Batista;
* Silvestre Rizzatto;
* Irmãs Petuba: Zineide , Zenaide & Zenilda Petuba;
* Zezito Guedes.

In-ter-ven-ção
O artista plástico Allan Monteiro nos prestigiará com uma intervenção artística inusitada: no dia 30 de outubro a partir das 5h na avenida Ceci Cunha vai expor centenas de peças de sua coleção. A exposição é para ser vista e consumida, isto é, as peças que ficarão em exposição no canteiro central da avenida podem ser levadas para casa por quem passar por lá, pois a intenção do artista é que os visitantes participem da exposição tomando para si mesmos as peças.

Excelente oportunidade para quem quiser ter um trabalho do artista em casa sem nenhum ônus. Allan pretende colocar a arte no centro da vida cotidiana, para além das galerias e palácios da arte, interferindo diretamente na paisagem urbana, chamando os transeuntes com novas perspectivas estéticas e sensoriais.

[ Fonte: agrestenews.blogspot.com ]

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INTERIOR – Artista Fará Exposição Inusitada na Festa de Arapiraca / Allan Monteiro Doará Mais de 300 Peças em Avenida (25/10/2011)
Por Davi Salsa

Na madrugada do dia 30 de outubro – data em que Arapiraca festeja seus 87 anos de emancipação política – o artista plástico Allan Monteiro fará uma exposição de arte diferente e inusitada. Ele vai expor, a partir das cinco horas da manhã, na avenida Deputada Ceci Cunha, centenas de peças de sua coleção para serem vistas e levadas gratuitamente pelo público. Allan Monteiro disse que a ideia é incentivar as pessoas a apreciarem as artes plásticas e depois levarem para casa por as obras de maior interesse. E o que é melhor: sem pagar nada pela peça.

O artista adiantou que pretende colocar a arte no centro da vida cotidiana, para além das galerias e palácios da arte, interferindo diretamente na paisagem urbana, chamando as pessoas para admirar novas formas estéticas. O trabalho do artista plástico arapiraquense Allan Carlos Monteiro é reconhecido nacionalmente e já percorreu países como a Alemanha, França, Itália, Áustria e Portugal. O jovem artista iniciou seu trabalho ainda na década de 1980 e depois saiu de sua cidade natal para ir em busca de seus sonhos mundo afora. ‘Fiz várias exposições e, agora, retornei para a minha cidade, a fim de contribuir com o fortalecimento de nossa cultura”, acrescenta.

[ Fonte: http://www.tribunahoje.com ]

[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

5 Respostas para “Allan Carlos Monteiro

  1. PERFIL – Alan Carlos

    Alan Carlos é um artista arapiraquense. Ele iniciou nos anos 1980 sua caminhada para as artes. Na década seguinte ganha um prêmio no Salão de Artes Plásticas de Arapiraca. Nesse mesmo período vai morar na Alemanha, onde se aperfeiçoa na carreira e realiza várias exposições pela Europa: França, Alemanha e Itália. De retorno ao Brasil, passa a morar em Recife/PE e volta a pintar em grandes dimensões. Surge, também, o interesse pela escultura: em ferro, resina, massa plástica, entre outros materiais. para o artista a arte existe independente do criador, nem regional, nem universal. A arte é apenas arte!

    Fonte: Livretoo “Imaginário Coletivo” – SESC Alagoas.

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