Casa da Cultura e Biblioteca Mun. Prof. Pedro de França Reis


CASA DA CULTURA E BIBLIOTECA DE ARAPIRACA/AL

CULTURA E TURISMO

Célia Rocha Entrega Reforma e Ampliação da Casa da Cultura
Por Dep. de Imprensa (30/10/2014)

A manhã desta quinta-feira (30), onde comemoram-se 90 anos de Emancipação Política de Arapiraca, registou o momento que marca um novo trajeto no contexto cultural da cidade. A prefeita Célia Rocha entregou a reforma e ampliação da Casa da Cultura e Biblioteca Municipal Professor Pedro de França Reis, que fica na Praça Luiz Pereira Lima, bairro do Centro, com todos os aparatos de acessibilidade. “Este lugar será, mais ainda, ponto de convergência de atividades e grupos culturais. Com certeza, esta é uma obra que dará o dinamismo ao setor que ele precisa, pois Arapiraca cresceu demais culturalmente e seus equipamentos sociais têm que acompanhar o ritmo”, diz a prefeita Célia Rocha, enfatizando a presença do Espaço Multimídia Paulo Lourenço da Silva, que imortaliza uma das figuras mais emblemáticas da cultura arapiraquense, o “Paulo do Bar”.

As palavras da secretária Municipal de Cultura e Turismo (Sectur), Tânia Santos, foram além das congratulações. A fala dela se concretiza em cada espaço do local, reformado após 16 anos, recebendo uma manutenção digna de quem prima pelas pessoas, quem cuida de cada um dos arapiraquenses. “A prefeita Célia sabe das necessidades de cada um de nós e de como, deste modo, somos especiais. Inauguramos hoje muito mais que um ambiente físico, mas um lugar com significado renovado por sua força exploratória. De conhecimento, de troca de conhecimento de todas as formas. Temos agora um setor específico para a leitura de audiolivros, facilitando o acesso à informação de pessoas com necessidades especiais. Centenas de livros em braile fazem parte de nosso acervo e a acessibilidade é um dos pontos altos desta nossa reforma e ampliação”, comenta.

Há na Casa da Cultura, em parceria com a Associação dos Deficientes Físicos e Mentais de Arapiraca (Adfima), pisos táteis e aderentes para que todos se guiem com precisão e ainda um elevador para levar as pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida até o primeiro andar, onde se instalará muito em breve um Café Cultural e o teatro para mais de 100 pessoas. “Nossa intenção é manter os finais de semana sempre ocupados por atividades artísticas nesses locais, promovendo ampla programação para a comunidade. E já estamos contatando grupos teatrais para que isso ocorra o quanto antes”, diz a secretária Tânia Santos.

Por sua vez, o incentivo à leitura estará sendo também guarnecido com uma sala exclusiva para atividades voltadas para a primeira infância, em parceria com o Arapiraca Garante a Primeira Infância (Agapi). Para os estudantes tanto da rede municipal como privada, para pesquisas em grupo, criamos núcleos onde eles possam fazer suas tarefas com presteza. “Esta renovação na estrutura da Casa da Cultura atende à toda a população”, diz o deficiente visual e assistente Cristiano Miguel Pontes. Ele comenta que o local reservado para a audição de audiolivros e leitura em braile chegou em boa hora, pois o local já servia de ponto de encontro dos amigos que compactuam da mesma necessidade especial. “Estamos gratos por este espaço, afinal pouco gente sabia de sua existência. Agora, mais pessoas podem vir aqui conhecer de perto o extenso acervo que a Casa da Cultura possui neste sentido”, diz ele, ressaltando que o órgão fica no centro comercial do município o que facilita o transporte.

Come feito, toda esta dinâmica fez da Biblioteca Municipal Professor Pedro de França Reis, juntamente a nossas Arapiraquinhas – que ficam nas praças da cidade –, ser selecionada a participar de projeto piloto da Fundação Bill e Melinda Gates, já que Arapiraca possui o Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas.

Implantando o projeto federal “Tô na Rede”, a ideia é que as bibliotecas daqui trabalhem mais com uma metodologia participativa, mais perto da comunidade e sua demanda, a focar na tecnologia da informação e comunicação. Para isto, também haverá a implementação do programa Alexandria, de informatização e cadastro de todos. “Com certeza, este é um estágio que estamos alcançando em que não podemos retroceder. A cultura agradece a cada fagulha de esperança depositada por entre livros aqui. O futuro está em quem os abre: vocês, arapiraquenses”, pontua a prefeita Célia Rocha, parabenizando toda a equipe envolvida neste resgate.

Na ocasião, onde empresários, vereadores e secretariado estavam presentes, foi lançada a exposição “Coisas do Chão da Minha Terra”, com muito artesanato e referências ao Museu Zezito Guedes e Memorial da Mulher Ceci Cunha.

Ao final da cerimônia da entrega da reforma, aconteceu uma apresentação do coral Sons e Dons – que integra os grupos da Rede de Pontos de Cultura de Arapiraca, onde cada uma ganhará R$ 180 mil –, cantando Aquarela do Brasil e uma música que será encaminhada para a Câmara de Vereadores para se tornar Hino da Emancipação, escrita pelo cordelista Ronaldo Oliveira e musicada por Marcos Senna.

Coral Sons e Dons

Aval Cultural – Com 16 anos de atividades, a Casa da Cultura, inaugurada no dia 20 de agosto de 1998 no primeiro mandato da prefeita Célia Rocha, presta um serviço à comunidade com teor de preservação e reverência à história.

Com acervo literário dos artistas de Arapiraca, réplicas de atavios utilizados na cultura fumageira e fotografias do ciclo do fumo, além de cópias de objetos da nossa Cultura Popular Tradicional, o espaço abriga ainda a Biblioteca Municipal, que existe desde 1959 e transferiu-se para lá quando da inauguração da Casa da Cultura. O local, que se encontra na Rua Esperidião Rodrigues, na Praça Luiz Pereira Lima, é voltado também para exposições de artes e feiras de pesquisas.

Fonte: http://www.arapiraca.al.gov.br/v3/noticia.php?notid=7995

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
CULTURA E TURISMO – Secretaria Passa a Funcionar na Casa da Cultura / Local foi recém-reformado e ampliado no dia 30 de outubro de 2014, e agora abrigará secretaria
Por Dep. de Imprensa, em 05/01/2015

O ano de 2015 parece ser o ano das mudanças para melhor em Arapiraca. Já neste início do mês de janeiro, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) deixará de operar no Centro Administrativo Antônio Rocha, bairro de Santa Edwiges. De mala e bagagem cultural prontas, a pasta agora vai funcionar na recém-reformada e ampliada Casa da Cultura, entregue pela prefeita Célia Rocha no aniversário de 90 anos da cidade. As atividades começam já normalmente nesta quarta-feira (7), a partir das 8h.

A casa, situada na Praça Luiz Pereira Lima, no Centro, vai se tornar ainda mais o centro de ações no setor cultural e turístico. No local, atua também a Biblioteca Municipal Professor Pedro de França Reis, recentemente selecionada para projeto da Fundação Bill & Melinda Gates. “Com nossa ida para lá, a prefeita Célia Rocha centraliza os vários universos artísticos da cidade e, desta forma, trabalha para que eles sejam polarizados pelos nossos bairros. Já teremos em breve a Rede de Pontos de Cultura, onde instituições habilitadas irão preencher as lacunas em 10 bairros de Arapiraca, o que significa um investimento de R$ 1,8 milhão e a cultura mais perto do nosso povo”, diz a secretária da Sectur, Tânia Santos.

Há agora na casa, uma sala de leitura em braile, totalmente adaptada para audiobooks também; o Espaço Multimídia Paulo Lourenço da Silva, em reverência ao agitador cultural “Paulo do Bar”, com milhares de vinis; pisos táteis e aderentes para que todos se guiem com precisão e ainda um elevador para levar as pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida até o primeiro andar, onde se instalará muito em breve um Café Cultural e já existe um teatro para mais de 100 pessoas. Por sua vez, o incentivo à leitura estará sendo também guarnecido com uma sala exclusiva para atividades voltadas para a primeira infância, em parceria com o Arapiraca Garante a Primeira Infância (Agapi). Aos estudantes tanto da rede municipal como privada, para pesquisas em grupo, foram criados núcleos onde eles possam fazer suas tarefas com presteza.

Tô na Rede – Com efeito, toda esta dinâmica fez a Biblioteca Municipal Professor Pedro de França Reis, juntamente a nossas Arapiraquinhas – que ficam nas praças da cidade –, ser selecionada a participar de projeto-piloto da Fundação Bill e Melinda Gates, já que Arapiraca possui o Sistema Municipal de Bibliotecas Públicas. Implantando o projeto federal “Tô na Rede”, a ideia é que as bibliotecas trabalhem mais com uma metodologia participativa, mais perto da comunidade e sua demanda, a focar na tecnologia da informação e comunicação. Para isto, também haverá a implementação do programa Alexandria, de informatização e cadastro de todos. “Com certeza, este é um estágio que estamos alcançando em que não podemos retroceder. A cultura agradece a cada fagulha de esperança depositada por entre livros aqui. O futuro está em quem os abre: vocês, arapiraquenses”, pontua a prefeita Célia Rocha.

Fonte: http://www.arapiraca.al.gov.br/v3/noticia.php?notid=8194

[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

Anúncios

Rodrigo Cunha


Rodrigo Cunha

PERFIL – Rodrigo Cunha

Alagoano de Arapiraca, torcedor do ASA desde sempre. Filho da médica e deputada federal Ceci Cunha e do comerciante Juvenal Cunha (in memorians). Esposo da professora e advogada Lavínia e pai de João Juvenal e Luna Ceci.

Formado em Direito pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas), com pós-graduação em Gestão Pública, Gestão empresarial e Direito do Consumidor. Rodrigo assumiu, em 2007, a superintendência do Procon Alagoas.

Em sete anos de atuação, Rodrigo fez do Procon muito mais que um órgão de fiscalização das empresas. Desenvolveu projetos culturais, educacionais e sociais que beneficiam toda a sociedade.

Com competência, seriedade e capacidade de gestão, o Procon Alagoas se tornou referência nacional. Rodrigo foi eleito vice-presidente da Associação Brasileira dos Procons e membro da Comissão Nacional e Proteção ao Consumidor e Acesso à Justiça. Sempre considerou que a informação é a melhor forma de defesa do consumidor, por isso esteve presente na mídia com quadros em programas de televisão e rádio, além de um blog na internet. Tornou-se palestrante nacional e seu trabalho já foi tema de TCC de pós-graduação.

Rodrigo Cunha fez a diferença. Transformou o Procon em um órgão inovador e conquistou o respeito da sociedade alagoana pelo seu trabalho coerente em busca da cidadania e justiça.

[ Fonte: http://rodrigocunha45888.com.br/ ]
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

POR QUE RODRIGO CUNHA É DIFERENTE?

* BEM PREPARADO – Advogado, Rodrigo Cunha se formou pela UFAL e fez três pós-graduações em Direito do Consumidor, Gestão Pública e Gestão Empresarial;

* COMPETENTE – Em sete anos de atuação, Rodrigo fez do PROCON-AL muito mais que um órgão de fiscalização as empresas. desenvolveu projetos culturais, educacionais e sociais que beneficiam a sociedade. O PROCON-AL se tornou referência nacional;

* DEFENSOR DA CIDADANIA – Rodrigo levou informação para que os alagoanos exigissem seus direitos;

* HISTÓRIA DE VIDA E SUPERAÇÃO – Rodrigo teve seus os pais, Juvenal e Ceci Cunha, assassinados no dia em que Ceci foi diplomada emse segundo mandato como deputada federal. Ele lutou mais de 13 anos por justiça para que os assassinos de seus pais fossem presos.

[ Fonte: Panfleto da campanha de Rodrigo Cunha, 2014 ]
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Rodrigo Cunha

ENTREVISTA – Revista “Alagoas S.A.” (2014)

RODRIGO CUNHA: UM DEFENSOR DOS DIREITOS DO CIDADÃO

Exemplo de profissional atuante na luta pelos direitos dos cidadãos alagoanos, Rodrigo Cunha, formou-se em Direito pela UFAL (Universidade Federal de Alagoas), em 2005. No ano seguinte, embarcou para Portugal em busca de nova qualificação profissional onde cursou a Pós-Graduação em Gestão Empresarial. Ao retornar para Alagoas, vivenciou a gestão de um negócio próprio no centro de Maceió/AL e, três anos depois, foi convidado a participar da equipe do PROCON-AL, órgão que tem como objetivo principal a defesa do consumidor.

Em janeiro de 2008, Rodrigo Cunha, assumiu a superintendência do PROCON-AL comprometendo-se ainda mais em promover a justiça nas relações de consumo entre clientes e empresas.

Nos sete anos em que ficou á frente o órgão, desenvolveu projetos inovadores voltados para o público mirim, comunidades, idosos e empresários, além de ter idealizado a expansão do PROCON-AL para o interior do estado.

ALAGOAS S.A. – O Sr., depois de ter assumido a superintendência do PROCON-AL, adquiriu ainda mais conhecimento a respeito dos direitos do consumidor. O alagoano tem noção sobre os seus direitos ou os reivindica aleatoriamente?
RODRIGO CUNHA – Acredito que o alagoano está cada dia mais informado sobre os seus direitos. Essa foi uma conquista do trabalho desenvolvido pelos projetos do PROCON-AL, do apoio e cobertura da empresa e, principalmente, da mobilização das pessoas que buscam orientações para agir da maneira correta. os programa que faço nas TVs e nas emissoras de rádio em Maceió e Arapiraca/AL, sempre recebo perguntas coerentes de consumidores atentos ás situações do dia a dia e que não fiam satisfeitos com o comportamento de determinadas empresas. Acho isso muito bom, pois cada vez mais vai possibilitar um mercado saudável para todos.

ALAGOAS S.A. – Quais os casos mais emblemáticos que ainda persistem e atingem o consumidor alagoano?
RC- Infelizmente, aqui ainda temos grandes problemas com o sinal das operadoras de telefonia móvel, o descumprimento do tempo limite de espera na filas as agências bancárias e as mudanças contratuais dos reajustes de planos de saúde. Quando estive á frente do PROCON-AL, propusemos ação conjunta com a OAB/AL e Ministério Público Estadual e conseguimos proibir a operadora TIM de vender novas linhas pré e pós pagas devido aos problemas causados pela deficiência no serviço prestado. Foi uma ação pontual, mas que teve grande apoio da população, pois a insatisfação de todos era grande.

ALAGOAS S.A. – Quais segmentos ou produtos que apresentam alto índice de reclamação e exigem maiores cuidados do consumidor na hora da compra?
RC – Em geral, os consumidores devem ficar muito atentos na hora da compra de qualquer produto. Nas lojas de imóveis e eletrodomésticos, por exemplo, devem estar expostos claramente o valor dos produtos á vista, os juros pagos em cada parcela e o valor final. Vale lembrar que é preciso cautela não só no pagamento, mas esclarecer também as condições e o prazo de entrega dos materiais. E para não ter nenhum tipo de problema o consumidor deve sempre exigir a nota fiscal da compra.

ALAGOAS S.A. – Que orientação daria aos clientes para fazer uma boa compra?
RC – Pesquisar. A informação é a grande aliada dos consumidores na hora da compra. É interessante verificar não só as pesquisas realizadas pelo PROCON-AL em épocas como o Dia das Mães, Namorados e outras datas comemorativas, mas também conversar com amigos, familiares e vizinhos que já tenham co prados produtos similares e possam indicar a melhor empresa para fazer a compra. E também temos os recursos da internet que nos ajudam bastante a investigar as empresas, principalmente, quando a compra é online.

ALAGOAS S.A. – Muitas vezes o cidadão deixa de fazer justa reclamação pela demora na resolução da pendência. Qual é o prazo que se gasta para chegar ao consenso entre fornecedor e cliente?
RC – É fundamental que o consumidor registre sua ocorrência ou reclamação na loja onde o produto ou serviço foi adquirido e os fornecedores têm que indicar qual a solução para o problema do cliente. No caso dos produtos não duráveis, como alimentos, flores, roupas, calçados, o prazo é de 30 dias; já no caso de produtos duráveis, como eletrodomésticos, veículos e máquinas, o prazo é de 90 dias a contar da data de recebimento da mercadoria.

ALAGOAS S.A. – O Sr. poderia citar quais as principais conquistas do alagoano em se tratando do direito do consumidor?
RC – O programa da Nota Fiscal Alagoana é um exemplo relevante da nova postura no mercado. É grande a adesão de estabelecimentos no sistema, mas o papel principal é do consumidor que deve exigir a nota sempre que adquirir um produto ou serviço. Além de promover a cidadania ao ajudar na redução da sonegação fiscal no estado, o consumidor recebe crédito de 30% do valor recolhido pelo estabelecimento, proporcional a nota fiscal emitida. Esses créditos podem ser reduzidos do IPVA ou até mesmo serem transferidos para as contas corrente ou poupança do consumidor. Outra conquista importante é a ampliação do acesso ás unidades do PROCON na capital e também no interior do estado, facilitando a vida de todos os consumidores.

ALAGOAS S.A. – Por que as empresas e os bancos sobremaneira teimam em desrespeitar o cliente? As agências bancárias raramente seguem o determinado em lei de o cliente passar no máximo passar 30 minutos na fila á espera do atendimento no caixa. A culpa é do banco ou do cliente que se acomoda e não exige valer os seus direitos?
RC – De fato, essa é uma reclamação recorrente pelos consumidores alagoanos. Acredito que a plena aplicação da lei só será cumprida com a ação conjunta dos setores da sociedade, ou seja, pelos clientes registrando as ocorrências e também pelo PROCON atuando para inibir essa prática abusiva sobre o consumidor até que os bancos passem a cumprir a lei. No início do ano, conseguimos uma intervenção de 24h em duas agências bancárias, pois o número de inflações estava bastante elevadas.

ALAGOAS S.A. – Falta alguma legislação ou normativa no país que dê maior segurança e rapidez ao processo? O que ainda se faz necessário para que se atenue os conflitos fornecedor x cliente?
RC – Sim, falta uma legislação que permita uma maior celeridade aos processos em todas as esferas. Para que esses conflitos sejam atenuados, é preciso que ocorra uma negociação clara, límpida e saudável entre as partes para que assim haja o equilíbrio das relações de consumo. Diálogo e informação deve caminhar juntos para minimizar as divergências entre fornecedores e clientes.

ALAGOAS S.A. – Qual a sua avaliação sobre a aquisição de produtos no exterior? Há garantias que respaldem o consumidor?
RC – É muito comum a aquisição de produtos, principalmente eletrônicos pelas pessoas que viajam pelo exterior. Essas compras devem ser bem observadas, pois caso haja algum defeito no produto é possível responsabilizar o comerciante ou fabricante estrangeiro sob a legislação do país em que a compra foi realizada. Caso o consumidor opte pelo comércio online, na situação de compra direto do fornecedor estabelecido fora do país, a exportadora não tem a obrigação, exceto quando contratualmente essa categoria seja oferecida.

ALAGOAS S.A. – Falando um pouco sobre a economia, o estímulo ao crédito impulsionou o brasileiro ir ás compras. Essa realidade do dinheiro disponível para aquisição de bens está levando muitas pessoas a ter dificuldade de honrar as parcelas e está empurrando-os para o SPC (Serviço de proteção ao consumidor) e a SERASA. Como o alagoano pode fugir desse problema financeiro?
RC – Para evitar constrangimentos e dificuldades financeiras, é aconselhável que as pessoas tenham um orçamento anotado com as despesas pessoais e domésticas. Uma boa opção é ter uma planilha com todos os gastos para que sejam visualizadas a renda e os custos mensais para que assim o consumidor possa avaliar a possibilidade ou não, de aquisição de novos produtos e serviços sem comprometer a qualidade de vida da família.

ALAGOAS S.A. – Como o estado poderia contribuir para o consumidor de hoje e, sobretudo, o de amanhã não venha a cometer os mesmos equívocos do presente e adquira conhecimento sobre disciplina financeira e saiba administrar seu orçamento?
RC – A melhor forma é através de projetos e iniciativas de educação financeira direcionados para todas as faixas etárias. Para isso, é preciso mobilizar o público infantil a consumir de maneira consciente como por exemplo, no PROCON Mirim, pois esses tornam-se agentes multiplicadores com familiares e amigos. Devemos pensar também em projetos para o público idoso, estimulando os mesmos a serem fiscais da cidadania e assim colocando em prática toda a experiência de vida.

[ Fonte: Revista “Alagoas S.A.”, Maceió/2014 ]

[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

Zé Do Rojão / Por José Amaro Filho


Zé do Rojão

Por José Amaro Filho


1.     Em vinte e três do novembro

De dois mil e treze o ano

Arapiraca cobriu-se

De tristeza e desengano

Zé do Rojão se acabou

Só resta a saudade deixou

Para o povo alagoano.

 

2.     José Cícero dos Santos

Era o seu nome verdadeiro

Nasceu no ano de 38

Em vinte sete de fevereiro

Em onze de dois mil treze faleceu

Arapiraca perdeu um grande artista guerreiro.

 

3.     Deixou a mulher e filhos

Amigos parentes e manos

Foi morar no cemitério

Cadeia do desengano

Uma morada esquisita

Onde só tem visita

Uma vez por ano.

 

4.     Partiu do mundo dos vivos

Porque chegou o seu dia

Estar na morada eterna

Com Jesus e com Maria

Onde ninguém não era

E o corpo ficou na terra

Debaixo da terra fria.

 

5.     No céu não se vê escravo

Nem um do outro senhor

As fortunas são iguais

E todos em só cor

É diferente daqui

Para o dono dali

Dinheiro não tem valor.

 

6.     Dona Marisa chora

Derrama lágrimas no chão

Ao lado dos seus filhos

Triste sem consolação

Chorar é o seu papel

Para seu esposo fiel

Que foi o Zé do Rojão.

 

7.     Ela chorando diz

Ou meu Deus tenha piedade

Protege o meu esposo

Por vossa Santa Bondade

Cubra ele com seu véu

Le de um cantinho no céu

Lá na santa eternidade.

 

8.     Era querido de todos

Foi bom esposo e bom pai

Do coração da família

Suas lembranças na sai

Lá em sua moradia

Ficou a fotografia

Lembrança que mais distrai.

 

9.      Cantor e declamador

De grande capacidade

Sorridente e brincalhão

Cheio de felicidade

Era querido e amado

Por todo mundo abraçado

Na alta sociedade.

 

10. Grande comunicador

Locutor de tradição

Na Rádio Novo Nordeste

Fazia a locução

Foi embora o nosso artista

Declamador humorista

Que foi ZÉ DO ROJÃO.

 

Autor: José Amaro Filho

Repentista e cordelista

Poeta popular.

Endereço:

Rua João Francisco de Souza, 23

Bairro: Cavaco

Cel: (82) 9625-4473

 Arapiraca 28 de novembro de 2013.

Publicação:

Gilvan Juvino

NOSSA TERRA, NOSSA GENTE por José de Sá


FESTA DE N. S. DO BOM CONSELHO – Por José de Sá

Estamos continuando com a série de comentários, focalizando a nossa querida Arapiraca, tão querida que deixa a gente sem fôlego para comentar. Hoje vamos falar a respeito da nossa festa , a festa de N.S. do Bom Conselho .
Adeus festa. Que festa. Alguém que não viveu os momentos de alegria que nós desfrutávamos nos anos dourados, onde o respeito aos santos, onde as nossas tradições eram respeitadas.
Alguém pode até dizer como já ouvi , quem vive de passado é museu. Arapiraca, hoje uma cidade sem memória . Aqui não se conserva nada. Não é preciso lembrar nada. Quem toma conta do poder não tem nenhum interesse em conservar isso ou aquilo .
Existe festa da padroeira hoje? Respondam por favor. O que nós estamos assistindo é um parque que tira dentro de segundos o dinheiro do pobre pai de família que para satisfazer a vontade dos filhos, deixa de comprar o pão e a carne para entregar ao parque explorador, o verdadeiro vendedor de ilusões .

Se não bastasse a maior desorganização de barracas acumuladas no destruído Parque Cecí Cunha , a nossa querida deputada, se hoje fosse viva ficaria envergonhada com tamanha desordem.
O transito mete medo aos que precisam se locomover. Ainda chamam de festa da padroeira.
Aquilo cheio de malandros . Cheio de pessoas de pensamentos negativos e de brutal procedimento  é chamada de festa da padroeira. Fiquei irritado quando resolvi dar umas voltinhas e conhecer o que fizeram com uma tradição secular, que já foi evento cadastrado no calendário turístico do Brasil.

Eu levaria horas e horas escrevendo, se fosse relatar o que foi a festa de nossa excelsa padroeira.
Quantas saudades eu sinto da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais. E assim que nós ficamos ao depararmos com tamanha anarquia . Falta o cuidado e o respeito as nossas tradições. Os nossos impostos sobem vertiginosamente e nós ficamos chupando os dedos quando nos deparamos com tamanha brutalidade. Nós tão valemos nada, o nosso dinheiro vai pelo ralo.
Tiraram a festa do comércio porque Arapiraca cresceu. Agora eu lhe pergunto, Recife cresceu?
Porque a festa da padroeira do Recife, N.S. do Carmo, é no centro do Recife/PE, o Carnaval é no centro do Recife . Não estou aqui querendo que volte os tempos passados. Estou querendo defender as tradições que em outras cidades são respeitadas. Estamos cansados de tanto engano.Votamos, pensando que estamos acertando. Que decepção. É uma pena, não acertamos nós povos, vamos continuar sonhando com a divulgação de um slogan mentiroso, futura metrópoles e haja besteira nisso.

Você meu amigo, está convidado para assistir no dia 2 de fevereiro a procissão de N.S. DO BOM CONSELHO, e ver os políticos acenando para o -povo, como se a festa fosse deles. Eu te peço, Virgem Santa, Mãe do Bom Conselho, tem piedade daqueles mascarados que nem católicos são. DAI A CESAR O QUE É DE CESAR.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
NASCIMENTO, VIDA, PAIXÃO E MORTE DO MORRO SANTO DA MASSARANDUBA
Por José de Sá (23 de abril de 2014)

Agora que passou a Semana Santa, tenho o direito de relatar, o que aconteceu com o espetáculo do Morro Santo da Masaranduba. Alguém mal informado andou comentando que as minhas invenções não tem continuidade. Tenho agora a oportunidade de responder em alta voz, tudo o que foi feito para acabar com o espetáculo. Ouvi atentamente todas as entrevistas dos responsáveis pelo evento. Achei até engraçadas, pois nenhum teve a capacidade de assumir a responsabilidade.

O espetáculo nasceu de um político que tinha a pretensão de tornar o morro famoso. Até ai muito bem. Fui convidado para participar do projeto que deveras interessante me chamou muita atenção. Na época eu era diretor de Cultura da Prefeitura de Arapiraca/AL. Encontrei no morro uma ladeira, que não tinha acesso nenhum. Combinei com o Sr. Demuriez Leão, para planear o local e ali fazer o plano para construirmos os cenários. Trabalhei com máquinas fornecidas pelo então governador Divaldo Suruagy. Estudei um projeto como seria o trajeto do espetáculo e tudo correu certinho. Dinheiro, conforme nos informou Demuriez não tinha, era para trabalhar na raça. Mas eu topei o desafio. Reuni uma equipe de amigos e toquei o barco. Poucos “cobres” que eram repassados para nós, eram transformados em grande quantia. Chegou a época dos ensaios, a nossa alimentação era pão doce com caldo de cana. Todos trabalhavam com afinco era o amor a arte.

Nosso texto foi escrito pelo (saudoso) Professor Cícero Feitosa. Nossos figurinos confeccionados pela ex-vereadora Maria Aparecida e Cícero Feitosa. Não era tão luxuoso mas daria um bom visual. Cenários trabalhados por mim e os amigos saudosos Felipe Borges e Maria Eliza Borges. Chegou o dia do espetáculo o trabalho foi grande, o suor e as lágrimas nos dava a satisfação de ver tudo dando certo. E, apresentamos com muita raça aquilo que para muitos era difícil, que só fazem com muito dinheiro.

Passei quatro anos apresentando a PAIXÃO DE CRISTO do Morro Santo. Mas os invejosos começaram a aparecer. De Maceió/AL partiu uma secretária de Turismo do governo do Sr. Ronaldo Lessa, veio assistir o espetáculo e criticou “Ih tá muito amador! Vamos trazer profissionais da capital para direção e vamos transformar o espetáculo na Nova Jerusalém de ALAGOAS”. Eu sabia que a partir dali ia chover rios de dinheiro. Trouxeram para Arapiraca o Sr. Alberto Ducarmo conhecido diretor que gostava de mudar tudo. A primeira coisa que fez: cortou todos os meus artistas e trouxe uma turma de estrelas cobertas de purpurinas que causou alarme em Arapiraca. Depois mudou o texto do espetáculo, apresentando um texto antibíblico e vou provar aqui. Em que parte da Bíblia consta que na hora de Pilatos julgar Jesus Cristo, a esposa de Pilatos estava em cena pedindo para não condenar Jesus. Cortou as cenas mais bonitas do nosso espetáculo. Mudou os cenários. Construiu cenários de esteira e papel laminado, sem arte, sem vida. O pior é que eu havia fundado o espetáculo, era recebido muito mal por eles, que lutavam para a minha saída. Morria ali um projeto tão bonito. Morria ali o meu sonho.

Pensa que me intimidei? NÃO. Me retirei. Saí sem dar nenhuma satisfação pois nunca fui remunerado como devia, tenho até hoje recibos, durante quatro anos de espetáculo recebi “QUATRO MIL E QUINHENTOS REAIS” e agora chegavam as grandes estrelas a ganhar somas altas , porque o dinheiro chegava em grande escala. Sabe quanto ganhava um ator meu? Vinte reais. Trinta reais. Agora, o melhor estava para acontecer, o Bispo Diocesano pensando que eu ainda participava, me convidou para uma reunião e me disse: A PARTIR DE AGORA EU QUERO QUE O SENHOR TIRE O NOME DE FUNDAÇÃO CULTURAL MORRO SANTO DA MASSARAMDUBA, E PONHA FUNDAÇÃO CATÓLICA MORRO SANTO DA MASSARAMDUBA. OUTRA COISA, NÃO QUERO MAIS ESPETÁCULO EM CIMA DO MORRO. EU RESPONDÍ: PARTICIPE AO SR. DEMURIEZ, POIS NÃO TENHO MAIS NADA ALI. Terminava o sonho. Agora era Paixão em baixo do morro. O terreno que servia de estacionamento era alugado para manter o rio de dinheiro. Acabou o belo projeto. A PAIXÃO morreu. Ainda continuaram alguns anos sem sucesso.
Eles não lembravam que os meus amadores foram elogiados pelo FANTÁSTICO E JORNAL NACIONAL DA GLOBO, coisa que nunca aconteceu com eles. Até que um dia, o novo secretário de Turismo Sr. Eduardo Bomfim, com a minha presença, cortou a verba governamental por falta de prestação de contas. Deixou o espetáculo o Sr. Demuriez. Ao se retirar não quis mais continuar e acabou o espetáculo que já estava pronto.

NO ANO SEGUINTE a turma continuou. Brigas e mais brigas, afastaram, o Sr. Alberto. Vieram outros, e o patrocínio era alto, mas brigavam. Até que chamaram a família BIRIBINHA, QUE SAIU POR FALTA DE PAGAMENTO. E continuaram , e morreu tudo. Dois anos sem a PAIXÃO. AGORA EU PERGUNTO: PAROU PORQUE? NOVAMENTE NÃO PRESTARAM CONTAS AO PODER PÚBLICO, COM A PALAVRA O PRESIDENTE DO SINDICATO DOS ARTISTAS, QUE EM VÁRIAS ENTREVISTAS NAS EMISSORAS DE ARAPIRACA RELATOU O FATO. POIS É…
CONTEI O NASCIMENTO, VIDA, PAIXÃO E MORTE DO MORRO SANTO DA MASSARAMDUBA. AGORA, A RESSURREIÇÃO É COM ELES.

LEIA COM MUITA ATENÇÃO. SEU AMIGO DIGNO!

Visite o Blog Studio José De Sá
http://studiojosedesa.blogspot.com.br/

Comentários (23/04/2014):
1. Roberto Baía
Que coisa!!!!

2. José Carmo de Sá
AGRADEÇO A TODOS, PUBLIQUEM. O DINHEIRO NOSSO ESTÁ INDO PARA O RALO.

3. Joel Carlos
Sem comentarios voce sabe o que fala e sem falar no alto da compadecida era simplesmente lindo.

4. José Carmo de Sá
OBRIGADO AMIGO. SÃO TANTAS RECORDAÇÕES.ESSES CARAS DE HOJE SÓ FAZEM TEATRO, PARA METER O DINHEIRO PÚBLICO NO BOLSO.

5. Olga Soares da Silveira
Parabéns amigo!Sei que tudo que falou é pura verdade,você é um pioneiro na arte em Arapiraca te acompanho a muitos anos e sei da sua dignidade!

6. Iran Silva Bezerra
Fiz parte dessa historia…

7. Gustavo Silva
Iran também estive lá. Parabéns, José Carmo de Sá.

8. José Carmo de Sá
MUITO OBRIGADO. É PRECISO A AJUDA DE TODOS PARA CONTARMOS A VERDADE. UM PROJETO LINDO, QUE INSPIROU OUTRAS CIDADES, E OS SANTINHOS COM A CARA MAIS LISA VEM FAZER ENTREVISTAS MENTIROSAS, PEDINDO SOMAS EXORBITANTES PARA CONTINUAR FAZENDO CENÁRIO DE MADEIRA E PAPELÃO. NÃO LEMBRA QUE A NOSSA ALIMENTAÇÃO DEPOIS DO ESPETÁCULO, ERA UM PÃOZINHO COM UM PEDACINHO DE QUEIJO E UM COPINHO DE GUARANÁ.

9.Cicero Perera
Vê se essa direção do morro se liga e manda vc toma conta ai da tudo certo.

10. Marcos Ernesto Bezerra
Parabéns José de Sá, sempre tive admiração pelo seu talento e hoje estou orgulhoso de VC. O povo de Arapiraca precisa saber dessa e de outras coisas que acontece. Parabéns mil.

11. Wagner Dias Guiné
Coragem falar… Parabéns!!! Um país sério começa assim, com a coragem e dignidade de seu povo.

Comentários (23/04/2014):
1. Gilberto Lima Cavalcante
Parabéns J. Sá, realmente isso e um pura verdade, e o Morro da Massaranduba só teve espetáculo digno quando vc estava a frente.

2. Eli Machado
Professor José de Sá esta terra deveria ter orgulho por tudo que fez pela cultura, porque fui uma das pessoas que muito fui ajudada por vc!
Parabéns e espero que um dia o Senhor tenha seu devido reconhecimento!
Quanto ao Morro, infelizmente tudo se deu pela inveja do projeto, que sobre humildade funcionava muito mesmo! Porém estamos ai agora sem nada!

3. Dira Lino
Parabéns Mestre. Todos nós sabemos do seu taleto e honestidade em tudo que faz.

4. Ronaldo Nobre Leão
Essa história poucos sabiam, parabéns pelas informações e pelo seu trabalho.

5. Gerzun Lopes Lopes da Silva
Isso ai sim Carmo de Sá, também deveria ser notícias do Fantástico e do Jornal Nacional da Globo com muito Ibope, só pra nós vermos as qualidades da espécies de politicos bagaço que temos em nosso Estado que também não é essas maravilhas toda só aparece na TV quando é pra ser rebaixado mais ainda do quer ja é, e essa é.

6. Gerzun Lopes Lopes da Silva
Essa é a verdade nua e crua dos nosso políticos: ambições e ambições, e trabalho nada, ô miséria é só o que trazem pra nosso Estado e nossa cidade. Forte abraço, meu querido.

7. Givaldo Pinheiro
Falou a voz do conhecimento e da experiência… Parabéns!

[ Fonte: Facebook de José Carmo de Sá ]

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Site do post.

Stúdio José de Sá

Postado por Gilvan Juvino

 

Santuário do Santíssimo Sacramento



 
Igreja Nossa Senhora do Bom Conselho
 
Primeira Igreja de Arapiraca-AL construída em 1864 por Manoel André, e melhorada muitas vezes pela comunidade. 
 
Neste local é que foi fundada a cidade de Arapiraca.
 
No chão desta Igreja foram sepultados os primeiros habitantes de Arapiraca, até o ano de 1905.
 
Está sepultada também Dona Isabel da Rocha Pires, sogra de Manoel André, que faleceu em 1873.
 
                                                                      

Igreja Nossa Senhora do Bom Conselho

                                                                          

Altar de Nossa Senhora do Bom

 
 
 
 
Pesquisa:
Blog Arapiraca Legal.
E-mail: bolgassociado1@live.com
 

Tânia Maria dos Santos


 

BIOGRAFIA – Tânia Maria dos Santos

( Carece de fonte )

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

Tânia Maria dos Santos: Secretária de Cultura e Turismo.

* Graduação: Gerenciamento de cidades.
* Atualmente é acadêmica do curso de Administração Pública.

Experiência profissional:
* Servidora efetiva da Prefeitura de Arapiraca/AL, desde 2001, desempenhando várias funções nas secretarias de Finanças e Governo;
* Foi colaboradora da estruturação da Secretaria de Cultura onde ocupou o cargo de diretora do departamento administrativo;
* Coordenou o projeto: ”Corredor de Cultura”, da Secretaria de Cultura deste município.

________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

CIDADES EM FOCO
Por Roberto Baía

Metrópole do Futuro
As duas últimas décadas mostraram o potencial econômico e turístico que Arapiraca-AL carrega e pode proporcionar. Além de ser considerada como a “Metrópole do Futuro” e a sétima cidade com maior poder de consumo e crescimento, segundo especialistas, o município é berço de um povo acolhedor e cheio de fé em um futuro melhor.

Turismo
Na última quinta-feira (19), foi criado o Conselho Municipal de Turismo, após reunião ordinária ocorrida no Memorial da Mulher Ceci Cunha, no bairro Alto do Cruzeiro, com a presença da secretária municipal de Cultura e Turismo, Tânia Santos, e representantes do poder público e privado.

Planetário
Como Arapiraca não possui mar – um dos fatores que mais atraem turistas para Alagoas – a cidade se consolidou por seus equipamentos culturais, sobretudo. A exemplo disso, há aqui o primeiro Planetário Digital do Nordeste, um Mercado do Artesanato que agrega uma concha acústica para apresentações artísticas e o festival Viva Arapiraca!, maior evento aberto de música do estado.

Áreas Verdes
Além disso, existem museus e áreas verdes no coração da cidade que pulsam junto com a atividade turística. Este é o pensamento da prefeita Célia Rocha. “Nossa gestora quer reforçar esses aparatos já existentes para que nosso caminho seja trilhado sempre por novas pessoas a visitar o município. “Estou muito feliz por este momento que vivemos, já que o Centro de Convenções vem aí”, ressalta Tânia Santos – responsável pela SECTUR (Secretaria Municipal de Cultura e Turismo).

Grandes Eventos
Com a chegada do empreendimento – garantido pela prefeita Célia Rocha (PTB), após busca de recursos em Brasília-DF no montante de R$ 10 milhões, Arapiraca entra em definitivo no mapa dos grandes eventos, o que faz convergir pessoas de localidades distintas e não apenas das cidades circunvizinhas.

Projetos
“Nós temos projetos em andamento como o ‘Cultura na Praça’, com o mestre Afrísio Acácio do Acordeon, comandando o resgate da nossa Cultura Popular Tradicional, todas as segundas-feiras, exatamente nos dias de Feira Livre de Arapiraca; o ‘Som do Mercado’, que leva até o palco do Mercado do Artesanato Margarida Gonçalves os talentos da terra, sejam eles da música, dança ou teatro”, disse a secretária Tânia Santos.

São João
Segundo ela, também é destaque em Alagoas o São João de Arapiraca-AL, o qual comporta o Maior São João Comunitário do Brasil, com disputa de quadrilhas por bairros e comunidades rurais, além, claro, do Viva Arapiraca!, festival que agrega mais de 200 mil pessoas, inclusive de outros estados e países, em quatro dias de muita música, acesso á cultura e paz.

Consolidação
“Com a consolidação deste primeiro Conselho Municipal de Turismo, poderemos galgar por novas perspectivas, ainda mais grandiosas”, destaca a secretária Tânia Santos, acompanhada do diretor de Ação Cultural, Wagno Godez, e da diretora de Turismo, Franciane Azevedo, e do festante de sua equipe técnica.

Documentação
Foi entregue ainda uma documentação para o gerente de Política de Fortalecimento da SETUR (Secretaria de Estado do Turismo), Francis Hurst, para Arapiraca-AL se torne, com efeito, mais uma região municipalizada de turismo em Alagoas.

[ Fonte: Coluna “Cidades em Foco” do jornal “Tribuna Independente”, 21 de dezembro de 2013 ]

[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]

ARAPIRACA, NOSSA TERRA, NOSSA GENTE


CONSIDERAÇÕES HISTÓRICAS*
Por José de Sá (Artista plástico, radialista, teatrólogo e prof. de música)

CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO TRABALHO HISTÓRICO, QUE ESTAREI ESCREVENDO ABORDANDO FATOS, GENTE, EVENTOS, COISAS QUE PASSARAM DURANTE A MINHA VIDA, DESDE A INFÂNCIA ATÉ O PRESENTE. ALGUMAS COISAS QUE PASSARAM DESPERCEBIDAS POR PESQUISADORES QUE ESCREVERAM E PUBLICARAM LIVROS, COM FATOS QUE NÃO EXISTIRAM, LEVANDO EM CONTA O OUVI DIZER.

OS ESCRITORES QUE NÃO VIVENCIARAM O MOMENTO, FICARÃO ATÉ CHATEADOS QUANDO COISAS QUE ESCREVERAM SÃO FÁBULAS E NÃO HISTÓRIA. É O RESULTADO DE UMA PESQUISA, ESCRITA POR MIM, QUE FUI TESTEMUNHA OCULAR DE TUDO DURANTE 74 ANOS DE ARAPIRACA.

ALGUÉM PODE ATÉ PERGUNTAR, PORQUE NÃO ESCREVEU UM LIVRO?
O FATO É QUE OS DONOS DO MÍSERO DINHEIRO NÃO ME DERAM CONDIÇÕES. ENTÃO APROVEITANDO A TECNOLOGIA VOU FAZER VALER INFINITAMENTE AQUILO QUE ME COMPETE FAZER VALER A VERACIDADE DOS FATOS INTERESSANTES DE UMA CIDADE QUE CRESCE ASSUSTADORAMENTE COM TRABALHO DE UM POVO VALENTE. ENTÃO, AGUARDEM NA PRÓXIMA SEMANA ACESSANDO O MEU BLOGGER.

GRATO, JOSÉ DE SÁ.

NOTA: SÃO HISTÓRIAS QUE VÃO MOSTRAR OS MOMENTOS IMPORTANTES DA CIDADE. ESPERO CONTAR COM AQUELES QUE SE INTERESSAM CONHECER A VERDADE.

* As histórias de Arapiraca-AL, contadas por José de Sá, a partir da próxima semana.

Fonte (link): http://studiojosedesa.blogspot.com.br/

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

ARAPIRACA: NOSSA TERRA, NOSSA GENTE – I*
Por José de Sá (Artista plástico, radialista, teatrólogo e prof. de música)

Escreveu José de Sá:

Em 1943, o senhor José Ferreira de Sá, conhecido como Zeca Barbeiro, chegou de S. Miguel dos Campos, trazendo sua família para residir em Arapiraca, na época conhecida a cidade do futuro promissor.

A família: D. Otília a esposa, Maria Nilda de Sá, Maria Elma de Sá, Elmo Ferreira de Sá, Benedito Ferreira de Sá, Maria Tereza de Sá, e José Carmo de Sá o caçula da família.

O senhor Zeca Barbeiro, instala a primeira barbearia da cidade com ótimas instalações luxuosas, com cadeiras de última geração na época, tesouras e máquinas moderna, e perfumaria com os  mais famosos perfumes franceses, isso chamou a atenção da sociedade, pois os barbeiros da época eram ambulantes. NOME DA BARBEARIA “SALÃO MODERNO” LOCAL: RUA ANÍBAL LIMA.

Residiam  ali, Luiz Pereira Lima, comerciante, morava no sobrado da esquina em frente ao Bazar Feliz na outra esquina principal ramo de negócio. Sr. Cornélio com sua esposa D. Nova e seus filhos, Domingos Mota,  que depois seria nomeado prefeito. Coronel Rufino  e seus familiares João de Brito esposo de dona Maroquinha, Lune Brito, Verônica Brito Albertina Brito seus filhos. A Rua Aníbal Lima era conhecida como beco do pinga fogo, por causa de muita gente que brigavam  no local. E olhe eram, brigas feias, e sempre tinha uma senhora que era mesmo de briga e se chamava D. Firmina, esposa do coronel Rufino,

.De vez em quando, não tinha com quem brigar, dizia: agora eu vou dizer umas verdades a mulher do sobrado, que era D. Afra, esposa do senhor Luiz Pereira Lima. Era um caso sério a D. Firmina, xingava tudo e a todos. Minha mãe contava que em certa ocasião, aconteceu uma chuva de trovoada, já que em 1943, foi um ano de seca. uma verdadeira enxurrada descia na rua de barro. D. Firmina pegou um pote e com uma cuia começou a por a água dentro. Minha mãe inocente chegou pertinho e perguntou: D. Firmina pra que é essa água? Ela chateada respondeu. A senhora deixe de ser ignorante, essa água é para lavar, cozinhar e beber, quem não conhece a  seca de Arapiraca, não sei porque veio morar nela, saia daqui antes que pegue um resfriado.

Governava a cidade o prefeito nomeado pela ditadura, senhor Manoel Leal, que residia  em um chalé, arquitetura chamada na época. Era como uma fazenda rodeada de arames, no bairro de Cacimbas cujo local, hoje é denominado Rua Manoel Leal.       

Obra de Manoel Leal: Poço para abastecer a comunidade da época.

A lembrança que me ocorre no momento, um cidadão baixo, de cabelos grisalhos de aparência simpática, fumando um rico cachimbo. Montado em belíssima charrete chegava sempre a Prefeitura que funcionava onde hoje é a Câmara Municipal na Av. Rio Branco, que era conhecida Rua do Cedro.

A obra principal de Manoel Leal foi mandar cavar um poço para servir a população, na Rua Nova, hoje chamada  Praça Marques da Silva. Poço que foi cavado no centro da rua, que até hoje tem água para manter as necessidades do local. bem vamos ficando por aqui, na próxima semana voltarei falando   ARAPIRACA, NOSSA TERRA NOSSA GENTE.

Fonte (link): http://studiojosedesa.blogspot.com.br/

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

ARAPIRACA: NOSSA TERRA, NOSSA GENTE – II*
Por José de Sá (Artista plástico, radialista, teatrólogo e prof. de música)

Movimento pela paz em Arapiraca (1944)

Escreveu José de Sá:
Eu tinha apenas 12 anos e não sabia porque o mundo estava em guerra, perguntava aos meus pais: o que é guerra? mais a resposta era muita complicada. São soldados americanos brigando com soldados alemães. E porque eles estão brigando? A resposta ainda não me convencia. Força do poder.

Estou aqui lembrando ARAPIRACA na Segunda Guerra Mundial. Era a primavera de l944, as pessoas comentavam coisas horríveis do tal HITLER . curioso que sempre fui, indagava a todos, porque aquilo estava acontecendo? mais as resposta não me satisfaziam. O que tenho a dizer é que a nossa pequena cidade estava assumindo o clima de guerra do Brasil. Meu pai, o senhor Zeca, alugou outro imóvel onde fomos morar, na chamada rua Nova, um imóvel que pertencia a família Rufino, atrás da casa na parte lateral, fora instada a barbearia que ganhava novas instalações na rua ANÍBAL LIMA . E na parte da frente na rua NOVA, SR.ZECA E D. OTÍLIA ,resolveram partir para um outro ramo comercial, hoteleiro, porque D. Otilia era uma grande cozinheira. Então surgiu o HOTEL ALVA E GLORIOSA, agora concorrente com o HOTEL ESTRELA de D. ROSINHA, que até achou uma ótima ideia pois era muito amiga da família Sá.

Foram construídos 12 quartos, e o restaurante era de primeira linha, pois os móveis vieram de Maceió . Porque estou comentando isso? naturalmente para enveredar no histórico da segunda guerra mundial. Hotel Estrela de d. Rosinha e Hotel Alva e Gloriosa do sr. Zeca, hospedavam os soldados americanos e brasileiros da forças armadas que passavam por Arapiraca. Eu ficava com um medo terrível quando via aqueles soldados armados até os dentes, pois é, naquele tempo o povo tinha medo de soldado.

Certa vez, a cidade fora avisada que haveria um ataque aéreo com alemãs. Um porta voz da prefeitura andou de casa em casa avisando, que as 6 horas da noite os aviões passariam e para que não fosse feito ataque a nossa cidade, apagaríamos a luzes e faríamos absoluto silêncio . Pois bem . Todas as pessoas fizeram isso, mas o que fiquei indagando, porque na hora D, os sinos das Igrejas de São Sebastião e Matriz de Nossa Senhora do Bom Conselho, soavam fortes, a sirene do Cine Leão tocava forte. O que eu não entendi porque só gente haveria de ficar em silêncio.

O medo tomou conta de nós , quando imediatamente um barulho enorme de aviões sobrevoando a cidade, não sei porque, eu e meus irmãos tremíamos e os nossos pais rezavam. De vez em quando isso acontecia. Era uma coisa terrível . Eu criança , entendia que o tal Hitler era um monstro gigante mais alto que a torre da Igreja. Foram chamados para servir a guerra vários rapazes da cidade, mas só vem na lembrança o nome do saudoso Heloizo Ribeiro. Assim que relembro a nossa Arapiraca durante a Segunda Guerra Mundial. São fatos que não saem da memória.

Fonte (link): http://studiojosedesa.blogspot.com.br/

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

ARAPIRACA: NOSSA TERRA, NOSSA GENTE – III*
Por José de Sá (Artista plástico, radialista, teatrólogo e prof. de música)

Voltando a comentar o passado de Arapiraca-AL, o que tenho na memória, e arquivos que guardo com muito cuidado e respeito. Agradecendo o comentário do amigo Edvaldo Leão, lembrando a lapinha, que era preciso lavar os pés para ver. Lembrando, a lapinha era montada na residência do sr. Chiquinho Lúcio, mas pertencia a D. Manoela, que passava o ano inteiro guardando coisas para completar o presépio que era chamado de lapinha. E o interessante Edvaldo, é que era coberta de palha. Ao chegar o dia Santos Reis, as palhas eram queimadas co ritual de pastorinhas, me lembro bem a canção que elas entoavam : “NOSSA LAPINHA ESTÁ SE QUEIMANDO ADEUS MINHA GENTE ATÉ PARA O ANO”. Era assim a tradicional lapinha.

Quanto ao pastoril bem lembrado no comentário de uma amiga nossa, o primeiro pastoril foi ensaiado por minha mãe, Otília de Sá, em parceria com D. Maria do Juca, a mãe do saudoso Né do Juca, em 1948. As principais pastorinhas eram as filhas : MESTRA: LACY CONTRA MESTRA : NEGUINHA, DIANA EDLEUZA, ERAM GAROTAS BONITAS E ARRECADAVAM MUITOS VOTOS PARA ELEGER A RAINHA DO PASTORIL.

O que chamava a atenção era o figurino confeccionado com papel crepon. As apresentações eram feitas na sala da residência dos JUCAS, vizinho a igreja de S. Sebastião, ou melhor vizinho a residência do sr. Zeferino Magalhães, o responsável da construção da Igrejinha. Na época não existia a entrada para a rua Estudante José de Oliveira Leite, atrás eram vários sítios com muitos cajueiros e mangueiras. A atual praça Marques da Silva, chamava-se Rua Nova, no centro, apenas a cacimba que fornecia água para a população. Aliás essa rua teve vários nomes, vejam só, de Rua Nova passou a se chamar Rua GABINO BEZOURO , Na administração do prefeito Luiz Pereira Lima, foi denominada Praça Durval de Góis Monteiro, foi construída a primeira praça da cidade, com postes e bancos no estilo colonial. Flores e plantas adornavam o logradouro público que ganhava uma harmonia maravilhosa com uma plantação do famoso pé de Picus , onde um senhor que viera de Viçosa para cuidar da jardinagem da praça, era o senhor Baldiuno que ao cortar o FICUS, transformava-o em animais e pássaros. E, foi atrás de uma dessas figuras que se escondeu o assassino do saudoso Marques da Silva. Logo após a morte de Marques da Silva, a praça recebeu nova restauração, desta feita com belíssima fonte luminosa e sonora e passou a se chamar PRAÇA MARQUES DA SILVA.

Agora eu faço questão de chamar bem a atenção dos meus amigos, com foi a ideia de montar a fonte luminosa. Passando por Arapiraca o famoso CIRCO NERINO, NO FINAL APOTEÓTICO era apresentada uma lindíssima fonte luminosa chamada de águas dançantes executando a valsa de Straus DANÚBIO AZUL deixando todos boquiabertos. O prefeito João Lúcio pediu informações e conseguiu encomendar a fonte luminosa, que depois era apelidada pelos opositores de cabide de D. Inez. Foi por muitos tempos apreciada , e trazia pessoas de outras cidades para conhecê-la . Não fosse a maldade de políticos invejosos, ainda existiria, porque não? AS FONTES DE PARIS NÃO EXISTEM? A minha memória fluída vai continuar na próxima semana, vivendo ARAPIRACA, NOSSA TERRA, NOSSA GENTE.

* José de Sá é artista plástico, radialista, teatrólogo e professor de  artes e música.
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

ARAPIRACA: NOSSA TERRA, NOSSA GENTE – IV*
Por José de Sá (Artista plástico, radialista, teatrólogo e prof. de artes e música)

ESTOU ESCREVENDO ESTE ARTIGO AGORA PARA OS AMIGOS DO FACEBOOK, RELATANDO OS FATOS QUE ACONTECERAM NO PASSADO.
VAMOS FALAR NO NATAL DE ARAPIRACA-AL, JÁ QUE A ÉPOCA É PROPÍCIA .
AI QUE SAUDADE! COMO ERA O NATAL EM ARAPIRACA!
PRAÇA MANOEL ANDRÉ. CALÇADÃO QUE PARECIA O CAIS DE UM PORTO. BARRACAS ERAM ARMADAS NA PARTE DE CIMA, ERA O PASSEIO DOS JOVENS SONHADORES. A BEBIDA , CERVEJA QUENTE, POIS NÃO EXISTIA GELADEIRAS. GOSTOSA A CERVEJA CHEIA DE ESPUMAS. METADE CERVEJA, METADE ESPUMA. UMA DELÍCIA. NINGUÉM PEDIA, ME DÁ UMA CERVEJA GELADA! E O TIRA GOSTO, PIPOCA CASEIRA QUE ERA SERVIDA EM PACOTINHOS. BEBIDA FORTE, ERA O FAMOSO “CINZANO” BEBIDA DE RICO.

ESTOU FALANDO DAS GULOSEIMAS, DAS FESTAS NATALINAS DO PASSADO QUE AINDA POVOA OS NOSSOS PENSAMENTOS. DO CACHO DE ROLETES DE CANA PREGADOS EM TABOCAS, DO ROSÁRIO DE COCO OURICURI, DAS COCADAS CASEIRAS, DAS BROAS DE GOMA, E A LEMBRANÇA DA BOLA DE SOPRO QUE ERA VENDIDA POR UNIDADE. QUANDO O CANSAÇO CHEGAVA, VAMOS SABOREAR UM PICOLÉ NA SORVETERIA DO SENHOR ZÉ PEDRO, SITUADA NA ESQUINA EM FRENTE A IGREJA DE NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO .

O PARQUE DE DIVERSÕES ERA UMA GRAÇA. PRESTE ATENÇÃO QUE VOU DESCREVER MINUCIOSAMENTE: UMA RODA ENORME MOVIDA POR VÁRIOS HOMENS, ERA UMA DIVERSÃO CHAMADA ONDA, MOVIA PARA OS LADOS E BAIXAVA CONFORME O PESO DAS PESSOAS. UMA GRAÇA. E ERAM ARMADAS VÁRIAS ONDAS, BEM DECORADAS. OS BARCOS QUE AS MOÇAS E RAPAZES APOSTAVAM PARA VER QUEM SUBIA MAIS ALTO. OUTRA DIVERSÃO, O FAMOSO TRIVOLIM, QUE SÓ ANDAVA QUANDO ESTIVESSE CHEIO. PASSAVA HORAS E HORAS PARA ENCHER.AS MOÇAS ANDAVAM DE BRAÇOS DADOS RODEANDO A PRAÇA E OS RAPAZES ANDAVAM LADEADOS GALANTEANDO AS GAROTAS.

O SINO BADALAVA! ESTAVA NA HORA DA MISSA DO GALO! MISSA CAMPAL, ATRÁS DA MATRIZ, CELEBRADA PELO SAUDOSO PADRE EPITÁCIO. LOGO APÓS TODOS VOLTAVAM PRA CASA LEVANDO O ROSÁRIO DE COCO E OS ROLETES DE CANA, DORMIR PENSANDO NOS PRESENTES DE PAPAI NOEL, SAPATOS NA JANELA OU EM VOLTA DA CAMA. SE FOI OBEDIENTE DURANTE O ANO, A MOCINHA RECEBIA UMA BONECA DE PANO. O MOCINHO UM CARRO DE MADEIRA, QUE NO DIA SEGUINTE PASSAVA A EXIBIR AOS AMIGOS.
SAUDADE! SAUDADE E MAIS SAUDADE! ERA ASSIM O NATAL SIMPLES, DO MENINO DEUS! O NATAL SEM BRIGAS. O NATAL TÃO INOCENTE COMO O MENINO JESUS. O NATAL DE ARAPIRACA!

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

ARAPIRACA: NOSSA TERRA, NOSSA GENTE – V*
Por José de Sá (Artista plástico, radialista, teatrólogo e prof. de artes e música)

O nosso comentário desta vez, é para mostrar alguma coisa da vida política que alcancei. Como é bom para os políticos, hoje estão com companheiros no palanque, amanhã só Deus sabe. E nós, pobres eleitores arranjando brigas, inimigos, por causa deles. Vou relatar a briga política de Luiz Pereira Lima e Valdomiro Barbosa. Como foi a disputa para prefeito, logo após a ditadura de Getúlio Vargas. Sr. Luiz Pereira Lima, grande comerciante, morando em palacete na Praça Manoel André , desfrutando de grande prestígio, seria o candidato do governo a prefeitura de Arapiraca-AL. Do outro lado sairia candidato o sr. Valdomiro Barbosa, proprietário da Empresa FORÇA E LUZ DE ARAPIRACA. Luiz Pereira Lima, PSD. Valdomiro Barbosa, PTB. Eu quero chamar a sua atenção, para você ver como são os políticos. Hoje estão separados, amanhã juntos.

A campanha do sr. Luiz Pereira Lima, foi organizada, advinha por quem? Nada mais nada menos pelo professor Miguel Valeriano que na época havia deixado o seminário pois não tinha vocação para padre, e o senhor seu pai Tibúrcio Valeriano e família não ficaram satisfeitos, queriam um padre na família. Miguel Valeriano não seguia a linha da família, ficou do lado dos “Pereiras”, enquanto os familiares eram do lado do sr. Valdomiro. Miguel Valeriano não só organizou a campanha, foi locutor oficial e presidente da torcida jovem.

Foi comprado um luxuoso automóvel de passeio de cor azul, veja como funciona bem a minha memória, o Sr. Gondim técnico de rádio na época, montou o sistema sonoro com um cornetão em cima do veículo. Ao lembrar as coisas passageiras, como era engraçado e como funcionavam as campanhas políticas. As músicas não eram falando nome de candidato. A música usada para propaganda de Luiz Pereira era o sucesso do momento “A VALSA DO VAQUEIRO” gravada por Bob Nelson, o “cowboi apaixonado”, com os famosos olorei e pi.

E a voz possante de Miguel Valeriano ecoava em toda Arapiraca: VOTE BEM, VOTE EM LUIZ PEREIRA PARA PREFEITO, ARAPIRACA PRECISA CRESCER. Do outro lado a música, era um pouco estranha, Jorge Veiga cantando: EXISTE CINZAS AINDA NO MEU CORAÇÃO, QUE O MEU PRIMEIRO AMOR DEIXOU. E o carro de som era um caminhão com dois cornetões. Sabe quem era o locutor oficial? Lourenço de Almeida. Tinha uma voz aguda e gostava de soltar umas piadas para criticar o adversário. Era assim que se expressava Lourenço de Almeida: O POVO NÃO QUER CORONEL, QUER UM HOMEM NA PREFEITURA PARA CUIDAR DO PROGRESSO ASSIM COMO CUIDA VALDOMIRO BARBOSA COM A FORÇA E LUZ DA CIDADE. NÃO PERCA O SEU VOTO, CORONEL JÁ ERA, VOTE PARA PREFEITO, VALDOMIRO BARBOSA.

Os comícios eram engraçados, caminhões levavam gente para os sítios. Política acirrada dos dois lados. Enfim chegou o dia da eleição. õ Õ , Quase morro de tanto comer. Era carne demais, frutas e verduras, os caras aproveitavam e comia dos dois lados. Eh EH guaraná quente espumando. No dia seguinte, apuração. Não foi a esperada. O povo esperava a vitória de Valdomiro, mais o engano foi grande, quem disparava na frente em todas as urnas era Luiz Pereira. O juiz eleitoral, Dr. Coaracy da Mata Fonsêca, que seria futuro genrro do prefeito eleito, pois era noivo da belíssima Sílvia. Claudenor vibrava com a vitória do pai. A pretensão era no futuro ser deputado estadual.

Faltando poucos dias para a posse, aconteceu o que ninguém esperava. O escrivão e ex-prefeito João Ribeiro Lima , avisou ao sr. Valdomiro Barbosa, que nas urnas constavam mais votos que o número de eleitores da cidade e foi marcada uma reunião para a recontagem dos votos no cartório. Chegou ao conhecimento dos “Pereiras” que ficaram com muita raiva e prometeram acabar com a recontagem. E foi o que aconteceu. Era um sábado a tarde, quando se dirigiram ao cartório: Valdomiro Barbosa, Lourenço de Almeida, Florisval Barbosa. Quando pegaram nas urnas, tiveram a surpresa , chegavam em frente o cartório, Claudenor Lima acompanhado de capangas armados até os dentes. Gritavam: “Saiam covardes, parem com essa besteira, a recontagem só pode ser feita com ordem do juiz”.

Agora os senhores imaginem , se o Dr. Coaracy faria isso com o futuro sogro . E os gritos ecoavam em toda a rua Lúcio Roberto. “Covardes, vamos ensinar a verdade, vamos acabar com a raça dos “Barbosas'”. ouve-se um estampido , e um tiro era dirigido ao cartório. Não se sabe quem atirou, mais incrível , a bala bateu no quadro do”CORAÇÃO DE JESUS” que estava na parede do cartório. O Sr. João Ribeiro e os demais correram para o interior da casa. D. Terezinha Ribeiro aconselhou para que eles fossem embora. Mas como sairiam? Foi gozado, resolveram sair travestidos de mulher. Sem serem percebidos, Valdomiro Barbosa, Florisval Barbosa e Lourenço de Almeida com panos na cabeça, atravessaram a Praça Manoel André, saíram da residência do sr. Valdemar e entraram na residência do sr. Manoel Lúcio, mandaram um recado para os familiares pedindo carro para levá-los para Limoeiro de Anadia-AL.

Uma semana depois, foi marcada a posse de LUIZ PEREIRA LIMA, PREFEITO ELEITO DE ARAPIRACA. Agora chego ao principal assunto. Mudança de partido. A discórdia dos “Barbosas” com os “Pereira” era acirrada. Sempre quando havia festa promovida pela prefeitura , faltava energia. E foi assim por muito tempo. Ao chegar em Arapiraca o médico DR. JOSÉ MARQUES DA SILVA, os “Barbosas” romperam com os ‘Lúcios”, e se juntaram ao grupo dos “Pereiras”. Estão vendo como é fácil para os políticos, hoje inimigos, amanhã amigos.

Luiz Pereira Lima, fez uma grande administração, acabou com os tanques que tinham donos e transformou em lagoas para todos, hoje Parque Ceci Cunha. Acabou com a praça que mais parecia um cais. Construiu a Praça Durval de Góis Monteiro, hoje atual Praça Marques da Silva.

__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

ARAPIRACA, NOSSA TERRA, NOSSA GENTE – VI*
Por José de Sá (Artista plástico, radialista, teatrólogo e prof. de música)

Estamos continuando com a série de comentários, focalizando a nossa querida Arapiraca-AL, tão querida que deixa a gente sem fôlego para comentar. Hoje vamos falar a respeito da nossa Festa de N. S. do Bom Conselho. Adeus festa. Que festa. Alguém que não viveu os momentos de alegria que nós desfrutávamos nos anos dourados, onde o respeito aos Santos, onde as nossas tradições eram respeitadas.

Alguém pode até dizer como já ouvi , quem vive de passado é museu. Arapiraca, hoje uma cidade sem memória. Aqui não se conserva nada. Não é preciso lembrar nada. Quem toma conta do poder não tem nenhum interesse em conservar isso ou aquilo. Existe Festa da Padroeira hoje? Respondam por favor. O que nós estamos assistindo é um parque que tira dentro de segundos o dinheiro do pobre pai de família que para satisfazer a vontade dos filhos, deixa de comprar o pão e a carne para entregar ao parque explorador, o verdadeiro vendedor de ilusões .

Se não bastasse a maior desorganização de barracas acumuladas no destruído Parque Cecí Cunha, a nossa querida deputada, se hoje fosse viva ficaria envergonhada com tamanha desordem. O trânsito mete medo aos que precisam se locomover. Ainda chamam de Festa da Padroeira. Aquilo cheio de malandros. Cheio de pessoas de pensamentos negativos e de brutal procedimento é chamada de Festa da Padroeira. Fiquei irritado quando resolvi dar umas voltinhas e conhecer o que fizeram com uma tradição secular, que já foi evento cadastrado no calendário turístico do Brasil.

Eu levaria horas e horas escrevendo, se fosse relatar o que foi a Festa de nossa excelsa Padroeira. Quantas saudades eu sinto da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais. E assim que nós ficamos ao depararmos com tamanha anarquia. Falta o cuidado e o respeito ás nossas tradições. Os nossos impostos sobem vertiginosamente e nós ficamos chupando os dedos quando nos deparamos com tamanha brutalidade. Nós não valemos nada, o nosso dinheiro vai pelo ralo.

Tiraram a Festa do comércio porque Arapiraca cresceu. Agora eu lhe pergunto, Recife-PE cresceu? Porque a festa da Padroeira do Recife, N.S. do Carmo, é no Centro do Recife, o Carnaval é no Centro de Recife. Não estou aqui querendo que volte os tempos passados. Estou querendo defender as tradições que em outras Cidades são respeitadas. Estamos cansados de tanto engano. Votamos, pensando que estamos acertando. Que decepção. É uma pena, não acertamos nós povos, vamos continuar sonhando com a divulgação de um slogan mentiroso, futura Metrópole e haja besteira nisso.

Você meu amigo, está convidado para asistir no dia 2 de fevereiro a procissão de N. S. DO BOM CONSELHO, e ver os políticos acenando para o povo, como se a Festa fosse deles. Eu te peço virgem Santa, Mãe do Bom Conselho, tem piedade daqueles mascarados que nem católicos são. DAI A CESAR O QUE É DE CESAR.

* Fonte: Stúdio José de Sá.
[ Editado por Pedro Jorge / E-mail: pjorge-65@hotmail.com ]
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
SAIBA MAIS – Stúdio José de Sá, Arapiraca-AL
Seta cubeb1