Dep. José Marques da Silva


 
 

Deputado José Marques da Silva

 
“ Se o ponto final dessa verdadeira tragédia for como tudo indica, minha eliminação pessoal, desejo apenas que minha família sofra com resignação e cuide de meus três filhinhos, a fim de que mais tarde, eles possam fazer, por Alagoas e pelo o Brasil, o que não me foi possível realizar”.
José Marques da Silva
[ Fonte ( frase ): Livro ” Marques da Silva – A Morte Anunciada ” ]
 
 
BIOGRAFIA
 
José Marques da Silva, nasceu no dia 12 de fevereiro de 1924, era filho do fazendeiro e agro-pecuarista Alcino Marques da Silva e da professora Josina Marques da Silva. O casal teve Três filhos; Otacília Marques da Silva, Valdemar Marques da Silva e José Marques da Silva, todos já falecidos.

José Marques da Silva, aprendeu as primeiras letras com sua mãe e a sua infância foi igual a todos os garotos da sua idade, brincando na rua, jogos de bola  e em meios aos animais. Após  completar sete anos de estudo na Escola Mista do povoado, onde nos fundos, funcionava a empresa de algodão do seu pai ( um vapor de algodão ).

Após concluir o curso primário no então distrito de Canudos, Marques da Silva, foi estudar em Maceió, e não perdia os laços com a família e o seu pequeno povoado onde nasceu, todos os finais de semana e as férias eram revistos com muita saudade.

Marques da Silva estudou ainda em Palmeira dos Índios antes de  fazer o exame de admissão em Maceió.

Marques da Silva, segue seu destino, foi para Maceió, estudou no Colégio Diocesano e anos mais tarde formou-se em medicina em Salvador/BA. Após concluir o curso veio para Arapiraca, e não perdeu os contatos com sua terra de origem, era normal, clinicar, sem contudo nada cobrar das pessoas pobres, amigas,  moradores e agricultores das terras de seu pais.

Outra virtude de Marques da Silva, era a dedicação e respeito a todas as  pessoas, independente da sua condição social ou econômica. Sempre que solicitado, atendia aos clientes em suas residências por mais distante e humilde que fosse, e na maioria das vezes doava os  medicamentos quando os pacientes não tinha condições.

 Médico, com 32 anos de idade, faria 33 anos no dia 12 de fevereiro, cinco dias antes foi assassinado, no dia 7 de fevereiro de 1957, ás 20 hs 45 minutos, em frente a residência onde morava, na praça que hoje leva seu nome.
Formado em medicina, pela faculdade da Bahia/BA, chegando em Arapiraca no dia 14 de fevereiro de 1952, logo após concluir o curso.

Iniciou sua vida pública em 1948, quando cursava o terceiro ano de Medicina, foi convidado a ser candidato a deputado estadual pelo então Senador Rui Palmeira, não obteve êxitos nessa investida política. Voltou a sair candidato em 1954, saindo vitorioso com 3.760 votos. Em Arapiraca, votaram 7.400 eleitores. Marques da Silva, foi o deputado mais votado do Estado, seu coeficiente deu para eleger mais dois deputados.

Deputado José Marques da Silva, dias antes do seu assassinato

 
 
HOMENAGEM
Homenagem anônima, dias após  seu assassinato:
 
 
Trabalhaste o progresso de uma terra / Cuidaste a defesa de uma gente
A saudade de ti jamais se encerra / Morreste como simples e inocente.
 
Cumpriste no mais alto grau da vida / A missão que Deus te enviou
E foi trabalhando e nesta lida / Que uma onda de ódio te prostou.
 
Caridade, amor, dedicação / Eis que foram cheios os teus dias
Porque tinhas um nobre coração / Que a todos constante atendias.
 
Ó morte, tão ingrata e traiçoeira! / Vieste com teu gládio esmagador
Roubar a esperança alvissareira / De um povo que padece amarga dor.
 
Como herói brasileiro assim provaste / Sem temor com coragem e amor febril
E na última caminhada, onde passaste, / Derramaste o teu sangue varonil.
 
Honraste tua pátria com firmeza / Enfrentaste a luta com ardor
Defendia a verdade com presteza / Sem olhar as ciladas e o furor.
 
Meu coração de pena compungido / A minha alma por ti prateia e chora,
A lembrança não sai do meu sentido / O meu peito suspira a cada hora.
 
Declinaste nas mãos da tirania, / Ó amigo fiel e generoso,
Para mil, foi trocada a alegria / Num oceano sem fim angustioso.
 
Tornou-se imortal o nome teu / Deixado um pesar interminável
Como é pois, que acontece / Uma cena tão triste e lamentável.
 
Morreste… mas que viva para Deus / E que se prolongue na história
E a separação dos amigos teus / Dela se conserve eternal memória.
 
Arapiraca, perdeste uma grandeza! / Um futuro brilhante apontarás
Mas depressa surgiu a incerteza / Deste belo porvir que acenaras.
 
 
Para mim são chegados os desenganos, / Mas se o tempo chegar a envelhecer-me
Que a vida decorra por longos anos / Eu prometo de ti nunca esquecer-me.
 
Roguemos ao amável Bom Jesus / Que por nós morreu tão cruelmente
Que te dê o descanso e eterna luz / Na paz de um Deus Onipotente.
 
[ Fonte: Livro: “Marques da Silva –  A Morte Anunciada”, 2005 ]
 

   
 
Para Adquirir o Excelente Livro do Jornalista Roberto Gonçalves,  “Marques da Silva – A Morte Anunciada”  Ligue Para:              (082) 3521-2062 ou (082) 9136-7878.
 
 
Crimes e Processos Insolúveis em Alagoas (Sinopse)
[ 8 de julho de 2011 ]
 
Cronologia dos Crimes
O Jornal EXTRA apresenta, a seguir, uma cronologia dos crimes que mais repercutiram na história de Alagoas, nos últimos 50 anos. Crimes de queima de arquivo, de vingança, de conotação política, de guerra de grupos, deixando um rastro de sangue e de impunidade, que tem sido a marca do Sindicato do Crime neste Estado: muitos deles, até hoje, sem a punição dos autores intelectuais e dos mandantes.Deputado Marques da Silva
O Médico José Marques da Silva chegou a Arapiraca/AL na década de 1950, procedente da Bahia, onde concluíra o curso de Medicina, e foi assassinado na noite de 7 de fevereiro de 1957, exatamente cinco anos depois, já como deputado estadual, na metade do mandato.

Como o Vereador Benício Alves, Marques da Silva também pertencia as hostes da UDN, tendo, por isso, de enfrentar opositores ferrenhos. De adversários políticos do bloco do PSP, liderado pelo Deputado Claudeonor Lima, Marques da Silva passou para o campo da inimizade pessoal, sendo visto normalmente acompanhado de guarda-costas, inclusive, durante mais de dois anos, pelo “pistoleiro” Floro Gomes Novaes, que mais tarde tornou-se um dos mais temidos de todas as épocas em Alagoas. Tendo Claudeonor sido acusado de mandante, os pistoleiros Francisco e Antônio Caxeado foram os autores materiais. Teve um terceiro, que figura como intermediário: Lau Ferro, de Bom Conselho/PE. Todos foram a julgamento.

Fonte: Jornal EXTRA.

[ Fonte: http://www.oxentenews.com.br/2011/07/08/crimes-e-processos-insoluveis-em-alagoas/ ]

 
Pesquisa: Blog Arapiraca Legal
Contato: E-mail – blogassociado1@live.com
 
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s