Origem de Arapiraca


ORIGEM DE ARAPIRACA – 1

Tendo Manoel André Correia dos Santos se casado com  Maria da Silva Valente, filha do Capitão Amaro da Silva Valente, foi morar em Cacimbinhas-AL com a família do sogro, mas sendo acostumado ao clima do mato, Manoel André não se ajustou ao modo de vida do sertão, por esse motivo seu sogro autorizou-o a procurar uma propriedade  num local que fosse favorável aos seus trabalhos agrícolas. Manoel André soube que o Capitão José Joaquim do Cangandú tinha pra vender uma légua quadrada de terra, dada como dote a sua filha YáYá comprometida em casamento com o jovem Moisés Madeiro.

Manoel André procurou seu parente João de Deus da Silva e foram conhecer o terreno, se informaram do valor e contaram para o Capitão Amaro Valente que aceitou o negócio, pagou o terreno e autorizou imediatamente a Manoel André a tomar posse na terra.

Era o ano de 1848 quando Manoel André construiu sua casa no chamado espigão do Cangandú, por não haver casas perto da sua hospedaria durante a construção da casa foi uma frondosa árvore de arapiraca, por essa razão, ele deu ao lugar o nome de Arapiraca. Os outros genros de Amaro da Silva Valente permaneceram em Cacimbinhas até a morte do sogro que aconteceu em 1857.

Tendo sido feita a partilha da terra com todos os herdeiros, José Veríssimo e seus familiares vieram tomar posse de suas partes, os que não quiseram vir morar em Arapiraca venderam suas partes para amigos interessados. Os que foram chegando construíram suas casas no meio de suas partes ficando assim todos morando distante uns dos outros e ao mesmo tempo dando origem aos povoados Cacimbas, Baixão, Canafístula, Caititús e outros, e assim a Arapiraca de Manoel André ficava no Centro .

Pé de arapiraca

A esposa de Manoel André, Maria da Silva Valente faleceu em 1855 e foi sepultada ao lado de sua casa, sua mãe Isabel da Rocha Pires ficou muito triste com a morte de sua primeira filha e ainda mais por ela não ter sido sepultada na Igreja de Santa Cruz como  era o costume de toda família, com esse sentimento aconselhou a Manoel André  que quando pudesse construísse uma Igreja no lugar de sua sepultura.

Manoel André  guardou na lembrança o conselho recebido e em 1864 construiu uma capela no local previsto e escolheu por padroeira Nossa Senhora do Bom Conselho, sua inauguração foi com uma Missa celebrada pelo Padre Otávio de Oliveira no dia “Dois de fevereiro de mil oitocentos e sessenta e cinco,(02/02/1865).

Após a construção da Capela os que iam se casando se esforçavam para morar perto da Igreja e assim o povoado de Arapiraca ia crescendo, e por isso Arapiraca foi chamada de “Terra de Manoel André e de Nossa Senhora do Bom Conselho”. A aproximação e a união de todos os povoados geraram a Cidade de Arapiraca, que tornou-se célebre o nome de Manoel André Correia dos Santos e sua família.

Fonte: Livro “RAÍZES E FRUTOS DE ARAPIRACA”

Autor: Valdemar Oliveira de Macedo.

[ Editado por Gilvan J. S. ]

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ORIGEM DE ARAPIRACA – 2
 
Arapiraca/AL, um município considerado recente, registra que por volta de 1848, as terras pertenciam a Marinho Falcão. E foi vendida a Amaro da Silva Valente, que junto com sua família habitou na região. A história conta que o genro de Amaro da Silva, Manoel André Correia, abriu caminhos pelas matas virgens até descobrir uma planície fértil e rica em árvores frondosas, principalmente a “arapiraca”. Nesse lugar iniciou o povoado que recebeu, desde a origem o nome Arapiraca, um termo indígena que significa “ramo que o periquito visita” (Ara = periquito; poya = visitar e aca = ramo).
 
Em homenagem ao falecimento da esposa de Manoel André, em 1855 foi construído, sobre sua sepultura, a capela de Nossa Senhora do Bom Conselho.
 
O povoado progrediu e seu desenvolvimento justificou a elevação à vila em 1924. E em 1938, por meio de decreto, tornou Município. Em 1949 a cidade recebeu o titulo de comarca, desvinculando de Limoeiro de Anadia. Com a cultura econômica voltada para o beneficiamento do fumo – produto base da economia do município – recebeu o título de “Capital Brasileira do Fumo”, com a maior área contínua de plantação do mundo. É o segundo maior município de Alagoas, atendendo comercialmente não só ao Agreste, mas ao Sertão e ao Baixo São Francisco.
 
Entre os seus festejos destacam-se: a festa da padroeira, entre o mês de janeiro e fevereiro e a Emancipação Política, comemorada no dia 30 de outubro.[ Fonte: br.answers.yahoo.com ]

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ORIGEM DE ARAPIRACA – 3
Por Roberto Gonçalves

A origem do município de Arapiraca data de 1848, quando o português Amaro da Silva Valente, morador no antigo Sítio Cacimbinhas, adquiriu uma propriedade e nele instalou a família de seu genro, Manoel André Correia, que se estabeleceu ás margens de uma lagoa de águas limpas cercada de árvores denominadas “arapiracas”.

Após alguns anos, diversos familiares vêm juntar-se á família, constituindo desta forma, o embrião de um primitivo núcleo comunitário. Todavia, foi a abertura da primeira trilha ligando á propriedade chamada Vila de Porto da Folha, atual Cidade de Traipu-AL, que o aglomerado começou a desenvolver-se e a assumir os contornos de povoado.

A partir de então, toda a produção agrícola da região, antes vendida apenas na feira da vizinha Lagoa dos Veados, passou a ser escoada até os povoados e lugarejos próximos a Traipu e daí até Penedo-AL, através do Rio São Francisco.

Em 1880, Arapiraca ganha novo impulso com a chegada de Esperidião Rodrigues da Silva, que, juntamente com Florêncio Apolinário, instala a primeira casa comercial no lugarejo. Decorridos quatro anos, já funcionavam no lugar, uma escola mista, sub-delegacia de polícia, feira livre, além de outras melhorias.

Nesta época, o povoado se firmou como passagem obrigatória dos que buscavam caminho mais curto para Penedo. Além do progresso econômico e comercial, Arapiraca começava a demonstrar sua força política e em 1892, elege Manoel Antônio Pereira Magalhães, sobrinho de Manoel André, intendente de Limoeiro de Anadia (este cargo era equivalente a prefeito).

Naquele ano foi instalada a agência dos Correios e o Primeiro Cartório de Registro Civil. Animados com o grande avanço da comunidade, o povo de Arapiraca começa a acalentar o desejo de ver o povoado emancipado politicamente.

Em 1918, ano que se implanta o Tiro de Guerra, desencadeia-se o movimento emancipatório que ganha contornos mais nítidos ao longo dos próximos seis anos. Em 1924, Esperidião Rodrigues vai a capital do Estado e após vários dias de investidas consegue em 30 de maio, através da Assembleia Legislativa, a aprovação do projeto de lei que reconhece como Município as terras de Arapiraca.

Em novembro do mesmo ano são eleitos os primeiros prefeitos, vice-prefeitos e conselheiros municipais, cabendo a Esperidião Rodrigues governar a nova cidade. O município progride e em 1944, assiste á criação da sua primeira Paróquia, instalada com a invocação de N. S. do Bom Conselho, subordinada á Diocese de Penedo/AL.

[ Fonte: Informativo da Prefeitura Municipal de Arapiraca ]

[ Editado por Pedro Jorge ]

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